Caldo de pinto: uma curiosidade mineira

Enviado por Pisquila

http://www.youtube.com/watch?v=d41ZT1_4h5c align:center

A culinária mineira é rica em diversidade de sabores que estimula o paladar e a vontade de provar a famosa comida. Mas a culinária de Minas também trás nomes de pratos que são comuns aos mineiros, mas que entre os de fora causa estranheza, risos e que fazem as pessoas gaguejarem quando alguém pergunta se ela já provou certos pratos.

Isso aconteceu, por exemplo, neste vídeo feito em Piracicaba, quando da 6ª Minas Fest realizada na cidade. Os paulistas da feira ficaram “perdidin” (em “mineirês” legítimo) com o prato. Minha vó, na inesquecível Januária, fazia um caldo de pinto que era uma maravilha. Ela dizia que era bom para curar resfriado e dar “sustança” para a meninada. E você, que está lendo este post, já tomou caldo de pinto?

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28 comentários

  1. A variacao porto riquenha tem

    A variacao porto riquenha tem vinagre e rodelas de milho na espiga, igualmente deliciosa -fiz ha umas duas semanas com carne moida.  Nao ha maneira de fazer sem cheiro verde (cilantro), fica sem graca.  Tambem vai com rodelas de linguica previamente frita, desde que nao seja oleosa.

    Importante:  vinagre eh igual caldo de peixe e nao se o coloca diretamente na agua.  Ele TEM que ser frito ou a sopa fede.  Eu faco ate arroz com caldo de peixe e vinagre -receitas diferentes, claro- e nunca tive problema.

     

     

    (E o outro dia que eu fiz angu de canjiquinha e minha esposa morreu de nojo dizendo que tava cru?)

  2. Eu agarantio:

     

    PIRANHA É MAIS SAUDÁVEL!

    Ingredientes da Receita de Caldo de Piranha – MT

    2 kg de piranha (cerca de 10 piranhas)
    3 dentes de alho amassados
    3 colheres (sopa) de suco de limão
    1 colher (sopa) de vinagre
    Sal e pimenta a gosto
    1/2 xícara de óleo
    2 colheres (sopa) de óleo
    2 tomates grandes sem pele e sementes, picados
    1 pimentão vermelho grande, cortado em tiras
    1 cebola média picada
    1 colher (sopa) de cebolinha verde picada
    2 colheres (sopa) de coentro picado

    Como Fazer Caldo de Piranha – MT

    Limpe, remova as escamas, corte as piranhas em pedaços grandes, coloque em uma tigela, tempere com alho, suco de limão, vinagre, sal, pimenta e deixe descansar por cerca de 2 horas.
    Em uma panela grande, coloque 1/2 xícara de óleo, aqueça em fogo alto, acrescente as piranhas, refogue por alguns minutos, encha a panela com água fervente até a metade, tampe, cozinhe por cerca de 30 minutos ou até as piranhas ficarem macias, tire do fogo, coe o caldo e reserve.
    Elimine cuidadosamente todas as espinhas das piranhas.
    No liquidificador, coloque a carne de piranha, o caldo coado, bata até obter uma mistura cremosa e reserve.
    Coloque as 2 colheres de óleo em uma panela, aqueça em fogo alto, junte tomates, pimentão, cebola, refogue até ficarem bem macios, acrescente o caldo de piranha, cebolinha, coentro, misture e deixe ficar bem quente. Tire do fogo, coloque em um prato de servir e leve imediatamente à mesa, acompanhado de molho de pimenta malagueta.

    Alguns parceiro que visitam o Araguaia, todos os anos, e trazem, entre outros peixes, a desejada piranha – tenho quase certeza que esta pesca nos cafundós dos Judas é só uma desculpa esfarrapada prá turma dar um “pulão”, fora das asas das patroas.

    O treteiro Dimas, professor de Educação Física, boleiro, advogado e dublê de cantor da noite – vai cantar mal, lã na casa do caralho, pô! -, sabe preparar um caldo maravilhoso, que ele leva prá galera saborear durante a resenha, após uma das nossas épicas partidas de futebol, que são “disputadas com os sangue nos olhos”.

