Há uma semana, Gabriel Priolli foi indicado diretor de jornalismo da TV Cultura.
Ontem, planejou uma matéria sobre os pedágios paulistas. Foram ouvidos Geraldo Alckmin e Aloízio Mercadante, candidatos ao governo do estado. Tentou-se ouvir a Secretaria dos Transportes, que não quis dar entrevistas. O jornalismo pediu ao menos uma nota oficial. Acabaram não se pronunciando.
Sete horas da noite, o novo vice-presidente de conteúdo da TV Cultura, Fernando Vieira de Mello, chamou Priolli em sua sala. Na volta, Priolli informou que a matéria teria que ser derrubada. Tiveram que improvisar uma matéria anódina sobre as viagens dos candidatos.
Hoje, Priolli foi demitido do cargo. Não durou uma semana.
Semana passada foi Heródoto Barbeiro, demitido do cargo de apresentador do Roda Viva devido às perguntas sobre pedágio feitas ao candidato José Serra.
Para quem ainda têm dúvidas: a maior ameaça à liberdade de imprensa que esse país jamais enfrentou, nas últimas décadas, seria se, por desgraça, Serra juntasse ao poder de mídia, que já tem, o poder de Estado.
Como vão todos? Publiquei uma matéria no meu blog sobre uma estudante de direito que não paga nenhum pedágio por julgar inconstitucional. O texto está rodando a internet, será que esta é uma saída? Confiram no BLOG: http://trotesnaweb.com/0016.html
O governo de São Paulo está acabando com um grande
patrimônio publico. A TV Cultura é um dos maiores
simbolos da comunicação Paulista. É muito triste
saber que o governo quer se desfazer até dos
estudios da Agua Branca. Precisamos tirar o PSDB do
governo de São Paulo!!!
Senhoras e Senhores:
não tem pra ninguém dia 31 é só virar o contrário e digitar 13, agora para os que vão votar no passado, ai vai uma dica, tomem 13 diazepan pra aguentar na segunda feira e por mais 8 anos o povo mandando no Brasil, recebendo esmola e tudo mais que voçes acharem.DIMA 13
Solidariedade à você, Hedrodoto, ao outro jornalista e aos tantos outros, vítimas dessa truculência da direita. O PSDB É DE DIREITA. só se difere do DEM , pelos seus discursos diplomados e muito distantes da realidade do Brasil.
parabéns pela coragem e pelo jornalismo isento, competente e sério que fazem. Pena que a manipulação da grande imprensa seja algo tão difícil de se cmbater.... também....500 anos....
boa sorte e bom trabalho
Caro Nassif, concordo com você, só que o Serra não se contentou somente com o afastamento do Heródoto. Na verdade todos os funcionários da Fundação serão punidos. O senhor Serra já determinou o exterminio da Fundação Padre Anchieta, via LIQUIDAÇÃO, logo após a confirmação do Geraldo Alckmin, no Governo de SP. Eles vão alegar uma dívida impagável só que criada pelo próprio PSDB, que utiliza toda a receita da Cultura para suas campanhas eleitorais.É só pedir uma auditoria independente, que a gente acha facilmente para onde o dinheiro foi desviado.
Com tanto jornalista bom demitido não dá pra todos eles montarem um jornal/revista e assim nunca serão demitidos? Todos sócios e falando a verdade doa a quem doer! Nenhum juntou uma graninha em tanto tempo de carreira? Leitor é que não vai faltar. Eu seria assinante!
Porque todos que estão postando aqui não procuram antes se informar ?
pelo que sei herodoto ainda continua na tv cultura com o programa roda viva.
E falando em Serra e Jornalistas...
http://www.blogdodecio.com.br/2010/07/14/serra-investigou-e-destratou-re...
Que pena Serra! Acabou de perder o meu voto e não vai poder me demitir!
Vou denunciar no Twitter!
Fui.......
"Jornalismo é oposição", frase que já foi atribuída a Nelson Rodrigues, Millôr Fernandes e mais não sei quantos. Mas essa demissão é a face real das coisas. Quando nos opomos a alguém, de antemão sabemos as possíveis consequências.
Estou com uma dúvida.
Se o Heródoto Barbeiro foi demitido, por que era ele quem comandava o Roda Viva ontem?
Att.
