Peça 1 – como foi montada a intervenção em Bolsonaro

Na 6ª feira, quando Bolsonaro ameaçou implodir a quarentena, o Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes informou a assessores da Presidência, que a medida não passaria. Eles pediram, então, que conversasse com o próprio chefe.

A conversa se deu no sábado, presentes os generais Luiz Eduardo Ramos, Ministro-Chefe da Secretaria de Governo, e Braga Neto, da Casa Civil.

Bolsonaro insistiu que iria derrubar a quarentena. Gilmar rebateu, alertando para a crise política e para o fato de que o Supremo não iria permitir. Foi o primeiro caso de enfrentamento de Bolsonaro. O segundo foi com o Ministro Luiz Henrique Mandetta no dia seguinte.

Na conversa, Gilmar lembrou o período do apagão e a maneira como foi enfrentado, montando um estado maior dentro do Palácio coordenado por Pedro Parente. A organização, e o talento de Parente, foi fundamental para debelar a crise.

Gilmar sugeriu, então, que fosse montado um Estado Maior na Presidência, com a participação do presidente do STF, Dias Toffoli, da Câmara, Rodrigo Maia, do Senado, Davi Alcolumbre.

Mostrou a importância do próprio STF, que atuaria como propagador de orientações para o Judiciário, a exemplo do que fez o CNJ (Conselho Nacional de Justiça), com suas recomendações para os juízes reduzirem os encarceramentos para crimes leves. Provavelmente veio daí a ideia do tal Estado Maior comandado pelo general Braga Neto.

Só que às vezes o jogo político tem razões que a própria razão desconhece. E, aí, vem a incógnita do pensamento militar. Quando se junta a sugestão importante com o pensamento militar atual, há motivos para preocupações.

Peça 2 – as outras intervenções militares

Depois da redemocratização, as Forças Armadas não mais intervieram na política diretamente. Mas continuaram atuando nos bastidores de forma passiva. Apesar de, teoricamente, o Presidente da República ser o comandante geral, não moveram uma palha em dois momentos em que a Presidência foi atacada.

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A primeira, no governo Fernando Collor, que havia angariado a antipatia da corporação ao fechar o SNI (Serviço Nacional de Informações) e interromper o programa nuclear.

A segunda, Dilma Rousseff, por ter instituído a Comissão da Verdade.

Jair Bolsonaro é um caso diferente. Enfrenta resistências no Alto Comando, mas tem apoio majoritário na jovem oficialidade e entre sargentos e suboficiais, além de entrada nas Polícias Militares.

Além da penetração nas Forças Armadas, ele mobiliza um segmento agressivo da ultradireita. Se fosse apeado do poder haveria agitação nas ruas, algo que não aconteceu nem com Collor nem com Dilma.

A interdição de Bolsonaro é prioritária. Mas vai ser mantido no poder também por cálculo político.

 

Peça 3 – o papel do general Mourão

Caindo Bolsonaro, assumiria o vice, general Hamilton Mourão. Ele teria dificuldades em negociar com Câmara e Senado, por não ter base política. Teria de se apoiar em ampla constelação de forças políticas, articulada provavelmente por Rodrigo Maia. E estaria impedido de se candidatar nas próximas eleições.

Sem as candidaturas de Bolsonaro e de Mourão, haveria o risco da volta do PT e das esquerdas, segundo o pensamento militar.

Montou-se, então, uma estratégia delicada. Bolsonaro seria colocado no papel da rainha louca da Inglaterra, de modo que suas aparições não contaminassem a figura da presidência da República.

Entende-se daí a Ordem do Dia do comandante do Exército, Edson Leal Pujol, e do vice-presidente Hamilton Mourão e também o acatamento da sugestão de Gilmar Mendes.

