21 de maio de 2026

FHC busca saída pela tangente após repúdio nos EUA

Posicionamento do ex-presidente foi alvo de manifestações contrárias nos EUA

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Jornal GGN – Artigo recentemente publicado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso apresentou uma mudança de direcionamento: FHC deixou de ser incisivo a favor da saída de Dilma Rousseff para ser mais “apartidário” e falar de forma menos enfática – um sinal de que procura ser visto como “pensador” mais uma vez, diz o articulista Marcos Coimbra em seu último texto publicado na revista Carta Capital.

Contudo, tal posicionamento corre riscos diante do repúdio de grande parte dos integrantes da Associação de Estudos Latino-Americanos (Lasa) à sua influência no processo do atual cenário político nacional, a ponto de ser obrigado a desconvidar-se do congresso da entidade, realizado recentemente nos Estados Unidos.

“Para quem se vangloria da fama de intelectual notável, há de ter sido duro o repúdio dos integrantes de uma das mais prestigiosas entidades científicas de sua área. Mais ainda se lembrarmos que, até pouco tempo atrás, era respeitado quase consensualmente no meio acadêmico norte-americano” , diz Coimbra.

Da Carta Capital

FHC, o hipócrita monumental

As vaias de Nova York levam Fernando Henrique Cardoso a uma patética marcha a ré

por Marcos Coimbra

 

Domingo passado, Fernando Henrique Cardoso publicou um artigo intitulado “Luz no fim do túnel?”. Parece ser o primeiro de uma série dedicada à reforma política que gostaria que o governo Temer patrocinasse.

No texto há uma mudança de tom em relação à sua produção corrente. Ao contrário do que andou escrevendo nos dias em que estava ocupado com a deposição de Dilma Rousseff, agora tenta ser “neutro” e “apartidário”. Procura falar de maneira menos incendiária. Dá sinal de que deseja voltar a ser reconhecido como “pensador”.

Não é difícil diagnosticar a causa mais provável da reviravolta: o trauma nova-iorquino que sofreu.

Quem conhece o ex-presidente é capaz de calcular o quanto lhe deve ter doído ser obrigado a desconvidar-se do congresso da Associação de Estudos Latino-Americanos (Lasa), que aconteceu entre os dias 26 e 31 de maio, em Nova York.

Para quem se vangloria da fama de intelectual notável, há de ter sido duro o repúdio dos integrantes de uma das mais prestigiosas entidades científicas de sua área. Mais ainda se lembrarmos que, até pouco tempo atrás, era respeitado quase consensualmente no meio acadêmico norte-americano.

Grande parte dos membros da Lasa não aprovou que integrasse uma mesa-redonda no evento, e dirigiu aos organizadores um abaixo-assinado manifestando seu inconformismo com a presença de alguém tão vinculado ao golpe no Brasil.

Estavam prontos a vaiá-lo, com faixas, cartazes e camisetas de protesto. Temendo a reação, FHC esbravejou, mas desistiu da participação. Ficou o fato: seu envolvimento ativo no esforço de derrubar o governo Dilma atingiu em cheio sua imagem internacional.

O que mais chama a atenção no artigo não são as propostas de reforma política que sugere, pois nenhuma é nova. Relevante é a pergunta de por que, se acredita de fato nelas, não lutou para que o PSDB as endossasse há mais tempo, assim ajudando o Executivo e o Congresso a remover os óbvios entraves existentes à governabilidade.

Custa crer, por exemplo, que o ex-presidente só tenha se dado conta hoje de que é necessário fazer ampla modificação na legislação partidária, pois, segundo suas palavras, alguns partidos são “quase gazuas para o acesso a recursos públicos”.

Ou que é preciso evitar a proliferação de legendas sem identidade e conteúdo programático, “isolando as que se congregam no chamado ‘centrão’, expressão que caracteriza os agrupamentos de pessoas e interesses clientelísticos, ‘fisiológicos’ e corporativistas, que (…) mantêm a sociedade amarrada ao reacionarismo político e cultural”.

Seria cômico, se não fosse trágico, ouvir a principal liderança intelectual tucana e do atual governismo acusar seus parceiros de “ladrões” e “reacionários”. O ex-presidente foi aliado de quem nos últimos meses? De onde saíram os votos para aprovar o impeachment de Dilma?