João
O pedágio cobrado em São Paulo está acabando com a economia paulista.Quanto ao autoritarismo de Serra , ele e o Lula são autoritários e fazem pressão para os jornalistas não falarem mau dos governos que exercem. No caso do Lula quem não se lembra das garotas do Jô, quadro que falava abertamente sobre os mandos e desmandos do Lula, vide Lulinha o dno de fazenda e da operadora OI, logo após o seu pai tomar o governo federal, pois antes era um coitado sem tino empresarial. O Alexandre Garcia também teve que moderar suas críticas ao Lula seus mensalões e dolares na cueca, E o Arnaldo Jabor , que quase foi demitido , caso não parasse de divulgar as mutretas do governo Lula.
Ou seja , são parecidos, mas que o pedágio do Estado de São Paulo está muito caro isso está.
Quem esta reclamando do pedágio com certeza é FUNCIONÁRIO PÚBLICO, que não tem noção alguma de gerenciamento, não tem resposabilidade administrativa, não emprega ninguem, não contribui com o desemvolvimento da nação e passa sua vida inteira reclamando, prestando um péssimo serviço e esperando seu 13° chegar....
Eu reclamo dos pedágios e não sou funcionário público.
Viajo de Bauru para são paulo mensalmente há três anos. São 325 km, aproximadamente. Nesse período, o pedágio praticamente dobrou. A estrada é boa, mas , neste período, simplesmente não houve qualquer alteração que justificasse o aumento. E mais pedágios ainda foram implantados.
Você pode ser Serrista, cara, mas quando tenta ofender quem é negativamente atingido pelo "deixa-fazer" dele, você tá sendo passional, não está debatendo.
Essa censura de bastidores parece ser uma característica bem marcante dos governos do PSDB.
Precisa ver como esteve nos últimos 8 anos aqui em Minas Gerais: não era um assunto não, qualquer reportagem que carregasse uma posição minimamente negativa (ou melhor: qualquer coisa a ser veiculada que não fosse positiva) sobre o governo do Aécio Neves, era motivo de calar a boca do jornalista, editor ou jornal.
Exemplos existem varios (http://migre.me/W30N), mas a prova cabal é a aprovação quase unânime do nosso "governador-ex-aspirante(snif!)-a-presidente" em MG. Pra mim vale a máxima: "toda unanimidade é burra!". E eu completo: "ou não está sabendo da verdade".
Acho ótimo que os pedágios paulistas sejam motivos de polêmica e divulgados pelo país afora. Aqui vai minha contribuição aos leitores, jà que a matéria foi vetada na TV Cultura: de São Paulo a Bauru, 327 km, há 8 praças de pedágio com pagamento na ida e na volta, num total de R$90,50 para um carro de passeio, ou seja, uma cobrança a cada 40 km cuja tarifa varia de R$2,90 a R$8,95. As tarifas para caminhão e ônibus variam do dobro a até 8 vezes mais. A dos ônibus é rateada entre os passageiros e a do transporte de cargas é cobrada dos consumidores. A propaganda do PSDB enfatiza a qualidade das rodovias paulistas, mas engana porque não diz a que preço!!! Nos 5.600 km de rodovias concedidas à iniciativa privada há 160 praças de pedágio, a maioria cobrando nos dois sentidos, ou seja uma a cada 35 km - dados da Artesp, agência reguladora do Estado de SP.
Pesquisem no Google o tema `Macartismo mineiro` e constatem a hipocrisia do PIG, que diz defender a liberdade de imprensa e de opiniões...
Não temos mais censura no Brasil? Temos sim.
Não temos mais ditadura no Brasil? Temos sim.
Censura e ditadura continuam firmes e fortes no Brasil. Só mudaram de aspecto.
Muito interessantes algumas opiniões expressas aqui.Já pensaram se o episódio fosse na TV Brasil? O que diriam? Qdo é com tucano pode?
Vamos deixar claras as coisas: há dois tipos de TVs pertencentes ao Estado. Uma é a estatal, controlada diretamente pelo governo. Outra é a pública, que tb é do Estado, mas tem sua linha definida por um conselho representante da sociedade, não pelo governo. O primeiro tipo existe há muito no Brasil, com as TVEs. O segundo é o modelo da Europa Ocidental - a BBC birtânica é o melhor exemplo. É independente, sustentada por uma taxa semelhante à de luz, critica o governo como quiser e ai do primeiro-ministro que tentar intervir nela!!! A TV Brasil é uma tentativa nessa direção, mas falta muito, ainda, para chegar lá.