Peça 4 – como se monta uma intervenção militar

O papel das Forças Armadas é defender o país contra o inimigo externo. Em 1999, em plena efervescência contra o governo Fernando Henrique Cardoso, foi aprovada a Lei Complementar 97 e, em 2001, o Decreto 3897, regulamentando as operações de GLO (Garantia da Lei e da Ordem), permitindo aos militares atuar com o poder de polícia, em caso de agitações. Tudo sob ordem expressa da Presidência da República.

Leia também:  Risco de estrangulamento cambial?, por Paulo Nogueira Batista Jr.

No governo Temer, a crise de segurança em vários estados fez com que a GLO fosse empregada continuamente, durante a gestão do Ministro da Justiça Alexandre de Moraes.

No dia 7 de maio de 2016, alertei sobre a estratégia Temer-Moraes, de colocar o fator militar em cena novamente, com a nomeação do general Sérgio Etchgoyen para o Gabinete de Segurança Institucional.

“A maneira dos militares voltarem para a política seria através da recriação de uma estrutura militar de controle no governo federal, mas diferente do extinto GSI (Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República) e mais próximo do SNI (Serviço Nacional de Informações) e da segurança presidencial.

Quem está à frente dessas articulações é o general Sérgio Etchegoyen, chefe do Estado Maior do Exército Brasileiro e de uma família que faz parte da própria história do Exército”.

Não apenas isso. Em seu período, Alexandre de Moraes tentou de todas as maneiras recriar a figura do inimigo interno, para justificar uma eventual intervenção militar, no caso do governo Temer se sentir ameaçado. Culminou com a pantomima do suposto grupo terrorista que se articulava pela Internet.

Peça 5 – os desafios pela frente

Há dois empecilhos no caminho dessa estratégia de interditar Bolsonaro sem apeá-lo do poder.

O primeiro, os incontroláveis Bolsonaro e seus filhos, em fase de surto total. O segundo, a maneira como Braga Neto irá se comportar, se acatará a sugestão de um Alto Comando composto pelos três poderes, pelos Ministros e por entidades da sociedade civil. Ou se agirá como na hierarquia militar.

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Há um problema urgente a enfrentar, que é o boicote da burocracia federal a Paulo Guedes, por razões explicáveis.

Antes de comandar o gabinete da crise, Pedro Parente passou por todas as instâncias da área pública, começando no Banco do Brasil, passando pelo Banco Central Secretaria do Tesouro Nacional, coordenando a implantação do SIAFI (Sistema Integrado de Administração Financeira). Tinha conhecimento da máquina e a confiança dos técnicos.

Guedes, ao contrário, foi um macaco em loja de louças. No caso do desembolso dos R$ 600,00, contou com a má vontade da máquina, com funcionários se recusando a endossar a medida, levantando desculpas jurídicas por receio de serem, mais tarde, alvos da perseguição do TCU (Tribunal de Contas da União), receio justificável, aliás, depois do histórico de onipotência do órgão.

Não se sabe como Braga Neto enfrentará esse desafio, se atuará como um articulador das ações de setores variados, ou um centralizador, escudando-se apenas no poder militar. Mesmo porque será tarefa impossível manter Bolsonaro na presidência.

Primeiro, porque Bolsonaro e filhos são incontroláveis. Depois, porque há a possibilidade concreta de Donald Trump ser derrotado por Joe Bidden nas próximas eleições dos EUA, o que tornaria a posição de Bolsonaro insustentável.

De qualquer modo, é o primeiro capítulo da era pós-Bolsonaro

 

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21 comentários

  1. Interessante que Nassif, tal e qual seus colegas da mídia cretina, ignoram completamente outras forças políticas no tabuleiro.
    O texto é praticamente um apelo para que os gorilas contenham sua sede de sangue e se unam às carcomidas instituições que deram o golpe e são diretamente responsáveis pela presidência do bozo.

    Eita classe média triste e previsível.

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    • Não sei vcs, mas em mim dá uma suspirada … aguentar o bozo fazendo asneiras a todo instante no comando do país, né brincadeira não!