Supondo que não foi ontem que FHC descobriu os males apontados no artigo, o que o impediu de vir antes a público com o remédio? Por que deixar o País pagar o preço de instituições disfuncionais? Por que não procurou se aliar àqueles que compartilhavam o mesmo diagnóstico e preferiu a companhia de “ladrões” e “reacionários”?

O artigo revela-se simbólico do modo como o PSDB, o empresariado e o oligopólio midiático se comportaram na crise do governo Dilma. Para derrubá-lo, não hesitaram em se associar àqueles que dizem desprezar. Parece que se esqueceram, no entanto, que foi com os “ladrões” e os “reacionários” que venceram. E é com eles que vão governar.

Não é diferente do que fizeram na economia. Buscando o fim maior da remoção de Dilma, pouco se importaram com o custo do meio escolhido para desestabilizá-la, o aprofundamento da crise econômica.

Como disse o recém-falecido coronel Jarbas Passarinho ao assinar o AI-5, quando mandou “às favas todos os escrúpulos de consciência”, FHC e os seus mandaram às favas a renda, o emprego, o consumo e o investimento brasileiros.

O que nada tem de engraçado é Fernando Henrique Cardoso querer agora tirar o corpo fora, saindo de fininho de suas responsabilidades, para posar de “sábio”. Certos estavam os membros da Lasa.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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31 Comentários
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  1. Ugo

    17 de junho de 2016 11:51 pm

    xarope

    Fernandinho nos atendemos da tua recomendação para esquecer tudo o que dissestes.

    Agora vê se esquece de que existimos vá catar coquinhos na descida…

  2. Ginah

    18 de junho de 2016 12:03 am

    Muito bom!

    Mas considerando o livro sobre a dependência, que escreveu com o sociólogo chileno, baseado nas conversas entre os exilados, e os textos orientados por Florestan Fernandes, qual a importância de FEHC para a sociologia? Até hoje não entendi de onde vem a “fama!

  3. Marcos Antônio

    18 de junho de 2016 12:15 am

    Mas a Dilma foi maior…

    A Dilma em seus discursos, busca a conciliação da Nação!

    Toda vez que falou sobre o golpe ACUSOU O TEMER E SUA TRUPE.

    Ela não generalizou e nem falou do PMDB, mas do Temer e sua trupe…

    Poupou o PSDB, o DEM, OS EUA, O STF, A FIESP, A OAB E TODOS OS PANELEIROS, O MORO E O JANOT…

    A NENHUM DELES ELA CHAMOU DE GOLPISTAS!

    Não esperem da Dilma o lencinho branco ou fumacinha da PAZ…

    SE VOLTAR ELA SEGUE O BARCO DE ONDE PAROU…

  4. Luciano Prado

    18 de junho de 2016 12:29 am

    “Existe presidente melhor… “
    FHC tem em casa 463 espelhos. Todo santo dia briga com uns três e quebra quatro.
    Não tem sido fácil.
    É preciso ser aceito. Pelo menos pelos seus espelhos que insistem em não colaborar.

  5. Marcio Rodrigues

    18 de junho de 2016 12:33 am

    Tenho uma opinião formada a
    Tenho uma opinião formada a respeito do sr. fernando henrique já há bastante tempo. Foi um um aproveitador de oportunidades, inclusive da de aparecer como intelectual. Um dia será reconhecido como farsante. Tenho na lembrança uma afirmação de um grande cartunista , que dizia ainda nos anos 70: este não engana, não é dos nossos, olhem os seus sapatos.

  6. JB Costa

    18 de junho de 2016 12:47 am

    Há e sempre haverá nesse

    Há e sempre haverá nesse Mundo os injustiçados: aqueles a quem são negados os méritos ou depreciados os atributos. Na maioria dos casos, felizmente, a história repõe a coisas nos seus devidos lugares.

    O contrário também acontece: nulidades ou, na mais piedosa das avaliações, arremedos de qualquer coisa e em qualquer área, que em vida recebem louros e genuflexões por conta de injunções dos contextos ou mera sorte. Via de regra são da espécie que se “vendem” por bem mais que valem. De forma inversa aos primeiros, a história costuma ignorá-los ou por sorte dar-lhes notas de rodapé. 

    Fernando Henrique Cardoso, na minha visão,  se enquadra perfeitamente no segundo caso. 

     

    1. Celso sp

      18 de junho de 2016 9:19 am

      De acordo.

      De acordo.

  7. Celso Paulo da Silva

    18 de junho de 2016 12:58 am

    O outro nome para hipocrisia

    O outro nome para hipocrisia petulância e arrogância é fernando Henrique cardoso (mgnte  miúda letra minúscula mesmo).

