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A hora de se ter sentido de urgência na economia

O quadro que se tem é o seguinte.

Há um iceberg se aproximando, já visível no horizonte.

1.     Queda do PIB de 4% no ano passado, provavelmente mais 4% este ano, segundo previsão da OCDE (o conjunto das nações industrializadas). Significa depressão à vista, aquela situação em que o organismo econômico não reage nem a choques de insulina.

2.     Há riscos concretos de uma inviabilização da dívida pública, devido à dinâmica de crescimento da dívida (turbinada pela Selic) e de queda da receita fiscal (em decorrência da queda do PIB).

Inflação aleija. Crise externa aleija (com o nível de reservas em ordem). Crise fiscal, mata.

***

No entanto, o debate público está dominado por meia dúzia de jovens turcos da Lava Jato associados a jornais sem nenhuma noção de notícia, brincando de impeachment.

A cada dia que passa mais aumenta o perigo, mais o iceberg se aproxima, mas o país parece despido de qualquer  sentido de urgência. Têm-se um governo amorfo, sem competência para montar uma estratégia econômica à altura do momento; um sistema judicial irresponsável, no qual juízes, procuradores e delegados querem assumir o protagonismo político sem terem votos; uma oposição incendiária e um setor empresarial representado por um empresário que vive de rendas, Paulo Skaf.

***

 Como é que faz?

O desafio central é a criação de demanda. Sem ela não há investimento. Sem investimento não há crescimento. Sem crescimento, não há superávit fiscal.

Onde criar a demanda?

No consumo das famílias, o realinhamento brusco de preços, câmbio e tarifas, na gestão Joaquim Levy - aquele choque mágico que, em um instante devolveria a credibilidade à política econômica -, na verdade demoliu o poder aquisitivo e desmontou a perna do consumo.

A excessiva demora em recuperar o setor de petróleo e gás, em parte devido ao carnaval em torno da Lava Jato, em parte devido à excessiva lentidão do governo em encaminhar a Lei de Leniência, paralisou o gasto público.

***

Os fatores imediatos de demanda são as exportações – com um câmbio favorecido mas um comércio mundial andando de lado – e os gastos públicos.

***

E aí se entra na questão fiscal e em alguns axiomas que precisam ser considerados:

1.     É impossível obter-se superávit via aumento nos cortes de gastos. Cada corte significa uma queda mais que proporcional da receita. Não haverá como fugir da CPMF, a não ser que se queira o caos fiscal instalado.

2.     A manutenção da Selic nos níveis atuais em breve elevará a relação dívida/PIB a tal ponto que colocará em risco a própria segurança dos títulos públicos. Dilma não tem mais tempo para pagar para ver. A conta já chegou.

***

Nesse quadro, há a necessidade premente dos seguintes pontos:

1.     Aprovação da CPMF.

2.     Redução rápida da Selic, ainda mais tendo o risco da depressão econômica no horizonte.

3.     Destravamento imediato da cadeia de petróleo e gás através da agilização dos acordos de leniência. O governo não pode ficar nas mãos de procuradores rasos, que não conseguem enxergar um palmo além do seu inquérito.

4.     Montagem de um plano que ajude a destravar os investimentos a partir dos municípios. Isso pode ser feito equacionando o endividamento dos estados e municípios em troca de direitos de concessão em áreas como saneamento, iluminação etc., no que puder alavancar investimentos privados, produção industrial.

5. Aprovação da lei de limite de crescimento de despesas, para sinalizar para o mercado a intenção de recuperar o controle sobre os gastos.

***

Em situação de emergência, não adianta soluções convencionais, próprias para administrar economias em estado de relativo desequilíbrio. Tem que ser algo de impacto, que permita à presidente convocar todos os poderes em uma batalha de salvação nacional que lhe devolva o protagonismo político.

Sem esse sentido de urgência, vai se continuar na lengalenga atual, no qual a declaração de qualquer procurador, sem nenhum senso de responsabilidade institucional, paralisa o governo.

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65 comentários

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Carlos Paiva

Não haverá plano alternativo sem um outro combate à inflação

POR QUE A QUESTÃO DA INFLAÇÃO É A PRINCIPAL QUESTÃO DO PAÍS HOJE? PORQUE A QUESTÃO DO CONTROLE DO IPCA É A QUESTÃO POLÍTICA QUE IMPORTA?

Do meu ponto de vista, não há tema mais relevante no Brasil hoje do que o do controle da inflação. Este tem que ser o ponto de partida porque não se pode romper com O FUNDAMENTO DO PACTO SOCIAL DO PLANO REAL: OS PREÇOS SÃO ESTÁVEIS. A exigência de que a inflação se encontre sistematicamente em um dígito (abaixo dos 10%) e em torno de de 4,5% EM MÉDIA está consolidada. Pois o povo não acredita mais que a inflação é sua aliada. As duas décadas "perdidas" após o Milagre" foram perdidas às custas do povo. Os banqueiros e os especuladores ganharam como nunca. Graças à hiper-inflação e aos atrasos da indexação dos pobre, que só recebe um mês depois de entregar sua mercadoria. A INFLAÇÃO NÃO VOLTA. As regras de contratação e ganho real têm que ser transparentes: eu EXIJO receber, no final do mês, O VALOR COMBINADO. Inflação de dois dígitos é intolerável para o trabalhador. Sobre este ponto, não há mais discussão.

Só que esta é a condição de FUNCIONAMENTO do governo, não o seu objetivo, a sua razão de ser. O que o povo quer do governo é a resolução de seus problemas. (sem inflação). E os problemas vão da fome à insegurança. É preciso apaziguar o país impondo uma diminuição das injustiças e desigualdades. Para isto, é preciso crescer, pois só assim o aumento da renda do pobre não envolve perda para os estratos sociais mais elevados. E o crescimento tem que se dar com desenvolvimento sustentável, dentro de um projeto de nação, com a defesa e controle interno de recursos naturais e competências tecnológicas e produtivas.

DE SORTE QUE A QUESTÃO ECONÔMICA BRASILEIRA É: COMO DISTRIBUIR, CRESCER, DEFENDER A COMPETITIVIDADE NACIONAL &&&&&&&& NÃO PERMITIR O RETORNO DA INFLAÇÃO? Esta é a pergunta.

Cada uma destas perguntas individualmente pode ser respondida com alguma facilidade. Propostas para distribuir renda e para retomar o crescimento é que não faltam. O problema é que precisamos fazer TUDO ao mesmo tempo: distribuir, crescer, desenvolver e preservar a estabilidade dos contratos monetários. Não podemos abrir mão de nenhum destes objetivos. NENHUM. Como fazer?

Do meu ponto de vista, a restrição mais difícil de atender é o controle da inflação. Me explico porque.

A forma mais fácil de se controlar a inflação é a forma ortodoxa. Ela é uma tesoura com duas navalhas: a política monetária (elevam os juros e valoriza a moeda), e a política fiscal (cortam os gastos do governo e geram desemprego). A política monetária de juros altos e real forte barateia os importados. Os importados chineses chegam mais baratos. E os empresários brasileiros têm que baixar os preços. E isto mata a indústria)
Alternativamente, cortam-se os gastos do Estado, grassa o desemprego, cai o salário nominal, e os preços voltam a se estabilizar.

É ASSIM QUE TODOS OS GOVERNOS VÊM CONTROLANDO A INFLAÇÃO DESDE 1994. SÓ HÁ UMA COISA QUE É RIGOROSAMENTE IGUAL NOS GOVERNOS DO PT E DO PSDB: O APEGO AO PLANO REAL.

A inflação está sob controle. E está sob controle pelos mesmos mecanismos: real forte e desemprego.

