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Celso de Mello é a última tentativa de legitimar o enforcamento

Não se iludam com Celso de Mello.

Suas atitudes mais prováveis serão:

1.     Votar pela aceitação dos embargos de infringência.

2.     No segundo julgamento, ser o mais severo dos julgadores, fortalecido pelo voto anterior.

A aceitação dos embargos será uma vitória de Pirro.

O resultado mais provável da AP 470 será um segundo julgamento rápido, em torno da tipificação  do crime de formação de quadrilha. Poderá resultar em condenações um pouco menores, mas não o suficiente para livrar os condenados da prisão.

Com isso, se dará um mínimo de legitimidade às condenações.

Celso de Mello é um garantista circunstancial, apenas a última tentativa de legitimar um poder que perdeu o rumo.

A deslegitimação do STF

Para entender melhor o jogo.

No primeiro julgamento, devido à atuação do grupo dos 5 – Gilmar Mendes, Luiz Fux, Ayres Britto, Joaquim Barbosa e o próprio Celso – o STF foi alvo de críticas generalizadas – embora veladas – do meio jurídico. Não há jurista ou advogado, estudante de direito ou doutor sério deste país que não tenha entendido o julgamento como o exercício abusivo do poder discricionário.

Apenas uma coisa diferencia Celso de Mello de seus pares.  

Este tentou preservar o mínimo apreço pela liturgia do cargo. Os demais perderam o pudor, exercem a politicagem mais malandra, típica das assembleias político-estudantis  – como adiar o julgamento para permitir pressão da mídia sobre o voto de desempate de Celso – sem nenhuma estratégia de imagem. Querem exercer o poder plena e abusivamente. Não pensam na história, nem sequer na legitimação das sentenças, mas no gozo imediato do poder.

Lembram – em muito – os burgueses da revolução industrial, os texanos barões de petróleo invadindo a Europa, pisando no Louvre de botas, agindo sem nenhum apreço pela liturgia do cargo.

Mal comparando, Celso é o juiz do leste que ouve todos os réus, trata civilizada, mas severamente, as partes e, cumprindo os rituais, manda todos para a forca, com carrasco oficial seguindo o cerimonial.

 Os demais se assemelham ao juiz do velho oeste, de barriga de fora, em um saloon improvisado de sala de julgamento, que interrompe o julgamento no meio, para não perder tempo, e manda enforcar os acusados na árvore mesmo.

São tão truculentos e primários que seguem a truculência primária da mídia, não cedendo em nenhum ponto, pretendendo o aniquilamento total, o extermínio, a vitória em todos os quadrantes, mesmo nas questões menos decisivas.

Tivessem um mínimo de esperteza, aceitariam os embargos, atrasariam por algumas semanas o final do julgamento, e profeririam as mesmas sentenças duras mas, agora, legitimadas pela aceitação dos embargos.

Mas são muito primários e arrogantes. 

A deslegitimação do padrão Murdoch

Essa é a perna mais fraca da estratégia de Rupert Murdoch e de sua repetição pelo Truste da Mídia (e pelo cinco do STF), quando decidiu conquistar o espaço político para enfrentar os verdadeiros inimigos – redes sociais – que surgiram no mercado.

A estratégia demandava insuflar a classe média, ainda seguidora da mídia, com os mesmos recursos que marcaram grandes e tristes momentos da história, como o macarthismo, o nazi-fascismo europeu dos anos 20 e 30, a Klu Klux Klan nos anos 60.

Essa estratégia exige uma linguagem virulenta, que bata no intestino do público, e pregadores alucinados, que espalhem o ódio. Qualquer espécie de juízo – isto é, da capacidade de separar vícios e virtudes – compromete a estratégia, porque ela se funda na dramaturgia, no maniqueísmo mais primário, na personificação do mal, na luta de extermínio, no pavor de qualquer mudança no status quo.

Não há espaço para nenhuma forma de grandeza, respeito ao adversário caído, pequenas pausas de dignidade que permitissem dar um mínimo de conforto aos seguidores de melhor nível.

Por isso mesmo, nenhuma personalidade de peso ousou aderir a esse novo mercado que se abria. E ele passou a ser ocupado pelos aventureiros catárticos, despejando impropérios, arrotando poder, mostrando os músculos, ameaçando com o fogo do inferno, todos vergando o mesmo figurino de um Joseph McCarthy e outros personagens que foram jogados no lixo da história.

Guardadas as devidas proporções, foi essa divisão que se viu no Supremo.

A recuperação dos rituais

O universo jurídico ainda é o mais conservador do país, o mais refratário às mudanças políticas e sociais, aos novos atores que surgem na cena pública. Certamente apoiaria maciçamente a condenação dos réus.

Mas o que viam no julgamento?

Do lado dos acusadores, Ministros sem nenhum apreço pela Justiça e pelos rituais, exercitando a agressividade mais tosca (Gilmar), o autoritarismo e deslumbramento mais provinciano (Joaquim), a malandragem mais ostensiva (Fux), a mediocridade fulgurante (Ayres Britto) a hipocrisia sem retoques (Marco Aurélio).

 


 

 

 

 

Do lado contrário, a dignidade de Ricardo Lewandowski, um seguidor das tradições das Arcadas, percorrendo o roteiro que todo juiz admira, mas poucos se arriscam a trilhar: o julgador solitário, enfrentando o mundo, se for o caso, em defesa de suas convicções.

Aí se deu o nó.

Por mais que desejassem a condenação dos “mensaleiros”, para a maior parte dos operadores de direito houve enorme desconforto de se ver na companhia de um Joaquim, um Gilmar, um Ayres Brito e do lado oposto  de Lewandowski.

Pelo menos no meio jurídico paulista, ocorreu o que não se imaginava: assim como os petistas são “outsiders” do universo político, os quatro do Supremo tornaram-se “outsiders” do universo jurídico. E Lewandowski, achincalhado nas ruas, virou – com justiça – alvo da admiração jurídica. Além de ser um autêntico filho das Arcadas.

É aí que surge Celso de Mello para devolver a solenidade, remontar os cacos da dignidade perdida da corte, promover a degola dos condenados mas sem atropelar os rituais,

Ele não é melhor que seus companheiros. Apenas sabe usar adequadamente os talheres, no grande festim que levará os condenados à forca.

 

 

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Eu gosto do Nassif porque ele

Eu gosto do Nassif porque ele é uma pessoa de fé.

Apesar deu ser ateu, hehehe.

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cláudio Martins

Nassif! Ficou louco? Um cara

Nassif! Ficou louco? Um cara como o Lewandovski eu não aceitava como meu advogado para nada! Argumentos idiotas( independente do posicionamento) recursos fracos, considerações toscas de matar de vergonha.

Fez a radiografia claríssima de um vendido, e você o denomina de exemplo jurídico? Por favor, cara...

Cláudio

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A comunidade jurídica não

A comunidade jurídica não concorda com vc, ainda bem!