  8. Doney

    18 de junho de 2016 1:57 am

    Belo texto.

    Belo texto.

  9. Andre Araujo

    18 de junho de 2016 3:19 am

    A insistencia com que aqui

    A insistencia com que aqui aparecem artigos sobre Fernando Henrique Cardoso demonstram uma preocupação excessiva com sua persona politica. Trata-se de um ex-Presidente da Republica que já faz parte da historia do Pais, como qualquer Presidente fará sempre. Tem admiradores e detratores, como qualquer ex-Presidente. Teve honrarias e sofreu ataques.

    Assim como a LASA o refutou, a Universidade de Harvard lhe deu este ano o titulo de Doutor Honoris Causa.

    Nada disso muda coisa alguma, FHC continuará tendo correligionarios e adversarios, como Lula, Sarney, etc.

    O blog deve perder vezo ideologico e e se antenar em criticas sobre situações reais, FHC tem suficientes telhados de vidro rais para sofrer criticas sem partir para desqualificações irreais que ficam mais mal para quem as faz do que para o alvo.

    Faço desde já uma critica absoluta à seu viés pro-Israel no conflito palestino, destoando de uma politica pro arabe que ja vinha do Governo Militar e que está muito mais antenada com a sociedade brasileira fora de Higienopolis.

    FHC foi o escudeiro de Jean Paul Sartre na sua historica visita ao Brasil na decada de 50, servindo de guia, interprete e apresentador do grande filosofo numa serie de conferencia de grande impacto intelectual, Sartre estava naquela época no apogeu de seu prestigio mundial a ponto de poder recusar o Premio Nobel que lhe foi conferido. FHC teve ligações intelectuais importantes durante toda sua vida, como o grande economista Albert Hirschman, a quem prefaciou o livro de memorias AUTO SUBVERSÃO, não cabe portanto sua desqualificação como intelectual, podendo-se todavia discordar de todas suas ideias, como eu discordo da maioria delas, inclusive do famoso livro sobre a teoria da dependencia.

    Posso falar com tranquilidade, escrevi bem recentemente im artigo altamente negativo sobre o Plano Real, um falso remedio que a meu ver impediu as reais medidas necssarias ao revigoramento da economia brasileira

    1. Sergio Saraiva

      18 de junho de 2016 10:27 am

      FHC é antes um traidor

      Antes do intectual e do homem FHC, há o FHC como traidor.

      Creio que esse é o subtexto do artigo. O que os membros da LASA fizeram foi dar visibilidade internacional e o reconhecimento pelos pares disso, que já bastante conhecido dos brasileiros.

      FHC como traidor do pensamento progressista ou de esquerda que sempre fingiu representar.

      Roberto Campos, no extremo oposto, jamais foi um traidor das suas ideias e ainda cultivava uma ironia saborosíssima sobre ser a incoerência uma prerrogativa das mulheres bonitas e dos homens inteligentes. Não era um traidor nem no seu chauvinismo.

      A ele se aplicaria as suas considerações, prezado André, não a FHC.

      Mas, por fim, quero concordar consigo, pelo menos, em parte. Está se dando um valor imerecido à produção intelectual de FHC. Em relação a ela, a atitude correta é seguir o conselho atribuído ao próprio FHC e esquecer o que ele tenha escrito. Como traidor antes de si mesmo, sequer ele acredita – essa é a sua malandragem. E é isso que o texto de Coimbra diz é que a LASA reconhece.

      Já, no campo do código penal, passa da hora de FHC ser lembrado.

    2. antonio rodrigues

      18 de junho de 2016 10:54 am

      Andre Araujo, voce afirma:
      “O

      Andre Araujo, voce afirma:

      “O blog deve perder vezo ideologico e e se antenar em criticas sobre situações reais”

       

      Neste espaço virtual, não existe ninguem mais defensor de sua ideologia de que voce mesmo.

      Alias, com todo o direito.

      Então comecemos falando sobre “situações reais”.

      Quem é FHC no mundo real?

      Como intelectual nada. Nunca o foi.

      Foi papagaio de pirata de Sartre, que alias vivia com os ombros curvados de tantos papagaios empoleirados sobre si.

      Entre as pessoas mais bem informadas, FHC nunca foi visto como um intelectual serio.