Isto nos levou à crise atual. O país se desindustrializou. Na tentativa de impedir a desindustrialização, o Governo do PT começou a fazer política colbertiana de proteção dos setores e empresas mais competitivas. Isto é ineficaz e pode ser percebido como "corrupção". Pois é a máxima solidarização entre os interesses do Estado e dos interesses privados. Pior: no colbertismo o Estado se confunde com interesses privados específicos, pois apoios e financiamentos são dados para empresas e firmas bem determinadas. Ao fim e ao cabo, o apoio acaba alimentando sucessos de empresas e empresários específicos. Que passam a ser percebidos como beneficiários de vantagens ilícitas. A Friboi e a Odebrecht são as expressões mais visíveis (porquanto mais exploradas pelos críticos na mídia e no Judiciário) da política industrial dos Governos do PT

O QUE IMPORTA É QUE O PLANO REAL DESINDUSTRIALIZA O PAÍS. O PLANO REAL É O OPOSTO DO "PLANO CHINÊS" E DE TODOS OS PLANOS DO SUDESTE ASIÁTICO QUE DERAM CERTO. 
COMBATER A INFLAÇÃO COM MOEDA FORTE É BURRICE. ESTE PLANO TEM QUE SER SUPERADO. URGENTEMENTE.

No seu lançamento, o Plano Real foi uma ideia de gênio. O Gustavo Franco é o único economista que tem a visão geral do Plano Real na sua origem. E, na sua cabeça, a coisa funcionaria assim: com um Real hiper-forte, os importados ficariam mais baratos e os nacionais teriam que baixar seus preços. Num primeiro momento, a indústria sofreria uma queda de lucros derivada da queda dos preços. Mas isto à obrigaria à modernização, inovação revolução interna. Na medida que elas se tornassem mais competitivas, mais "modernas", com maior produtividade, elas voltariam a ter lucros iguais ou superiores às empresas externas. A inflação ficaria sob controle com uma discreta desindustrialização naqueles setores que não conseguissem se modernizar mais rapidamente. Ao fim e ao cabo, o Brasil aprofundaria a eficiência geral da indústria, banindo a indústria artificial, e se especializando onde tinha reais vantagens competitivas.

INFELIZMENTE NÃO DEU CERTO. Ou felizmente. Se desse plenamente certo, o PSDB teria ido além dos dois mandatos. ... Enfim. Há malas que vêm de trem. O que importa é que a inflação persistia a despeito da exposição competitiva. Por quê? Porque Franco superestimou os repasses de um setor para o outro. Ele acreditava que a queda dos preços na indústria e demais tradables (importáveis) levaria à queda dos preços nos serviços (que não são passíveis de importação). Mas errou. Os serviços continuaram tendo inflação. E inflação elevada, porquanto puxada pelos serviços priva(ta)rizados pelo governo FHC. As privatizações vieram acompanhadas de uma fantástica explosão dos preços dos serviços "monitorados". De sorte que era preciso impor mais prejuízo à indústria para compensar a inflação dos serviços. Até o limite da inviabilização da realização de investimentos modernizadores por falta de recuros e estímulo. Não havia mercado. Como se viu na evolução da balança comercial nos 4 anos. Até que o câmbio explodiu.

No segundo mandato, FHC mudou de tática, liberou o câmbio e apostou as fichas na política fiscal. As consequências da mudança todos sabem porque a viram agora com a nova restrição fiscal da Dilma. Restrição fiscal gera desemprego e controla a inflação pelo salário. Ela é adotada quando o câmbio foge ao controle. Em 2002 e em 2015, o câmbio fugiu ao controle. E os dois governos - FHC e DIlma - apertaram a política fiscal de forma feroz.

Não creio que fosse necessário levar o torniquete tão longe. A guinada conservadora foi totalmente "over" e quase matou o paciente. Mas acabou com as dúvidas acerca do compromisso da Presidente com o PACTO SOCIAL EM VIGOR, que envolve o controle dos preços a partir dos mecanismos disponíveis. Sem câmbio, vale o fiscal.

Felizmente, o câmbio se manteve irredutível às políticas fical e monetária ultra-conservadoras. O desemprego foi acachapante, mas hoje temos hoje UMA DISCRETA CHANCE DE RESGATAR A NOSSA INDÚSTRIA. COM O CÂMBIO DE R$ 4,00 : US$ 1,00. 
Para não transformar este câmbio em inflação, é preciso deprimiir a demanda interna pelo fiscal. Ou não?

Do meu ponto de vista - e posso estar errado! - se a política fiscal mudar radicalmente, levando a uma expansão expressiva do emprego, teremos duas pressões de demanda: uma sobre a força de trabalho (ampliando os salários e os custos nominais de predução); e outra sobre os bens e serviços, tradables e não-tradables. Os tradables (calçados, vestuário, móveis, eletrodomésticos) não tem mais concorrência de importado com o novo câmbio. Só falta um sopro de demanda para seus preços se elevarem. E os não tradables estão sob controle porque o desemprego está impondo restrições aos reajustes de salários nominais. Se isto for verdade - e eu estou absolutamente seguro de que é, justamente porque a política fiscal no Brasil é MUITO eficaz, responde MUITO bem -, se a política fiscal mudar radicalmente, ampliando a demanda sobre a força de trabalho e acelerando a elevação do salário nominal (que continua em expansão nominal por pressão da indexação), e sobre bens intermediários e finais importáveis, a inflação de custos, de base cambial, que está encoberta vai explodir. E O BACEN VAI ELEVAR OS JUROS ATÉ MATAR A INDÚSTRIA.

Então, TEMOS QUE TER UMA OUTRA ESTRATÉGIA DE CONTROLE DA INFLAÇÃO. ESTA É AAAAAAAAAAAAAAAAAA QUESTÃO. Por quê? Porque ela é a mais difícil de resolver dentre as 4 condições para a estruturação de programa econômico de RESGATE DA GOVERNABILIDADE: 1) crescimento da renda, do emprego e da arrecadação; 2) distribuição mais equitativa de direitos, renda e riqueza; com 3) efetivo desenvolvimento social e industrial sustentável; e 4) SEM INFLAÇÃO. 
Ora, não adianta de nada responder às três primeiras questões sem se quaisquer das respostas dada for INCOMPATÍVEL COM O CONTROLE DOS PREÇOS. E a verdade é que não temos nenhuma proposta para esta questão. E não temos por uma razão simples: A QUESTÃO DA INFLAÇÃO É A QUESTÃO MAIS DIFÍCIL.

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O presente artigo não contém autor,

mas pelo estilo, eu presumo que seja do Nassif. O sentido de urgência está muito claro no desenvolvimento dos dados estatísticos de nossa economia e nas previsões do tal mercado, que pode não ser o que gostamos, mas tem uma clara visão de como fazer dinheiros render mais dinheiro, pois esta ś sua vocação. No entanto, parece-me que esta urgência coloca a necessidade de  políticos capazes e não de economistas capazes, e a capacidade de tomar decisões políticas está nas mão de Dilma.  Ela tem um imenso poder em mãos para influenciar os rumos que as coisas podem tomar, mas não tem usado este poder, ou tem usado de forma errada.  A meu ver o primeiro passo seria ter um ministro da justiça capaz de colocar a PF nos trilhos da legalidade e ao mesmo tempo exigir que ela ( a PF) fosse republicana e investigasse a todos e não somente uma parte.   Isto por si só levaria os revoltosos a se refluirem, pois seus telhados são extremamentes vulneráveis.  Ao mesmo tempo ela acenaria a todas as forças políticas com um grande acerto nacional para retomar a via do desenvolvimento.  Para isto colocaria um bom político na Fazenda, assessorado por um bom número de bons economistas.

Dilma é a maestrina da orquestra. Se ela não atuar a orquestra segue desafinando. Ela não precisa saber tocar oboé, mas ter um bom oboista capaz de afinar a toda a orquestra.