De qq forma, estatal, pública ou privada (lembrem-se, a TV é uma concessão pública, é do povo, mesmo que operada por particulares), uma emissora de TV ou rádio tem o DEVER de dar ao povo a informação correta, que é um direito da sociedade. É absurdo achar que, por estar no poder, um grupo pode manipular uma TV pública e não prestar um serviço - informar corretamente. E se isso fosse levado aos outros campos da administração pública, como ficaríamos? Seria cortada a água dos adversários políticos? Seriam feitas obras só nos bairros onde o governador tivesse vencido a eleição?
A TV Cultura paga por sua indefinição, fica no meio caminho entre o estatal e o público, e por sua falta de clareza em relação ao seu dever de dar informação correta. Precisa de um marco regulatório que torne esses fatores mais claros.
Luis Nassif,
Essa questão da demissão vai ser discutida bastante. Para mim, o governante que ganha a eleição tem o direito de ter nos meios de comunicação uma continuidade da ideologia dele que foi a vitoriosa na eleição.
Em relação aos pedágios penso que o grande problema é que grande parte do pedágio pago em São Paulo aumenta os custos de produtos vendidos em outros estados da federação. Além de se tratar de um grave problema que mantém a desigualdade dos estados da federação a não divulgação e repercussão desse efeito é danoso para uma maior transparência na atividade pública ainda mais que a transparência da atividade pública é um direito da cidadania.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 10 /07/2010
Carissimo Nassif...me esclareça uma dúvida e perdoa minha ignorância...vc não é repudiado por tornar público um acontecimento na emissora em que vc é comentarista econômico?!! A TV Cultura não pode retratar o assunto, o Nassif em seu blog póde, não é comprometedor para a TV cultura ter um comentarista que em seu blog torna público aquilo que não deveria ser?!!Vc não corre o mesmo risco que Priolli?!! Entendo que este blog é uma produção independente (sua, e o parabenizo por isso)...mas gostaria de entender, já que é para tornar os fatos públicos qual a distância que chega as garras do poder dos pedágios paulistas, de Serra, da TV Cultura e o SEU!
Já provei do fator Serra: meu contrato com a emissora não foi renovado depois de críticas que fiz à Sabesp.
O atual presidente da Fundação Padre Anchieta, dona daTV Cultura é o ex-secretário de cultura do governo Serra, Sr. João Sayad....Ótimo! Quem é o Sr. João Sayad?O mesmo já ocupou cargos no governo Sarney, passou pela administração Maluf, já foi Secretário Municipal de Finanças da cidade de São Paulo na administração de Marta Suplicy (2001-2004) e o de Secretário Estadual de Cultural do estado durante o governo de José Serra (2007 - 2010).Afinal de contas, alguém que consegue militar entre ex-Arena, ex-PMDB, ex-PDS, ex-PPS, ex-PT e PSDB serve para que?Até o momento ninguém tocou no nome do mesmo. Por que?É melhor dar continuidade a esta Bolivarianice a que estamos sendo conduzidos? Francamente...
Ines Ferreira aas 15:39
Serra eh fachada de interesses ocultos. Nesse estritissimo sentido, o comentario esta certo, ele eh peca de um jogo de destruicao do Brasil e se nao fosse ja teria visitado o site do pegagiometro e calculado quanto os paulistas ja pagaram --ele nao eh letrado o bastante pra isso, alias.
Ele tem toda intencao de ser, como presidente, fachada (isso eh, lobista) de interesses que nao estao claros ainda e nao estarao ate muito tarde pros brasileiros.
Não é lindo? E os 'sabujos' do PiG ainda se deixam seduzir ou se vendem à máquina que amanhã irá fritá-los...
Serra continua botando esse povinho do PiG para comer na mão dele. Estão a caminho da câmara de gás, mas não acreditam.
É assim que Serra perde votos. Trata mal os professores, trata mal os policiais e, agora, trata mal os jornalistas. Garanto que há muito jornalista dos jornais, rádios e tvs que estão pensando, com seus botões: "ué, mas não diziam que a Dilma é que é contra a liberdade de imprensa?"