    Mesmo há mais de mil quilômetros do litoral, o Rio Araguaia surpreende os turistas que visitam a região pela primeira vez. Entre os meses de maio e setembro, considerada a época de temporada, o volume de água abaixa e, consequentemente, começam a aparecer a ilhas com areia semelhantes a das praias dos oceanos. “A única diferença aqui é que a água aqui é doce, mas o sol é garantido o dia inteiro a mesma coisa das praias tradicionais”, relata a empresária Adriana Vieira Vasconcelos.

    Além das características praianas, os turistas que gostam de aventura podem desfrutar de passeios de lanchas, motos aquáticas, banana boat, surfe, entre outros esportes. Já para os interessados em descansar e diminuir o nível de estresse, o rio oferece várias modalidades de pesca esportiva. Porém, todo procedimento deve ser seguido rigorosamente pelas regras estabelecidas pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama).O crescimento do fluxo de turistas na região também contribui na economia dos ribeirinhos. Anualmente, cerca de 150 mil pessoas visitam as praias do Rio Araguaia, somente em Goiás. “Depois que passamos transportar e pescar mais com os turistas, nós conseguimos aumentar nossas rendas. Atualmente todo barqueiro tem um barco motorizado, coisa que antes quase ninguém tinha”, revela o barqueiro João da Silva.

    Pesquisa

       Um laboratório itinerante

    Rico em diversas espécies de animais selvagens e peixes, o Araguaia recebe pesquisadores de todo País e até do mundo. A equipe de reportagem da TV Anhanguera acompanhou os estudiosos do Instituto Chico Mendes até o município de Cocalinho (MT), onde eles realizaram uma pescaria de amostragem. No procedimento, foram capturados três espécies de pirarucu, peixe que está em extinção devido à pesca predatória.

    Créditos:

    Receita do caldo de piranha

    http://www.receitastipicas.com/receitas/caldo-de-piranha-mt.html

    Sobre o Araguia

    http://www.barradireto.com.br/site/index.php/home/noticias/21-meio-ambiente/638-rio-araguaia-oferece-aos-turistas-praias-de-agua-doce-surfe-e-pesca

    • Na minha proxima depressao eu

      Na minha proxima depressao eu vou pensar em fazer um caldo de peixe que custa 60/100 dolares cada, JNS!

      Vou ate na loja olhar pra eles!  Culpa sua!

      • Pescados

         

        Embarquei nesse espaço goumert, inspirado no papá gostoso que saboreei, ontem por volta de 15 horas em um restaurante que possui um varandão com vista para um rio de porte médio, na região do seu encontro com o Rio Doce – para ir e voltar ao local, percorro 70 km, mas vale a pena.

        Pedi meia moqueca de pacumã – creio que este peixe seja pouco conhecido e difícil de adquirir, longe dos locais de pesca – e meio tutu à mineira; mais que suficiente para duas pessoas.

        Como frequento o local, desde a sua inauguração, há mais de quinze anos, percebo quando o mesmo prato é feito por cozinheiras diferentes e eles, os pratos, ficam, sem dúvida, diferentes. 

        Ontem eu mandei beijos pra cozinheira que, mais tarde, descobri, estava de saída do seu turno de trabalho e ficou me esperando – sem que eu soubesse – para agradecê-la e “eu passei batido”.

        Gosto tanto deste peixe que, há 30 dias, aproximadamente, fui buscar quatro grandões, pesando entre 2 a 3 quilos, cada, em um vilarejo distante 25 km da cidade onde moro.

        Ele não tem escama e a sua aparência não o recomenda, mas eu o recomomendo (agora, no período da Piracema, é quase impossível adquirí-lo).

        Veja a estampa do feinho gostoso:

        Da Internet

        Pra mim, é o melhor peixe pra moqueca e vai bem servido em poções fritas.

        Enviei uma receita simples ao Mano Hortencio do pacumã assado apenas com alho, sal e alcaparras.

        Alguns minutos antes de retirá-lo do forno, gosto de introduzir fatias de manga – prefiro a Palmer, a espada ou a manguita – evitando que ela asse/cozinhe exageradamente.

        Falei prá ele e, agora, prá você, que nem cachorro come – não sobra nada…

        Comi, aí, grandes patas de caranguejos do Alaska – não eram caros, em restaurantes chineses – e penso que dá prá você fazer um caldo maneiro com eles.