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Se a sua esperança é a reação

Se a sua esperança é a reação a partir da Dilma, então é porque continua sem entender da necessidade de forças conjugadas que a apoiem: os políticos do que sobrou da esquerda, o Lula, senadores e deputados do PT.

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Gilberto Neves

Ano passado eu escrevi em um

Ano passado eu escrevi em um dos posts desse blog que o Brasil era um navio sem comando rumando para um iceberg, e que o que se discutia era se ele bateria mais a esquerda ou a direita do iceberg. Nassif, está chegando a hora do país acertar as contas com a sociedade, são pelo menos 30 anos de politicagem e completo desinteresse por reformas estruturais.

A história do nosso país mostra um Legislativo sempre podre, eleitoreiro, fragmentado, irresponsável e com objetivos individuais, que quase nunca pensou pelo país. Quem sempre puxou as coisas foi o executivo e é esse nosso grande problema atual, Dilma ficando ou não a realidade é que já está morta como presidente, não tem respeito da oposição, dos partidos da base e do seu próprio partido, as forças produtivas não acreditam nela, nem mesmo os empresários que vivem pendurados no Estado. As forças corporativistas que adoram o estado e o PT também já perceberam que a presidente e sua equipe são fracos. Com esse cenário a batida é inevitável, resta torcer apenas que algo de bom saia dessa batida...

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Severino Januário

Quer saber em que direção se

Quer saber em que direção se estará movendo em futuro próximo o esforço golpista da direita? Preste atenção no que está falando a Rede Globo. No momento ela está triplicando esforços no sentido de provocar uma sensação coletiva de devastação econômica no país. As matérias negativistas se desdobram, de uma fazem cinco, para falar por vários minutos dos mesmos números negativos, instilando o veneno da revolta e do desânimo na veia de figuras indefesas que estão no sofá. Vai ser pelo acerbamento da revolta contra a economia que a Globo tentará a recuperação do ambiente propício ao golpe de estado, agora tipo hondurenho, ou seja, dado pelos tribunais. 

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Luiz Alberto Vieira

O Anacrônico Sistema de Metas

O Anacrônico Sistema de Metas de Inflação

Os dados do Banco Central apontam para uma recessão de 4,08% em 2015, a terceira maior da história. Como a economia derreteu ao longo do ano, se mantivermos os níveis de atividade do final de 2015 teremos uma recessão de 3,3% em 2016. Dois anos consecutivos de desempenho tão ruim na economia jamais foram registrados, mesmo após a crise de 1929.

Contudo, os dados de janeiro apontam para um aprofundamento na recessão. O consumo de energia elétrica caiu 7,9% na comparação com o mesmo mês no ano anterior. O tráfego de veículos pesados caiu 9,9% nesse período nas rodovias pedagiadas.

A seriedade da situação demonstra a insuficiência da ortodoxia malemolente do Ministro Nelson Barbosa, que patina em meio de um austericídio fiscal e uma política monetária anacrônica, com os maiores juros reais do mundo mesmo numa profunda recessão.

O agravamento da recessão mostra a urgência de repensarmos o sistema de metas de inflação, que dá sinais de exaustão há muito tempo.

O sistema de metas de inflação foi implantado em 1999 pelo economista Armínio Fraga, presidente do Banco Central na época, em substituição à âncora cambial. Naquele ano, devido a uma crise cambial de grandes proporções, o Banco Central não tinha mais a capacidade de fixar a taxa de câmbio que passou a flutuar conforme os desejos do mercado. Como referência para a economia, o Banco Central passou a determinar uma banda de flutuação para a inflação.

O sistema de metas de inflação nunca funcionou sem traumas. O próprio Armínio Fraga, considerado gênio pelo “Deus Mercado”, estourou o teto da meta por duas vezes, pagando a prenda de uma cartinha de explicações ao Ministro da Fazenda.

Foi apenas em 2004 que as bandas definidas pelo sistema de metas de inflação passaram a ser sistematicamente cumpridas. No entanto, o custo para tal cumprimento foi enorme, pois inflação abaixo do teto da meta só foi atingida mediante uma sistemática valorização cambial, que aniquilou nossa indústria, ou com o controle de preços administrados, que trouxe dificuldades ao caixa das estatais e do Tesouro.

Um dos problemas foi a fixação de uma taxa de 4,5% no centro da meta, que é muito abaixo da média histórica do sistema de metas de inflação de 7,28%. Em 16 anos, apenas em 3 ocasiões (2006, 2007 e 2009) a inflação ficou próxima ao centro da meta. Desta forma, o espaço para acomodar choques é praticamente inexistente no nosso sistema de metas de inflação.

Em 2015, o sistema de metas de inflação atuou inequivocamente para jogar nossa economia no buraco. Atuando em duas frentes, a alta da Selic derrubou o nível de atividade e foi muito mais prejudicial às contas públicas do que o famigerado déficit primário. Apenas em 2015, o custo médio da dívida pública interna subiu de 11,44% para 14,24%.

O resultado para inflação? Um retumbante fracasso! A inflação ficou em 10,67%, 4 p.p. acima do teto da meta.

Desta forma, temos a incapacidade do Banco Central em determinar a banda de flutuação da inflação, mas cujos instrumentos levam à uma crise fiscal e a uma profunda recessão. Assim, as altas taxas de juros reais, as maiores do mundo, são o elemento chave para compreender a crise atual. Isto porque tanto reduzem diretamente os investimentos ao criar uma oportunidade de aplicação de recursos altamente lucrativa ao largo do sistema produtivo e ao estrangular fiscalmente o estado, levando a uma redução dos investimentos públicos.

Diante do colapso do nível de atividade, resta a equipe econômica duas alternativas: suavizar o tempo de ajuste do sistema de metas de inflação ou abandoná-lo completamente e fixar o câmbio como nova âncora.

Em ambos os casos, pode ser possível uma redução das taxas de juros e abrandamento do garrote fiscal, alongando o tempo de ajuste nas contas públicas.

No entanto, a âncora cambial tem a vantagem de traçar um cenário altamente lucrativo para as exportações e tranquilizar os investidores estrangeiros sobre seu retorno no Brasil.

Cabe lembrar que a situação é completamente diferente do que 1.999, pois somos credores internacionais líquidos com mais de US$ 370 bilhões em reservas e o câmbio desvalorizado vai incentivar as exportações, ao contrário do câmbio fixo e valorizado de 1.999.

Os colapsos fiscais e da atividade econômica já estão no horizonte e exigirão mudanças no arcabouço de política econômica. Ao Governo, cabe apenas saber se dirigirá tais mudanças ou será tragado por elas.

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Henrique O. M. Reis Jr

Ou seja, o Plano Defendido pelo governo.

Não entendi o sentido do post.

 

É para falar que a única solução é o que o governo está propondo e os deputados devem parar de picuinha e aprovar logo?

 

Por mais que eu concorde, em parte, com o diagnóstico apresentado em relação a economia, este texto foi um pouco de arrogante.

 

Recentemente li um texto do Hélio Gurovitz no G1 que tinha uma estrutura similar. Basicamente ele começava o texto criticando a polarização e instava a sociedade a se unir ... em torno do projeto liberal que ele defende.

 

Faz parte da democracia a discordância e luta política, e é necessário respeitar isso. Ficar achando que discordar é ruim e que a única solução é aquela que você acredita é no mínimo presunção e no máximo flertar com o facismo.

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Exato, sem discordância e diálogo é a força que manda

Serpens nisi serpentem comederit non fit draco.

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Follow the money, follow the power.

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j.marcelo

O povo é que resolverá essa

O povo é que resolverá essa questão,não estou vendo outra solução!!

