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Segurança pública e pacto democrático, por Walter Sorrentino

Segurança pública e pacto democrático

por Walter Sorrentino

Uma mexida e tanto no tabuleiro político-eleitoral. Os riscos democráticos da medida da intervenção federal no Rio precisam ser considerados  como parâmetros importantes. Bloco governista ocupa espaço das candidaturas antissistema, põe Temer na disputa presidencial e desafia a oposição a reagir.

Rio, cidade que é caixa de ressonância nacional, está no descalabro político-administrativo. O crime organizado infiltrou-se nas instituições e a insegurança pública é galopante. O povo do Rio não merece essa situação, clama por soluções urgentes contra a violência, com razão. Não é possível deixar de se solidarizar com os cariocas. Mas também não é possível esquecer que índices de violência maiores que os do Rio em vários Estados da Federação, sem contar que o crime organizado e a falência do sistema prisional atingem praticamente todo o país. O problema é efetivamente nacional.

Face a isso, Temer decretou a intervenção do Exército brasileiro na segurança pública do Rio, após 12 outras operações promovidas na cidade com os militares. Só que agora sob a figura de uma “intervenção federal”, a primeira desde a Constituição de 1988.

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Carnaval em Sampa, por Walter Sorrentino

Foto M de Mulher

Carnaval em Sampa, por Walter Sorrentino

O carnaval na cidade de São Paulo já se fez monumental. Milhões de pessoas vão pelas ruas, já a maior multidão em todo o Brasil em carnaval.

Antes, mesmo os que só se referiam ao Sambódromo, eram levados a não perceber a multitude do samba paulistanos e suas grandes expressões, entre as quais Leci Brandão.

Agora, alguns dizem disfarçadamente que ainda é “careta” ou, quem sabe, “bem comportado”.

Não creio. O êxtase e alegria de milhões são feitos pelo que marca a paulistanidade: multidiversidade expansiva, pluralidade livre e acolhedora, sem abadás nem corda, sem cervejas em garrafas e arrastões. Enfim, só se incrementou com a condição de manifstação civilizada.

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Democracia ferida, por Walter Sorrentino

Por Walter Sorrentino

O dia de hoje, 24 de janeiro de 2018, avançou uma vez mais o arbítrio no país. A sentença do TRF4 contra Lula foi marcada pelo escárnio, pelo alinhamento dos votos.

A democracia foi mais uma vez ferida, coisa que se repete na história do país a um só tempo como farsa e tragédia. Desta vez, pela hipertrofia do papel do Judiciário que se instalou com o caos institucional e o vazio político criado pelo golpe do impeachment, apoiado pela maioria do sistema político, midiático e empresarial.

Ninguém ganha com isso, nem sequer os algozes, sobre os quais pesará a dificuldade em legitimar-se perante a sociedade. Mais do que ganhar ou perder eleições, quem perde é o Brasil, o povo e a democracia. A instabilidade tende a permanecer e pode jogar sombras até mesmo sobre a única saída possível em tal caos: as eleições sob a soberania do voto popular.

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Os donos do poder, os malês e Lula

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EMBRAPA, patrimônio nacional a ser revigorado, por Walter Sorrentino

EMBRAPA, patrimônio nacional a ser revigorado

por Walter Sorrentino

Repercutiu fartamente a notícia de demissão sumária do sociólogo Zander Navarro, emérito pesquisador do agro e da ruralidade em nosso país, dos quadros da EMBRAPA. Assinou a ordem o presidente da Instituição, depois de um artigo publicado no Estado de São Paulo (Por favor, Embrapa: acorde!, em 5/1/2018).

Zander Navarro abriu debate público sobre a situação da EMBRAPA, que ele julga estar sob sérios dilemas administrativos e morais. A resposta do presidente da instituição, Maurício Antônio Lopes, foi sumária: demissão do pesquisador por “ignorar sistematicamente os códigos de ética e de conduta da Empresa”.

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Fúria e determinação, feminismo e emancipacionismo, por Walter Sorrentino

Fúria e determinação, feminismo e emancipacionismo

por Walter Sorrentino

A cerimônia do Globo de Ouro em Los Angeles foi palco para a iniciativa contra assédio sexual. Ficou tingida de preto a premiação, em protesto contra as agressões sexuais, com a senha #Metoo. O plano, chamado Time’s Up, (“o tempo acabou”), inclui um fundo de defesa legal, que até agora arrecadou US$ 13,4 milhões da sua meta de US$ 15 milhões, para proporcionar apoio legal subsidiado a mulheres e homens que foram sexualmente assediados, agredidos ou ainda abusados em seu local de trabalho.

A iniciativa tem como foco especial pessoas com baixos salários, como empregadas domésticas, porteiros, garçonetes, trabalhadores de fábricas e da agricultura. O movimento se formou depois que uma avalanche de acusações que pôs fim à carreira de homens poderosos do entretenimento, dos negócios, da política e dos meios de comunicação, provocada pelo escândalo de má conduta sexual do produtor de cinema Harvey Weinstein. De Holliwood, antes ou ao mesmo tempo, foram denunciados Kevin Spacey, James Tobak, James Franco, Brett Ratner, Dustin Hoffman, Bill Cosby, Roman Polanski e Woody Allen.

