A sexualidade masculina revelada

Enviado por Vânia

Observação minha: Por curiosidade calculei o diâmetro. Resultado: 3,711494; algo um pouco maior que o Pi…

A medida exata do homem

Por Oscar Rickett, Nirlando Beirão e Reinaldo Moraes

Da Carta Capital

Um estudo mediu 15 mil pênis mundo afora e concluiu: o tamanho médio do membro masculino é bem menor do que se supunha

A sugestiva cornucópia pagã remete à fartura, em todos os sentidos

Aquele pequeno detalhe

Por Oscar Rickett / The Guardian

A antiga pergunta finalmente ganhou resposta científica: quando ereto, 13,12 centímetros de comprimento e 11,66 centímetros de circunferência. Quando flácido, 9,16 centímetros de comprimento e 9,31 centímetros de circunferência. Essas são as medidas do pênis do homem médio segundo uma pesquisa realizada com mais de 15 mil indivíduos mundo afora.

Os números devem ajudar a “tranquilizar os homens de que o tamanho de seus pênis está no padrão normal”, disseram os pesquisadores, que reuniram dados de estudos cujos participantes tiveram seus membros medidos por profissionais. Os números coletados viraram o gráfico abaixo, que deve ser usado no futuro por médicos para aconselhar homens com “ansiedade de pênis pequeno”.

Nos piores casos, um homem pode ser diagnosticado com “transtorno dismórfico corporal” – condição psicológica debilitante que pode levar a comportamento obsessivo e antissocial, depressão e suicídio. Mas isso é raro. Só 2,28% da população masculina tem pênis anormalmente pequenos, a mesma porcentagem os tem incomumente grandes.

Os participantes tinham de 17 a 91 anos e seus pênis foram medidos em 20 estudos anteriores, realizados na Europa, Ásia, África e Estados Unidos. A equipe não encontrou evidências de diferenças no tamanho relacionadas à raça, embora a maioria dos homens do estudo fossem de origem europeia ou do Oriente Médio. Os pesquisadores também não encontraram relação entre o tamanho do pé de um homem e o de seu órgão sexual. E admitiram:  os resultados podem ter sido influenciados pela possibilidade de que os homens que se ofereceram para ser examinados fossem mais confiantes no tamanho de seus pênis do que a população em geral.

O trabalho, publicado na revista de urologia BJU International, foi o primeiro a combinar todos os dados existentes sobre medidas de pênis em um gráfico definitivo. A informação poderá ser útil para tranquilizar os homens preocupados com seu tamanho. Mas também poderá ter o efeito de prejudicar os egos daqueles que se consideravam dotados além do normal.

Meu primo de Bauru

Por Nirlando Beirão

“Meu primo de Bauru tem um problema.” Trocando eventualmente Bauru por Pindamonhangaba, ou Barra Mansa, ou Catolé do Rocha, era assim que começavam nove entre dez mensagens recebidas pela redação da revista Playboy nos anos em que lá militei, duas décadas atrás. Aposto que a média se mantém ainda hoje nas revistas masculinas; aquela ansiedade excruciante diante do dilema do “primo de Bauru”: estará o instrumento viril da criatura à altura da expectativa da parceira? Como assegurar ao macho atormentado a tranquilidade do centimetralmente correto?

As mensagens – por e-mail, cartas, até os esquecidos telegramas – oscilavam da mais profunda angústia a uma explosiva irritação. Sim, muitas vezes, ao expor aquela pequenininha contrariedade que no entanto lhe seria supostamente alheia, o leitor já se prevenia contra o consolo mais ou menos óbvio. “E não me venham com essa história do que o que importa é a qualidade, não a quantidade”, reagia. “Sei que as mulheres não pensam assim.”

Não havia muito a fazer em termos de psicanálise epistolar (e editorial) a não ser publicar uma vez por ano, às vezes duas, aquela manjada reportagem acerca do esponjoso tema, quando um desfile de autoridades com foro científico era convocado a amenizar, com denso embasamento teórico, o sofrido drama de tantos primos de Bauru – e alhures.

Na apresentação clássica do Davi de Michelangelo, tamanho não é documento

“Serei eu normal?” é o instigante título da pesquisa que acaba de ser publicada no British Journal of Urology International (BJUI). Já que a mostra é (bem) volumosa (15.521 homens, predominantemente europeus, mas também africanos e orientais), os cinco cientistas britânicos agrupados em torno do King’s College de Londres (inclusive, duas mulheres) acabaram por desmitificar algumas verdades aparentemente insofismáveis da sexualidade masculina. A começar pela presunção folclórica de que negros são mais bem dotados e os orientais, menos. “Não há sinal de diferenças de acordo com a variação racial”, conclui o estudo, que investigou 320 homens na Nigéria, 253 na Tanzânia, 660 turcos, 144 coreanos, 271 jordanianos, 1.149 egípcios, 150 iranianos e 301 indianos da região de Kerala.

