Ocorreu um golpe de estado nos EUA?

A constituição norte-americana, louvada pelos jornalistas brasileiros por sua longevidade, é absolutamente clara. O presidente dos EUA é o comandante em chefe das Forças Armadas.

No uso de suas atribuições, Donald Trump proibiu gays e transgeneros nas Forças Armadas do seu país e publicou três mensagens duras no Twitter.

Imediatamente um general norte-americano reagiu à nova diretriz presidencial. Marine Gen. Joe Dunford disse publicamente que os gays e transgeneros nas Forças Armadas continuarão a ser tratados com respeito. Afirmou, ainda que não ocorrerá nenhuma modificação na política de recrutamento de soldados.

http://www.politico.com/story/2017/07/27/trump-transgender-military-ban-no-modification-241029

O conflito entre Trump e o Gen. Joe Dunford  é evidente. Também é evidente que o militar não respeita o princípio constitucional que o coloca sob a autoridade presidencial. A insubordinação do militar expõe uma vez mais a fragilidade do sistema constitucional norte-americano. Na prática o presidente dos EUA não é mais o comandante em chefe das Forças Armadas. A regra que consta na constituição daquele país foi revogada.

Na verdade, isto já havia ficado evidente quando Barack Obama mandou fechar a prisão de Guantánamo e os militares se recusaram a cumprir a ordem presidencial. Algum tempo depois, para salvar as aparências Obama revogou o decreto que havia assinado, mas o dano à autoridade dele já havia se consolidado.

Donald Trump foi desafiado. Se ele não demitir o general insubordinado teremos que admitir que os EUA se tornou uma ditadura militar, pois o poder civil não é mais respeitado pelos comandantes das Forças Armadas daquele país. E isto leva à inevitável questão: Se o presidente norte-americano não comanda os militares quem eles estão obedecendo?

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