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O Anjo Gabriel, por Walter Sorrentino

O Anjo Huck

por Walter Sorrentino

O Brasil vive um momento verdadeiramente incrível. Como já disse Tom, não é para amadores. Acontecem coisas do arco da velha – e secretas, acreditem.

O país já é campeão da Inteligência Artificial, mas poucos sabem disso. O programa tem sido sigiloso até agora, desenvolvido no Vale do Suplício nacional, as Organizações Globo.

Gabriel desceu à terra. Leio em Canção Nova (!) que os arcanjos pertencem à terceira hierarquia (Principados, Arcanjos e Anjos) e são responsáveis por executar as ordens de Deus, por isso estão mais perto de nós. Gabriel Arcanjo é o anunciador, por excelência, das revelações divinas. Seu nome significa “Emissário do Senhor” ou “Deus é meu protetor” ou ainda “Homem de Deus”.

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A esquerda e o desenvolvimento soberano, por Walter Sorrentino

Arte Sul21

A esquerda e o desenvolvimento soberano

por Walter Sorrentino

Demétrio Magnoli, em artigo* intitulado “Para onde vai a ´nova esquerda´?” busca refletir sobre os impasses do estado de bem estar social, tempo que, julgo eu, não retorna mais. Nessa rota ele afirma que “o nacionalismo é a trincheira da direita”, o que seria, para ele, “uma verdade óbvia. "Haveria hoje uma “nova esquerda” que cultua o Estado-nação, sendo a soberania nacional “a opção fundamentalista que interliga a direita a essa ´nova esquerda´ sem rumo.”

Magnoli parte da crítica à formulação de Dani Rodrik, professor turco de Economia Política Internacional atuando em Harvard, que identificou um “trilema”, problema que só admite a conciliação entre dois de três objetivos, no caso, soberania nacional, democracia e hiperglobalização. Rodrik sugere uma solução que é a renúncia à hiperglobalização, criticada por Magnoli.

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Estratégia frentista ampla para tirar o país da crise, por Walter Sorrentino

Estratégia frentista ampla para tirar o país da crise

por Walter Sorrentino

Um ano é tempo demasiadamente longo em meio à crise política-institucional para supor inalteradas as variáveis do quadro político brasileiro; até porque muitas delas são ingovernáveis, como as da crescente judicialização da política (que, aliás, poderá conhecer um grau inédito de intervenção do STF e TSE na campanha.)

As eleições de 2018 já são parte cada vez mais central da conjuntura, mas as pesquisas precisam ser lidas apenas como sinalizações, porque há macro indefinições e não está cristalizada a evolução das incertezas e indefinições.

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A economia no país: “Houston, we have a problem!”, por Walter Sorrentino


Foto: Expedição de Apollo 13 à Lua - Arquivo/NASA

Por Walter Sorrentino

As análises sobre o PIB do 3º trimestre na grande mídia não são análises, apenas afirmações apologéticas. Pura disputa de narrativas sem amparo na realidade. Mais honesto seria utilizar a célebre oração que imortalizou o drama do retorno da Apollo 13 em 1970, em sua viagem à Lua, abortada por uma explosão do tanque de oxigênio.

O Globo mancheteou: “PIB indica recuperação consistente”. O gráfico principal apresentado sustentou que o consumo das famílias se manteve inalterado (1,2%) – logo ele que é considerado o “motor da retomada” – e o investimento, depois de 15 trimestres consecutivos, cresceu 1,6%. O governo usurpador com cabeça de planilha, inibiu fortemente e de modo pró-cíclico as despesas públicas – a PEC do teto os congelou por 20 anos – quando se sabe que o teto de gastos acabou inibindo despesas públicas e que as compras do Governo têm um peso de, em média, 20% do PIB.

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STF: engasgos e tropeços mantêm a crise, por Walter Sorrentino


Foto: STF

Por Walter Sorrentino

A sessão de ontem (11 de outubro) do pleno do STF deliberou que o Poder Judiciário dispõe de competência para impor, por autoridade própria, medidas cautelares que não a prisão a deputados e senadores — mas, se essas medidas restringirem o exercício regular do mandato parlamentar, como o afastamento do cargo, caberá ao Congresso Nacional decidir, em um juízo político, se aplicará ou não a decisão judicial. O Ministro Marco Aurélio Mello foi o único a votar no sentido de que ao Judiciário não cabe aplicar a parlamentares as medidas cautelares.

Nesse ponto, o placar foi de 10 votos a 1. O julgamento, então, prosseguiu e terminou em 6 a 5, com o voto de minerva da presidente do STF, Ministra Cármen Lúcia. Uma sessão anterior da 1a. Turma do STF havia decidido impor ao Senador Aécio Neves o afastamento do mandato e o recolhimento domiciliar noturno.