      Nos anos em que ele criou esse mito, muitos outros falsos mitos aconteceram, que acabaram se esvaindo no tempo.

      Caso o nosso personagem não tivesse,com a ajuda dos interesses mais reacionarios nacionais e internacionais,sido eleito presidente da Republica, hoje, não seria reconhecido nem na pracinha do bairro  de Higienopolis.

      “Trata-se de um ex-Presidente da Republica que já faz parte da historia do Pais, como qualquer Presidente fará sempre”, diz voce.

      Tem razão.

      Faz parte da historia do Brasil,mas como o que aconteceu de pior.

      Por pouco não vendeu ate a Petrobras.

      Ja estava mudando seu nome para Petrobrax, “para internacionaliza-la”, com a ajuda do genro, especialista em entreguismo.

      Quando o atual ministro da fazenda,com aquela voz empombada, fala que “vivemos a maior crise de nossa historia”, apenas mostra que deveria estar no exterior, nos tempos de FHC.

      O pais faliu varias vezes. Era na verdade gerido pelo FMI, tal a nossa dependencia e fragilidade economica.

      O desemprego era bem maior que o atual.

      Na politica externa, desmontou, como voce mesmo diz, os avanços que os militares tinham alcançado em nossas relações com os orientais.

      Ate o “plano real” que voce tambem critica, ele se apropriou da autoria, na verdade gerido no governo de Itamar.

      FHC é uma farsa.

  10. José Carlos Lima...

    18 de junho de 2016 5:35 am

    FHC “apartidário”…licença,

    FHC “apartidário”…licença, vou vomitar…

    1. MARILDA TELES MARACCI

      18 de junho de 2016 6:36 pm

      FHC…

      FHC “apartidário”… também estou to vomitando!

  11. Serjão

    18 de junho de 2016 7:56 am

    Como todo traidor de seu País

    Como todo traidor de seu País e de seu povo, deveria ser enforcado em praça pública, de preferência com as próprias tripas.

  12. Marcos K

    18 de junho de 2016 8:59 am

    FHC é um medíocre em todos os

    FHC é um medíocre em todos os sentidos. Nunca me enganou.

  13. antonio rodrigues

    18 de junho de 2016 10:51 am

    Andre Araujo, voce afirma:
    “O

    Andre Araujo, voce afirma:

    “O blog deve perder vezo ideologico e e se antenar em criticas sobre situações reais”

     

    Neste espaço virtual, não existe ninguem mais defensor de sua ideologia de que voce mesmo.

    Alias, com todo o direito.

    Então comecemos falando sobre “situações reais”.

    Quem é FHC no mundo real?

    Como intelectual nada. Nunca o foi.

    Foi papagaio de pirata de Sartre, que alias vivia com os ombros curvados de tantos papagaios empoleirados sobre si.

    Entre as pessoas mais bem informadas, FHC nunca foi visto como um intelectual serio.

    Nos anos em que ele criou esse mito, muitos outros falsos mitos aconteceram, que acabaram se esvaindo no tempo.

    Caso o nosso personagem não tivesse,com a ajuda dos interesses mais reacionarios nacionais e internacionais,sido eleito presidente da Republica, hoje, não seria reconhecido nem na pracinha do bairro  de Higienopolis.

    “Trata-se de um ex-Presidente da Republica que já faz parte da historia do Pais, como qualquer Presidente fará sempre”, diz voce.

    Tem razão.

    Faz parte da historia do Brasil,mas como o que aconteceu de pior.

    Por pouco não vendeu ate a Petrobras.

    Ja estava mudando seu nome para Petrobrax, “para internacionaliza-la”, com a ajuda do genro, especialista em entreguismo.

    Quando o atual ministro da fazenda,com aquela voz empombada, fala que “vivemos a maior crise de nossa historia”, apenas mostra que deveria estar no exterior, nos tempos de FHC.

    O pais faliu varias vezes. Era na verdade gerido pelo FMI, tal a nossa dependencia e fragilidade economica.

    O desemprego era bem maior que o atual.

    Na politica externa, desmontou, como voce mesmo diz, os avanços que os militares tinham alcançado em nossas relações com os orientais.

    Ate o “plano real” que voce tambem critica, ele se apropriou da autoria, na verdade gerido no governo de Itamar.

    FHC é uma farsa.