Ora quando nada funciona e ninguém se respeita,irresponsabilidades de todos os lados!

O que fazer? Chorar!!??Cada dia tudo está ficando mais claro,então o povo terá q agir!

Eles acha q quem faz o País são eles,podem deitar e rolar mas TUDO TERÁ QUE TER LIMITE!!!

Vcs viram a força de todos em Dezembro(mais de 70.000 mil pessoas na Paulista)

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Abaixar a SELIC para quanto?

Eu não gosto dessa discussão pela metade, igual à da regulação da mídia (ahhh tem que regular a mídia mas o que isso significa? Vai partir a Globo em pedaços? Não pode mais ter cobertura nacional? Ou basta vender o jornal?). É para abaixar a SELIC para quanto? A taxa de juros real vai ficar negativa (afinal, a inflação hoje é de 10%...) ? O que fazer com a fuga de capitais que vai ocorrer? Ou é para estabelecer o controle de capitais também?

Ninguém discute que o momento pede soluções drásticas, mas aqueles que defendem a queda na taxa SELIC precisam demonstrar os efeitos de tal movimento com um pouquinho mais de clareza, senão fica fácil para a ala "financista" descartar a hipótese como sendo irrealista ...

Outra questão: se o governo não tivesse realinhado preços e tarifas, a pindaíba fiscal seria muito maior hoje. Vide o que está acontecendo com a Petrobras. Uma correção gradual ia criar expectativas negativas do mesmo jeito, porque todo mundo saberia que havia um buraco continuando a crescer. Da mesma forma com o câmbio, o ajuste na cotação é absolutamente saudável, claro que o brasileiro se sente mais pobre, mas quem mandou surfar na onda das commodities por tantos anos e dizimar sua indústria no processo?

No fundo, o preço que estamos pagando agora tem que ser pago. Se o governo aproveitar a ocasião para tomar medidas que melhorem o ambiente de negócios (redução de burocracia, reforma trabalhista, reforma tributária), há a possiblidade de retomar o crescimento de uma forma sustentável. Tentar evitar a recessão com um choque keynesiano atabalhoado, hoje, muito provavelmente só vai colocar o país em uma pindaíba ainda maior ...

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Abaixar a selic é a senha para a crise bancária

Os bancos estão todos insolventes, o crédito está sendo lançado de forma a contabilizar os inadimplentes como novos empréstimos, pedalada bancária.

Se lançarem a prejuizo, fecham amanhã.

Todos os grandes, não salva um.

Quem ganha com bancos fechando agências por meses seguidos.

Estão tão confiantes que nem falam em acabar com o dinheiro físico aqui, vão desaparecer com ele na cara dura.

Brasil é quintal das finanças internacional.

Acorda, Dilma!

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Renato Ferreira Lima

Faltou falar a palavrinha "maldita"...

Moratória.

Esse fantasminha começa a dar seus passinhos no sótão. Já temos ao menos 2 estados que não conseguem pagar suas contas. Se a previsão de encolhimento do PIB é da ordem de 4% (e estamos em fevereiro

Sem reformas liberalizantes, não há como fazer a economia andar novamente, de forma sustentável. Mas a ideologia cega que nos trouxe até este buraco não vai permitir essas reformas. Auto crítica de keynesiano e bom senso de militante do EI são coisas que não existem. O mais provável é que, para evitar uma moratória, o governo rode a maquininha de fazer dinheiro. A consequência natural será a volta a hiperinflação.

Eu disse já em posts anteriores que, na minha opinião, vivemos mais ou menos como se vivia em 81-82, época em que se alguém dissesse que o Brasil terminaria a década com 6.000% de inflação ao ano seria chamado de louco. Vejo Dilma como uma espécie de Figueiredo ainda menos letrado, mas de pensamento igualmente tortuoso. E tão mal educada quanto...

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Álvaro Noites

O Governo está atendendo a

O Governo está atendendo a todas as demandas financistas/neoliberais, a Selic indo para as alturas e o gasto público sendo dramaticamente reduzido, e você ainda vem querer pregar mais ainda disso?

Só faltou nos chamar de esquerda caviar ...

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Renato Ferreira Lima

Nenhuma demanda está sendo atendida.

Liberalismo não tem nada a ver com defender banco, assim como socialismo não deveria ter a ver com defender Fidel Castro.

Medidas liberais seriam o controle da inflação via redução dos gastos públicos, simplificação tributária, eliminação dos privilégios, simplifcação de licenças para abertura e fechamento de negócios, simplificação das leis trabalhistas. 

Demandas do sistema financeiro estão sendo atendidas? Só se for o sistema financeiro que banca a eleição dos políticos porque o sistema financeiro do resto do mundo está condenando o Brasil via rebaixamento e suspensão de investimentos.

Enfim, Dilma faz um governo para aqueles que bancam tudo isso que está aí. Te garanto que não são os liberais. O Brasil Produndo está mostrando a cara. E está ficando claro quem paga (e recebe) pra gente ficar assim.

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Andre B

A urgencia da politica econômica do governo.

No fundo há erro fatal na politca econômica repetida aqui pela tropa de choque de comentaristas governistas: a crise é 'psicológica' e se resolve restaurando a confiança. Confiança é algo subjetivo, não existe politica economica para restaurar confiança. Isso se trata na psicanálise e não com politica econômica. Politica economica atua sobre indicadores econômicos. Agora o governo vende a reforma da previdencia como o novo bote de salvação nacional  para 'restaurar a confiança', embora tenha efeito imediato nulo sobre os indicadores econômicos. Qualquer um pode perceber que sob o blablabla da confiança,a urgência da politica econômica é manter os altissimos lucros do sistema financeiro internacional - que bancou as eleições do governo e de muitos deputados da câmara. E para isso esse governo está sendo de uma competencia inatacável, só se igualando ao de FHC.

E tendo a concordar com Nassif é preciso atuar em indicadores que restaurem a demanda. Investidores querem lucros, lucros vem de venda e vendas precisam de demanda. Mas ai está o X do problema, que não é só do Brasil. Além dos governos do mundo todo terem sido comprados pelas finanças internacionais, a politica econômica pode muito pouco nas condições atuais para restaurar a demanda. A concentração mundial da renda é a maior já registrada na História; estamos em uma 'grande recessão mundial" (exportar para quem cara pálida?); e depois de 2008 quando os governos de todo mundo passaram a usar o dinheiro do povo para sustentar os grande tubaroes das finanças (aqui com a isenção fiscal para grandes empresas, afroxamento do crédito e tranferencia de recursos públicos para o setor privado a custo zero) a divida pública de todos os Estados se tornou mais um objeto de especulação e lucro das finanças. Os Estados estão comprados pelo grande capital financeiro e sua politica econômica é para satisfazer as necessidades dos seus patrões.

Não vejo solução na Politica Econômica, mas na Economia Politica.

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Imperativo categórico de Kant

A solução dos enigmas estão fora do seus campos.

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Follow the money, follow the power.

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Leduard

A crise

Embora concorde em parte com sua análise, não consigo entender como ainda alguns partidários do governo tentam culpar pelo atual estado das coisas o FHC, há longos quatorze anos fora do poder, ou, como no seu post, os procuradores e juizes envolvidos na Lava Jato, que apenas fazem o seu trabalho como sempre deveria ter sido feito. A culpa de tudo isto é a incompetência dos governos petistas, especialmente de Dilma Rousseff. Há anos as páginas econômicas dos jornais já vinham alertando sobre os descalabros da infeliz, principalmente no que se refere ao descontrole da inflação e ao setor de energia. A roubalheira e o desmonte da Petrobras se somaram posteriormnte ao que já se prenunciava. E me parece um absurdo querer que se trate toda esta bandalheira como se nada tivesse acontecido, ou querer justificá-la atribuindo os mesmos males à era FHC, que já vai muito longe. Mesmo porque o PT chegou ao poder prometendo moralidade no trato das coisas públicas e o que se viu foi o recrudescimento da imoralidade. Não é possível que ainda se acredite que Dilma Rousseff ou qualquer outro quadro do PT seja capaz de nos tirar desta tragédia que eles mesmos criaram e alimentaram. É pasmaceira.