Nesse episódio destacam-se, entre outros, alguns aspectos altamente didáticos. Mais do que decidir a favor ou contra o Senador Aécio Neves, o julgamento tratou de uma questão essencialmente de Estado, e resultado inverso agravaria, sem dúvida, o caos político-institucional instalado o país.

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Crise de governo e pacto conservador, por Walter Sorrentino

Crise de governo e pacto conservador

por Walter Sorrentino

Imprevisibilidade segue como o sobrenome da crise política e institucional em busca de saídas. Seu nome, neste momento, atende por crise aguda de governo. O governo Temer já vive fora das leis da gravidade. Diminuem seguidamente as probabilidades de que permaneça: ainda se esperam outras denúncias do Ministério Público, delações como a de Lúcio Funaro e Eduardo Cunha, quem sabe Loures. Um xeque-mate será possível em poucos lances assim que a pactuação pelo alto, em curso acelerado, decidir como prosseguir sem passar mais por Temer.

O campo de forças que o sustentou, a partir do próprio impeachment, dividiu-se taticamente, porque os setores que o integram buscam sobrepor-se uns aos outros quanto à saída de nova Presidência da República em 2018. Mas segue forte e unido em frente ampla em torno do essencial: as “reformas”, impedir Diretas Já e buscar impedir a candidatura de Lula (ou no mínimo minar as condições de vencer).

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O momento político, caminhos a percorrer, por Walter Sorrentino

Foto El Pais

O momento político, caminhos a percorrer

por Walter Sorrentino

O presidente Temer foi posto em xeque e, em poucos movimentos mais, sabe que virá o xeque mate. Temer ainda se segura, tem ciência de sua fragilidade, procura ainda chantagear com as reformas (e a "caneta" para garantir apoios) para que o consórcio do impeachment o mantenha no cargo, mas teme por sua liberdade, que vai tentar negociar.

A Globo, com a Lava Jato minando o terreno da política, precipita essa solução. Age de modo exclusivista visando impor seu caminho - que é principalmente o de assegurar as reformas, mas também promover alternativas a 2018, que parecem ser decididamente o de nomes no campo da anti-política.

O país segue conflagrado na crise política e institucional. Ela foi aprofundada com o impeachment, que desmoralizou a nação e desnorteou a sociedade. Há um sistema de conflitos múltiplos, difíceis de alinhar entre as forças políticas e o protagonismo político indevido do Judiciário, no interior do próprio Judiciário, tendo o Congresso enfraquecido pela Lava Jato bem como sua inapetência para pensar a garantia democrática da institucionalidade.

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Convocar Constituinte agora é favorecer a ofensiva conservadora, por Walter Sorrentino

Convocar Constituinte agora é favorecer a ofensiva conservadora

por Walter Sorrentino

As forças da esquerda política e social, do campo democrático e progressista tem a grande responsabilidade de se unirem em frente ampla para a resistência à agenda neoliberal do governo Temer-tucano e, nesse caminho, reorganizarem-se e reformularem plataformas para disputar novos rumos para o país – dar novas esperanças ao povo brasileiro.

O essencial é o fim do governo usurpador, originário do golpe que derrubou a presidenta Dilma Rousseff, e propor eleição direta de um novo chefe de Estado, disputando a vitória de um governo oriundo das forças políticas e sociais progressistas e democráticas. 

Nisso, entre tais forças, apresenta-se a polêmica de inserir no mesmo plano imediato de ação por novas eleições presidenciais a convocação de uma Constituinte. Não se leva em conta, nisso, um aprendizado histórico irrefutável: convocar Constituinte é interesse das forças que estão em ofensiva para estabelecer novo regime político, econômico e social, ou seja, mudar a ordem vigente. 

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Os direitos dos trabalhadores é que salvarão o Brasil, por Walter Sorrentino

Foto - Sebastião Salgado

Os direitos dos trabalhadores é que salvarão o Brasil

por Walter Sorrentino

No 1º de Maio de 1943, há 73, nós trabalhadores obtivemos a Consolidação das Leis do Trabalho, a familiar CLT, que na época se podia comparar ao fim do tráfico negreiro de escravos. Com essa conquista, fortalecemos ainda mais o sindicalismo como instrumento de luta.

Hoje, um governo usurpador, sem a legitimidade dos nossos votos, quer aprovar o Projeto de Lei 6787, de 2016, do Poder Executivo, que “altera do decreto-lei 5452 de 5 de maio de 1943, e a lei 6019 de 3 de janeiro de 1974, sobre eleições de representantes em locais de trabalho, sobre o trabalho temporário e outras providências.

Ou seja, quer se destruir na essência a CLT com mais de 100 modificações que liquidam direitos e os instrumentos de luta para defendê-los e conquistá-los. Todas elas são muito graves são claros retrocessos.

O mesmo na aposentadoria. Na semana que vem o governo quer aprovar a PEC 287, “reformando” a Previdência para acabar com a aposentadoria por tempo de contribuição, mantendo apenas a por idade (cujo piso foi elevado). Propõe-se exigências muito superiores e valores de benefícios muito inferiores aos atuais para a aposentadoria; exclui, na prática, o direito à aposentadoria dos mais pobres.

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