_____________________________
Roberto Locatelli
Profissional de computação gráfica, modelador digital
Nassif, parece que seu post teve forte impacto na Cultura. O Jornal da emissora apresentou agora a pouco a tal reportagem dos pedágios com as opiniões dos candidatos a governador. Ninguém da atual administração falou. A coisa deve estar fervendo...
Nassif
Não sei se é a mesma reportagem sobre os pedágios que caiu, ms acaba de ir ao ar no jornal da cultura uma reportagem falando do aumento as tarifas de pedagio tiveram. Foram entrevistados o Mercadante e o Alckmin. Acho que a pressão dos blogs mais uma vez fez surtiu efeito...
Não vamos inventar moda;
O Serra não tem nenhum poder de controlar midia;
A grande midia está na INTERNET e esta é independente.
Quem tem poder de controlar a midia é o ex governador de Minas Gerais. O cara é o bicho .... e até na INTERNET o cabloco controla seus criticos.
Até o final desta eleição deveriamos entender melhor os Tucanos de Minas e a sua famosa CODEMIG.
Nassif,
Tenho acompanhado aquele jornaleco da Gazeta, onde Markun - depois de destruir a TV Cultura - é agora comentarista político.
é vergonhosa a maneira como o Markun, todos os dias, promove o site do PSDB para a campanha do Serra, simplesmente vergonhoso. Ele apresenta o site, diz que tem um setor para que o eleitor apresente suas propostas, basta se inscrever, etc.
Simplesmente vergonhoso, esse Markun devia ter um mínimo de vergonha na cara!
O Markun é assim. Quando em boa posição, torna-se arrogante. Quando derrubado, torna-se subserviente. É só perguntar sobre ele para a equipe que ele próprio levou para a Cultura - nem precisa ser para os jornalistas que já estavam na Cultura quando ele assumiu.
bipolar utilitarista ou pragmatista
"Não há segredo que o tempo não revele, Jean Racine - Britânico (1669)" - citação na abertura do livro Legado de Cinzas: Uma História da Cia, de Tim Weiner.
Enquanto isso, na Rodoviária da Barra Funda já implantaram pedágio para fazer xixi
em sanitários precários e sujos. É o fim da picada pagar para usar banheiro público...
Trabalhar na TV cultura ja é começo de fim de carreira mesmo, então o jornalista demitido devia agradecer , igual a soninha fez, e procurar um emprego de verdade em outro veículo de notícias.
Que houve afinal ? O PT assumiu o Governo de São Paulo ? Não era o PT que dizem que é contra a liberdade de imprensa ? Já contaram essa pro Reinaldo Azevedo ?
Trabalhar na TV cultura ja é começo de fim de carreira mesmo, então o jornalista demitido devia agradecer , igual a soninha fez, e procurar um emprego de verdade em outro veículo de notícias.
Que comentário preconceituoso e sem sentido...
Quer dizer que só a Globo é que representa um emprego de verdade pra jornalista?
O jornalismo da TV Cultura sempre foi bom. Seria melhor sem as interferências do PSDB na emissora.
Atenção toda a blogosfera brasileira: não precisa escrever mais nada, apenas prestem atenção e gravem na memória o último parágrafo do texto do Nassif: "...a maior ameaça à liberdade de imprensa que esse país jamais enfrentou, nas últimas décadas, seria se, por desgraça, Serra juntasse ao poder de mídia, que já tem, o poder de Estado". Concordando com ele, e esclarecendo para quem ainda tem dúvidas: a candidatura Serra não é apenas uma candidatura de oposição, não é apenas um anti ou pós Lula, é realmente uma ameaça real à liberdade, a mais real da história republicana pós ditadura militar. Desde já começo a pensar que meu voto em Dilma será (espero que não) uma atitude de resistência. Pensem nisso.
Depois do Pedagiômetro seria bom criar o Privatizômetro: quanto os amigos do Rei e de sua turma conseguiram por trinta dinheiros?
Nassif,
Reafirmo minha concordância com a sua preocupação acerca do risco de haver concidência entre o poder do Estado e o poder da grande mídia, no caso de uma vitória do candidato José Serra. Entre todos os perigos que a candidatura Serra apresenta, este é o maior.
Abraço,
Marlene
O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente da Empresa Brasil de Comunicação, Tereza Cruvinel, participam do lançamento da TV Brasil Internacional. Foto:Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr.