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Sentido de urgência? De quem, cara pálida?

O texto do grande jornalista Luis Nassif peca pela ingenuidade interoceanica nele contido. 

Há senso de urgência por parte do governo federal desde sempre. O que também há, e que não se diz no texto em questão, é uma sabotagem explícita contra Dilma e o governo, com o intuito nítido de implodir a velocidade de aprovação das medidas necessárias para retomar a economia. 

Dilma enviou matérias que ficaram 06 meses, 09 meses ou até mais de 01 ano esperando pela aprovação (com modificações diversas) dos 300 picaretas do Congresso Nacional. 

E porque essa demora toda? Justamente porque a oposição fracassada e a mídia venal apostaram no caos apocalíptico e no golpe de estado como tábua de salvação no ano de 2015. Todo o ano de 2015 foi perdido com debates inúteis a respeito dos golpes de estado contra o povo brasileiro. 

Foi dessa forma, com o apoio escancarado da mídia venal e da oposição fracassada, que o meliante, criminoso, vigarista, ladrão, golpista, safado, mafioso, gangster e achacador profissional, de nome Eduardo Cunha, jogou o país no caos em 2015 para tentar inutilmente salvar o próprio pescoço. 

O mafioso Cunha, com apoio de Aécio e de outros vermes, trancou a pauta, derrubou medidas propostas pelo governo, atrasou em meses e mais meses a aprovação de outras medidas e fez de tudo para sabotar a recuperação econômica do país. 

Não, meu caro Nassif, não falta senso de urgência e nem diagnóstico para o quadro atual. O que falta é muito mais simples: falta desatar de uma vez por todas o nó da política que os delinquentes do PSDB e da mídia venal armaram contra Dilma (desde 26 de outubro de 2014, aliás). 

A economia e a normalidade institucional do Brasil só vão voltar quando os dois golpes de estado (do impedimento e da cassação no TSE) forem definitiva e formalmente derrotados. 

Espero, sinceramente, que estes dois golpes de estado sejam derrotados já no primeiro semestre do ano.

Com isto acontecendo, e também com a queda do mafioso e ladrão Eduardo Cunha, a economia do Brasil volta a crescer em dois toques. 

Repito, caro Nassif, que são estes os nós, políticos, que atravancam o sentido de urgência que tu descreve: golpe de estado do impedimento, golpe de estado da cassação no TSE e manutenção do delinquente Cunha na presidência da Câmara. 

Resolvidos estes 03 nós a economia brasileira estabiliza e volta a crescer. 

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Diogo Costa

Diogo, o Cunha pode ser nosso aliado

O jogo político patrocinado pelo planalto está mal jogado.

O certo e o errado tem infimas diferenças e as discussões que se seguem são infindas.

Precisamos ter um governo profissional, com rumo, norte e estrela e estes políticos de segunda categoria irão se alinhar com a  presidência sem nem notar.

Acorda, Dilma!

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Follow the money, follow the power.

Só uma pergunta ?

Justamente porque a oposição fracassada

Se a oposição fracassou, como ela consegue ditar a pauta do Congresso ???

Tem certeza que o fracasso não foi do PT, que não conseguiu reunir um mínimo de apoio no Congresso ? Só ganhar a eleição para Presidente não adianta.

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juros no mercado futuro não reagiriam bem

Tuas medidas fazem sentido, Nassif, mas só elas não resolveriam. 

É bom lembrar que a inflação está muito alta e instável ainda. Uma nova rododa de redução na marra dos juros (o mercado não chancela essa linha de ação ainda) faria a cruva de juros futuros inclinar muito mais (projetando juros muito mais altos no prazo relevante para o investimento).

Isso acabaria com a possibilidade de sucesso de qualquer plano de investimento capaz de reverter a queda que estamos assistindo. 

Por outro lado, os "setores" que os municípios podem alavancar hoje não são boas fontes de rendimentos, mesmo que os juros recuassem pra valer: é mais correto apostar em setores com capacidade de exportar ou substituir importações. 

O elemento que falta para segurar a ponta longa dos juros é evidentemente a consolidação fiscal. Acho a reforma da previdência uma boa alternativa, mas o governo tem que dizer claramente que a quer e a quer pra valer e com urgência. Voltar com a reforma fiscal "produtivista" patrocinada antes pelo Bernard Appy e depois pelo Nelson (quando Secretário Executivo do Guido) seria muito bom também, mas acho que é inviável.

Com CPMF "de transição" (coordenada com reforma da prievidência), redução da Selic, lei de leniência etc pode funcionar: desde que o BC renuncie tacita ou formalmente a usar a taxa de câmbio para forçar a queda da inflação que aconteceria natualmente com uma consolidação fiscal verossímil.

 

 

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Nada disto sozinho, tem de ser nas oito direções simultaneamente

Coisa de profissional.

Chega de amadorismo.

Acorda, Dima!

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Carmem Silva

Por que?

 

Por que todos não vão trabalhar para melhorar a situação, principalmente jornalistas?

Por que não investiga também o FHC?

Por que ficam apenas atráz de apartamento do Lula?

Por que a oposição não apresenta medidas economicas ao invés de ficar colocando processo em eleição passada? O povo votou na Dilma e pronto?

Por que todos não vão trabalhar dura e cada fazer sua parte de forma honesta?

Pensem todos um pouco.

Nos jornais é mesmo assunto todos os dias, CHEGAAAAAAAAAAAAAAAAAAA.

 

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Seu Nassif pisca... aguardemos o oráculo Delfim dar o fim...

Seu Nassif dá uma piscadela de soslaio para se jogar o inepto ruim de gestão ruim do governo Dilma ao Mar Tenebroso.

Infelizmente, por entre a análise categórica da crise econômica do país, dá voltas e re/voltas de ranço político paroquial e, tal qual Dilma, a Culpada, Ontem e Hoje... Só Amanhã, não faz, Seu Nassif, o mea culpa (batendo a cabeça dura no chão duro) de que a crise sistêmica anunciada da economia brasileira (velha corrupção político-institucional apartes) é o grande legado político-institucional de Dilma pra seu governo, no futuro histórico do Brasil e dos netos queridos.

 

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"Não há segredo que o tempo não revele, Jean Racine - Britânico (1669)" - citação na abertura do livro Legado de Cinzas: Uma História da Cia, de Tim Weiner. 

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Carlos Cunha

Dilma dá nítidos sinais de

Dilma dá nítidos sinais de que está se descolando da realidade. Os problemas são tantos e sua capacidade de reagir aos mesmos é mínima. Mais do que provado: é uma Presidenta para época de bonança e é uma Não-Presidenta para momentos de crise. Estamos no começo de 2016 e vamos ter de aguentá-la até o fim de 2018. Essa é a beleza da democracia. Mas o Brasil que encontraremos no começo de 2019 não terá uma cara bonita, pelo contrário. 

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A Dilma é ignorante, mas a maioria da população também

O que não quer dizer que não existam os que sabem e bem, o que fazer para colocar de quatro o Brasil.

Querer que ela faça o que não sabe é no mínimo ingenuidade, mas me parece má-fé mesmo, pois ficam instigando e provocando para ela errar, jogam no erro e na ignorância dela, são uns pervertidos psicopatas, que vão acabar provocando um grave disturbio social no Brasil.

Acorda, Dilma!