Outras lendas do senso comum ruíram espetacularmente ao pé do mais ambicioso levantamento de campo já feito sobre o assunto. Não é estatisticamente comprovado – assegura o estudo – que as dimensões do órgão viril tenham a ver com o tamanho do dedo indicador ou do pé direito ou com o volume testicular. Não se encontrou tampouco alguma correlação significativa entre a idade – jovens adultos ou mais idosos – e a medida peniana. Nem entre héteros e homos. A única suspeita que ficou no ar é que a altura do homem pode ter alguma correspondência com sua envergadura máscula. Mas o inverso – pequena estatura, volume menor – não é obrigatoriamente verdadeiro.

“Eu estava na piscina!”, gritou George Costanza (Jason Alexander), num antigo episódio de Seinfeld, ao ser flagrado no vestiário masculino, em condição de constrangedor encolhimento, por olhos maliciosamente perscrutadores. O drama da virilidade, mostra o inseguro Costanza, atinge com frequência as raias da anedota. Mas nem sempre o homem está disposto a rir dessa piada.

O relatório da turma do King’s College refere-se a um artigo de 2006, assinado por Janet Lever, David A. Frederick e Letitia Anne Peplau, e publicado na revista Psychology of Men & Masculinity, em que o silencioso sofrimento do macho é escancarado sem máscara. E pesquisa dos cientistas americanos envolveu mais de 52 mil heterossexuais, homens e mulheres. No estudo, 85% das mulheres declararam estar satisfeitas com o tamanho do pênis do parceiro; mas só 55% dos homens estavam satisfeitos com o tamanho de seu próprio órgão. Dá para lembrar o que escreveu Gay Talese em sua série de reportagens batizada de A Mulher do Vizinho: “O pênis, muitas vezes visto como uma arma, é também um fardo, o fardo do macho”.

Medida por medida

Por Reinaldo Moraes

Instalado no meu observatório universal, que aqui em casa é conhecido como sofá da sala, leio no jornal a intrigante notícia de que cientistas do prestigioso King’s College London, na Inglaterra, acabam de divulgar os resultados de uma extensa pesquisa acerca do tamanho do pênis humano adulto, tópico de reiteradas piadas e profundas angústias pessoais no mundo masculino. Depois de analisarem os pênis de 15,5 mil homens caucasianos e do Oriente Médio que vivem na Inglaterra, os sábios londrinos chegaram à conclusão geral de que o comprimento médio de um pênis flácido é de 9,16 centímetros. Duro, o danado chega a 13,12 centímetros. Não posso imaginar o que Shakespeare, que escreveu a comédia Medida por Medida, diria sobre a pesquisa de seus conterrâneos. Sei é que, durante a adolescência, além do meu, só via os paus assexuados dos meus colegas de classe no vestiário da piscina da escola e no clube que eu frequentava. Via também os paus da molecada mijando em muros, postes e arbustos. Mas nunca me passou pela cabeça ir lá medir o pau de ninguém, até porque nenhum deles se mostrava duro no banho coletivo ou na micção. Não que eu me lembre, pelo menos.

Vai daí que os únicos paus duros de que tenho lembrança na puberdade eram, além do meu próprio, os dos bisonhos desenhos dos “catecismos” ou “livrinhos de foda” que me caíam nas mãos trêmulas de desejo, com destaque para os de Carlos Zéfiro, que mostravam sujeitos com membros maiores que seus fêmures. Temia que, ao crescer, meu pau não chegasse a atingir proporções tão gigantescas. Não era, em todo caso, o que o meu prezado apêndice parecia prometer. Só torcia pra ele não ficar como o do Davi de Michelangelo, que inspirou a velha (e sempre boa) piada envolvendo o lendário presidente do Corinthians, o espanhol Vicente Matheus e sua mulher Marlene, diante da famosa estátua no museu de Florença. Marlene teria exclamado: “Nossa, que pinto pequeno que os caras tinham na antiguidade!” Ao que o tosco e desbocado corintiano teria retrucado: “É que naquela época as mulhé também num tinham o bucetón que elas têm hoje”.

