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Formação Mestre em Planejamento Urbano e Regional - IPPUR/UFRJ

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Pesquisa inglesa informa que brasileiros vivem longe da realidade dos fatos, por Sergio da Motta e Albuquerque

Pesquisa inglesa informa que brasileiros vivem longe da realidade dos fatos

por Sergio da Motta e Albuquerque

A organização de pesquisa de mercado Ipsos Mori, uma das maiores do Reino Unido, publicou seu relatório anual de 2017 (5/12) sobre a percepção pública das populações de vários países do planeta sobre temas presentes na vida pública e na imprensa internacional, como terrorismo, criminalidade, gravidez de adolescentes, imigração e presença nas redes sociais. A ideia é por a teste a capacidade de diferentes grupos sociais em distinguir fatos concretos de suposições sem comprovação.

Os brasileiros foram os campeões na prova do distanciamento entre a realidade concreta e fatos verificados: só perdemos para os sul-africanos. Em 2015 , estávamos em terceiro lugar. Passamos a segundo, este ano. Nossa população, de acordo com a pesquisa, vive longe da realidade e acredita, por exemplo, que a os assassinatos aumentara entre os anos 2000 e 2016 no país. Na realidade, não houve aumento nem diminuição, afirma o estudo. A situação continua a mesma e não houve aumento nos crimes de morte neste país, entenderam pesquisadores britânicos. Acreditamos, também, que a maior parte da população tem uma conta no Facebook. Não é verdade e só uma minoria (47%) tem presença naquela rede social.

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O que não foi dito sobre o submarino desaparecido ARA San Juan, por Sergio da Motta e Albuquerque

O que não foi dito sobre o submarino desaparecido ARA San Juan

por Sergio da Motta e Albuquerque

Entrevista com Alexandre Galante, editor dos Portais “Poder Naval” e “Defense Forces”

O desaparecimento do submarino argentino ARA San Juan em águas do Atlântico sul (15/11) trouxe novas e velhas questões de interesse nacional a respeito do papel estratégico atual dessas embarcações no mundo contemporâneo. O trabalho da grande imprensa nacional foi superficial , e só os portais especializados da web e algumas revistas temáticas impressas apresentaram uma cobertura convincente a atualizada sobre os detalhes mais relevantes sobre a embarcação argentina. Pouca gente sabia que o navio argentino foi concebida para superar a classe 209, usada pela Marinha do Brasil e mais alguns países do mundo. E que o ARA San Juan era maior, mais veloz e possuía maior autonomia que os nossos 5 submarinos. O público também não foi informado que o ARA San Juan por pouco não recebeu um reator nuclear.

O submarino argentino pertence à classe 1700, feita sob encomenda para a Argentina nos estaleiros HDW em Kiel, Alemanha e foi comissionado para serviço em 19 de novembro de 1985 . Ele, e seu irmão ARA Santa Cruz são embarcações maiores e mais possantes que a linha 209 da Marinha do Brasil - o maior sucesso de vendas deste tipo de embarcação, com mais de 60 unidades vendidas pelo mundo afora, Brasil incluso. O tipo 209 de submarinos que o Brasil emprega ainda não está completamente ultrapassado. A TyssemKrupp Marine Systems (controladora da HDW desde 2005) em sua página da web ainda divulga a propaganda da série 209 em seu último modelo mais atual (o 209-1400), e alguns países ainda tem interesse em equipar suas marinhas com tais meios. O Egito, por exemplo, recebeu um 209-1400 em agosto deste ano do estaleiro alemão.

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Morre Fats Domino, o professor do “rock'n'roll"

 Morre Fats Domino, o professor do “rock'n'roll"

por Sergio da Motta e Albuquerque

A emissora France24 (25/10) anunciou hoje ao mundo a morte de “Fats Domino”, um dos legendários criadores do rock 'n' roll. Os franceses também informaram que “Fats” era de origem “creole”, uma população mestiça que ainda vive na Louisiana, sul dos Estados Unidos. Daí seu nome de batismo: Antoine Dominique Domino Jr. Ele tinha 89 anos e sua família informou que ele morreu de “causas naturais”.