(....)
Em 13 de maio, foi anunciado o início das operações da TV Brasil Internacional a partir de 24 de maio, pela África, como previsto. Com um evento realizado no Itamaraty, seria realizada uma conversa ao vivo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente de Moçambique, Armando Guebuza, em Maputo. O canal só não estará disponível em cinco países do continente: Egito, Líbia, Argélia, Tunísia e Marrocos. O início pela África foi justificado por ser o primeiro contrato fechado de retransmissão local por cabo, com a distribuidora Multichoice. Diferentemente de outras estações internacionais, que transmitem nos seus idiomas, mas com legendas em línguas dos países receptores, neste momento inicial, não haverá legendas.
2011: Possível fim da TV Brasil
De acordo com o site do PSDB, partido de Serra e Yeda, foi publicado em 12 de março de 2010 que o projeto da rede pública de televisão (TV Brasil) será definitivamente abortado, a ideia inicial é repassar as concessões de televisão cuja sedes encontram-se no Rio de Janeiro, Brasília e Maranhão para a Fundação Padre Anchieta, leia-se TV Cultura, já as concessões de rádio e a geração da NBR ficará com a Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto (ACERP), que atualmente encontra-se em fase de incorporação diante da EBC. A concessão de televisão que a EBC tem na cidade de São Paulo será devolvida ao Ministério das Comunicações.[carece de fontes?]
O principal argumento da liquidação do projeto de uma rede pública de televisão é o alto investimento e o baixo retorno midiático. É melhor apoiar institucionalmente uma emissora já instalada e com reconhecimento internacional do que manter um verdadeiro "cabide de empregos", a administração das atuais emissoras de televisão pertencentes da TV Brasil será em esquema de gestão compartilhada entre ACERP e a Fundação Padre Anchieta.[carece de fontes?]
http://pt.wikipedia.org/wiki/TV_Brasil
TV Brasil,,,TV Pública,,,não estatal,,,
(...)
2010
Em janeiro de 2010, a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius recusa a oferta da TV Brasil, em transmitir de graça no Estado através da TVE RS. A governadora preferiu pagar R$ 20 mil por mês para veicular programas da TV Cultura, de São Paulo. A recusa é em represália por conta das reportagens do escândalo de corrupção no governo local dado em destaque pela emissora.
Em 9 de fevereiro, na coletiva de imprensa, após o anúncio do reajuste de 2010 do piso salarial regional, o governador José Serra irritou-se com a pergunta da jornalista da TV Brasil, sobre a falta d'água na capital paulista e questionando como Serra via o fato de 750 mil pessoas estarem há três dias sem abastecimento. O governador respondeu que a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) estava fazendo o possível para consertar a adutora rompida, que terminariam em 48 horas, que não consertaram e que não tem previsão. Serra passou a criticar a emissora: "Espero que a TV Brasil tenha o mesmo interesse (que tem por São Paulo) por cada Estado e cada município." Questionado por outra jornalista, se sentia-se perseguido pela TV Brasil, o governador respondeu: "Não, de forma nenhuma. Pelo contrário. É um interesse grande que eu gostaria que fosse disseminado por todo lado. Espero que essa disseminação seja total, não sempre parcial como tem sido.". Desde 2007, antes mesmo surgir no lugar da TVE Brasil, a emissora é vista desconfiança por muitos políticos da oposição, por conta de reportagens a favor do governo federal e contra políticos da oposição.[8]
(....)
Wikipédia
Vamos ver se o Priolli tem a gravação e passaremos pela internet aquilo que o Serra quer esconder.
“Pedágio sem censura. O que o Serra não quer que você saiba.”
TV Cultura de SP...TV Pública,,, não estatal
"(...)
A TV Cultura é uma emissora de televisão brasileira com sede em São Paulo, capital do estado homônimo. Emissora pública de caráter educativo e cultural, foi fundada em 15 de junho de 1969 na capital paulista, gerando programas de televisão educativos que são transmitidos para todo o Brasil via satélite e através de suas afiliadas e retransmissoras em diversas regiões do Brasil.
É mantida pela Fundação Padre Anchieta, uma fundação sem fins lucrativos que recebe recursos públicos, através do governo do estado de São Paulo, e privados, através de propagandas, apoios culturais e doações de grandes corporações.(..)"
