Marielle Franco, presente!

Jornal GGN – Marielle Franco, vereadora no Rio de Janeiro, pelo PSOL, era mulher, negra, criada em comunidade, batalhadora, uma voz erguida contra os diversos arbítrios dos nossos tempos. Acabara de assumir a comissão da verdade que monitoraria os atos da intervenção militar no Rio, poucos dias atrás, e é assassinada com 9 tiros, 4 na cabeça, verdadeira execução política.

Diversas vozes se levantam pelo pesar da perda e a certeza de que a luta não para aqui. Leia a seguir.

de Luiza Erundina

Querida Marielle,

Nós, mulheres do PSOL, hoje, morremos um pouco com você, mas, amanhã , ressuscitaremos revigoradas para continuarmos sua luta heróica em defesa dos direitos humanos de homens e mulheres oprimidas por essa sociedade injusta, violenta e cruel. 

Seu martírio não será em vão. Cada gota do seu sangue derramado será semente de vida e inspiração na nossa longa e penosa caminhada na construção de uma sociedade justa e fraterna, cujos alicerces você construiu durante sua breve, mas fecunda existência.

Vá em paz, Marielle, e que Deus nos conforte nesse difícil momento de perda e de dor.

 

de Dilma Rousseff

Tristes dias para o país onde uma defensora dos direitos humanos é brutalmente assassinada

Lamento e repudio a morte da ativista Marielle Franco, vereadora pelo PSOL, e de Anderson Pedro Gomes, seu motorista. Um ato covarde praticado contra uma lutadora social incansável. As circunstâncias dessas mortes –  baleados dentro do carro, no Centro do Rio –, são absolutamente chocantes e podem indicar que foram executados.

Estou profundamente chocada,  estarrecida e indignada.

Espero que as investigações apontem os responsáveis por este crime abominável. As mortes violentas de Marielle e de Anderson precisam ser apuradas com o rigor da lei.

Tristes dias para o país onde uma defensora dos direitos humanos é brutalmente assassinada. Ela lutava por tempos melhores, como todos nós que acreditamos no Brasil.

Devemos persistir e resistir nesse caminho. Minha solidariedade e votos de pesar às famílias de Marielle e Anderson, seus companheiros e amigos, também aos militantes do PSOL. Suas mortes não serão em vão”.

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Nota do PSOL: Marielle Franco, presente!

O Partido Socialismo e Liberdade vem a público manifestar seu pesar diante do assassinato da vereadora Marielle Franco. Estamos ao lado dos familiares, amigos, assessores e dirigentes partidários do PSOL/RJ nesse momento de dor e indignação. A atuação de Marielle como vereadora e ativista dos direitos humanos orgulha toda a militância do PSOL e será honrada na continuidade de sua luta. Não podemos descartar a hipótese de crime político, ou seja, uma execução. Marielle tinha acabado de denunciar a ação brutal e truculenta da PM na região do Irajá, na comunidade de Acari. Além disso, as características do crime com um carro emparelhando com o veículo onde estava a vereadora, efetuando muitos disparos e fugindo em seguida reforçam essa possibilidade. 

Por isso, exigimos apuração imediata e rigorosa desse crime hediondo. Não nos calaremos!

Marielle, presente!

Partido Socialismo e Liberdade

14 de março de 2018.

 

Grupo Mulheres do Brasil

#euLutoporMarielle

O Grupo Mulheres do Brasil  manifesta publicamente sua tristeza e indignação pelo assassinato da vereadora Marielle Franco, na capital do Estado do Rio de Janeiro. Ontem, uma voz ressonante da luta pelas causas da mulher, dos negros e da periferia foi brutalmente calada. Tivemos uma representante do Legislativo, em pleno cumprimento de seu mandato, assassinada. Não vamos nos calar. Vamos reverberar e eternizar o discurso de Marielle e de tantas outras mulheres vítimas da violência no Brasil. Exigimos uma apuração rigorosa e imediata sobre este crime.

Grupo Mulheres do Brasil

 

 

 

PT-Rio de Janeiro

O Partido dos Trabalhadores do Estado do Rio de Janeiro vem manifestar profundo pesar pela tragédia ocorrida essa noite com a vereadora Marielle, do PSOL e com o companheiro que a acompanhava no carro.

Marielle uma combativa vereadora e militante por direitos humanos e igualdade social, parte muito precocemente e deixa um legado, além de um futuro de lutas a favor do povo s de uma sociedade justa e igualitária.

As primeiras informações são confusas, mas é preciso que as forças de segurança sejam rápidas e eficiente na apuração das circunstâncias deste crime que consternava todos nós. Exigimos mobilização total para uma rápida apuração deste crime.

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Aos companheiros do PSOL e a família nosso pêsame sincero e nossa mais irrestrita solidariedade

Washington Quaqua 
Presidente  Estadual do PT

 

Nota Pública do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) vem a público, nesse momento de dor, manifestar profundo pesar diante do assassinato de nossa companheira e  vereadora do PSOL Marielle Franco, e do companheiro que a acompanhava.