“Fats Domino” (1928-2017) viveu em Nova Orleães toda a sua vida. Ficou famoso entre minha geração quando definiu o rock de forma simples e verdadeira: “Bem, o que agora chamam de rock n' roll é rythm blues. Eu venho tocando isso há 15 anos em Nova Orleães”, publicou o canal “Euronews” (25/10). Eu lembro quando ele disse isso há muitos anos atrás no antológico filme da Fox “The Girl can't help it” (1956, Frank Tashlin). A fita foi traduzida no Brasil como “Sabes o que quero”.

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Morre Fats Domino, o professor do rock & roll

 

A emissora France24 (25/10) anunciou hoje ao mundo a morte de “Fats Domino”, um dos legendários criadores do rock 'n' roll. Os franceses também informaram que “Fats” era de origem “creole”, uma população mestiça que ainda vive na Louisiana, sul dos Estados Unidos. Daí seu nome de batismo: Antoine Dominique Domino Jr. Ele tinha 89 anos e sua família informou que ele morreu de “causas naturais”.

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Novela carioca fez elogio à “justiça” do tráfico, por Sergio da Motta e Albuquerque

Sergio da Motta e Albuquerque

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Enquanto o Rio de Janeiro mergulha no caos da guerra entre facções criminosas ligadas ao tráfico de drogas, na novela “A Força do Querer” (Rede Globo), a personagem “Elvirinha” (vivida pela atriz Betty Faria), para resolver um problema de família, pediu a mediação do chefe do tráfico da favela da Rocinha, que fica no Bairro de São Conrado, Zona Sul da cidade. A “justiça” e mediação dos traficantes é conhecida pela população mais pobre do Rio de Janeiro, mas a atitude da “Dona Elvirinha” - mulher abastada que poderia encaminhar suas demandas legais para a Justiça – não encontra justificação alguma em um momento como este que vivemos agora no Rio de Janeiro.

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Temer submisso na China e humilhado no Brasil, por Sergio da Motta e Albuquerque

Temer submisso na China e humilhado no Brasil

por Sergio da Motta e Albuquerque

Mesmo sendo o nosso presidente um dirigente ilegítimo, é triste ver o supremo mandatário deste país ser chamado na imprensa de “ladrão”, em público. Boa parte da imprensa (2/9) brasileira publicou a a acusação do empresário Joesley Batista. A culpa é do Planalto, que intitulou o denunciador “grampeador-mor da República”. Trataram do assunto com casualidade e acabaram com uma ofensa direta ao impopular presidente. O problema não são os muitos deméritos de Temer, mas a ofensa ao cargo de presidente do nosso país.

Mas o pior foi ver Temer, em sua viagem na semana passada ao país oriental, aceitar dos chineses o mesmo discurso e postura inflexível que sempre tiveram como Brasil. Dizem os chineses que nossas economias são “complementares”: Eles querem nossas matérias-primas, “porque têm infra-estrutura” e capacidade de produção vigorosa. A China ignora a capacidade industrial brasileira. Astutos, os tecnocratas, economistas e outros técnicos do partido que planejam a economia “de mercado” chinês não desejam incentivar ou comprar nossas mercadorias de maior valor agregado.

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O legado cruel das Olimpíadas, por Sergio da Motta e Albuquerque

O legado cruel das Olimpíadas

por Sergio da Motta e Albuquerque

Houve uma boa dose cinismo no  Jornal da Globo (4/8, 20:40), ao apresentar um patético arremedo de celebração do "legado" das Olimpíadas do Rio em 2016. Que legado?

A reforma urbana prometida para a Praça Mauá agora depende totalmente da iniciativa privada para pagar o obra cara (e ultra,super faturada). A crise do estado em seus três níveis ( federal, estadual e municipal) não permite o investimento, e o local não conta mais com policiamento à noite e outros serviços urbanos prometidos ao “Porto Maravilha”. O município do Rio de Janeiro “quebrou”, e os empresários hoje passam longe do esforço de Paes em moldar a cidade aos interesses dos empreendedores imobiliários.

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Inflação negativa não é bom sinal, por Sergio da Motta e Albuquerque

Inflação negativa não é bom sinal

por Sergio da Motta e Albuquerque

O governo Temer anuncia a deflação em junho deste ano como se fosse um grande avanço para a economia, uma nova direção para um “país desgovernado”, como vociferam os atuais ocupantes do poder. As grandes emissoras de TV acompanham a festa, e comemoram o que muitas vezes, como no nosso caso, deveria ser visto como produto de “recessões severas acompanhadas de alto desemprego”, explicou com razão a página da Agência Brasileira de Notícias (7/7).