     

     

    1. Andre Araujo

      18 de junho de 2016 2:07 pm

      Meu caro, não defendo

      Meu caro, não defendo ideologia de direita ou de esquerda, analiso o tema. Sou de esquerda quando sou absolutamente contra mega fusões de empresas que criam grande concentração de capital, como JBS e AMBEV. Sou de direita quando defendo a integridade do Estado nacional e em consequencia sou absolutamente contra reservas indigenas e outras ilhas territoriais que agridem o Estado nacional e ofendem o conceito de uma nação, um Estado.

      FHC não foi apenas papagaio de pirata de Sartre, desses que ficavam no Cafe de Flore sobaoreando a fumaça do cifarro do filosofo. FHC e dona Ruth organizaram uma conferencia de Sartre no mais improvavel dos lugares, Araraquara, terra de dona Ruth. Se Sartre se deslocou até essa cidade, da qual ele provavelmente nunca tinha ouvido falar, é porque FHC tinha

      alguma influencia sobre sua vontade, um simples papagaio de pirata não conseguiria isso.

      Quanto à Petrobras é FALSO que havia planos para privatiza-la naquela epoca, FHC sancionou a Lei 9.491, de 9 de setembro de 1997, que excluia a Petrobras de qualquer possibilidade de privatização. A ideia imbecil de mudar o nome para Petrobrax foi do assessor de marketing Alexandre Machado, assim que soube da ideia a Presidencia mandou arquivar e demitiu Machado, aliás nada tem a ver mudança de nome com privatização mesmo porque se fosse para privatizar a Petrobras teria que ser devidida em pedaços e antes de tudo a privatização necessitaria de EMENDA CONSTITUCIONAL porque a Petrobras é executora do MONOPOLIO DA UNIÃO.

      O maior erro do Governo FHC na area economica foi a transformação de 46 moedas pobres em NTN do Tesouro Nacional,

      transformando lixo em ouro, materia sobre a qual preparei uma Ação Popular cujo texto já coloquei aqui no blog, portanto

      fui muito mais adversario do Governo FHC do que qualquer  um aqui .

      1. antonio rodrigues

        18 de junho de 2016 3:28 pm

        “Quanto à Petrobras é FALSO

        “Quanto à Petrobras é FALSO que havia planos para privatiza-la naquela epoca”

        Procure os arquivos de jornais da epoca e leia os discursos do ex-genro do FHC, David Zylberstajn, na epoca presidente da Agencia Nacional do Petroleo, ANP.

        “”Não tenho dúvidas de que essa equipe dirigente sob o comando de David Zylbersztajn será responsável pelo grande sucesso e bons resultados que advirão para o Brasil nessa nova fase de execução flexibilizada do monopólio da União no setor de petróleo e gás”, disse Raimundo Brito, Ministro, na posse do genro do presidente.”

        No Estadão de 20/05/1999, voce encontrara a noticia:

        “A privatização da Petrobras deve entrar na pauta de discussão do governo,segundo o diretor geral da ANP, David Zilberstejn”

        Essa traição ao pais so não foi consumada, porque os militares começaram a não gostar muito da ideia.

        O FHC foi levado por eles a enfiar a viola no saco.

        1. Andre Araujo

          18 de junho de 2016 7:58 pm

          A opinião de David

          A opinião de David Zylberstein é dele, quem mais a seguiu? Foi apresentado algum Projeto de Emenda Constitucional para privatizar a Petrobras? Nunca. Uma empresa como a Petrobras só poderia ser privatizada se vendida em partes, nenhuma major petrolifera do mundo iria investir  mais de cem bilhões de dolares (a Petrobras chegou a valer 270 bilhões de dolares na Bolsa de Nova York) numa só empresa em um só pais emergente , o risco de reestatização seria inaceitavel nesse volume de investimento. a YPF argentina, um decimo do tamanho da Petrobras foi privatizada e depois REESTATIZADA, alguem pode imaginar que a Exxon iria arriscar no Brasil cem bilhões de dolares ? Nem aqui e nem em Pais lagum do mundo, portanto essa estoria de privatizar a Petrobras como empresa é lenda, é possivel vender pedaços que não fazem parte do monopolio da União, como a Liquigás e a BR Distribuidora, que provavelmente serão vendidas.