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Renato Ferreira Lima

A crise econômica nasceu no Estado, no Governo

Não nasceu na Lava Jato, não nasceu porque o Ministério Público resolveu investigar e a Justiça resolveu punir.

Outra coisa - quem quebrou o país foi o Estado via gasto público. E, de acordo com o texto a saída é... pela via do gasto público. Ok, vamos curar a bebedeira dando mais álcool? Brilhante. A lógica da turma é "salve-se quem puder e deixa a conta pra quem vier depois". Uma lógica macabra, como um pai que penhora o futuro do filho. Keynesianos são assim.  Acabaram com mais uma moeda e com as vidas de milhões de brasileiros.

É... uma eleição vencida com base em dados econômicos fraudados não poderia dar em outra coisa mesmo.

 

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WELINTON NAVEIRA E SILVA

A economia e a mídia

As gigantescas badernas e sabotagens de todos os tipos e natuirezas, até mesmo, o inexplicável fiasco 7x1 da Copa do Mundo, junto com as sistemáticas notícias de roubalheiras centradas exclusivamente na Petrobras diariamente divulgadas pela grande mídia "livre" como nunca antes visto, tem como claro objetivo desmontar o bom clima que desfrutava a economia Dima/PT, quebrando o ânimo dos empresários e do povo.

Hoje, montar adequada política econômica  sob os pesados e irresponsáveis bombardeios midiáticos, com uma Justiça e um Congresso que pouco faz para interromper o estado atual de coisas indevidas e criminosas, torna-se tarefa quase impossível. Parece que a traição à Pátria anda solta por todos os lados. O sistema capitalista necessita de clima político de segurança e de euforia. Sem isso, as coisas se complicam. E, para  piorar tudo, núvens carregadas e ameaçadoras já estão voltando a tomar conta dos céus da economia do primeiro mundo. Que Deus nos ilumine. 

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Penso que não, a economia brasileira nunca se equilibrou

A petrobrás e o congresso são o pão & circo para o povão, assim não percebem que se as medidas corretas, as que fornecessem Rumo, Norte e Estrela para o Brasil fossem tomadas com o respaldo popular, a mamata destes picaretas acabava.

Diversionismo puro e simples, regado a maldade, desfaçatez e hipocrisia.

Acorda, Dilma!

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Meire

O Senhor é meu pastor, nada me há de faltar...

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Edison

Taxar Grandes Fortunas e Despesas

Nassif não adianta aumentar Impostos, recriar a CPMF se o Governo gasta com super salários, funcionários ociosos, mordomias em todos os poderes e aposentadoria e pensões do funcionalismo fora da realidade. Alterar a aposentadoria do trabalhador da iniciativa privada não é direito adquirido porque alterar a do funcionalimo público é? Já que o funcionalimo é sustentado com os impostos dos trabalhadores. Se o Governo começar por este caminho o Brasil tem Solução mas para isso tem que ser um Governo Forte e de Coragem.

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reforma da previdência do funcionalismo foi feita

Pela Dilma em 2012.

Atualmente, um camarada aprovado para auditor da Receita fecha a carreira recebendo uns 25 mil, mas se aposenta com o mesmo teto da iniciativa privada. A complementação se dá por um sistema de previdência complementar, cuja regulamentação até hoej não foi finalizada em grande parte pelo problema fiscal.

O funcionalismo federal vem pagando duramente a fatura, por sinal. Atualmente, com todo aumento de efetivo promovido pelos concursos sobretudo do Lula, o gasto total com a folha vem caindo. Em 2015, foi o menor gasto como proporção do PIB desde, ao menos, 2000 (ainda na era FHC). 

Evidentemente, há um absurdo de super salários - no legislativo (problema reduziu bastante), e sobretudo no judiciário. Por exemplo: o valente do Paraná, como se sabe, ganha, em média, quase o dobro to teto. No Executivo, os poucos casos (smpre decorrentes de participação em conselho de empresa estatal) são todos cortados pelo teto, atualmente na faixa de R$ 33 mil.

Embora sejam moralmente uma barbaridade, os casos em que o teto não é cumprido, repetindo, quase todos no judiciário exceto por aposentados que conseguiram liminares, nao creio que seu impacto seja suficiente para gerar uma solução.

Há apenas duas fontes evidentes de custo fiscal completamente descolado da relaidade internacional no Brasil: o custo da dívida, porque indexada aos nossos juros estratosféricos, e a previdência como um todo. Nesta, o foco do problema são a farra das pensões (não são altas, mas acontecem em grande escala) e o ajuste pelo salário mínimo, que é sempre maior que a inflação. Ora, como o número de idosos cresce muito mais que a população como um todo, aumentos acima da inflação são possíveis só durnate um tempo. Entre os gastos primários, esse é de longe o fato isolado com maior efeito. 

 

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Matusalem

Malhando o ferro frio

Se depende de Dilma, é melhor tirar o cavalo da chuva. Ela está tranquila, passeando de bicicleta e deixando que os problemas se resolvam por si.

Ela tem duas crenças básicas: primeiro acredita que a capacidade de adaptação do brasileiro é infinita, haja o que houver, porque o brasileiro é religioso e Deus, que tudo vê e tudo sabe, há de prover onde houver necessidade. Por que esquentar a cabeça se o Todo Poderoso está aí prá isso, não é mesmo?

A segunda crença de Dilma é que a nação possui economistas, juristas, empresários, políticos, jornalistas, engenheiros, financistas, etc. E se tem toda essa gente, por que ela tem que resolver o problema? Ela já nos ofereceu o sapientíssimo Levy com sua fórmula mágica de recuperação da economia e nós, ingratos, além de não seguirmos os ensinamento deste mestre ainda lhe recusamos a tão desejada cpmf.

E então, já que é assim, não fará nada. Ela estava bem intencionada, porém quando discursa o povo sai na janela e bate panelas. Que se dane, então. O negócio é deixar os dias passarem e esperar que a sociedade se acerte.

Verdade ou mentira?

Os políticos vão continuar a brigar pelos próprios interesses, os da justiça vão continuar procrastinando e aproveitando oportunidades para polir seus egos, os bancos vão continuar sangrando as pessoas e empresas com juros, os empresarios que adoram esperar para ver vão ver suas empresas indo para o buraco, os empregos virarão artigo de luxo para poucos privilegiados e haverá mendigos e falidos por toda parte. É inevitável. Podemos prever, mas não conseguiremos evitar.

Dilma não irá jamais considerar a hipótese de que é a responsável por este estado das coisas. A culpa pelos fatos será sempre de alguém em algum lugar, dos outros, melhor dizendo.

Mas então não há solução? Depende. Seria preciso uma grande modificação da consciência nacional. Quem notou que nas ruas, durante o Carnaval, havia mais gente do que nas manifestações pró impeachment? Para chacoalhar o rabo na folia o cidadão tem motivação mas para ajudar a resolver um gravíssimo problema nacional não tem?

Basta que se pronuncie a palavra impeachment que já se levanta um grupo de hipócritas gritando "golpe", "conspiração", "atentado à democracia" e outras bobagens afins. Se é golpe ou não, isto agora é o que menos importa. Chutá-la para fora da presidência com legalidade ou sem ela é que se faz necessário. Arrancá-la do poder não porque tenha cometido algum crime mas porque é uma inútil, está no lugar errado e na hora errada.

E não apenas resolvê-la mas desinfetar a nação deste pensamento petista que é incompatível com a vida nacional. Não existe a menor possibilidade de se ficar distribuindo cestas, bolsas, casas, educação, saude e cargos públicos da forma como se está fazendo. Não há dinheiro para isso. A economia do país não aguenta este peso, é muito pesado.