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Caramba, faz dois dias que

Caramba, faz dois dias que tento ler o final deste texto e não consigo porque dá erro. É de lavar a alma. Nassif foi certeiro na avaliação dos ministrinhos do STF. Nosso país merece juizes mais qualificados do que estes indecentes que não tem qualidade moral e intelectual para entender o básico: que a Justiça que ora representam se sobrepõe a pequenez de suas ambições pessoais e relações sociais e econômicas. Eles passarão e Lewandovski passarinho. Mas o que mais lamento é a posição de Joaquim Barbosa: a comunidade negra brasileira não merece um representante na alta corte com tanta arrogância e despreparo, inclusive moral.

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Vera Lucia Venturini

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mutema

O que está em jogo, no final das contas, não é o Dirceu.

Exatamente. O trabalho do juiz é de seguir os princípios do Direito. Quem precisa agradar a plateia é cantor, apresentador de programas etc.  

O que está em jogo, no final das contas, não é o Dirceu. Pessoas passam, a Justiça fica. Se por casuísmo, desmoralizarmos a Justiça, e politizá-la estaremos criando problemas sérios para o futuro do país. O STF não pode funcionar fora dos princípios do Direito, por pressão da mídia, dos que querem fazer linchamentos políticos, ou seja lá por que motivo for.

O Ministro Barroso mostrou muita lucidez e correção ao falar sobre isso. Triste ver que vários ministros do STF não querem seguir esse caminho.

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Calvin

Para livrar os réus vale até

Para livrar os réus vale até condenar a instituição STF. Já para Daniel Dantas, até operações da PF à margem da lei valem....

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  Nossa, foi isso que você

  Nossa, foi isso que você entendeu do (ótimo) artigo? Pelamordedeus, leia mais uma vez.

  E da próxima não vem defender o Daniel Dantas. Pega mal até para quem tá na folha de pagamento.

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Carlos J. R. Araújo

Nassif,  vosmecê acertou na

Nassif,  vosmecê acertou na mosca. Tiro certeiro. Jung e Freud devem estar dando sonoras risadas. Ora, a vaidade de certos personagens do Judiciário (desde Roma e quanto mais em Pindorama de ontem e hoje) é o quase e exclusivo sinalizador das suas decisões. Temos agora um exemplo histórico.

O Celso de Mello encontrou, agora, a "chance" de ser o personagem central do maior julgamento político dos últimos vinte anos e isto - e aí está a minha vontade de rir - não porque ame ou objetive promover um julgamento justo, mas sim para refestelar-se na fama que ele imagina que isto lhe trará. Não só: a um só tempo ele agradará gregos e troianos - os juristas liberais e a mídia.

O detalhe pitoresco é o de que a picuinha processual dos embargos infringentes nada lhe custará no seu universo de convicções jurídicas, históricas e sociológicas, até porque ele sabe que o segundo resultado repetirá o primeiro. E a diferença, para ele, é a sua imaginosa compreensão de que terá pessoal notoriedade no segundo julgamento. Deve estar amolando o facão. 

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AlvaroTadeu

AP-470

Faltaram 7. Para a AP-470 ficar com sua verdadeira cara, faltaram outras 7 na sua frente. Aí ela seria AP-477, para combinar, valsar e casar com o Decreto-Lei 477 da Ditadura, editado para punir estudantes que se rebelassem contra aquele estado de coisas. João Paulo Cunha foi condenado por receber suborno. João Paulo Cunha, presidente da Câmara, precisava de suborno para votar, dirigir as votações e querer aprovar as leis propostas pelo seu próprio partido? Isso é estúpido, imbecil. Assim como seria estúpido e imbecil alguém supor que os deputados do PSDB que votaram a favor da reeleição foram subornados. Não foram, não precisavam. Apenas os parlamentares de outros partidos foram subornados com R$ 200 mil, há provas às mancheias dessa patifaria. Eu também me iludi. Pensava que Barbosa, pela sua origem humilde, pugnaria pela Justiça, não interessava a cara dos contendores ou dos réus. Mas não foi isso que houve. Cheio de ódio, ele condenou, ignorou provas, escondeu provas de seus pares, recebeu um picolé e um pirulito das Organizações Globo e da Revista do Esgoto.

 

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A aceitação dos Infringentes é uma vitória sim

Nassif e demais amigos,

 

Não concordo de modo algum que a aceitação dos infringentes com o voto do Ministro Celso de Melo seja apenas uma vitória de Pirro.

Primeiro, porque ouvindo as manifestações de Gilmar Mendes e de Marco Aurélio de Mello podemos saber que eles estão temerosos de que a nova composição da corte resulte em resultados diversos daqueles obtidos na primeira fase. Tanto é que Marco Aurélio já cunhou a expressão STF 2.0 e até insinou nãtemer um STF 3.0. Ou seja, eles compreendem que diversas condenações possam ser anuladas sim ou que tenham significativa redução das penas, livrando os condenados da prisão.

Segundo, porque a vitória dos infringentes terá repercussão política sobre a conjuntura,sinalizando à elite conservadora que ela não poderá mais pretender usar o STF como locus para qualquer tentativa de golpe branco, como os ocorridos em Honduras e no Paraguai.

Penso que ainda há muita água prá rolar e que não devemos desanimar.

 

 

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Edmar Roberto Prandini
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Não há garantia de enforcamento, daí o desespero d'alguns

Tenho uma visão um pouco diferente. O desespero de Joaquim Barbosa, de Marco Aurélio Mello e de Gilmar Mendes nos últimos dias, querendo encerrar o processo a todo custo, sem os embargos infringentes, é um sintoma de que eles não tem nenhuma convicção de que manter-se-á o delito de quadrilha para vários dos réus na reapreciação da matéria. 

Por isso os berros, o gestual e as chantagens dos últimos dias, etc. A aceitação dos Embargos Infringentes pelo Ministro Celso de Mello é ampla, geral e irrestritamente irrelevante para o prosseguimento do processo...

Percebam que o delito de quadrilha já tem quatro votos pela absolvição. Se Celso de Mello aceitar os Embargos Infringentes (o que é o mais provável), entraríamos nesta segunda fase com uma probabilidade real de absolvição de vários réus condenados agora por quadrilha. 

Isto é que causa calafrios em Barbosa, Mendes e Marco Aurélio. Eles precisam entregar a encomenda, precisam condenar o PT de qualquer modo, de qualquer jeito e do jeito que for.

O mais provável é que numa segunda fase as posições dos ministros do STF se mantenham. Possivelmente os que já votaram manterão suas posições externadas em 2012, dizendo que aprofundaram suas convicções, etc... E é aí que a porca torce o rabo! 

Se os que já votaram vão manter e defender arduamente as suas posições anteriores, o placar pela condenação por quadrilha fica em 5 à 4. E aí entram em cena os novos ministros, Teori e Barroso, podendo modificar totalmente o resultado, absolvendo os réus (ou alguns deles), pelo apertado placar de 6 à 5.

Este é o motivo dos berros e do desespero de Barbosa, Mendes e Marco Aurélio. Na nova fase do julgamento, pode haver sim a absolvição de vários dos réus que foram condenados pelo delito de quadrilha. 

Para tanto, basta que todos os que já votaram mantenham suas posições e as defendam enfaticamente (é a possibilidade mais verossímil). E basta, também, que Teori e Barroso iluminem a corte e votem a favor de algumas absolvições.