Leia mais
O desafio da TV pública
Jorge da Cunha Lima - Por Eduardo Carvalho, publicada originalmente no portal Cultura e Mercado 09.05.2007
Na segunda-feira 7 de maio, o Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta escolheu o novo presidente da diretoria executiva, ratificando o nome do jornalista Paulo Markun para o cargo. O Fórum de TVs Públicas começou na terça-feira, 8 de maio. As emissoras comerciais começam a receber as linhas de crédito do BNDES, vedadas às públicas, para a digitalização de sua produção. A respeito desses e outros assuntos, conversamos com Jorge da Cunha Lima, presidente e membro vitalício do Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta, mantenedora da Rádio e TV Cultura. Leia os melhores trechos da conversa:
Quais os motivos da escolha do Markun? Sabemos de sua ligação com a TV Cultura, mas como surgiu seu nome no processo de escolha. Por que foi candidato único?
JCL -Todas as eleições para presidente na história da Fundação foram a partir de candidaturas de consenso. Como é sabido, o governo manifestou o desejo de sugerir nomes, porque eles têm membros no conselho e são responsáveis por boa parte do aporte financeiro da fundação. Assim houve várias rodadas de apresentação de nomes e sucessivas discussões, até que, deste processo, surgiu o nome do Markun, com um perfil bastante aceitável por todos, o que acabou por revelá-lo como um nome que poderia apontar para um consenso entre os membros eletivos, os natos, os representantes do governo etc. Além disso, a candidatura única foi possível porque o Marcos Mendonça não quis se candidatar à reeleição.
Como o Marcos Mendonça sai deste processo? Ele que recebeu tantas críticas por ter encampado o projeto de ter transformado a Cultura numa TV comercial? Ele sai desgastado?
JCL - Eu penso que ele sai fortalecido, pois ele deixa a televisão em situação financeira boa, capacidade de produção grande, principalmente de programação infantil e educacional, e sentimos o grande reconhecimento do conselho pelo trabalho que ele executou. As coisas que criticaram nele, e criticaram em mim já, foi a transição para um modelo comercial de televisão com publicidade institucional. Mas, com a diminuição de recursos públicos, caso não se buscasse recursos da sociedade, fecharíamos a Fundação.
Com a entrada do Markun, um jornalista, como fica o cargo de ombudsman da TV Cultura que está vago?
JCL - O Oswaldo Martins saiu em junho de 2006, antes de acabar o mandato. Até hoje, estamos definindo qual é o papel de um ombudsman de televisão. Como um ombudsman poderia ficar 24 horas acordado na frente do aparelho de televisão para dar cabo da análise de toda a programação? O cargo está em aberto e a função em discussão.
http://www.direitoacomunicacao.org.br/content.php?option=com_content&tas...
TV Pública em SP....
.
(...)

Constituída como fundação de direito privado, a Fundação Padre Anchieta deveria manter em relação ao governo estadual rígida independência, administrativa e financeira. O que não ocorreu. Fica da leitura a nítida sensação de que, enquanto alguns profissionais competentes buscavam prestar à sociedade um eficiente serviço público de radiodifusão, todos os governos - uns mais outros menos - viam a TV e a Rádio Cultura como canais de expansão de seus projetos político-eleitorais.
Nesse sentido dois momentos são emblemáticos: os governos Maluf e Alckmin. Em ambos, tenta-se aproximar a TV Cultura dos padrões das emissoras comerciais com a expectativa de que ela ganhe audiência, ao mesmo tempo que se investe na ampliação das áreas cobertas por seu sinal. O livro não conta, mas durante a gestão Maluf chegou-se a cogitar a contratação de apresentadores como Chacrinha e Hebe Camargo. O livro mostra, porém, como o governo Alckmin investiu num modelo de programação típico das TV comerciais com a contratação, por exemplo, de Silvia Poppovic e o seu programa de entrevistas. Mais ousados ainda que Maluf, os gestores dessa época tudo fizeram para que a Cultura assumisse a liderança de uma rede nacional de emissoras públicas, capaz de levar as realizações do governo paulista a todo o Brasil.