Acertou na mosca. Nosso caso é semelhante ao Grego, e não deve ser comemorado. A deflação é uma queda generalizada nos preços e serviços produzidos em uma economia em um determinado período de tempo. Ela pode acontecer, como no nosso caso, por baixa de preços provocada por falta de capacidade de pagamento da população. Com as vendas em queda, o cidadão evita o consumo e o empreendedor é obrigado a baixar os preços.

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O jurista bom de briga que derrotou Sérgio Moro, por Sergio da Motta e Albuquerque

Colagem feita com caricatura do Conjur

O jurista bom de briga que derrotou Sérgio Moro

por Sergio da Motta e Albuquerque

Uma perda dolorosa em família levou embora minha frágil retórica: sou homem de dados e gráficos. Texto é algo difícil, e sai de mim sofrido como o tempo que vivo. Agora, neste momento, as palavras me fogem. Não trazem brilho ou lume. Cansei da política e seus impasses aflitos que atormentam a população. Mas descobri Lenio Streck, o pós-doutor em Direito pela Universidade de Lisboa que  aceitou um debate com Moro no IBCCRIM (Instituto Brasileiro de Ciências Criminais) em 2015 (31/8) e foi traído pelos organizadores do encontro: Moro falou por último, antes de Lenio, para escapar de sua retórica demolidora. Ele conhece o homem e tem medo dele. Não teve coragem, nem argumentos, para debater com o mestre pouco conhecido do direito brasileiro. Fugiu da crítica dura e justa.

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A menina alemã, por Sergio da Motta e Albuquerque

 

A menina alemã

por Sergio da Motta e Albuquerque

No início dos anos 60 eu e minhas irmãs vivíamos, com nossos pais, em um condomínio fechado na Zona Norte do Rio de Janeiro. Lá vivia também uma família alemã. Uma casal idoso que trazia sua neta para brincar conosco. Não sei muito bem por quê: era gente fechada que não mantinha contato com nossos vizinhos. A casa deles era diferente, quase toda fechada, e parecia dizer à nós todos que eles queriam ficar ali sem ser incomodados.

Mas eu lembro que nós, eu e minha irmã mais velha, costumávamos frequentar a casa e brincar com a garota. Seu nome era Martine, e ela era neta do Sr. Franz e da Dona Katharina. Ela nunca conseguiu entender muito bem o Brasil. Fazia confusão, e acreditava que nós (eu e minha irmã) éramos uma gente meio árabe, meio espanhola. Eu ficava entretido com os devaneios e as interpretações teatrais de Martine sobre o que ela imaginava ser a minha família. Ela dançava, fingia tocar castanholas e representava um mundo que estava tão distante dela quanto o meu. Era divertido. E ela era bonita. Alta, loura e inteligente.

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A pós-verdade matou Dona Marisa

 

Eu estava a ler sobre o jornalismo e a “pós-verdade”, quando deparei com a notícia da morte da companheira de Lula nesta vida por tantos anos. A passagem da ex-primeira Dama Maria Letícia (nascida Maria Letícia Rocco Casa), foi um choque para mim. Ela foi uma senhora muito tímida e discreta, reconhecida pelo público e imprensa como a “mulher do Lula”.

Dona Marisa (1950-2017) foi uma vítima inocente da pós-verdade, o neologismo mais famoso de 2016, de acordo com o Dicionário Oxford. O que é a pós-verdade? Um outro nome para a mentira publicada? O quanto sabemos nós, pobres leigos, desta nova forma de narrar os fatos? A pós-verdade é a negação da narrativa factual do jornalismo que “tenta moldar a opinião pública através do apelo à emoção e crenças pessoais”, ensinou o especialista em gestão e administração da Fundação Getúlio Vargas Thomas Wood Jr (25/1).

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O que quer Putin e a sua máquina de propaganda nacionalista?

A preocupação dominante entre os democratas norte-americanos - pelo menos a mais presente na imprensa diária ianque - é a suposta influência que os russos, através de invasões cibernéticas a sites e correios eletrônicos de agentes “peso-pesado” do governo ianque, teriam tido na eleição de Donald Trump. Os democratas não aceitaram a derrota e preferem continuar a acreditar em complôs internacionais e tentar incendiar um cenário já bastante “ quente” da cena internacional. Os democratas perderam, entre outras causas, por sua insistência em manter uma política externa intervencionista.

