O duo violão de Carlos Walter e Silvinho Sete Cordas

No sarau de Belo Horizonte, impressionou-me o violão de Carlos Walter, com um show e uma harmonização que me lembrou imediatamente o grande argentino Luiz Salinas. Depois de sua apresentação fui conferir e, de fato, ele é fã entusiasmado de Salinas.

Seu solo é tenso, com cada corda vibrando, dando uma emotividade com limpeza excepcionais.

Filho e neto de músicos, contou-me um encontro que tive com seu pai em Uberada. Saí de uma palestera e um grupo de pessoas me esperando na porta. Não pareciam empresários nem fazendeiros. Olhei, alguém (que devia ser seu pai) chamou: “Vamos embora, somos do choro”. Fomos a um bar e ficamos até uma da manhã.

Além de exímio violonista, Carlos Walter é um belo intelectual, com estudos na área jurídica e na área do choro e participação em alguns festivais internacionias.

Já Silvinho Sete Cordas é um engenheiro que se tornou dos melhores sete cordas do país, no regional Flor do Abacate. Ele e Walter tem se apresentados em diversos palcos.

O primeiro vídeo é Carlos Walter com Yamandu e Humberto Junqueira no clássico “Magoado”, de Dilermando Reis.

No vídeo seguinte, com Silvio Carlos, o Silvinho Sete Cordas e e o pandeiro de Paul Mindy, em Paris. Waltrer e Silvinho dão um balanço de primeiríssima a choros clássicos. Aqui, em “Sons dos Carrilhões”.

No terceiro vídeo, o “Santa Morenda”, de Jacob do Bandolim.

No quarto, entrevista de ambos à Rede Minas.

https://www.youtube.com/watch?v=KZsJVtrhgpY
https://www.youtube.com/watch?v=PO2NZw-KnvA
https://www.youtube.com/watch?v=xlKf4tc2h-4
https://www.youtube.com/watch?v=h1nQjTJ12zY

2 Comentários

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Kleider Risso

- 2014-03-23 12:28:09

o genial Carlos Walter

Olá, Luis!!

VOCÊ JÁ O CONHECIA!

Antes de tudo,gostaria de dizer que sou teu admirador e admiro sua coragem e tranaparência como jornalista.Contudo,passei a te admirar mais vendo-o tocar e contar causos...

Parece que você não se lembra, mas em 2011, você recebeu em seu apartamento, duas amigas, Vanesa, belíssima cantora e sua amiga pessoal, que convidou a mim e a uma outra amiga dela para nos deleitarmos com uma prosa boa, com você tocando e ela cantando. Eu até arrisquei declamar uns poemas, entre eles Cântico Negro do José Régio, mas a noite foi de uma boa música. Enfim, entre tantos assuntos musicais e literários, mencionei e falei do Cralos Walter, que é um amigo de infância lá de Uberaba, meu padrinho de fogueira e um irmão de todas as horas. Aliás, falei tanto dele com entusiasmo, que você até sugeriu levá-lo em sua casa um dia, prauma boa roda de violão. Mas quis o destino que você o conhecesse pela inigualável e genial verve e vibração deleem palco.Mas vocêjá o conhecia...

 

um gde abço terno e fraterno

cordialmente

Kleider Risso

Uberabense, fã desde criancinha de Carlos Walter, hoje Preparador de Elenco do Studio FátimaToledo

Carlos Walter

- 2014-03-23 04:23:10

Agradecendo

Estimado Luís Nassif, bom dia!

Muito obrigado pelos generosos textos alusivos à minha participação musical no festejado sarau de BH.

Sou admirador da família Nassif  (convivo com os queridos Oscar e Eda há 7 anos) e fã da sua trajetória jornalística e literomusical. Leio suas publicações há anos. Os textos sobre o Lalão, o Waltel Branco, o Garoto (verdadeiro Waldir e Jacob) etc povoam minha cabeceira digital. O "Entre música de câmara e batuques" publicado numa edição comemorativa da Guitar Player de 1997 resume com precisão a história do violão brasileiro.

Aprendi muito e me emocionei ao ler "A casa da minha infância" em 2008. A crônica "Um músico extraordinário" subsidiou um ensaio que redigi sobre o Waltel Branco a pedido do Ulisses Rocha. Registrei seu pioneiro resgate acerca da obra do maestro na vigésima quarta nota de fim e na quinta página: "Luís Nassif - difusor midiático de refinadas vanguardas musicais (redivivas e em extinção), o transdisciplinar bandolinista radiografou em livro e blog o itinerário multicultural de Waltel" (http://www.mediafire.com/view/?j2cg00mpnab5zu2)

Hoje ao apreciar o vídeo da bela valsa Oscar e Tereza, revisitei os textos "O olhar de meu pai" e "Dona Tereza". A propósito, os traços do seu primo Oscar se assemelham aos do retrato de seu pai na capa do livro. Depois reli aquela crônica sobre os Maristas. Conheci o Irmão Gonçalves Xavier (com quem você travou a 1ª batalha jornalística) durante a fundação da associação de ex-alunos do Colégio Marista Diocesano de Uberaba.

Tinha 17 anos quando o meu pai Alvaro (http://www.alvarowalter.com.br/2012/11/alvaro-walter-no-programa-sr.html) chegou em casa com o seu CD. Mal sabia que nove anos depois conheceria um dos personagens do testimonial da ficha técnica: o primo Oscarzinho!

Aquele seu post no ano passado sobre a canção Dúvida de Luiz Gonzaga e Domingos Ramos foi arrebatador. Afinal, fui aluno do Sérgio Ramos (filho do Sr. Domingos e irmão do Toninho Ramos, com quem já toquei).

Já a música do Luiz Salinas me chegou através daquele CD premiado do violonista Tomatito com o pianista Michel Camilo. Dele gravaram "Para Troilo y Salgán". Depois disso, o hermano entrou na lista dos favoritos. Como lhe disse, ele canta e também toca guitarra elétrica. Confira http://www.youtube.com/watch?v=ugo1cCCk_KA&list=PLE03CB1656D233E23 e http://www.youtube.com/watch?v=ubZt2UvbIgw

Há então no meu imaginário uma teia de reminiscências que maximizam cada palavra escrita por você. Portanto, a sua impressão positiva sobre o meu estilo musical aumenta a minha responsabilidade e o meu comprometimento com a boa música.

Em maio e/ou junho próximo tocarei em São Paulo no lançamento do cd e do álbum digital de partituras do Projeto Novas #2, organizado pela violonista Elodie Bouny com o auxílio luxuoso do Sérgio Assad, Fábio Zanon e Marco Pereira. A iniciativa corresponde ao resultado de um concurso de composições para violão-solo fomentado pelo Programa de Ação Cultural da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo: http://www.mecenaria.com.br/ver_nota.asp?id=26

Duas composições minhas foram selecionadas: Acrobata (inspirada nas batidas de coração e nas acrobacias intrauterinas do meu filho Pedro) e Sui Generis (composta no 3º mês de gestação da esposa Rosana e inspirada numa improvisação sui generis do Juarez Moreira e na leitura do "O violão ibérico" do Carlos Galilea).

Na época o convidarei. Sua presença abrilhantará a ocasião!

Grande abraço, Carlos Walter.

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