E o desenvolvimento, o investimento, este só vem com garantias. E falta credibilidade, na economia, na nação e no futuro. Somos hoje uma terra sem futuro. Estamos perdendo tudo o que temos por questões filosóficas. Nossos filhos nos condenarão. Estamos agindo como idiotas e deixando que o desastre nos alcance por questões incrivelmente fúteis.

E mais, não se defende a cpmf. É um confisco disfarçado de contribuição. Pior, é colocar dinheiro na mão de um viciado em drogas. Será desperdiçado como os bilhões em impostos que se pagam todos os meses.

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Marcello

Amigo, muito bom os

Amigo, muito bom os comentário, você só se esqueceu da importância nos cortes nos gastos públicos. Eles não somente se fazem necessários para tornar o grande elefante pesado (de tantos companheiros sem função na máquina pública) e ineficiente como também demonstrar ao mercado e a nós contribuintes que o governo está relamente emprenhado em fazer a parte dele. Somente jogar a fatura da imcompetência para nós contribuintes e empresários não vai funcionar e nem dar credibilidade a nenhuma ação deste "governo".  Abraços

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Fernando de Souza Machado

Não adianta sentido de

Não adianta sentido de urgência se não tem a menor capacidade. Continuará a fazer as mesmas cagadas de antes. Esqueça, a Dilma é incapaz de fazer algo que realmente mude o rumo da atual situação.

E LA NAVE VÁ...

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Cláudio José

PROJETO: MADE IN BRASIL

PROJETO: MADE IN BRASIL  Caros amigos (as) o Brasil pode gerar muitos empregos e sair da crise, se a industria voltar  ser competitiva, para as exportações. Pensando nisso, gostaria de sugerir um projeto: O MADE IN BRASIL, onde o governo buscaria formas de aumentar as exportações, mas como fazer isso? Amigos (as) nós temos milhares de estudantes em inúmeros países, que com um bom treinamento do Sebrae (on line), eles poderiam no seu tempo livre serem os grandes representantes do Brasil, e ajudariam  vender os produtos brasileiros, para o mundo inteiro. Amigos (as) todo mundo ganha com essa iniciativa do bem, o pobre povo brasileiro, que está desempregado,  teria um grande aliado (os amigos estudantes) que também poderiam ganhar um bom dinheirinho extra, por fazer esse belo trabalho, de ajudar o Brasil a sair da crise. Sei que tem gente, que ganha muito bem, para buscar soluções, para ajudar o Brasil e o mundo, mas não ligo, sou rico da graça de Deus, pois fazer o bem, faz bem.  Atenciosamente:
Cláudio José, um amigo do povo, da paz, da ONU e um Beija-flor da floresta do Betinho. 

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Rafael Faria da Cunha

Mas essa receita LN é a mesma

Mas essa receita LN é a mesma desde 2013. A chamada Nova Matriz econômica, que se mostrou ineficaz para combater o arrefecimento da economia mundial, e mais, agravou a situação econômica do Brasil, levando aos supracitados e ínfimos PIB que fizemos em 2015 e provavelmente em 2016. 

Sobre as investigações do MP. Eles não são políticos, economistas ou governistas, e devem fazer seu papel constitucional, independentemente destes fatores.

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Rumo, Norte e Estrela

Já ficou claro que a Dilma não irá conseguir dar rumo, norte e estrela para o Brasil. Sem isto não existe a menor possibilidade de se evitar o caos econômico e social.

Dilma, acorda!

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joseneto

Grande Idéia!!

Todo o prlanejamento que o governo tem pra ressucitar é a implantação da CPMF (muito inovador!!). E para isso está contando com o a ajuda de Renan Calheiros, uma combinação fantástica.

Isso é tudo que conseguem? Não conseguiram tirar do papel os cortes tão propalados no fim doa ano passado. Claro que não corta!! O modelo de administração é baseado em geração de cargos ops! empregos!! estatais. A propria base do governo não apoia os cortes. Dificil saida dessa pseudocrise criada pela midia golpista.

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gabi_lisboa

O problema do governo não é ser amorfo, é ser burro

A completa imbecil da Dilma quer deixar a reforma da previdência como legado, quando na verdade o que ela vai deixar é um monte de crianças microcefálicas por negligência do estado que vão crescer sem nenhuma assistência decente, um desemprego cavalar, a pior recessão da história e a morte do PT se o partido não se descolar dela logo.

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Mogisenio

Oportunidade de investimento!!!Exigência mínima: conta no Brasil

Bom dia Nassif e equipe, bom dia debatedores

 

Nassif, 

após ler o seu texto e refletir um pouco segue meu comentário.

"Comprei" a sua ideia sob o aspecto econômico. 

Pronto. Agora ela está no "meu estoque de ideias".

O que farei agora é tratar de vendê-la. 

E o lucro, espero, seja encaminhado para o nosso querido Brasil.

Vejamos.

A sua análise esta aí, no "mostruário". Todos podem vê-la, testá-la antes de "fechar negócio" comigo. Antes de assinar o contrato de compra e venda comigo. ( já que comprei a sua ideia).

O ponto  central da ideia seria o incremento da demanda, como dito:  "O desafio central é a criação de demanda."

Ato contínuo, vem a pergunta:

"Onde criar a demanda?"  

As respostas estão aí para a apreciação de todos.

Prosseguindo com a venda...

Caro cliente vou lhe dizer mais à respeito dessa ideia.

Você notou que  "Em situação de emergência, não adianta soluções convencionais, próprias para administrar economias em estado de relativo desequilíbrio. Tem que ser algo de impacto, que permita à presidente convocar todos os poderes em uma batalha de salvação nacional que lhe devolva o protagonismo político." ?

É bom dizer, como esforço de venda,  que no "front de batalha", o plano a ser  usado é o "operacional". Ou melhor dizendo: é colocar o plano estratégico em prática.

Caro cliente, lembre-se:   um sargento, um superior qualquer,  no "front",  não chama seus soldados para uma "mesa de reunião" com data show etc,  para mostrar-lhes o "plano de longo prazo.  Tampouco,  aguarda  as sugestões de um Brainstorming da vida para agir. E os vocábulos usados no diálogo ( ou monólogo) não passam de monossílabos, oxitonas ou paroxitonas: Faça! Vai! volta! Não. Siga. Você, vai com ele!

E por ai vai...

"É  pegar ou largar!

Viver ou morrer com ou sem equipe.

O inimigo NÃO está disposto a aceitar "bandeira branca" nessas horas.

O inimigo se aproxima com seus tanques. Agora estamos no campo da AÇÃO. A ação é FAZER ou não FAZER alguma coisa diante do cenário que é visível.  E agora, por favor, compreendam: um  manda e os outros obedecem. Essa é a democracia possível, sob pena de todos morrerem na batalha que, inevitavelmente, se aproxima e ocorrerá.

A época do diagnóstico e do "longo prazo" já passou. Note bem meu caro cliente!

Você, caro cliente, estava com férias marcadas. Viagem pra disney reservada com a família. Dólar "atrativo" para você que viaja.

Agora, está no "front". O dólar é atrativo para a "equipe" que está no front. Você faz parte da equipe. Mexa-se!

Não perca o seu tempo. A batalha vai ser dura mas temos grandes chances de vencê-la.

___________________________

Aqui está o contrato. Assine-o. Três vias. Uma pra você, outra pra mim e uma para ser registrada e arquivada no "cartório".

Não há  tempo a perder. Aliás, o tempo urge! E tempo é dinheiro!

____________________________

Pronto. Venda fechada. Meta atingida. Toquem os sinos! Soem as trombetas

____________________________

Nassif, superada essa fase de compra e venda confesso-lhe que mesmo vendendo a ideia que comprei, tenho dúvidas à respeito dela.

Veja bem r. jornalista.

