Ecos da invasão ao Capitólio

Por Johnny Negreiros

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Em 6 de janeiro de 2021, apoiadores de Donald Trump invadiram o Capitólio, sede do legislativo estadunidense, tentando impedir a posse do presidente eleito Joe Biden.

Os extremistas alegavam que as eleições presidenciais dos Estados Unidos haviam sido fraudadas. Foi um ataque claro à democracia.

Quase 900 manifestantes foram presos ou processados, segundo o Departamento de Justiça. Além disso, pelo menos sete pessoas morreram.

O Congresso iniciou uma investigação para apurar e acusar os responsáveis pela tentativa de golpe. Algo semelhante às CPIs que temos no Brasil.

Steve Bannon foi condenado por desrespeitar a investigação. Ele foi o principal estrategista de Trump em 2016, e segue influenciando a ultradireita mundial.

Aliás, sabe quem pode ser incluído nas investigações? Eduardo Bolsonaro. Sim, o filho do presidente Jair Bolsonaro viajou aos EUA às vésperas do golpe fracassado.

Em relação a Trump, a “CPI” ainda investiga seu papel na invasão. O Departamento de Justiça também promove investigação paralela contra o ex-presidente.

Durante a invasão ao Capitólio, Trump recusou-se a intervir para cessar a violência. Ao contrário disso, há depoimentos sobre ele ter tentado se juntar aos invasores.

A invasão ao Capitólio é uma mancha na história dos EUA e virou referência para o que pode ocorrer no Brasil com a possível derrota de Bolsonaro em 2022.

Resta saber se Trump pagará por sua participação na invasão ao Capitólio, tornando-se, assim, exemplo para outros golpistas.

Texto e criação:  Johnny Negreiros Supervisão:  Cintia Alves Imagens e gifs: Unsplash,Instagram, Divulgação e Tenor Música: Voices - Patrick Patrikios