Com ou sem as “notícias falsas” (fake news), Trump foi eleito, mas este “terceiro-turno” dos americanos, a girar em torno da “intervenção russa” no resultado das urnas, trouxe um grande problema: a simples presença na imprensa ianque desta suspeição na segurança do sistema eleitoral do país é uma grande vitória para Vladimir Putin e sua máquina de propaganda.

 

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Os ricos do Brasil e o minério estratégico que o país despreza, por Sergio da Motta e Albuquerque

 
por Sergio da Motta e Albuquerque
 
A lista anual de multimilionários da revista Forbes é uma referência mundial de abastança. Ou riqueza, melhor dizendo. A relação dos brasileiros, publicada pela revista no final do ano passado mostra alguns casos interessantes, do 5º ao 9º lugar. Neles estão alguns magnatas locais ligados às comunicações e ao cinema. Notem que a lista pula do 6º para o 9º lugar. Abílio Diniz [7º lugar] e Jorge Moll Filho [8º] ficaram de fora da relação publicada no “Povo online”, mas constam na lista da Forbes americana. Os dois não trabalham, ou estão ligados a nenhum tipo de negócio envolvendo a propriedade de meios de comunicação, ou a entretenimento e mídia. Leia mais »
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Dylan envia discurso ao Nobel e manda Patti Smith cantar em seu lugar, por Sergio da Motta e Albuquerque

por Sergio da Motta e Albuquerque

Depois de não comparecer a homenagem (30/11) pessoal do presidente Obama aos norte-americanos vencedores do Nobel, o cantor Bob Dylan resolveu enviar Patti Smith (5/12), outra poeta-cantora e compositora bastante politizada, para preencher o vazio deixado por sua ausência na festa do Nobel. Algo que o mundo não deve estranhar, dada a distância entre as visão de mundo de Dylan, e a da turma envolvida com a nobre, glamourosa e conservadora premiação em Estocolmo. Não há nada em comum entre elas.

Durante a semana passada, Dylan brincou com seus colegas dos Stones. Ironizou a monarquia. Chamou o guitarrista Ronnie Wood de “Sir Ronnie”,e o sisudo Charlie Watts de “Sir Charlie”. Foi sarcástico: “qualquer um na Inglaterra é um “Sir”, não é?”, debochou. Os ingleses dos Stones, informou o Guardian (1/12) desistiram de tentar ensinar a hierarquia da nobreza inglesa ao compositor. Preferiram saudá-lo pela premiação. Mais uma vez, Dylan foi muito econômico com os elogios. Não fez nenhum. Deixou amigos o elogiarem. E ele mostrou-se feliz, sem exageros ou concessões.

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Vídeos

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Duelo Desigual

 

 

O novo vídeo (13/1) do ataque à revista Charlie Hebdo mostra uma clara inadequação do armamento da polícia francesa para o combate a terroristas ou outros grupos bem armados, como traficantes de drogas.

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Duelo Desigual

Novas filmagens do ataque à Charlie Hebdo mostram fragilidade da polícia francesa diante dos fusis de assalto de uso militar dos terroristas. O armamento padrão da polícia francesa é a pistola Sig Sauer SP 2022. Uma arma que dispara balas de 9mm, totalmente incapaz e conter uma arma de assalto desenhada ´para uso militar.

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Campeã na bola e no marketing

                                                                   Por Sergio da Motta e Albuquerque

A Alemanha fez uma meticulosa preparação para adaptar seu time a condições adversas e ganhar a Copa. Além de vencerem com todos os méritos, a equipe germânica mostrou que não se renova o futebol apenas com mudanças táticas e investimento na produção local de craques nacionais. Uma boa dose de marketing estratégico também ajudou na conquista da Copa.

A seleção alemã agregou elementos de marketing pessoal que alavancou um time que nunca morou no coração dos brasileiros (a não ser quando jogávamos contra a Argentina). Tudo começou com a adaptação ao clima tropical.  A rádio 95 FM Dourados (14/7) fez uma relação de medidas adotadas que funcionaram muito bem para ajustar a seleção alemã a um país onde o caráter fechado teutônico contrasta com a improvisação brasileira e a hospitalidade natural da população local.

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Áudio

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