Saber agora que um pinto médio ereto mede 13,2 cm, ao menos na Inglaterra, não me causa espanto. Só me faz lembrar de outra história, essa com mais jeito de verídica, que me foi relatada por um médico baiano amigo. Diz ele que, nos seus tempos de estudante de medicina na Bahia, nos inícios dos anos 1960, as alunas, ainda raras em meio a classes quase totalmente masculinas, eram poupadas pelos professores, nos exames orais, de perguntas sorteadas envolvendo a sexualidade, de modo a evitar constrangimentos morais.

Porém, como as alunas foram rapidamente aumentando sua presença na medicina e, movidas pelo élan libertário sessentista, começaram a protestar contra o paternalismo machista dos professores, estes passaram a lhes fazer qualquer tipo de pergunta que fosse sorteada em sala de aula. De modo que um belo dia, diante da classe lotada, um professor puxou da urna uma pergunta destinada a uma mocinha de ar angelical, e sem titubear leu-a em voz alta: “Minha senhora, qual é o tamanho médio do pênis humano adulto?”

A garota, pouco versada em urologia, engasgou, pensou, engasgou de novo, e mandou: “Bom, professor… é… ahn… 25 centímetros”.  Ao que o docente de pronto retrucou: “Minha senhora, se encontrar um de 14 centímetros, dê-se por satisfeita!”

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42 comentários

  1. Fabricante de preservativos

    Diz a lenda que um fabricante de preservativos resolveu inovar e lançou produtos em 3 tamanhos: pequeno, médio e grande. Houve uma queda no faturamento de 66%.

    A engenharia de produto foi acionada e relançaram os preservativos em 3 tamanhos: grande, extra-grande e gigante. O faturamento voltou para os 100%…

  2. Sexualidade?

    Nunca medi o meu. Sem machismo: tenho certeza de que o tamanho dele não tem nada a ver com a minha sexualidade, uma vez que as companheiras nunca fizeram comparações ou se deram por insatisfeitas. Amor, carinho, atenção, paciência e cuidado (muito cuidado, aí incluído o “time”!), é o melhor que uma companheira pode esperar do parceiro

  3. Tamanho, preocupação de homem…

    Quem se preocupa com o tamanho do bilau são os homens. As mulheres estão mais preocupadas com o uso que a gente faz do que tem. Calibre .44 não mata com tiro no dedo mindinho, mas um .22 certeiro é fatal!

     

    • Quando eu era jovem e noviço

      Quando eu era jovem e noviço de uma congregação religiosa, havia o boato de que o tamanho do capot do carro revelava a preocupação do seu dono com o tamanho do seu bilau. Então, maliciosamente concluíamos que os frades, de uma maneira geral não tinham esta preocupação, pois o veículo usado era a kombi. 

    • Quando eu era jovem e noviço

      Quando eu era jovem e noviço de uma congregação religiosa, havia o boato de que o tamanho do capot do carro revelava a preocupação do seu dono com o tamanho do seu bilau. Então, maliciosamente concluíamos que os frades, de uma maneira geral não tinham esta preocupação, pois o veículo usado era a kombi. 

  4. Bukowski

    Recado Romântico do Velho Safado

    [ Cuidado: não há em Bukowski espaço para floreados! ]

    “Garota, dentro de alguns minutos eu vou arrancar sua maldita calcinha e te mostrar o pescoço do peru que tu vai lembrar pelo resto da vida até a sepultura. Eu tenho um pênis enorme e curvo como uma foice, e muita buceta de respeito já ficou boquiaberta e arfando sobre o meu cacete duro e sedoso… primeiro deixe-me terminar esse drinque.”

    • Sábio

      Esse foi sábio. Sabia a importância da imaginação, sobretudo, a sexual. Não à toa ele foi quem foi, inclusive com as mulheres.

      • Floreando

                        “Enxuta, a concha guarda o mar 
                         No seu estojo”

                         Chico Buarque

  5. Estudo das universitárias da

    Estudo das universitárias da Fefeléqui da USP, coordenado pela Profa. visitante desde Harvard Samantha Egelface conclui que, baseado na anatomia media da vagina da mulher brasileira cujo aparerelho reprodutor está adaptado para receber um falo de até 18,352 cm e que o tamanho do penis do homem médio brasileiro é de 15,253 cm, conclui-se que há 60 mil kilometros, cinco voltas a Terra, de vaginas ociosas no Brasil. 

     

    • Não estão cumprindo a função

      Não estão cumprindo a função social da propriedade privada, pode ser alvo de desapropriação pelo bem da coletividade.