  2. Só que o bolsonarismo-milissiânico fora do poder e agora paramentado com tecnologias e listas imensas de contatos populares via redes sociais e whatsapp, teriam de ser desmontadas e impedidas de novas criações de contas. O sujeito que fazia terrorismo dentro do exército, nem de longe é de confiança. O ódio, ressentimento e as frustrações com os destinos de suas lideranças vão tornar as suas bases mais violentas, se a “intervenção militar” não os controlar. aliança do mal com seus escritórios do crime e esquadrões da morte nas mãos de psicopatas, vão ser dor de cabeça diária para o país. Não pensem que se aquietarão e aceitarão o tal e ingênuo “jogo democrático”, que este, já foi sepultado há tempos.

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    • Para os militares, 1º vem a estabilidade, a governança do País. A exemplo de 1964 e outras situações, é incomparável a operacionalidade, os meios de manutenção da ordem e coesão das FFAA x frações sem liderança e treinamento para o enfrentamento daquelas.
      E as atuais FFAA não são mais as desequipadas e indisciplinadas de 1964. É AD SUMUS. BRASIL ACIMA DE TUDO.
      Isso é disciplina de Estado Maior.
      Sem chance para quem discordar.

  3. Nassif: eu não sei se você quer me iludir ou se quer se iludir. O que o Capitão dizia e fazia nada mais era que promessa de Campanha, idealizada pelas AgulhasNegras e propagada pela QuerênciaDeCruzAlta. Se exagerava, isso é outra coisa. Mas se mantinha fiel ao script desenhado na caserna. E agora que o fator CoronaVirus foi adicionado ao cenário, nos, do Povo, vamos recitar a máxima romana — “Ave Caesar, morituri te salutant”. Guerra é guerra…

    • Perfeito. Queiram ou não os que pensam diferente,Bolsonaro tem o apoio da maioria das pessoas de bem deste país;principalmente os que trabalham e produzem.E tem mais, não se trata,como disseram acima,de milícia não,trata-se de cidadãos e cidadãs consados de enxergarem o país ser destroçado por desordeiros desonestos que enriqueceram juntamente com seus pseudos aliados às custas da miséria da maioria.Serão esses os milicianos?Chamam aqueles de domocráticos pacíficos?O Bolsonaro é bocão? É.O Bolsonaro fala besteira desnecessária?Fala.Porem foi o único que enxergou, e deu certo, o vazio entre a sociedade brasileira e os poderes constituídos neste país.Nao cai,tem o apoio de quem presta e das nossas gloriosas Forças Armadas.O resto é mimimi de quem perdeu a boquinha.

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      • Podem até trabalhar e produzir, mas não enxergam UM palmo na frente do nariz. Se não fosse assim, não teriam eleito um camarada que se tornou notório apenas por ser boquirroto e falastrão, que não conhece NADA de administração pública, e que ficou 27 anos no Congresso sendo um parlamentar que nunca fez NADA. Mas há quem acredite que o mesmo é honesto… ok! ele pode ter enxergado o vazio entre sociedade brasileira e poderes constituidos. burro, não é… em geral, há loucos muito inteligentes, especialmente se são famintos por poder.

  4. Como comentei em outro post:

    A crise não é localizada, é sistêmica.

    Militares sempre foram parte do problema, não da solução.

    Faltava pagar sua parte da fatura.

    Vejamos em quanto tempo a crise vai carregar os fardados pro ralo… 10, 9, 8…

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  5. Nassif, há coisas que saltam aos olhos pra dar essa partida de xadrez como acabada no terceiro lance(profissional x um iniciante amador).
    O delay entre a eleição americana e o apeamento do poder do bozo não permite qualquer especulação.
    Segundo, de onde você tirou que o Parente foi quem resolveu a crise energética. Ele saiu completamente queimado da crise e tudo foi para fazer compras sem qualquer licitação(mais de 100 termo-elétricas foram montadas sem um puto parafuso licitado).
    O filhão do FHC pode explicar.