        Da Internet

        Comentário ao post do Comandante:

        http://jornalggn.com.br/blog/lucianohortencio/gilberto-milfont-da-terra-da-luz

        Abs.

  3. O Brasil tem uma culinária muito rica

    Não apenas a mineira, apesar da mineira ser fantástica em termos de aperitivos, comida de boteco etc. Tem uma diversidade incrível e é muito original, além de saborosa. Fiquei com vontade de tomar caldo de pinto (que é feito com mandioca batida e peito de frango desfiado, além dos temperos caseiros tradicionais, cebola, cheiro verde, alho etc, segundo a cozinheira que aparece no vídeo).

  4. Nem em São João Del Rei eles

    Nem em São João Del Rei eles fazem, porque desconheço quem faça:

    MINHA RECEITA DE TAPA NA BOCA DE ORA-PRO-NÓBIS

    INGREDIENTES

    ·        150 g  de ora-pro-nóbis

    ·        5 dentes de alho picadinhos ou em lâminas

    ·        1 cebola ralada

    ·        1 colher de sopa de óleo (eu gosto de fritar umas rodelas fininhas linguiça defumada)

    ·        2  xícaras de farinha de mandioca fina

    ·        3 colheres de manteiga

    ·        Tempero alho e sal

     

    MODO DE PREPARO

    1.     Lave o ora-pro-nóbis e deixe escorrer

    2.    Coloque o óleo em uma caçarola

    3.    Frite (a linguiça se for colocar) o alho e coloque a cebola ralada

    4.    Coloque a manteiga

    5.    Despeje o ora-pro-nóbis, acrescente o tempero

    6.    Deixe o ora-pro-nóbis refogar até que murche

    7.     Desligue o fogo e acrescente a farinha de mandioca

    8.    Sirva em seguida

    Bom apetite

    Para quem não sabe, aqui na minha região chamamos farofa de tapa na boca, porque a colocamos na mão em concha e jogamos na boca, depois de tomar uma danada.

     

     

    • Netto

       

      Com esse conhecimento todo, tô suspeitando que você ja pode ser promovido a Vovvô.

      Mas, cá prá nóis, cê já experimentou o Ora-pro-nobis só com angú e costelinha de porco frita?

      Não? Então cê não sabe o que tá perdendo, porque até o nome científico dela tem um som gostoso: Pereskia aculeata.

      Duvido que você já tenha experimentado uma sopa para “levantar defunto”, preparada com o Cansanção (Cnidosculus pubescens) uma desgraça de urtiga braba – sei que você conhece – que jamais imaginei ser tão gostosa.

      Saboreei, uma única vez, este prato surreal em Santa Luzia – “alí pirtim di BH” – após uma memorável partida de futebol, onde jogamos como visitantes e perdemos por 2 x 1 (a urtiga foi preparada com costelinha de porco).

      Aviso aos navegantes:

      A urtiga ensopada – uma peste se você encostar o corpo nela – não dá prá comer quietinho, como faz um bom mineiro.

      Aí é querer demais, não?

      • Eco!  Me lembrou do tal

        Eco!  Me lembrou do tal rhubarb americano que eu nao tenho coragem de comer tampouco:  eh venenoso em certas partes quando cru.

        Quanto ao ora-pro-nobis, eita cactinho mais delicioso!  Sabe que eh igual pear cactus mas muito mais gostoso e menos babento.  E a mordida do opn eh muito mais delicada tambem.  Nao conhecia antes dos 45 anos, infelizmente;  no interior de Minas tem muito mas so fui conhecer na casa da mamae, bem depois de todos os mineiros.

        Procurei e achei:

        http://en.wikipedia.org/wiki/Aculeata

        Aculeata deriva de…  advinhe qual palavra cujo significado eh levemente diferente no Brasil do que o significado etymologico que foi conservado em espanhol…

        Tem a ver com a modificacao do ovopositor em um ferrao, e a palavra eh usada para nomear cientificamente familias de vespas, formigas, e abelhas e eh isso que essa urtiga tem a ver com insetos!

        • Coisas da Roça

           

          Ivan, o jiquiri também é muito apreciado e ambos, ora-pro-nobis e jiquiri, se desenvolvem sem exigência de nenhum trato especial.

          As fotos acima mostram um prato tradicional, o mingau de fubá preparado com o jiquiri e os frutos (não sei se são comestíveis).