  6. Algumas dúvidas

    “participantes tiveram seus membros medidos por profissionais.”

    Profissinais de que área?

    Quem fazia com que o dito cujo atingisse as dimensões máximas, indispensáveis para a medição?

    Qual o instrumento usado para a medição?
    Paquímetro? Qual a precisão dele: 0,5 mm; 0,2 mm?

     

     

    • Temos que respeitar esse

      Temos que respeitar esse comentário.

      Falou a voz da experiência !

      Falou quem manja do assunto !

      Bom, é o do bom tamanho.

      Estamos conversados, não se fala mais no assunto !

  7. Coisa de criança

    Quando eu era criança, mais pra pré adolescente, fiquei preocupado de que a bagagem toda ficasse com muito volume pois queira parecer com Batman ou Superman ou todos os heróis em quadrinhos. Até o Hulk não tinha nada lá. Mal suspeitava que tais heróis eram assexuados, e até desconfio que mijavam sentados.

  8. Vamos as companheiras:

    A vagina da mulher quando está relaxada (não excitada), possui uma profundidade de 7cm a 10cm, mas quando a mulher é excitada, a vagina se “estica” mais, chegando aos 14cm e 16cm de profundidade. 

    A vagina da mulher não muda permanentemente devido a atividades sexuais penetrantes de acordo com Kimberly Williams, da universidade de Purdue, nos EUA..

    Quando as mulheres estão excitadas o canal da vagina fica lubrificado, relaxa e o colo do útero é empurrado para cima para criar mais espaço.

    Stephanie Saur, cientista da cinesiologia (a ciência que estuda o movimento), disse que a forma da vagina é diferente em cada uma das mulheres devido à tipos anatômicos diferentes. a profundidade da vagina tem uma média de 10 cm.

    Se tem entre 14 e 16 cm então não se preocupe vai “atender” a maioria.

  9. Será que levaram em

    Será que levaram em consideração nessa medida mundial, alguns negros de tribos de países africanos.

    No Quênia, tem uma tribo que os negros tem o pênis com 20 cm, isso quando está com preguiça, com má vontade.

    È um verdadeiro fumo de rolo.

    Não é para me gabá, mas tenho o DNA desses negões, eh,eh,eh

    O History Channel fez uma reportagem sobre fálus humanos, e considerou que essa tribo tem os maiores do mundo.

    O bingulim de um negão desses, é  equivalente a três bingulins japoneses, duro.

     

  10. Sei não sobre essa

    Sei não sobre essa pesquisa…

    Há 30 anos trabalhei em uma fabricante multinacional de produtos pra saúde, higiene; entre eles ela fabricava camisinhas.  O meu gerente tinha uma coleção delas, de acordo com região do mundo onde era comercializada.  Por exemplo, o tamanho da camisinha dos EUA era maior do que a vendida no Brasil. E por sua vez, a do Brasil era maior do que a vendida no Japão, Coreia. 

    Não creio que a empresa tivesse estes tamanhos diferentes por “orelhada”. Deve ter feito uma pesquisa para chegar as medidas.

  11. Está tudo muito chato! Melhor comentar aqui…

    Meus cumprimentos aos rapazes pelo fairplay, bom humor e até um certo “lirismo” diante de assunto de tamanha (ops!) importância!  Poetas e menestréis foram citados… Tudo muito romântico!!   :-))))

    Às moças, pelas notas sempre perspicazes e oportunas!

    Mas o que realmente me chamou a atenção foi que uma mulher tenha postado assunto de capital significado num Blog em que pelo menos 95% dos comentaristas e articulistas são homens. Dá o que pensar…  Rs.

    • Ah, ah, ah, Anna

      Calei-me ao ler o artigo já lá Carta Capital.

      Mas os comentários …

      Meninões, homens são sempre uns meninões.

      E a interessada pelo tema também me intrigou.

      Ah, sei lá, né.

      • Pois é! Assunto de
        Pois é! Assunto de importância capital!

        Inegável o bom humor e tranquila a auto-referência.

        A bem da verdade, salvou minha tarde.

        Estava cuidando de um assunto chaaaattttooo no trabalho e a verve dos rapazes me ajudou a sorrir de vez em quando.

  12. “Só 2,28% da população

    “Só 2,28% da população masculina tem pênis anormalmente pequenos, a mesma porcentagem os tem incomumente grandes.!”

     

    Putz, 98,72% da população mundial de machos mente descaradamente… 

  13. + comentários

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