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Diogo Costa

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Fernando Baccarin Jr

As codenações dos mensaleiros

Pois é!!!. Uns a favor do acolhimento dos embargos infringentes, outros não. Perdem-se todos na defesa de teses envolvendo os Réus.Temos que considerar, entretanto, que este processo se arrasta há quase uma década, num Fôro de uma única Instância. Todos os recursos previstos na lei processual foram usados, exauridos. O direito da ampla defesa foi exercido aos extremos. Em razão da dúvida quanto o cabimento dos embargos infringentes nesta´fase processual criou-se então, a nível nacional, séria polêmica, onde governistas petistas ou simpatisantes torcem pelo acolhimento dos embargos, como se torcessem para que a Seleção Brasileira fosse Penta Campeã Mundial,.Os demais, rotulados pelos governistas, como vendidos à mídia global ou similar rezam para que o jogo termine logo, com medo da virada do placar.

Como costuma dizer o "Boris Casoi": Isto é uma vergonha.A credibilidade do Supremo, que já não era boa, agora foi para o lixo. O Mérito deste vergonhoso processo crime foi julgado. Estamos muito perto da prescrição da formação de quadrilha e não precisa de julgamento para que se chame os protagonistas do "esquema do mensalão" de quadrilheiros, onde o País assistiu estarrecido os desmandos escancarados destes Réus que resultou na condenação de todos os culpados.

Não sou eu que vai dizer se cabem ou não cabem embargos, apesar de partilhar o conceito de que são incabíveis, sómente os Ministros envolvidos vão decidir sobre o assunto. Entretanto há uma pergunta que ninguém conseguiu responder, a saber: Porque esta polêmica não está restrita aos Ministros do Supremo Tribunal Federal? Porque políticos, jornalistas e juristas pressionam o voto de minerva de um lado ou de outro? Qual o interesse no resultado final deste processo, que pode beneficiar ou não os condenados? Haverá lucro político para o governo ou oposição na mudança das penas? Não, não haverá. O impacto de ver políticos na cadeia vai haver. A quantidade deles, pouco importa. A prisão destes homens vai acalmar os ânimos de alguns poucos e não vai fazer diferença para a massa que continuará elegendo pessoas do mesmo naipe.

O Brasil em mãos petistas ou tucanas não vai mudar. O comportamento dos líderes continuará sempre o mesmo. Não importa de que lado esteja o poder. O que importa siimplesmente é o poder. Não existe ideologia político-partidária. Existe sede de Poder.Não existe direita, esquerda ou centro, existe só o poder.Quem o exerce não quer abandonar o barco e quem está na oposição faz qualquer coisa para galgá-lo. Até quando? Em que nós, homens do meio, homens comuns, podemos nos apoiar? Vamos partir para uma revolução armada, mandando para guilhotina toda a classe política? Esperar um novo golpe militar.? Não adianta votar conscientemente se o beneficiário miserável e semianalfabeto das esmolas recebidas como bolsas se deixam corromper, votando no continuismo para não perder a "boquinha".Estes bolsistas são a maioria no ranking eleitoral. Extendo o conceito de bolsa a tudo o que foi feito de bom para a classe "C" e "D". E não é só o povo que recebe bolsas. Extendo também o conceito de bolsa aos candidatos que recebem doações de campanha dos empresários, em troca de obras faraônicas ou serviços essenciais, das quais serão benficiados, em concorrência pública futura, com cartas marcadas. Não há solução! Vou mudar para o Paraguai.

Fernando Baccarin Júnior. 

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Acho que derrapou a partir

Acho que derrapou a partir do "homem do meio".
Se você ama realmente o país, a única solução é política e democrática. Por isso, há tantas pessoas vitimas da manipulação mediática que ao invés de se informarem, foram induzidas à ignorância do preconceito de classe e raiva. Acorda desse transe que ocupa o lugar do senso.

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Concordo

Cristiana Castro fez uma abordagem interessante sobre as motivações da ministra Carmem Lúcia para votar tremendo feito vara verde ao negar o direito de recurso(capenga, diga-se de passagem) aos réus: O filho com empreguinho na Globo e seu nacionalismo mireneiro. Concordo com Cristiana, tmbm nada contra os mineiros e sim contra uma certa casta que apoderou-se do Estado e o privatizou-se para si, essa gente que toma de conta da mídia, legislativo, executivo, judiciário... Aí me lembro que foi exatamente de MG que veio uma sentença a qual li e fiquei estupefato. Foi na 1a. fase do mentirão. A tal juiza, se não me engano, de nome Ana Cláudia, segurou o processo por bom tempo para que a sentença saisse junto coma apoteose do mentirão coincidindo com a reta final das eleições. Ate hoje me lembro o motivo pelo qual a Juiza penalizou o réu com vários anos de cadeia: O PT teria feito empréstimos sem ter certeza de que poderia quitá-los. Agora imagine você que o PT, com milhões de filiados e sendo o partido que tinha acabado de ganhar a presidência, vários vereadores, deputados, senadores, governadores, portanto com muitos filiados contribuindo, não ter condições de pagar um empréstimo para sua campanha eleitoral ai é demais. E o pior, jogar um Genoino nas masmorras pq era o presidente do PT, o Delúbio pq era o tesoureiro, o Zé Dirceu pq mandaria no governo e teria sido o responsável pela eleição de Lula, o João Paulo que era presidente do Congresso, o Pizzolato pq era funcionário do Banco do Brasil assim como eram tmbm responsáveis pela Visanet uns tucanos mas estes, por motivos ideológicos, não foram arrolados no processo, preferiram o Gushken para completar o numero 40 para dar vazão ao slogan Ali Babá e os 40 ladrões. Quanto ao discurso virulento do qual falou Nassif, há um revesamento, no primeiro turno esse tipo de discurso ficou com Celso Mello, na fase dos embargos declaratórios foi o ator Gilmar Mendes a atuar com desenvoltura no palco, como mostra Jânio de Freitas neste artigo de hoje(http://tijolaco.com.br/index.php/janio-o-que-esta-em-jogo-nao-e-dirceu-e...), enquanto que na fase dos embargos infringentes, caso este tipo de recurso seja feito como forma não de resolver mas de mitigar o rosário de erros desse julgamento de exceção, a atuação virulenta no palco midiático ficará por conta de Celso Mello, como bem demonstrou o Nassif 

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...spin

 

 

  UAU!   Nassif, não faz um

  UAU!

  Nassif, não faz um mês você ficou P da vida quando eu disse, em artigo seu sobre o MP, que de vez em quando você entrava em modo "velhinha de Taubaté". Foi essa a "persona" por você incorporada quando daquele artigo, "O Novo Tempo do Judiciário" ou coisa assim, quando imaginou que a Teoria do Domínio do Fato (e outros bichos) seriam utilizadas em regra, não por exceção, como ocorre.

  Pois bem, neste seu artigo sobre o Celso de Mello você entrou firme em uma interpretação - vamos combinar - mais realista, digna do analista de altíssimo coturno que é. Otimismo é bom, mas enganoso. Ainda mais em se tratando de Brasil, com as estruturas de poder que tem, pouquíssimo modificadas em 10 anos de PT.

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DanielQuireza

Pode ser que sim, Nassif. Mas

Pode ser que sim, Nassif.

Mas o voto de Celso de Mello não vale dois, é apenas um.

Ora, para o crime de formação de quadrilha, o julgamento ficou em 6 a 4 contra os réus.

Os dois novos ministros, Barroso e Zavascki, ja demonstraram que se alinham à tese de Rosa Weber, sobre formação de quadrilha, ou seja, da absolvição. Portanto, se nada mudar, a tendência é que vários réus sejam absolvidos para o caso de um segundo julgamento.

De qualquer forma, para os réus, será sempre vantajogo adiar o momento do cumprimento da pena, qualquer que seja ela.

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Celso de Melo não mudou

Concordo com o Nassif, Celso de Melo não mudou só porque é "obrigado" a aceitar o embargo sob pena de se borrar todinho. Talvez mude para pior pois vai fazer algo contra sua vontade. Se aceitar, vai vir com tudo pra cima dos réus.  Lembram daquele bostejamento todo durante o julgamento?  Pois é,  vai vir com todo veneno de que é capaz.  A única coisa diferente que vai haver é a presença dos dois "novatos". Estes sim podem fazer a diferença.  Podem, mas não é certeza. 

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Pirro?

Nassif,

Pode ser até uma vitória de Pirro, para aqueles que buscam uma reviravolta total no julgamento dos embargos infringentes.

Mas os pontos mais controversos aparecerão com mais destaque, e os ministros do STF vão ter que reafirmar suas posições ou retificá-las.

E há dois novos ministros.

Não importa o resultado final, tudo ficará muito claro.

A resposta popular sempre vem na eleição.

E não há conquista em favor do povo que não custou sangue, suor e lágrimas.

Para os que ainda não entraram na dança: pau que dá em Chico também dará em Francisco.

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Dia B


 

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Francisco de Assis

O STF e o julgamento das lutas de classes, de forma clara

Caro Nassif e  demais

Meusdeuses, que texto fantástico, mas ainda acho, que não estão julgando pessoas, mas a luta de classes, que a casa grande, tem que condenar, a Lei neste caso é deles, se houve brechas, está errada, há que se buscar meios de  se burlar, afinal, chegaram a um lugar, onde sequer deveriam estar, onde as brechas, servem para os Demóstenes, Cachoeira, mas nuca ZD, Genoino, é muita ousadia.Eles podem adiar, para mostrar um certo ar de honestidade, mas atacarão de forma impiedosa, rápido, peão nao pode defender o povo, e casa grande e povo, não dá liga.Portanto, há que se massacrar. Eles serão massacrados, rebaixados, ainda mais, o STF não pode parecer quadrilha, mas já é; nem ZD, Genoino, mártires, e já são, mas o STF procura esse caminho.

Saudações

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O STF e o julgamento das lutas de classes, de forma clara

Caro Nassif e  demais

Meusdeuses, que texto fantástico, mas ainda acho, que não estão julgando pessoas, mas a luta de classes, que a casa grande, tem que condenar, a Lei neste caso é deles, se houve brechas, está errada, há que se buscar meios de  se burlar, afinal, chegaram a um lugar, onde sequer deveriam estar, onde as brechas, servem para os Demóstenes, Cachoeira, mas nuca ZD, Genoino, é muita ousadia.Eles podem adiar, para mostrar um certo ar de honestidade, mas atacarão de forma impiedosa, rápido, peão nao pode defender o povo, e casa grande e povo, não dá liga.Portanto, há que se massacrar. Eles serão massacrados, rebaixados, ainda mais, o STF não pode parecer quadrilha, mas já é; nem ZD, Genoino, mártires, e já são, mas o STF procura esse caminho.

Saudações

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A vitória de pirro ocorreu no ano passado

Os delinquentes tiveram a sua vitória de pirro no ano passado, quando condenaram inocentes. Todos os ministros sabem agora que o Joaquim Barbosa escondeu o inquérito 2474. É um fato público, este inquérito provavelmente inocentará  os réus e desfazerá a lenda do Mensalão Petista. Os ministros do STF não poderão condenar ninguém sem ver o inquérito 2474, pois agora é notório e  público que ele tem algo que o Joaquim Barbosa, de forma delinquente e bandida, escondeu  (esse Barbosa prevaricou e isto é crime).

Cristiano de Mello Paz, Ramon Hollebarch e Henrique Pizzolato. Estes três, ou dois deles, conseguiram montar e colocar no papel como foi integralmente gasto os 70 e pouco milhões de reais com propagandas nos órgãos do PIG e em outros setores. Portanto este dinheiro não foi para o bolso dos réus e não houve  corrupção. Na época da condenação não havia esta prova de que o dinheiro da Visanet foi gasto na sua totalidade com propagandas. Hoje essa informação é pública e notória. Os ministros do STF não poderão esconder esta informação e prova.

O prevaricador e ex-procurador Brindeiro Gurgel deturpou provas e omitiu informações. Ele não vai estar no STF como advogado de acusação, como fez o tempo todo. O novo procurador é uma incógnita, será que ele vai querer se enveredar e se incriminar (e prevaricar) logo de cara defendendo os argumentos sem pé, nem cabeça que o ex-procurador defendeu?

Por isto digo que a vitória de pirro já ocorreu, o PIG e os certos  juizes delinquentes que estão no STF perderam a oportunidade de enforcar os réus. Agora é tarde e eles serão inocentados, porque a Teoria do Domínio do Fato não tem condições legais de funcionar se não houver as provas dos crimes.

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O ministro malandro.

Perfeito Nassif. Falou tudo.

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Franklin.

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morgana profana

Cadê os fósforos...

Acendam logo esta fogueira...

Quem quiser perder seu tempo procurando justificativas, que o faça...Titia desafia alguém a encontrar a mais reles sombra de coerência neste festival de atrocidades que aconteceu no stf...

Primeiro, foi dito que não haveria necessidade de desmembrar o processo para dar duplo grau de jurisdição aos réus sem prerrogativa de foro porque os tais embargos infringentes garantiriam esta prerrogativa...

Depois foi o festival da teoria do domínio (sem) fato...

Fomos pelo bis in idem, onde teve gente condenada pela modalidade "recebimento" da vantagem, e depois, por lavagem deste dinheiro que era materialidade do crime anterior...

A ocultação do IP 2474, a contratação do ex-procurador pelas empresas de um dos que estariam envolvidos na trama( daniel dantas), etc, etc, etc, etc, e etc.

Titia ainda fica pasma com tanto debate sobre o assunto...

Vamos queimar logo este pessoal, em dois ou três anos o pessoal vai para o semi-aberto e pronto...

Esta, nós perdemos, e não foi um jogo limpo, mas a verdade é que perdemos...Olha só quem a gente indicou como juiz: batbarbosa, luiz fux-se o fato, meio-barroso, meio tijolo, e por aí vai...

 

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STF - Da infâmia à patifaria

O processo de degradação do atual Supremo Tribunal Federal se deu em duas etapas muito claras.

A etapa da infâmia ocorreu quando o STF negou o direito de recorrer à Justiça aos sobreviventes e familiares dos torturados, estuprados, assassinados e desaparecidos pelos agentes públicos e privados da ditadura.

Ao cometer este crime contra os Mandamentos Universais dos Direitos Humanos, assim declarados por Deus e pelos Homens, os membros do STF que agiram ou se omitiram neste sentido, tornaram-se também, de fato, torturadores desses homens e mulheres, desde então e até que consigamos desfazer tal infâmia.

O que não quer dizer que tenham sido eles os infames. Pois na covardia se tornaram apenas paus-mandados, executores, tal como os operadores em última instância do pau-de-arara, na situação original.

Jamais mereceriam de Borges um capítulo na História Universal da Infâmia, talvez apenas o seu desprezo. Não possuem a abjeta grandeza dos seus personagens. São pequenos. São banais.

Os infames são outros, e os principais já se foram, impunemente. Alguns dos seus descendentes e herdeiros, aprendizes e ainda não tão poderosos, principiam a apontar erros dos pais, numa purgação esperta em que não se despem das vestes roubadas e nem sequer pedem desculpas. Não deixa de ser um começo promissor: enquanto se fortalecem para um novo ciclo da infâmia, exercitam-se tangendo a matilha e o Supremo ao último capítulo da degradação, a etapa da patifaria.

Em que supostos magistrados jogam ao lixo não mais a Declaração dos Direitos do Homem, o que já fizeram anteriormente, mas a Constituição, as Leis e os Regimentos.

Em que um personagem se alevanta e parece dizer algo como: “Nada disto me interessa, estimado colega, eu voto com a turba. E não é que não tenha mais escrúpulos, não tolerarei mais quem os tenha. E aos que se atreverem a tanto, ameaçarei com a crítica feroz e com o mal necessário, o chamamento mesmo aos gorilas para se postarem na porta, rosnando como cães, com seus porretes, ao lado da estátua da Justiça.”

Em que um presidente do Supremo, em conluio previamente tramado com alguns supostos magistrados, adia a declaração de voto de cinco minutos, solicitada por um ministro, para expô-lo antes ao linchamento dos seus violentos seguidores e assim tentar dobrar a sua consciência.

Personagens.

São esses os personagens.

Ao lado de muitos outros - escaravelhos medíocres, poetas sujos, escritores rancorosos, príncipes corruptos e ladrões insaciáveis, todos sem exceção a serviço dos infames, preencherão, sem dúvida alguma e merecidamente, o volume, não de um Borges, mas de uma História Brasileira da Patifaria dos tempos que correm.

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Francisco de Assis

O desabafo da indignação

Nassif, belíssimo texto. Concordo com Cristiana Castro quanto ao seu melhor texto sobre a AP 470. Indignação e contundência em alto estilo.

Seria interessante que todos nós participantes do blog o divulgássemos da melhor maneira possível.

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Ronaldo

Tá rodando bem, Ronaldo, pelo

Tá rodando bem, Ronaldo, pelo menos no FB; no TT ainda não fui conferir. Tb acho que precisa rodar MUIITO.

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MThereza

Acho que vai acontecer

Acho que vai acontecer exatamente o que o Nassif tão brilhantemente descreveu. A outra hipótese seria o celso melo ter uma unha encravada na 4ª feira, adiando mais um pouco a decisão, para não dar tanta bandeira de subserviência. Em toda essa palhaçada chamada "mensalão", paga com nosso dinheiro, com todas  as manobras, chicanas, ilações, falta de provas já  analisadas à exaustão,  resta apenas um ente absolutamente nu, ao vivo, a cores: o stf, outrora supremo, hoje apenas submisso a interesses outros que não os da justiça e da sociedade.

Em tempo: a melhor descrição de jb, mam, fux e ayres brito. 

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Clever Mendes de Oliveira

Viés anti STF por não entender o sentido da sentença da AP 470

 


Luis Nassif,


Penso que você e praticamente todos os outros jornalistas e comentaristas da blogosfera e a população em geral de certo modo induzidos pelo que dizem os jornais estão fazendo uma avaliação totalmente desfocada do cerne do julgamento da Ação Penal 470.


O cerne é que os advogados de defesa alegaram que o que houve foi caixa dois. O que o STF decidiu é que não existe o dolo de caixa dois quando há recebimento de vantagem indevida (E aqui há que se observar a condição de a vantagem indevida ter sido recebida de forma incorreta) por funcionário público com o poder de atuação de um deputado.


Ninguém foi condenado por praticar, omitir ou retardar o voto na Câmara de Deputados ou no caso da corrupção ativa por ter tido êxito na pratica, omissão ou demora em determinado voto. É claro que a corrupção ativa exige a prova da determinação de se exigir praticar, omitir ou retardar o voto. Esta prova ficou vaga. De certo modo, o que se depreende é que pelo entendimento do STF, o mero oferecimento de vantagem indevida, oferecimento caracterizado pelo recebimento de modo indevido por funcionário público com o poder de atuação de um deputado, formaliza o crime de corrupção ativa.


E o desconhecimento desta situação alcança a todos e por isso lancei um repto a Cristiana Castro em comentário que enviei sexta-feira, 13/09/2013 às 19:11, junto ao post "Sobre a fundamentação dos votos contrários aos embargos" de sexta-feira, 13/09/2013 às 15:24, aqui no seu blog e originado de comentário da Cristiana Castro que ela fizera no post "Marco Aurélio: a arte de pesar a mão depende da ocasião”. Em meu repto eu peço para que se mencione “um só jornalista, da esquerda ou da direita, a favor do PSDB ou contra, a favor do PT ou contra, auto-intitulado de isento ou de parcial, mas mencione um só que seja, que tenha dito ou escrito que ninguém foi condenado por compra de voto e ninguém foi condenado por venda de voto na Ação Penal 470”. É claro que no caso da corrupção ativa eu deveria dizer ter obtido êxito na compra de voto.


O endereço do post "Sobre a fundamentação dos votos contrários aos embargos" é:


http://jornalggn.com.br/noticia/sobre-a-fundamentacao-dos-votos-contrarios-aos-embargos


Um segundo ponto sobre o julgamento da Ação Penal 470 no STF é a nebulosidade em algumas questões. Para mim, talvez por falta de informação suficiente há três pontos nebulosos na Ação Penal 470: o dinheiro público da Visanet, os contratos de empréstimo do PT como o Banco Rural e a condenação de José Dirceu. No caso de José Dirceu, desde o início me pareceu que a condenação de José Dirceu sem provas robustas contra ele, decorreu da necessidade de se justificar todo um arcabouço que não poderia ter sido atribuído só a Delúbio Soares. No domingo passado, 08/09/2013, eu vi no Painel do Globo News, conduzido por Tonico Ferreira, este mesmo entendimento ser expresso pelo ex-ministro José Francisco Rezek. Talvez possa encontrar o link mencionado também na pesquisa os juristas Marcelo Figueiredo e Miguel Reale Júnior.


Um terceiro ponto que eu gostaria de mencionar aqui neste post “Celso de Mello é a última tentativa de legitimar o enforcamento” de domingo, 15/09/2013 às 10:13 e atualizado em 15/09/2013 às 12:15, expressando o seu entendimento sobre o comportamento do ministro José Celso de Mello Filho, diz respeito a um caráter teatral que o julgamento assumiu. Aqui eu gostaria de lembrar o post “A teatralização do julgamento da AP 470” sábado, 14/09/2013 às 13:01, aqui no seu blog e originado de comentário de Assis Ribeiro. O endereço do post “A teatralização do julgamento da AP 470” é:


http://jornalggn.com.br/noticia/a-teatralizacao-do-julgamento-da-ap-470


O texto de Assis Ribeiro muito bom retratava bem o julgamento da Ação Penal 470 no STF como uma peça teatral. No entanto em minha avaliação Assis Ribeiro não tratava a peça teatral como um todo. Cada ator fazia uma representação teatral de um papel ligeiro ou uma representação de si mesmo como se cada um estivesse em peças distintas. Em minha avaliação a representação de cada um pode até sofrer com a incapacidade de representação de cada um dos ministros ou da dificuldade de assumir papeis que não encaixassem no perfil de cada um, ou a personalidade do tipo canastrão que algum ministro possuísse fizesse a atuação soar um tanto fora do contexto. No entanto todo o julgamento deve ser visto como uma peça única que teve um caráter exemplar específico.


E em meu entendimento os ministros estão sendo avaliados pelo teor da fala associada pela capacidade de representação, quando deveriam ser avaliados pela pertinência do teor da fala com o caráter exemplar específico que a Ação Penal 470 adquiriu.


Aqui cabe mencionar o post “Tiro pela Culatra” de Gilson Raslan de sábado, 14/09/2013 às 16:19 e atualizado em 14/09/2013 às 16:21 e que pode ser visto no seguinte endereço:


http://jornalggn.com.br/fora-pauta/tiro-pela-culatra-por-gilson-raslan


A matéria do post foi retirado da notícia “Em 1998, Congresso decidiu manter embargo infringente” dada por Paulo Celso Pereira, publicada sexta-feira, 13/09/13 às 22h18 e atualizada sexta-feira, 13/09/13 às 22h45, e mostra que a redação original de Mensagem Presidencial nº 43 acrescentando novo artigo à Lei 8.038/90 previa a extinção dos Embargos Infringentes, mas na tramitação na Câmara dos Deputados a vedação foi suprimida. A notíca “Em 1998, Congresso decidiu manter embargo infringente” pode ser vista no seguinte endereço:


http://oglobo.globo.com/pais/em-1998-congresso-decidiu-manter-embargo-infringente-9959255#ixzz2erLJKYcU


A peça teatral do julgamento da Ação Penal 470 soa como teoria conspiratória. É um tanto assim, mas eu penso que é uma peça e que ela é mais bem entendida se se admite como plausível, por exemplo, que a matéria mostrada pela Globo foi uma indicação de Gilmar Ferreira Mendes para facilitar ainda mais para José Celso de Mello Filho a decisão a favor dos Embargos Infringentes e para ajudar a Globo a ter mais credibilidade e mostrar para todos o quanto que ele, Gilmar Ferreira Mendes tem desempenhado um papel de representante do PSDB contra o PT. Soa como teoria conspiratória e por isso eu só lancei como possibilidade, mas Gilmar Ferreira Mendes sempre me pareceu desempenhar um papel para sedimentar uma rivalidade entre PSDB e PT que de fato não existe. Ou rivalidade que de fato existe apenas entre os eleitores dos dois partidos, mas não entre os líderes dos dois partidos. Gilmar Ferreira Mendes sabia da tramitação da Mensagem Presidencial nº 43 para alterar a Lei 8.038/90. Somente com um perfil absolutamente contra o PT se justificaria que ele desse um voto em que ele desconsideraria este histórico. Ou de outra, mesmo não sendo visto como uma Teoria Conspiratória, uma decisão contrária aos Embargos Infringentes agora poderia ser visto amanhã, tendo em vista a tramitação da Mensagem Presidencial nº 43, um motivo para Ação Rescisória. Assim, a matéria da Globo, serve para não só facilitar a decisão de Celso de Mello como também para dar mais consistência ao julgamento da Ação Penal 470.


Dito isso, faço a crítica que em minha avaliação cabe ao que você disse neste post “Celso de Mello é a última tentativa de legitimar o enforcamento” de domingo, 15/09/2013 às 10:13 e atualizado em 15/09/2013 às 12:15. Primeiro pelo título ao dizer legitimar o enforcamento você cria uma imagem que não é válida para uma decisão em direito penal no Brasil onde não existe o enforcamento. Depois você pressupõe que Celso de Mello possa aumentar as penas dos réus. Não me pareça que haverá esta possibilidade. A Procuradoria Geral da República não entrou com Embargos Infringentes para solicitar o aumento das penas. O que deverá ocorrer na seqüência, caso os embargos infringentes sejam aceitos, é a modificação de entendimento dos que votaram pela absovição. E assim na dosimetria o voto deles seria considerado e o total da pena diminuído.


Concordo com você que José Celso de Mello Filho funcionou como um garantista circunstancial. Dentro da minha teoria conspiratória diria que o papel dele tem relação com a aposentadoria compulsória a que ele se sujeitará em dois anos e dois meses. É uma homenagem que a Corte prestará a quem teve muitas teses derrubadas no julgamento da Ação Penal 470. A minha discordância com você neste post “Celso de Mello é a última tentativa de legitimar o enforcamento” é mais por você querer fazer a acusação ao STF pelo resultado da Ação Penal 470, mas com base na atuação de cada ministro tendo em vista a sentença de cada ministro e sua fundamentação e a proximidade ou afastamento da sentença e da fundamentação com aquilo que você entende deveria ser o resultado do julgamento da Ação Penal 470.


O problema continua sendo a sua não aceitação da decisão do julgamento da Ação Penal 470. Para você, o crime foi de caixa dois e como tal os réus deveriam ser julgados. Bem, talvez para a sua satisfação tenha sido esta a decisão do STF. O crime foi de caixa dois, mas quando o recebimento da vantagem indevida é feito por funcionário público com o poder de atuação de deputado, o dolo de caixa dois se transforma em dolo de corrupção ativa ou passiva. Dolo, entretanto, que não dá ensejo a que se aumente a pena como previsto no § 1º do Art. 317 do CP para a corrupção passiva ou que se aumente a pena como previsto no parágrafo único do Art. 333 do CP para a corrupção ativa. Então foi o dolo de corrupção, mas não o dolo do § 1º do Art. 317 do CP, no caso da corrupção passiva, ou o dolo do parágrafo único do Art. 333 do CP, no caso da corrupção ativa.


Clever Mendes de Oliveira


BH, 15/09/2013

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As ministras!!

Nassif,

Faltou falar sobre a atuação das ministras Carmem Lucia e Rosa Weber. Como classificá-las neste evento lamentável??

 

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George Vidipó

Ministra Rosa já foi; o

Ministra Rosa já foi; o problema da Ministra Carmem é o Aécio... Ou seja, problema dela. Ministra, Rosa, pode meter o pé na porta que a gente está aqui atrás. Pode relaxar que todo mundo já sabe que sei filho trabalha na Globo e qq outra coisa que apareça a gente vai desconsiderar. Pode esculachar pq o povo da área trabalhista não tem nada dessas formalidades, presepadas e ferescuras, não. Pode mandar descer com tudo. Aproveite para mostrar aos civilistas quem são so trabalhistas. Se a Salete Maccalóz tivesse aí, o bagulho ia tá doido!

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?

Cristiana, se me permite, seus comentários poderiam ser mais proveitosos pra quem é completamente leiga como eu se talvez você adotasse um tom menos coloquial e mais didático.

Desculpe a crítica, mas é que muitas informações acabam se perdendo nisso. Eu entendi pouca coisa desse comentário a que respondo, poderia ser mais clara? Qual a relação Carmen-Aécio? O que é essa história da Rosa Weber ter um filho trabalhando na Globo?

(Sobre civilistas x trabalhistas nem vou pedir pra explicar não, provável que seja conhecimento muito restrito pra quem é do direito. )

Abraço 

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Sem problemas, Maria, eu

Sem problemas, Maria, eu tento explicar... Primeiro a "briga" entre civilistas e trabalhistas. Aqui no RJ é comum os civilistas enxergarem os trabalhistas como uma casta inferior. Não sei como funciona no resto do país mas por aqui, os civilistas são os do "esquema"e os trabalhistas são os do dia-a-dia. 

Ministra Rosa, parece ser do bem mas tem um filho trabalhando para a Globo, o que pode complicar um pouco as coisas, para ela, mas nós podemos administrar bem. O que eu quero dizer é que, esse fato, como objeto de chantagem, pela mídia, deve ser descartado, por todos nós. Depois a gente vai ver como é que fica.

E, a Ministra Carmem Lucia, pq vota com MG, sua terra, desde sempre. O seu objetivo é Aécio que não vai nem amarrado em nome de Jesus mas, mineiro é mineiro... Carmem Lucia não funciona como magistrada e sim, como defensora dos interesses de MG. Não que seja má pessoa mas a realidade para ela é a de MG, mesmo que não exista. Não sabe ver outra coisa.O planeta gira em torno de MG, vc pode imaginar o que é isso? O que para nós é motivo de desespero,para a Ministra Carmem Lucia é a realidade. MG é o cenro do universo... Em outras palavras.... Fuxdeu, pq quem tem o voto é ela e ela não tem a menor noção, coitada. Acredita, sinceramnete, que MG dá as cartas no país. Vamos fazer o que com isso? Ela finge que julga e a gente, finge que acredita pq senão fica pior. Ela quer criar via decisão judicial, uma MG forte, entende? É a única maneira de emplacar o Aécio.

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Entendi, muito obrigada

Entendi, muito obrigada :)

Vixe, então o novo procurador será uma Carmem Lúcia de calças?

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Bravo, Nassif...

 

 

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Bravo, Nassif...

o mais importante foi a insistência calma da solista, da liberdade da alma

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Nada a comemorar

Nassif, sua análise é perfeita. Acho que é isso mesmo embora não reste nada a comemorar. Juíz que julga para a platéia pode ser comparado àqueles astros que não cantam nada e que, por isso, tem que rebolar e se contorcer para garantir um "aplauso" daqueles que de música não entendem nada.

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Miryam

imagem de Fred3
Fred3

e o grupo dos outros 5 ????

Nassif, quer dizer que só tem o "grupo dos 5 - Gilmar Mendes, Luiz Fux, Ayres Britto, Joaquim Barbosa e o próprio Celso" e o grupo dos outros 5 (do qual você não disse absolutamente NADA!, nem uma mísera analizesinha?

Quem são eles: Mahatma Gandhi?, madre Thereza?, Martin Luther King?.  Jesus Cisto?, complete o 5º quem adivinhar, são todos santos??

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Ah essa é fácil! O 5o é o

Ah essa é fácil! O 5o é o Lewandowski que suou a camisa para enquadrar os outros 4 que estavam quase embarcando na conversa de Merval.

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Edi Passos

Juiz Playback

 

Exato.

 

São Juízes Playback, que não sabem fazer ao vivo e por conta própria, então imitam o PIG, apenas!

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veras

A única maneira desse novo

A única maneira desse novo julgamento não piorar ainda mais a situação dos reus é mudar a regra na qual quem absolve não apena.

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O que falta Joaquim Barbosa fazer?

Por Ronaldo Souza

Condenou pelo menos um dos réus do mensalão com o argumento de que usou uma empresa de fachada para se locupletar.

Ele próprio, Joaquim Barbosa, tinha criado poucos meses antes uma empresa de fachada nos Estados Unidos para supostamente não pagar impostos na compra de um apartamento lá, nos Estados Unidos. Endereço da empresa? O apartamento em que ele mora e que pertence ao Supremo Tribunal Federal.

Manteve desde sempre sob segredo de justiça o inquérito 2474 (veja matéria aqui Joaquim Barbosa e Antônio Fernando de Souza faltaram com a verdade). Entre outras coisas, constam neste inquérito documentos que comprovam que o dinheiro da Visanet é privado e não publico e que o empréstimo feito pelo PT foi pago e aprovado pelo Superior Tribunal de Justiça como legal. Comprova-se pelos documentos contidos nesse inquérito a inocência de alguns réus, como Henrique Pizolato, que também exercem influência direta na pena de outros réus. Os advogados pediram acesso a esse inquérito e Joaquim Barbosa negou.

Em Joaquim Barbosa vira unanimidade negativa na midia falei sobre o episódio em que Joaquim Barbosa acusa o Ministro Ricardo Lewandowski de fazer chicana. Motivo. Segundo ele, Joaquim Barbosa, o Ministro Ricardo Lewandowski estava querendo atrasar a conclusão do julgamento.

Quarta-feira, 11 de setembro, pressentindo que os embargos infringentes iam ser aprovados, Joaquim Barbosa, inexplicavelmente, suspende a sessão. Razão: teria um dia, a quinta-feira, 12 de setembro, para que a pressão da imprensa fosse feita sobre Carman Lúcia, a próxima ministra a votar. Ao atrasar o julgamento, Joaquim Barbosa fez chicana, aquilo que ele tinha usado para desqualificar o Ministro Ricardo Lewandowski.

A Globo, Veja, Folha e Estadão... fizeram enorme pressão.

Funcionou. Quinta-feira, 12 de setembro. A ministra Carmen Lúcia, que em outros momentos já se posicionara a favor dos embargos infringentes, votou contra.

Enquanto a votação ocorria, o Globo.com já dava a notícia de que o voto do Ministro Celso de Mello não ia ser proferido naquela sessão. Qual era a estratégia? Os ministros Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello dariam votos muito extensos de modo a não permitir que houvesse tempo para Celso de Mello proferir o voto dele. Gilmar Mendes entra em campo, chama os réus de delinquentes, ataca o PT da maneira mais baixa e violenta possível, um verdadeiro discurso político e estende o tempo de voto.

Em que Corte Superior do mundo um Ministro desqualifica todos os réus, desqualifica um partido político da forma como fez e já tinha feito Gilmar mendes? Foi então feito um longo intervalo, incomum no STF.

Na sequencia de votação, entra em jogo Marco Aurélio de Mello. Marquei o tempo do voto. Na sua eloquência medieval Marco Aurélio de Mello levou 1 hora e meia para dar o voto. Até contar o placar, lenta e calmamente, ele contou.

Os ministros, sem saber, estavam confirmando a notícia dada horas antes pelo Globo.com de que a jogada era não deixar o Ministro Celso de Mello anunciar o voto dele. Motivo. Sabiam que mesmo acusando agressivamente e condenando José Dirceu de maneira contundente durante o julgamento, ele já tinha reconhecido que, juridicamente os réus tinham direito a recorrer aos embargos infringentes e que ia dar voto favorável.

Mesmo diante da jogada para impedir o seu voto naquele dia, Celso de Mello se dirigiu a Joaquim Barbosa e disse que o voto dele estava pronto e que o daria em CINCO minutos. Joaquim Barbosa disse que não e suspendeu a sessão.

Ao atrasar o julgamento mais uma vez, agora por uma semana, Joaquim Barbosa quis ganhar tempo para que as pressões sobre Celso de Mello se tornassem insuportáveis.

Mal terminou a sessão, começaram as pressões da nossa isenta imprensa e dos políticos da oposição que, absolutamente incapazes de ganhar as eleições, usam o judiciário brasileiro para tentar desqualificar o governo e o partido que do qual faz parte.

Ao atrasar o julgamento mais uma vez, Joaquim Barbosa novamente fez chicana, aquilo que ele tinha usado para desqualificar o Ministro Ricardo Lewandowski.

Qualquer pessoa de origem humilde e negra sabe o quanto é difícil chegar à posição que Joaquim Barbosa chegou, o que torna a sua trajetória pessoal altamente louvável, um exemplo. Ao mesmo tempo, porém, é incrível como um homem com essa história de vida se deixa seduzir de forma lamentável pelo canto da sereia da imprensa e sua elite e se comporte da maneira desprezível como tem feito.

Recentemente, mais uma vez sob as luzes da ribalta, que exercem sobre ele um encantamento juvenil, disse na Europa que os órgãos de imprensa no Brasil pertencem a poucas famílias e são de direita e racistas. Se essa afirmativa pode parecer interessante à primeira vista, é, na verdade, de grande inconsistência e absoluta desconexão com a realidade. Como pode ele dizer tal coisa se já se rendeu a ela há muito tempo. Uma frase de efeito sem efeito.

Já disse anteriormente que nos arquivos da História, Joaquim Barbosa será registrado como um homem de origem humilde que se tornou poderoso. Jamais como um grande homem.

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Ronaldo

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Juracy Ferreira Santos

dignidade e respeito

Caro Ronaldo, 

fiquei tão impressionado com suas palavras, tudo que disse eu já havia procurdo uma forma de dizê-lo. Muito obrigado. Eu vou copiar e publicar no facebook, com os devidos créditos. espero que me perdoe. Um abraço.

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Juracy Ferreira Santos

dignidade e respeito

Caro Ronaldo, 

fiquei tão impressionado com suas palavras, tudo que disse eu já havia procurdo uma forma de dizê-lo. Muito obrigado. Eu vou copiar e publicar no facebook, com os devidos créditos. espero que me perdoe. Um abraço.

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serralheiro 70

juizes do stf

Nassif, tudo que eu penso desta turma já foi exposto por você. A  AP470 desnudou  mensaleiros, acobertou o grande patrono de marcos valério , de gilmar dantas  e de brito, acobertou mensaleiros demotucanos e esculachou a justiça. Com o time da vez não existe justiça possível.

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Elize Lima

Regras já feitas

Não há mais possibilidade de se pensar em Justiça no STF da forma como é composto hoje. As afrontas à transgressão da ética marcarão a História. 

Houve esforço por parte da Corte em amenzar a frieza e ilegitimidade de juízes, Mas isso não melhora a insegurança que o Judiciário causa à Nação. Temos um Judiciário perverso e partidarizado. A dimensão da denúncia precisa ser mais contundente. O que estamos assistindo é apenas uma reprodução da afronta à liberdade de direitos. 

Não há torcida para mais aberrações, mas a realidade é que existe um anúncio no ar: um golpe pode ser tramado dentro da Corte Suprema e iviabilizar a caminhada rumo a Democracia. Nossa esperança está sendo sacrificada atrás das cortinas e está se dando assim porque os interesses fortes de domínio de poder aproveitam, ao longo de anos, o quarto poder no Brasil.

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Elize Lima

Regras já feitas

Não há mais possibilidade de se pensar em Justiça no STF da forma como é composto hoje. As afrontas à transgressão da ética marcarão a História. 

Houve esforço por parte da Corte em amenzar a frieza e ilegitimidade de juízes, Mas isso não melhora a insegurança que o Judiciário causa à Nação. Temos um Judiciário perverso e partidarizado. A dimensão da denúncia precisa ser mais contundente. O que estamos assistindo é apenas uma reprodução da afronta à liberdade de direitos. 

Não há torcida para mais aberrações, mas a realidade é que existe um anúncio no ar: um golpe pode ser tramado dentro da Corte Suprema e iviabilizar a caminhada rumo a Democracia. Nossa esperança está sendo sacrificada atrás das cortinas e está se dando assim porque os interesses fortes de domínio de poder aproveitam, ao longo de anos, o quarto poder no Brasil.

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Álvaro Wolmer

Celso de Mello é a última tentativa de legitimar o enforcamento

Janio de Freitas, Paulo Moreira Leite, Paulo Henrique Amorim e você podem dormir tranquilos, a meu ver: vocês expressaram a nossa indignação, espanto e inconformismo por todo esse absurdo produzido pelo STF, pela mídia privada e pela elite brasileira contra os réus da Ação Penal 470.

Todos estão de parabéns pela coragem  de remar contra as cataratas do Iguaçu.

No entanto, considero esse teu artigo o melhor de tudo que foi publicado sobre esse episódio triste.

Parabéns e obrigado. 

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Álvaro Wolmer

Celso de Mello é a última tentativa de legitimar o enforcamento

Janio de Freitas, Paulo Moreira Leite, Paulo Henrique Amorim e você podem dormir tranquilos, a meu ver: vocês expressaram a nossa indignação, espanto e inconformismo por todo esse absurdo produzido pelo STF, pela mídia privada e pela elite brasileira contra os réus da Ação Penal 470.

Todos estão de parabéns pela coragem  de remar contra as cataratas do Iguaçu.

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Sei lá, mas o Merval está

Sei lá, mas o Merval está falando até mesmo em risco de prescrição, e daí, imagina que o agridoce sabor de sua champagne gelada para degustar, ainda sobre aquelas apostas que andou fazendo com o Sardemberg, possa virar assim de uma hora para outra, apenas mijo quente de cavalo velho. Pois tão ou até mais desesperado que o 3 juízes citados, estão  alguma das mais notórias figuras midiáticas pró condenações. A análise feita aqui pelo Nassif foi brilhante, mas, pelo tom das coisas, pela sequência das reações e intensidade das pressões ao décano, também acho que tem um motivo muito mais forte e preocupante e consistente do que os citados pelo Nassif.

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"Just when I thought I was out... they pull me back in"

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