Quero saber que tipo de "pacto" sua excelênia precisará fazer para que os "agentes econômicos soltem a franga".

Sim, porque, não creio que o "capital" saiu do planeta terra e está , por exemplo, na lua esperando que a terra saia da "crise".

Ao contrário, o capital ( em todos os sentidos, maquinas e equipamentos, dinheiro, rubricas etc) está aí. Ou melhor ainda: os humanos detentores dos FATORES de produção : "terra, capital e cia, ESTÃO aí com suas "famílias".

O que eles querem? Ora, a resposta é simples: LUCRO, mais especificamente: Lucro líquido ajustado, realizado, livre de riscos, superando o custo de oportunidade. Valor presente líquido posítivo, CAPM (cmpc) devidamente analisado.   Enfim, dinheiro no bolso ou na conta.

E por falar em "conta", espera-se que esta´ não seja aberta num  "paraíso fiscal". 

Nem nos da terra, nem nos da lua e nem nos de marte( com ou sem água). 

A conta deve ser aberta aqui mesmo no Brasil.

Saudações 

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Edna Baker

Senta na cadeira da Dilma 5

Senta na cadeira da Dilma 5 minutos, depois me conta.

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adolpho

Pra sentar nessa cadeira,

Pra sentar nessa cadeira, tem-se de ter competência para atal. Se não acontece o que se vê agora: tremenda crise de credibilidade, inoperância, inapetência... é um local destinado a quem pode ocupá-lo, de fato.

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O Capital no séc. XXI, de Piketty

Quem leu o livro "O Capital no séc. XXI", de Piketty, sabe por informação minuciosa de dados e fatos, que o iceberg está em rota de colisão com os navios da frota econômica mundial.

Ele fala em renovar a riqueza, Nassif fala em demanda.

Ambos apontam na direção da redistribuição, já que demanda baixa é estagnação da economia, mais detalhadamente, pedem aumento de produção e seu escoamento.

Sem possibilidade de escoamento a produção fica parada, é o que está ocorrendo pelo mundo.

A solução apontada por Piketty e por Nassif converge no aumento da capacidade de consumo, via redistribuição da riqueza.

Essa solução não ocorrerá sem que desonere o bolso do trabalhador e isso só será possível taxando as grandes fortunas que estão confortavelmente na economia "de mercado".

Por sua vez os governos pelo mundo se encontram amordaçados pelo pensamento único da escola de Chicago, pela dependência ao capital nas campanhas políticas e pela submissão à mídia hegemônica defensora do pensamento neoliberal por osmose existencial.

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Bruno Lirio

Comentário

Vejo que pelo seu "português" o Sr. deve ser uma pessoa bem estudada, muito provavelmente um teórico apaixonado pelo estudo da economia.

Seu pensamento é claro e inteligente, entretanto, é SOMENTE TEORIA. O Sr. tem que se lembrar que estamos no BRASIL, um país que não é sério e que sempre foi dominado por uma CLASSE POLÍTICA BANDIDA.

Tenho 43 anos. Viajei o mundo. A conclusão que cheguei: O BRASIL NÃO TEM JEITO. O brasileiro é muito católico, subserviente e que não vai ter coragem de EXTINGUIR este perverso sistema político brasileiro.

No Brasil criam-se dificuldades para se vender facilidades. Prazos não são cumpridos e deixa-se tudo para a última hora. Isso não vai mudar; é uma herança cultural.

Não sei a idade do Sr., mas daqui a mais 40 anos é bem provável que eu esteja vivo e o Brasil ainda estará na mesma situação; ou seja, um país coadjuvante e sem perspectiva.

Finalmente, o rearranjo economico teórico não se aplica aqui, pois o macro ambiente é muito ruim. Então tem-se 2 alternativas: ou agente mora aqui e acopanha inconformado o que acontece ou se muda para o primeiro mundo; aonde existe respeito com o ser humano."

"Foi um desabafo. Nossa situação é muito triste."

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Haim

O autor do texto só esqueceu

O autor do texto só esqueceu de mencionar que a diminuição da Selic com um mercado fechado como o brasileiro vai gerar inflação com estagnação econômica.
Baixar os juros depois de uma inflação superior ao 10% a.a é jogar mais lenha na fogueira da carestia.
O que eu vejo é que pode-se até baixar os juros no momento atual, mas é necessário uma facilitação à importação para evitar um estouro inflacionário. Claro que isso trará consequências devastadoras para a indústria e o comércio, mas no atual quadro todas as opções são ruins.

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jasantos

Não é Dilma é o congresso, PIG, lava jato

Leio nos comentarios acima que Dilma é a culpada.
Ela tem bastante culpa mas o grande culpado e o congresso a PIG e a lava jato.

Explico:O combresso mais interessado na politica pequena, troca de sigla etc,
PIG , com o unico proposito de desistabizar o governo.

Lava jato, item e tambem o pt.

Some-se a tudo isso um sociedade civil apatica.

Com esses mediocres tomando conta do espaço publico não há solução a vista.

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joel lima

Dilma levará o país a algo

Dilma levará o país a algo terrível = depressão econômica. E ai precisa-se de um médico qualificado pra enfrentá-la. Dilma, no máximo, é uma auxiliar de enfermeira voluntariosa e de baixa qualificação. 

Quero que Dilma termine o mandato, pois se for tirada o país vira república de bananas. Mas vou ser sincero = se Lula hoje tivesse chance real de ser eleito, eu apoiaria a cassação da chapa Dilma-Temer pelo TSE. Só vejo Lula como alguém capaz de assumir o país e ter condições de tirá-lo da areia movediça que está. Mas sei que isso agora é quase utópico. E além disso, a partir do ano que vem, se a cassação ocorrer, o presidente será escolhido pela câmera dos deputados. Aí seria o pesadelo dos pesadelos. 

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Ze Guimarães

Desastre a vista

Artigo Excelente.

Porém, Dilma nada fará como nada tem feito. Ela perdeu a noção da realidade, ou foi abduzida por aliens.

Não é só a oposição que age sem noção, nem apenas o governo. A militância petista, sonhática por sua vez, verá que frente ao desastre que se aproxima, até mesmo o impeachment, ou adiantar as eleições presidenciais para este ano, seriam mil vezes desejados do que ver as taxas de desemprego explodirem na estratosfera, junto com uma queda ainda mais brutal e extrema do PIB. e uma explosão gigantesca da dívida pública, do risco Brasil, com cenário de fuga extrema de investidores. Discussões estéreis sobre legalismos, ficam estúpidas, e até mesmo irresponsáveis  frente à calamidade pública extrema. Até mesmo o Temer na presidência vai parecer um picnic de final de semana em face do desastre que a inercia de Dilma está nos conduzindo.

Discordo com FHC, Dilma não é honrada, ela se vendeu ao mercado e a oposição, ou se acovardou. O próprio fato de FHC elogiá-la já é por si um sinal gravíssimo de alerta máximo. Temos uma inimiga do país na presidência.

E que ninguém se iluda. Os maiores interessados em manter dilma até o último dia de governo, são a oposição, pois perceberam que ela só quer salvar a própria pele, e é a maior aliada que a oposição poderia ter, devido ao seu acoelhamento e medo de agir.

Dificilmente o país aguenta mais três anos de inércia de Dilma, frente a artilharia pesada da Lava Jato. O país já vive uma guerra jurídica, não declarada contra o país, e não existe uma única pessoa no governo que esteja preocupada seriamente em nos defender.

 

Eu votei nesta mulher, como sou ingênuo! Misericórdia, se arrependimento matasse.

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Assunto Sério

Dilma sabe quais medidas (amargas) deve tomar. Infelizmente falta-lhe um coração mais valente...

 

PS - A moderação não deveria deixar um troll avacalhar com o post. O assunto é serissimo.

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