          Para o povo simples, da zona rural, o jiquiri é depurativo do sangue, age nas inflamações de garganta e outros problemas de saude.

          Segundo o dicionário do Houaiss: Juciri ■ substantivo masculino

          Rubrica: angiospermas. trepadeira (Solanum juciri) da fam. das solanáceas, nativa do Brasil (RJ a SC), com folhas compostas, flores brancas e bagas globosas; caruru-de-espinho, jequirioba, jiquirioba, juá, juqueri [As raízes são us. como desobstruentes e calmantes.] Etimologia segundo Nascentes, do tupi yusi’ri; JM identifica o el. inicial tupi yu ‘espinho’; cp. juquiri.

          Nota: nunca ouvi algúem nominar esta planta – que se reproduz, com facilidade, montada nas cercas de hortas, principlamente – como JEQUERI.

          Existem outras iguarias como o cará-moela, que é um excepcional tira-gosto, quando preparado como a batatinha frita ou ensopado.

          Com galinha caipira é muito bom.

    • Esqueci de mencionar que o

      Esqueci de mencionar que o ora-pro-nóbis tem que ser picado fininho que nem couve para feijoada.

  5. Sou mais a “Sopa de Mulher

    Sou mais a “Sopa de Mulher Parida” ou “Canja de Mulher Parida”. Trata-se de cozinhar uma “Galinha do Pé Seco” (uma franguinha caipira – É INSUBISTITUÍVEL – que tem pouquíssima carne mas que dá um caldo saborosíssimo) com todos os temperos que tem direito, e á gosto. Quando esTver bem cozida, retiram-se os ossos e acrescenta-se um pouco mais de água, deixe ferver bem acrescentando moderadamente e aos poucos a farinha de milho. Pode-se substituir a farinha de milho pelo fubá torrado.  Salpica-se salsinha e cebolinha e uma pitada de pimenta. MARAVILHA

    • Tá aprovado!

       

      Sirva com um “soro fisiológico”, bem gelado, com ou sem Gardenal.

      Vai bem com palmito nativo – nunca o do tipo encontrado em conserva – como o Brejaúva, que produz muito espinho no seu caule.

      Os espinhos da Brejaúva (Astrocaryum aculeatissimum) são terríveis e a sua exploração, como a de outros tipos de palmitos em extinção, é protegida por leis ambientais.

      • O Gardenal é para o caso do

        O Gardenal é para o caso do sujeito criticar a receita. Como diz o Dráuzio Varella, se você não gostar, procure um psiquiatra. Você não está bem…….

    • Minha sobremesa favorita do

      Minha sobremesa favorita do Good’s de Brasilia, aos 15 anos, era…  um negocio com “baba de moca”!  Tinha um cara muito serio la, e de vez em quando eu pedia pra ele me dar “baba di muieh” e ele fechava a cara pra mim.  (ja nao lembro o que era a sobremesa, tou falando de 75/76)

  6. E então …………………

    A comida mineira é irresistível mesmo !!!

    Esqueceram de citar o frango com quiabo e o leitão a pururuca !!!!!

    Lambem os lábios !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  7. Em Santa Cruz de La Sierra o

    Em Santa Cruz de La Sierra o pessoal adora tomar sopa feita com penis e testículos de touro .

    A sopa deve ser degustada na parte da manhã para atuar como um eficiente energético para o resto do dia, os pênis e testículos devem ser de touro ainda novo .

    Não tenho como afirmar sobre o sabor, só a aparência me provocou engulos .

      • (sua mae aa mesa de jantar): 

        (sua mae aa mesa de jantar):  Quer fazer o favor de parar de brincar com o pinto e comer sua janta?

      • Bão tamen

         

        Os testículos – a outra parte vou deixar prá experimentar na outra encarnação – são ferventados e a pele finíssima é removida, para serem preparados com cebolinha, salsa, etc.

        Da Internet

        O sabor não tem nada a ver com a procedência do chifrudo, como é o sabor da carne do polvo (arroz de polvo, acima) que também é muito saborosa e não tem nenhuma semelhança com a carne dos peixes.

        O resultado da comilança será – um salve prá elas – atribuido à genialidade da cozinheira.

        O seu toque pessoal é um dom especial, divino.

        Como o de todos os gênios em outras artes.

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