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  6. A bota com histórico de conflitos políticos está unida mesmos nas divergências nos tempos covid19.
    Luta com países mais frágeis da UE para medidas extremas não previsíveis nos estatutos e da necessidade de pensar e atuar fora das regras.
    As vidas primeiro, dinheiro e economia podem ser reconstruidas a seguir.
    Na terra da santa cruz procura-se governo e reaparecem os…..
    Na terra da santa cruz que já carecia de ministro da economia, procura-se ministro para economia para…..
    Na terra da santa cruz e da solidariedade: primeiro eu diz o verde oliva, primeiro eu diz o seo itaú, primeiro eu diz a turma da mamata, mas e infelizmente primeiro eu diz onjo da morte covid19

  7. Como os militares conseguiriam agradar aos golpistas e ao povo ao mesmo tempo?
    Sem chances de conseguirem isso…
    Vão seguir passando a faca no povo…
    Eles não estão vendo os 2 trilhões de dólares que o trump passou para os cidadãos americanos!
    Para conseguir isso de volta o brasilzinho vai ser depenado…
    Na fala do Trump ele se lixou para o povo brasileiro, ele foi falou aos militares!
    O bom trabalho que está sendo feito…
    De bobo ele não tem nada!
    Ele está de olho nas riquezas do brasil, se os militares não entenderam isso, ai paciência, não haverá deus brasileiro que segure a queda…

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  8. Do Amapa, passando por São Paulo até o Rio Grande do Sul o Brasil está aberto. Sei disso porque recebi pedidos desses lugares nessa semana. Todos os pequenos empresários com quem converso estão com Bolsonaro e a abertura das empresas. Se o vírus não se manifestar de forma branda no país vai ser um morticínio. Minha filha mora e trabalha na Suíça. Já esta a 20 dias de quarentena, que hoje foi estendida para primeiro de agosto. Na farmacêutica em que ela trabalha todos os funcionários estão afastados por conta da previdência estatal com a manutenção dos salários integral. A empresa que continuar funcionando e tiver um funcionário contaminado dentro do trabalho terá que pagar uma indenização de 150 mil francos aí funcionário. Por aqui o penalizado é quem está parado pq seus clientes vão recorrer ao concorrente que está aberto. Bolsonaro maledeto.

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    • Prezada senhora Vera Venturini

      Infelizmente a “doença’, a “gripinha”, a “Corona” são relatos e noticiais ainda de televisão, uma moléstia de ricos, seus hospitais e distantes da realidade. Quando a moléstia chegar ao andar de baixo, parafraseando o Gaspari, haverá o pânico e desolação.

      Estes “empresários’ que menciona SÓ conhecem o BRAÇO FORTE do estado, não foram apresentados a mão amiga.

  9. C 03/10/2019 at 13:40
    Prezado senhor Luis Nassif

    Visto farda a 35 anos, servi em praticamente todo o território nacional, servi no exterior, servi na Africa, vi e assisti presencialmente a derrocada da engenharia nacional, vi a “nossa’ substituição por chineses, Walvis bay por exemplo, onde há até uma certa “territorialidade” chinesa, por franceses e dinamarqueses. Tudo destruído pela “síndrome da varanda Gourmet”, agora em Miami também…

    As sucessivas vitórias petistas trouxe um sentimento de corpo dúbio e extremamente curioso, na caserna, profissionais de ESTADO e entusiasmados com o que se pronuncia e se anunciava, a modernização, a profissionalização do estamento. A dubiedade vem de “nossa” origem social, a tal classe média tão proclamada e martelada pela mídia- JP, CBN e J 10…
    Se não tenho votos…
    “Eu os identifico a todos, e são muitos deles, os mesmos que, desde 1930, como vivandeiras – os terraços – vem aos bivaques bulir com os granadeiros e provocar extravagâncias do poder militar”.

