Como viver no Boulevard de NY sem sentir saudades do Rio de Janeiro

GREAT HOMES & DESTINATIONS

 By ELAINE LOUIE JUNE 18, 2014

 do New York Times

Cristiane Peixoto, uma floral designer, e seu marido, Marcus Silberman, diretor de um banco de investimento, são do Rio de Janeiro, e, como disse Cristiane, “Viver no Rio é curtir praia e ar livre”. Então, quando o casal comprou um apartamento para a família em Manhattan escolheu um com o máximo de espaço ao ar livre como, também, internamente.

“Quando vimos o terraço”, disse ela, “logo me veio as lembranças do Rio”.

Agora, a partir de maio até setembro, o casal e seus dois filhos vivem como se estivessem no Brasil, passando grande parte do seu tempo no terraço de 186 metros quadrados.

Peter Pawlak, o designer que eles contrataram para personalizar o imóvel no condomínio em Upper East Side, um badalado bairro de Manhattan, comprado por US$ 4,5 milhões em 2011, fez o que ele chamou de “uma intervenção”, em vez de uma reforma completa dos 186 mt² do interior, apenas algumas paredes foram removidas, deixando intactos os pisos e os tetos com 3,06 mt de altura. (A reforma concluída no ano passado custou US$ 400.000,00).

O terraço permaneceu quase o mesmo. Como a flora tropical nativa do Brasil não sobreviveria ao inverno de Nova York, o casal contratou Maureen Hackett, a arquiteta paisagista do Bryant Park que, em 2005, havia idealizado a paisagem dos três níveis do espaço externo, para um proprietário anterior, a fim de recuperar as plantas existentes – os maples (bordos) vermelhos japoneses com suas folhas bordôs, os birchs (vidoeiros) d’água com sua casca de cor clara e escamada, e as dogwoods (cornaceaes) americanas de flores brancas.

No final de março, a Sra. Hackett cultiva amor-perfeito, ciclâmes e tulipas em vasos. Em meados de maio, ela remove as flores dos vasos e planta petúnias, cleomes, cóleus, sálvias e hortênsias. Durante o verão, ela executa visitas mensais para fertilizar, podar as plantas e verificar a irrigação. Na primeira geada, em outubro ou novembro, ela remove as plantas da estação quente.

A ideia original da Sra. Hackett para o terraço ainda está em vigor: “A intenção era sentir a existência de três ambientes”, disse ela. “Eu projetei o deck, os vasos, o gramado, a tenda”. Além disso, Peter Pawlak, o designer, adicionou alguns móveis, instalou um chuveiro ao ar livre e aumentou a iluminação.

Para o interior, ele procurou conhecer a exigência de cada membro da família.

Olivia, que está agora com 18 anos, queria um quarto que fosse o mínimo possível. “Faça com que pareça que eu não possuo nada”, ela disse a Pawlak.

Nicholas, agora com 15 anos, tinha uma longa lista de desejos, que incluía “uma cama que fosse um sofá, para eu estender e assistir TV” e um lugar para exibir seus troféus de futebol.

A Sra. Peixoto, 51, opinou sobre as cores, “Eu gosto de tons neutros”, disse ela.

E o Sr. Silberman, 52, queria Wi-Fi e um sistema de som dentro e fora – até mesmo no banheiro, onde há um conjunto de toilet Inax com sistema de música.

Houve uma coisa em que todos concordaram, realmente. Em um gesto essencialmente brasileiro, pediram ao Mr. Pawlak para disfarçar a lareira na sala íntima da família. Aquilo que muitos americanos consideram um luxo, ao que parece, os brasileiros consideram uma inutilidade.

“Nós não fomos criados com lareiras”, disse Peixoto. “Nós não usamos a lareira”.

Nem mesmo durante o inverno do vórtice polar?

Sr. Silberman, que viaja ao Brasil duas vezes por mês para o trabalho, foi inflexível. “Não”, disse ele. “Eu prefiro não ter inverno”.

Clique aqui para ver o slide show

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

13 comentários

  1.   Da série “como é incômodo

      Da série “como é incômodo ter dinheiro” – claro que o bom gosto ajuda muito.

      Tem nada não, tô doido de contente com minhas novas samambaias na sala, hehe.

  2. Cultura?

    Eu ia reclamar, mas fui no meu Houaiss e vi que cultura pode ser “ação, processo ou efeito de cultivar a terra; lavra, cultivo”.

    O blog em seu momento Caras.

  3. New York, New York! It’s a wonderfull town! New York, New York!

    Para os que amam Nova York mas detestam o Brasil

    22 de junho de 2014 | 12:48 Autor: Fernando Brito

    vejam no link do Tijolaço

    http://tijolaco.com.br/blog/?p=18600

    Quanta tristeza e desesperança nos olhos de um casal tão jovem jogado nas ruas, às portas do Paraíso……..

    Another Day In Paradise

    Phil Collins

    She calls out to the man on the street
    “sir, can you help me?
    It’s cold and I’ve nowhere to sleep
    Is there somewhere you can tell me?

    He walks on, doesn’t look back
    He pretends he can’t hear her
    Starts to whistle as he crosses the street
    Seems embarrased to be there

    Oh, think twice
    ‘Cuz it’s another day for you and me in paradise
    Oh, think twice
    Cuz it’s another day for you
    You and me in paradise

    Think about it

    She calls out to the man on the street
    He can see she’s been crying
    She’s got blisters on the soles of her feet
    She can’t walk but she’s trying

    Oh, think twice
    ‘Cuz it’s another day for you and me in paradise
    Oh, think twice
    ‘Cuz it’s another day for you
    You and me in paradise

    Oh, lord, is there nothing more anybody can do?
    Oh, lord, there must be something you can say

    You can tell from the lines on her face
    You can see that she´s been there
    Probably been moved on from every place
    ’cause she didn’t fit in there

    Oh, think twice
    ‘Cuz it’s another day for you and me in paradise
    Oh, think twice
    ‘Cuz it’s another day for you
    You and me in paradise

    It’s just another day
    For you and me in paradise

     

  4. moléstia de Nabuco no séc. XXI

    Meu marido comentou que é uma reatualização da “moléstia de Nabuco”. Eu sou dada à essas questões estéticas. É o meu fraco. Achei o terraço bem simpático. Mas esse negócio de contar o preço é a coisa mais brega do mundo. =]

    Vamos voltar ao papo sério no blog, Seu Nassif….

    (Lembrei-me do Oswald de Andrade, que tinha saudade da quinta de Boa Vista em pleno… (onde era mesmo?)… acho que era na Champs- Elysée. Bom, é por aí.

  5.   Pô, minha gente, esse é o

      Pô, minha gente, esse é o lado moleque (no bom sentido) do Nassif, tirando uma com a nossa cara.

      Eu prefiro quando ele tá assim: não gosto dele na versão Poliana.

  6. Muito bom

    Os colegas gracejam mas decoração é algo muito útil, é o que faz com que nos sintamos ao mesmo tempo únicos e confortáveis em casa.

    É fato que essas matérias apresentam ambientes em geral grandes, mas sempre se pode aproveitar uma ideia. Nem que seja de algum detalhe.

    E eu posto várias dessas matérias no facebook. As que eu acho melhores (até pela possibilidade prática de se almejar algo parecido ao apresentado) são as da Country Living. 

    E os projetos mais originais e luxuosos costumam aparecer na Veranda.

     

  7. + comentários

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome