15 de junho de 2026

Comparado a outros setores, jornalismo é o nicho com mais profissionais arrogantes

 
Jornal GGN – Os meios de comunicação vivem atualmente um processo de mudanças profundas, que lhes obrigam a remodelar modelos de negócio, exposição dos serviços e recursos humanos. Mas, segundo a professora da PUC-Minas, Betania Tanure, que participou de evento sobre o papel da gestão de pessoas para a competitividade dos empreendimentos de mídia, a cultura das empresas de comunicação no país ainda é muito hierarquizada, prejudicando o desempenho do setor. 
 
Do Portal Comunique-se
 
 
Por Nathalia 
 
A área de recursos humanos terá papel fundamental no processo de mudança pelo qual os veículos de comunicação estão passando. Essa foi a conclusão do debate realizado no painel “O papel da gestão de pessoas na competitividade das empresas de mídia”, durante o 10º Congresso Brasileiro de Jornais. Para contribuir com a conversa, participou do encontro a professora da PUC-Minas, Betania Tanure, que foi enfática: “A arrogância dos jornalistas trava o crescimento. Comparado a outros setores, esse é um dos mais arrogantes”.
 
De acordo com a acadêmica, as pessoas ainda são muito autoritárias. “Ainda existe o ‘manda quem pode, obedece quem tem juízo”, explicou. A título de exemplo, ela contou que, em escala de 0 para países com empresas democráticas e 100 para as autoritárias, o Brasil está no nível 75. “A grande questão é que, hoje, a maneira de exercer o poder é mais dissimulada”.
 
A professora abordou o assunto para explicar que as lideranças dizem muito sobre o curso das organizações. Ela questionou os participantes sobre a cultura das empresas e disse que o grande dilema na maioria dos casos é que os costumes organizacionais são mantenedores do status quo, ou seja, protege a companhia de mudanças disruptivas.
 
Ainda sobre o assunto, ela explicou que a cultura brasileira tem impacto forte no comportamento das empresas. “Num momento de mudança, é preciso ousar, arriscar e errar, necessariamente. Aqui entra, também, a questão da arrogância, pois se você erra num sistema autoritário, acaba por não alimentar seu processo de inovação. Aqui está um grande desafio a ser enfrentado”. 
 
Para ela, os funcionários precisam se sentir parte do processo, ter propósitos, visão de futuro e sonho compartilhado. “A liderança tem que ter credibilidade”. Se o desafio for superado, Betania conta que os próximos passos são claros: ela orienta que os envolvidos percebam, queiram e façam o processo de mudança acontecer.

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22 Comentários
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  1. Lionel Rupaud

    30 de agosto de 2014 5:43 pm

    Se fosse só a arrogância….

    quando tenho saco e tempo a perder para ler algo da mídia brasileira  (o.k. vamos deixar Carta Capital de lado), minha conclusão é que há muitos outros defeitos mortais.

  2. Ataíde Coutinho

    30 de agosto de 2014 5:57 pm

    Apresentador de telejornal é jornalista ?

    Willian Bonner e Patricia Poeta que o digam,apontar o dedo e subir o tom de voz  para a presidiente …

  3. MarFig

    30 de agosto de 2014 6:02 pm

    Boris Casoy, Tucanhede,

    Boris Casoy, Tucanhede, Josias de Souza, tio rei, jabor (jornalista?), Merval, exemplo é o que não falta. É claro que lá na sala com os patrões eles viram uns gatinhos.

  4. Zanchetta

    30 de agosto de 2014 6:02 pm

    Parece a Marilena Chauí

    Parece a Marilena Chauí metendo o pau na classe média paulista!!! 

    Como é que esses jornalistas tem a petulância de falar mal do PT!!!!

     

    1. Francy Lisboa

      30 de agosto de 2014 7:55 pm

      Acho que vc tem alguma tara

      Acho que vc tem alguma tara com o PT. Fala-se em arrogancia jornalistica e vc vem essa? Compre um boneco inflável do Lula..o resto vc sabe o que fazer.

  5. Paulo Figueira

    30 de agosto de 2014 6:07 pm

    As declarações atribuídas a

    As declarações atribuídas a José Dirceu por Fernado Rodrigues é mais um desses episódios  que demonstram essa arrogância, nem o desmentido indignado de Dirceu o fez retirar do UOL as supostas declarações atribuídas a Dirceu.

  6. Nilva de Souza

    30 de agosto de 2014 6:14 pm

    Não é o caso do Nassif e mais
    Não é o caso do Nassif e mais meia dúzia, mas a grande maioria, eu trabalhei com muitos jornalistas e continuo em contato com outros até hoje, é de uma arrogância absurda. Normalmente só conhecem, quNDO CONHECEM BEM, UM ASSUNTO, SÃO preguiçosos e se acham a última bolacha do pacote.

    Não saberia dizer se são mais que os advogados, ambos empatam, rs.

  7. alexis

    30 de agosto de 2014 6:20 pm

    Só na sinagoga é que ficam mansos

    Na presença dos seus chefes e dos anunciantes, mais poderosos do que eles.

  8. José Abrantes Gonçalves

    30 de agosto de 2014 6:34 pm

    kkkk

    Não devem ter ido em uma empresa de publicidade.

  9. Carlos Dias

    30 de agosto de 2014 6:35 pm

    Fora os ancoras do PIG

    duvido que sejam mais arrogantes que professores de universidade…

    1. alexis

      30 de agosto de 2014 7:04 pm

      Têm mais

      Médico brasileiro contra o “Mais Médicos”

      Funcionário público atendendo fila de gente;

      Idoso em fila especial de banco;

      Mulher de Juiz (consegue ser mais arrogante que o próprio)

      Funcionários de consulado de país de 1o mundo

      1. Carlos Dias

        30 de agosto de 2014 10:18 pm

        Condordo Alexis

        Mas continuo acreditando que pior que professor de universidade eu ainda não conheci….

    2. acertou

      31 de agosto de 2014 12:21 am

      Eu diria até mais, pois 

      Eu diria até mais, pois  esses são os  que formaram tais e são os detentores das formulações do que é ético e de  moralidade pública, os  quais pode fazem disto o que quiser e for dos interesses dos seus grupelhos. Depois não relclamem  dos diplomados que saiu disto, pelo mesno deveria  ter vergonha de dizer tais coisas.

  10. alfredo machado

    30 de agosto de 2014 6:50 pm

    Convívio impossível

    Nassif,

    Dos que conheço ou conheci, são duas ou tres exceções, o resto é prá ser tratado “no tapa”, caso contrário se tornam insuportáveis.

    Por não não concordarem com o método e se manterem arrogantes, se afastaram. De todos, os melhores (aqueles que falavam coisa como coisa, com quem os outros podiam aprender muitas coisas) já descansaram.

    Como manter um convívio com Bonner, Merval, Cantanhede, Boris Casoy (socorro) Magnoli e tantos outros, sem que ocorram fortes discussões? Isto seria literalmente impossível. 

  11. janes salete

    30 de agosto de 2014 7:30 pm

    Sãa de uma obtusidade que

    Sãa de uma obtusidade que envergonha! Tem os que se tornam apenas papagaios dos patrões (globo) e os que são ignorantes mesmo (record). Assistir um Fala Brasil, na record, com uma tal de carla sei lá o que, ela transpira burrice e teima em dar suas opiniões que, apenas,  confirmam sua total ignorância sobre o assunto que ousa, pelo salto alto de puro ego, comentar. Dá dó! Mas ela se acha! Claro, isso é em decorrência da plebe mediana, adorar quem aparece em uma tv.

  12. Kundalini

    30 de agosto de 2014 8:12 pm

    Arrogantes que não passam de

    Arrogantes que não passam de especialistas em generalidades. E tem coisa mais cômoda q sentar o bundão numa cadeira e se pôr a criticar o q os outros fazem e eles ou elas não? Não constroem nem produzem nada.

    1. Free Walker

      30 de agosto de 2014 11:17 pm

      Eles ficam fazendo o que você

      Eles ficam fazendo o que você esta fazendo exatamente agora.

  13. evandro condé de lima

    30 de agosto de 2014 8:42 pm

    Por favor

    Ser generalista para qualificar pessoas é dose. Estão parecendo fazedores de horóscopo. E citando uma meia dúzia de jornalistas como se fossem o retrato de uma categoria. Por sinal o que é o Nassif?

  14. josé adailton

    30 de agosto de 2014 10:50 pm

    Hors Concours

    Desde o século XIX o jornalista é considerado um pentelho. Eles retratam o que somos na sociedade.

  15. altamiro souza

    30 de agosto de 2014 11:17 pm

    a conclusão dessa

    a conclusão dessa especialista é  sobre  um fato que ocorre há anos nas redações principalmente aquários  onde mandam e desmandam os peixões e os  ferozes tubarões da grande mídia –   pior é no pig.

    os peixões do aquário comandam os peixinhos da redação como vigiliantes da gestapo, como ose estivessem num panóptico de benthan, de onde veem tudo o que acontece e execercem uma disciplianá quase militar.

    por isso eles sempre parerem invisíveis e quem aparece (e muitos pagam o pato) é o bagrinho da redação.

    e os repórteres geralmente saem às ruas como exércitos brancaleones, perdidos em busca de informações para que os chefões confirmem suas ideias preconcebidas do que irão publicar.

    o repórter faz um baita de um esforço.

    às vezes o reporter esceve uma excelente matéria.

    mas o editor velhacamente põe um ou dois dados a mais que recebe de  uma sucursal, por exemplo, e assina embaixo como se fosse a matéria só dele.

    o cara que trabalha em sucursal sabe.

    se trabalha num jornal local esse jornal tem no seu aquário um chefão que, por exemplo, representa a sucucrsal do estadão.

    aí o coitado do repórter faz um esforço danado pra fazer uma boa matéria no  jornal local e quando vai ver saiu no estadão assinado pelo seu chefe do aquário, o qual simplesmente mandou como se fosse da sucursal.

    no estadão isso é uma norma considerada rotineira. ou era há pouco tempo.

    na veja dizem que essa tecnica é bastante exacerbada e os repórteres são ou eram até recentemente tratados como cães farejadores em busca de carniça para os editores devorarem suas vítimas em lautos textos condenatórios e contra a reputação alheia.

    sem esquecer da época da ditadura quando  os que trabalharam nesse tempo estavam carecas de saber que os editores e chefões do famigerado aquário guardavam nas gavetas denúncias contra a ditadura como maneira de exercer chantagem.

    alguns desconfiavam arté que fossem chantagens economicas.

    a arroganca, aliás,na minha opínião é um des menores problemas.

    problemas bem mais essenciais são os denuncidos pelo jronalista luis nassif no seu famoso “caso veja”e npo çlivro “jornalismo dos anos 90” (esperao não ter me equivocado sobre o título deste último)

    donde se conclui que o problema maior é regulamentar a grande mídia

     

  16. agincourt

    31 de agosto de 2014 12:44 am

    jornalistas

    De modo geral, jornalista sempre se achou o rei da cocada preta. Creio, porém, que com o advento da Internet, a classe, aos poucos, vai baixando a bola.

  17. Nira

    31 de agosto de 2014 3:09 am

    E o termo ” gestão de pessoas

    E o termo ” gestão de pessoas ” ? Santa hipocrisia, batman. Até setor de recursos humanos tem que ser enfeitado ? Aí criam um arrogantômetro…

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