    As vivandeiras sumiram dos quarteis em 1985 e mudaram para o Leblon, para a casa das Garças.
    Carlos Lacerda foi uma grande vivandeira, 1954/1964, e acabou preso em 1968, agora temos nos dias atuais, a contestação da eleição de 2014, o ápice destas vivandeiras e quase foi preso.

    Assim como em 1985, mais dia, menos dia, a turma do Leblon e da Faria Lima nos deixará mais uma vez com brocha na mão e vão beber champanhe com o returno.

    Há um deslumbramento de classe, não necessariamente de poder. Há uma ginastica, um contorcionismo intelectual dos preparados e a queda da fantasia dos despreparados de visão binaria para a aceitação social dos vivandados.

    Já na baixa oficialidade, o caso é serio… E preocupante.

    Texto escrito em 03/10/2019.

    Prezado senhor Luis Nassif,

    Há um movimento, um movimento de maré de quadratura, um empoçamento, enquadramento mesmo aos “beatos’ fardados e suas transloucadas varandas e clubes. O pingo Dàgua em copo cheio molhou as abotoaduras da Faria Lima/ Leblon.
    Especulava-se na imprensa “especializada” em nossa editoria as razões objetivas de tantas ordens do dia, Twitters de parte a parte onde BRAVO foi içada com a deixa do VB, Neville Chamberlain, acerca de coragem e atos de extremismos. Extremismos palacianos incluídos.

    Iniciou-se um desterro, um exílio imóvel de outrora terraplanístas binários e enquadramento da hierarquia.

    Rainha da Inglaterra? Presidente RFA?

    P. s não se há consenso sobre o braço forte do comte em chefe ou seu ouvido parceiro ainda.

  10. Então ficam todos felizes. Os militares mandam, Bolsonaro continua na presidência e quem previu que ele cairia acertou apesar de ter errado. Até eu, que acho que ninguém o derruba, acertei também. Só discordo do tal decreto abrindo tudo. Creio que Bolsonaro joga nas duas, deixando o combate ao vírus seguir, mas tentando jogar nas costas do outros o custo do problema econômico que virá e que é só o que a população lembrará daqui a pouco. “Eu não disse?” Aliás, vejo que a preocupação com o vírus e o resguardo é muito da classe média pra cima. Certos ou errados, os mais pobres, que são a maioria que ele busca atingir com esse discurso, em geral não estão muito preocupados com o vírus.

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  11. Ora, ora, ora, …
    A volta dos que não foram, parte III.
    I – Armínio Nau Fraga: Mini-me do Soros.
    II – Mônica de Boia : Musa da PEC do teto.
    III – Pedro “apagão” Parente: Mr. Privataria. Estreia no GGN: “A organização, e o talento de Parente, foi fundamental para debelar a crise.”.
    Sei não …

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  12. Algumas ressalvas ; em que momentos
    1 A crise energética no governo FHC foi debelada?
    2 O atual presidente deixou de tentar destruir o isolamento proposto pelos governadores?
    Com todo o respeito ; este texto é muito mais uma manifestação de desejos do que uma descrição dos fatos reais.

  13. “haveria o risco da volta do PT e das esquerdas, segundo o pensamento militar.”

    POR QUE as FF.AA. não “gostam” do PT? Com o partido conseguiram aumento de soldo, submarino nuclear, enriquecimento de urânio, caças… o PT nunca combateu as mordomias militares (pensões das filhas, por exemplo).

  14. Anotado… construir narrativa de deposição de um presidente democraticamente eleito, sem motivação que justifique, sem qualquer ato de corrupção do governo, e falar isso de forma tão natural, só tem um nome para isso ….canalhice e desonestidade intelectual sem precedentes …anotado..espero que Nascif não seja covarde em reconhecer seu erro prognóstico quando bolsonaro for reeleito em 2022. Anotado. Vamos em frente. Detalhe..nao votei em Bolsonaro .leio e interpreto fatos, apenas.

  15. + comentários

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