Marielle uma amiga do MST e militante destacada na defesa dos direitos humanos e da igualdade social, deixa um legado de lutas em favor da classe trabalhadora.

Exigimos a rápida apuração desse crime e nos somaremos às mobilizações para que a luta de Marielle não fique impune.

Aos companheiros e companheiras do PSOL e à família, nosso pêsame e nossa mais irrestrita solidariedade.

Rio de Janeiro, 14 de Março de 2018

Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra

 

Nota de Pesar do  PCB/RJ

O Partido Comunista Brasileiro se solidariza integralmente com os companheiros, a militância e a direção do Psol, por conta do brutal e lamentável assassinato da companheira Marielle Franco.

Embora não tenham sido divulgados detalhes de mais esta barbárie ocorrida no Rio de Janeiro, o assassinato da mulher negra, eleita vereadora mais votada pelo município do Rio de Janeiro, amplifica mais fortemente a chaga da violência urbana a que está exposta a população pobre e negra brasileira.

A luta pelos direitos humanos não pode cessar diante desta tragédia, que encontra semelhanças infelizes em cada comunidade pobre e periférica do Brasil.

Apesar das poucas informações até o momento, há fortes elementos para suspeita de crime político, encomendado para tentar calar a voz militante que se ergue contra a repressão e a exploração. Não irão silenciar nossa luta! Exigimos rigorosa investigação e apuração deste crime sob fiscalização de um comitê democrático que reúna partidos políticos, entidades democráticas e movimentos populares.

Companheira Marielle Franco, Presente!

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NOTA DE PESAR 

Trabalhadoras e trabalhadores da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) no Rio de Janeiro lamentam profundamente a morte precoce da vereadora Marielle Franco (PSOL), que sempre esteve conosco durante greves e manifestações em defesa da comunicação pública, da EBC e pelo direito humano à comunicação e à informação. 

Manifestamos nossa solidariedade aos familiares, amigos e assessores nesse momento de dor. Exigimos que o assassinato da vereadora, em circunstâncias suspeitas, seja investigado com rigor. 

Marielle era uma voz firme contra a Intervenção Militar e vinha denunciando, há dias, truculência e abusos em ações da Polícia Militar na Favela de Acari, na zona norte, silenciados pela imprensa. 

A 5ª vereadora mais votada do Rio, eleita com 46 mil votos, era uma referência na defesa dos direitos das mulheres, sobretudo das negras, aprovando leis e atividades para valorizar nossa ancestralidade africana.

Temos orgulho de ter tido Marielle ao nosso lado na luta em defesa da EBC e da comunicação pública. 

#EuSouPorqueNósSomos.

Comissão de Mobilização RJ
Comissão de Empregados RJ
FENAJ

 

Nota do PT Nacional pelo assassinato de Marielle Franco

O brutal assassinato da vereadora Marielle Franco, do PSOL, é um crime que atinge diretamente a cidadania e a democracia. Marielle foi executada no momento em que vinha denunciando os abusos de autoridade e a violência contra moradores das favelas e bairros pobres da cidade, por parte de integrantes de um batalhão da Polícia Militar.

O Partido dos Trabalhadores exige imediata e rigorosa apuração deste crime, que desafia abertamente a política de intervenção federal na área de segurança do Rio de Janeiro.

Nossa solidariedade aos familiares e amigos da companheira Marielle.
Vamos prosseguir com sua luta contra a violência e os abusos contra os pobres.

*Gleisi Hoffmann*
*Presidenta nacional do PT*

 

 

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2 comentários

  1. Os sobrinhos de Hitler

    Aqui em São Paulo nunca tinha ouvido falar na vereadora Marielle Franco, executada no mesmo estilo da Ditadura de 1964.

    Não vejo mais o noticiário e faço questão de não olhar para esse lixo mal cheiroso exposto nas bancas de jornais, chamados de “jornais e revistas”. Jornais falidos, jornalistas fracassados, onde o sucesso na imprensda hoje é medido pelos automóveis dos jornallistas e por suas roupas de mau gosto, cheias de etiquetas famosas. Um deles foi até parar na ABL, esse é o retrato do Brasil.

    A polícia do Rio já executou outros militantes de oposição, execuções essas nunca esclarecidas. A de Marielle me chocou mais que as outras, porque ela fazia parte do parlamento, usava de todos os meios legais para defender os de sua cor e sua classe, mas foi executada por um bando de cornos e covardes. Quem atirou, só puxou o gatilho, precisam olhar para o alto escalão para ver quem é o assassino de fato. Há trinta anos um ativista do Sindicato dos Bancários do Rio foi executado em Vila Isabel, em cima de sua moto e a polícia nada apurou. Houve também outras mortes “misteriosas” não solucionadas. Mas esta, pelo ambiente político que estamos vivendo, superou todos os limites da covardia e da violência.

    NÃO acredito que os responsáveis serão punidos. Um regime que permite um juiz de primeira instância divulgar conversas de Presidente da República, na preparação dé um golpe de estado, é um regime de assassinos, covardes e ladrões.

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