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que pente que me penteia?, por romério rômulo

que pente que me penteia?

por romério rômulo

 

se ela quiser eu vou

faço logo a travessia

manuelzão já me chamou.

 

ainda que seja na cheia

atravesso o vau de rio

com um cavalo na veia.

 

o sertão é gado limpo

música semi-colcheia.

com que roupa eu chego lá?

que pente que me penteia?

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rivotril, 2.5, por romério rômulo

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eu vejo a tua mão como uma estrada, por romério rômulo

eu vejo a tua mão como uma estrada

por romério rômulo

 

eu deixo à tua mão tumultuada

todo o meu sono, todo o meu desvelo

-a minha ânsia é um caudal de gelo-

eu vejo a tua mão como uma estrada.

 

se entrego à tua mão meu atropelo

e rasgo a carne doce como nada

eu tenho a tua mão como uma estrada.

-a minha vida é fio e é novelo-

 

eu te abro nas mãos um labirinto.

o mundo que me cabe é mal traçado

e tudo que te entrego é o indistinto

"furiosamente delicado."

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se amo o teu olho dilatado, por romério rômulo

Colagem com obras de Beksinski

se amo o teu olho dilatado

por romério rômulo

 

o anjo da morte me chega, olho de cobra

sua pupila ardente me retalha

meu foro íntimo é um corte de navalha

 

o mundo por inteiro é uma dobra.

 

2.

nasci agora e o meu amor nasceu

da tua pele feita madrugada.

 

quando eu escrevo é que a emoção morreu.

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por tudo, liberdade para Lula!, por romério rômulo

por tudo, liberdade para Lula!

por romério rômulo

 

a tua alma nos pertence, toda.

a tua mão é a nossa, sem limites.

a tua cara anda no país

como cara do povo que é luta.

 

toda essa gente que te beija e chora

numa paixão tamanha, incendiada

te vê como futuro sem migalhas

te entrega seu passado como espera.

 

te cabe, como sabes, ser o homem

que, pé na estrada, se orgulha de ser um

destes tamanhos que te cercam e esperam

um amálgama contigo, sangue e carne.

 

poucos não sabem disto que acontece.

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e se eu te der meu riso de menino?, por romério rômulo

Imagem: obra de Lucian Freud

e se eu te der meu riso de menino?

por romério rômulo

 

1.

se a tua mão quiser viver comigo

e a tua mão não me couber, por certo

te deixo a minha pele como abrigo

te entrego o meu olhar como deserto.

 

2.

se eu te entregar o meu destino

me deixarás tua mão, me deixarás tua boca?

 

e se eu te der meu riso de menino?

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quanto mais me darás? quantos amores?, por romério rômulo

Fotomontagem com obras de Leonid Afremov

quanto mais me darás? quantos amores?

por romério rômulo

 

são duros os porvires e as aguadas

naquelas pretas e tortas madrugadas.

 

o beijo que me deste vem de antanho

e traz toda a grossura de um rebanho.

 

fizeste um querubim na minha alma.

quanta ternura me deste, quanta calma

vinda do além e presa de estertores.

 

quanto mais me darás? quantos amores?

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poema da ausência, por romério rômulo

poema da ausência

por romério rômulo

 

se eu morresse agora

se eu morresse hoje

quem não me namora

pode derreter.

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se eu fosse maradona, 67, por romério rômulo

Foto: The Telegraph

se eu fosse maradona, 67

por romério rômulo

 

se eu fosse maradona

fazia tudo que quero

o meu gado, minha chuva

minha dança de bolero

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carta para lorca e tàpies, por romério rômulo

carta para lorca e tàpies

por romério rômulo

 

quando eu fosse menino e te entregasse

o meu coração tumultuado

no rasgo deste mundo desaguado

no travo da paixão que me amarrasse

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a moça de portinari, por romério rômulo

a moça de portinari

por romério rômulo

 

1.

essa mulher nasceu e foi embora.

se o meu olho não alcança vê-la

o que dizer da sua pele agora?

 

-as águas de brodowski vão bebê-la.

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sou aço, um sal grosso, borborema, por romério rômulo

Obra de Kandinsky

sou aço, um sal grosso, borborema

por romério rômulo

 

quando a noite me embala e eu viro vidro 

quando a noite me embala e eu viro porto

quando a noite me embala e eu oxido

 

sou aço, um sal grosso, borborema

em estado perfeito de paixão.

 

o que importa a mim que a carne trema?

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como sou branco, deus do céu!, por romério rômulo

como sou branco, deus do céu!

por romério rômulo

 

como sou branco, deus do céu! vampiro

com as amarras do peito pelo mar.

poetas vão dizer do meu suspiro

sereias todo dia vão urrar:

 

nas escadas finais do meu martírio.

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a calha de conter as águas duras, por romério rômulo

Obra de Alfredo Volpi

a calha de conter as águas duras

por romério rômulo

 

a guia, a tua guarda, a tua voz de incêndio

a tua tempestade que me crava

o véu da tua calha que me explode

o canto do teu olho, minha falha

os códigos das matas que me amam

as falas repetidas nas jornadas

 

sobre o rio sem margem que me bebe

tudo é belo e vão, tudo é estalo.

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o gol da globo é só corrupção, por romério rômulo

o gol da globo é só corrupção

por romério rômulo

 

o gol da globo é só corrupção

uma mentira funda e deslavada.

 

se você ainda pega nessa mão

amigo, a sua mão está atada

na merda que é merda sem perdão.

 

escapa dessa força de ilusão.

só cabe caminhar em outra estrada.

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