Sintomático é o espaço dado pelo autor às lutas políticas travadas pelo controle da emissora, fato que só reforça a tese da existência de uma incompreensão crônica dos governantes em torno do papel de uma emissora pública. Curiosos são os relatos dos momentos de tensão entre o Conselho Curador e os diferentes governos estaduais. Como da tentativa do sucessor do governador Maluf, José Maria Marin, de acabar com a independência institucional da Fundação. Na prática, essa independência praticamente inexistiu durante todo esse governo. As intervenções do governador nas emissoras de rádio e TV eram quase diárias. (Assim como o autor do livro, também fui personagem de parte dessa história. Cheguei, como redator do telejornalismo, a ter que editar e levar ao ar uma "reportagem" sobre a festa de aniversário do prefeito de São Paulo, Reinaldo de Barros, indicado por Maluf.)

Ao sair do governo para se candidatar a deputado federal, Maluf deixou ao seu sucessor a missão de oficializar essa prática intervencionista, mudando arbitrariamente a legislação numa tentativa de retirar o caráter público da instituição, medida derrubada na justiça, como conta o livro. A lamentar a ausência, no texto, de referências ao trabalho do curador de Fundações à época, Carlos Francisco Bandeira Lins, importante na luta pela manutenção da independência, ainda que relativa, da Fundação Padre Anchieta.
Outro momento de tensão relatado no livro trata da tentativa frustrada do autor de conquistar um quarto mandato de presidente da Fundação. Cunha Lima não esconde o seu campo político. Ao ser eleito pela primeira vez, diz que "era claramente vinculado ao grupo e ao pensamento do ex-governador Franco Montoro". Do qual fazia parte igualmente o governador que o acompanharia nas duas primeiras gestões: Mário Covas. Na terceira, conviveu com Geraldo Alckmin, do mesmo partido, mas alinhado a outra corrente, e que pretendia impor, na eleição seguinte, um nome de sua confiança para a presidência da Fundação.
Deu-se aí uma das mais encarniçadas batalhas pelo poder na instituição. Depois de nove anos à sua frente, Cunha Lima conseguiu moldar um Conselho a seu gosto, o que lhe garantiria votação tranquila para um novo mandato. O governo corria sério risco de derrota que, se consumada, poderia levar a Cultura à bancarrota, diante de uma provável represália oficial. A saída, contada com a devida sutileza pelo autor e personagem, foi aceitar o nome imposto pelo governo, mas tendo como contrapartida a sua efetivação na presidência do Conselho Curador, cargo agora devidamente remunerado.
Esse episódio conduz a uma pergunta cuja resposta o livro não dá: como são feitas as indicações dos nomes para o Conselho Curador? A força demonstrada pelo autor para enfrentar e impor condições ao governo do Estado revela um respaldo no Conselho cuja obtenção o livro não explica. O que leva à conclusão de que a generosa ideia de um órgão autônomo, capaz de expressar a vontade popular em relação às suas emissoras de rádio e TV, sucumbiu à captura efetivada por um grupo político quase homogêneo.(...)"
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-40142009000300036&script=sci_arttext
Nassif, um dos comentarista, Alexandre, informa que o excelente Carlos Lindenberg também rodou aqui nas Gerais. Seria muito interessante pesquisar a veracidade da informação e se confirmada, trazer para um post e abrir o debate.
... qual é a novidade?
tamos no Brasil... se estivéssemos na Inglaterra, talvez, o tão citado e reverenciado padrão mundial de serviço público de comunicação e ideologia à BBC de Londres...
desfrutemos, pois, dos padrões de comunicação e ideologia do lado de cá: das empresas estatais e paraestatais, das empresas globais e universais, das concessões a corporações pró-agrorurais e político-cartoriais... aliás, todas elas, em algum momento ou a todo momento, pagam pedágio com ágio e agiotagem no bolso do contribuinte.
"Não há segredo que o tempo não revele, Jean Racine - Britânico (1669)" - citação na abertura do livro Legado de Cinzas: Uma História da Cia, de Tim Weiner.
É, tão aplicando em São Paulo a lei que já vigora há muito tempo no governo de Minas Gerais: a lei da mordaça! Viva a liberdade tucana, a mesma que vigora no Iraque, Zimbabwe, Cuba, Arábia Saudita, Irã, etc...
É, tão aplicando em São Paulo a lei que já vigora há muito tempo no governo de Minas Gerais: a lei da mordaça! Viva a liberdade tucana, a mesma que vigora no Iraque, Zimbabwe, Cuba, Arábia Saudita, Irã, etc...
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