        2. Andre Araujo

          18 de junho de 2016 7:59 pm

          A opinião de David

          A opinião de David Zylberstein é dele, quem mais a seguiu? Foi apresentado algum Projeto de Emenda Constitucional para privatizar a Petrobras? Nunca. Uma empresa como a Petrobras só poderia ser privatizada se vendida em partes, nenhuma major petrolifera do mundo iria investir  mais de cem bilhões de dolares (a Petrobras chegou a valer 270 bilhões de dolares na Bolsa de Nova York) numa só empresa em um só pais emergente , o risco de reestatização seria inaceitavel nesse volume de investimento. a YPF argentina, um decimo do tamanho da Petrobras foi privatizada e depois REESTATIZADA, alguem pode imaginar que a Exxon iria arriscar no Brasil cem bilhões de dolares ? Nem aqui e nem em Pais lagum do mundo, portanto essa estoria de privatizar a Petrobras como empresa é lenda, é possivel vender pedaços que não fazem parte do monopolio da União, como a Liquigás e a BR Distribuidora, que provavelmente serão vendidas.

          1. antonio rodrigues

            19 de junho de 2016 11:51 am

            Com todo o respeito, Andre

            Com todo o respeito, Andre Araujo, mas voce chega ser ate engraçado, quando defende suas ideias.

            Quer dizer que a palavra do diretor geral da Agencia Nacional do Petroleo,por coincidencia, genro do presidente da Republica, não quer dizer  nada ?

            Tens razão.

            Ele so estava brincando.

             

      2. Marcos K

        18 de junho de 2016 9:13 pm

        Ledo engano, amigo: depois da

        Ledo engano, amigo: depois da crise do México Serra viajou para os EUA e recebeu ordens expressas de privatizar a Petrobras. Depois disso a privatização da estatal tornou-se meta do PSDB. Era obsessão dos tucanos ligados ao sistema financeiro, Pedro Malan a frente. Era tara do PFL. Foi o PMDB quem não deixou, pois parasitava a estatal, tanto que Sarney, em troca do apoio ao fim do monopólio do Petróleo, exigiu por escrito uma promessa de FHC que não a privatizaria. 

         

  14. naldo

    18 de junho de 2016 11:21 am

    Intelectual de araque, sempre

    Intelectual de araque, sempre alinhado com os americanos e por isso mesmo lhe dão “premios” e titulos para agradecer essa submissão, se fosse tão especial eles já o teriam convidado a dar aulas e pesquisar em suas universidades como fazem e fizeram com os verdadeiros cinetista e intelectuais, querem ele por aqui mesmo, para fazer o estrago que sempre fez…..o resto é conversa fiada.

  15. GIULLIANO

    18 de junho de 2016 11:47 am

    Um velho babão

     

    A  fortaleza  humana do cinismo (fhc), já tentou de tudo, sempre contando com uma mídia favorável e poderosa a lhe ajudar, depois num certo momento quiz vender drogas para as novas gerações, mas nem os antigos maconheiros e velhos parceiros do sistema já lhe davam créditos, quando viu uma chance que julgou oportuna caiu de cabeça, o golpe, agora será dificil se desvencilhar, vai morrer com o psdb, a globo, e a natazinha de oportunistas.

  16. Sergio Saraiva

    18 de junho de 2016 12:57 pm

    Por um Brasil sem FHC

    Um alerta e um chamamento à luta – o Brasil está em via de autorizar novamente o uso de produtos de alta toxidade em um tratamento de duvidosa eficácia, mas de efeitos devastadores para o nosso organismo social. 

    FHC é um composto cardoso altamente tóxico ao ambiente onde se encontra presente, mesmo em teores meramente residuais. Substância de meia-vida muito longa, continua produzindo efeitos insalubres por décadas após seu uso.

    FHC foi considerado entre as décadas de 60 e 80 do século passado como uma substância promotora de clareamento do ambiente sócio-político e de crescimento do tecido social pela produção de equidade. Mas, já na década de 90, era questionada a validade de sua aplicação. Mesmo assim, foi introduzido no Brasil, quando se tentou na América Latina a aplicação de tratamentos neoliberais já abandonados nos países desenvolvidos.

    Houve, inclusive, fundadas acusações de que os países desenvolvidos estariam ganhando muito dinheiro descartando por aqui produtos econômico-financeiros com validade vencida e seus resíduos tóxicos.

    Provou-se posteriormente que, ao contrário dos efeitos progressistas esperados, FHC é indutor da comensalidade de bactérias oportunistas altamente patológicas com o trato da coisa pública, debilitando-a até estados degenerativos do sistema administrativo público. Durante seu período de uso no Brasil, verificou-se casos de extremo definhamento da seguridade social e de precarização das relações trabalhistas. É igualmente sabido que, durante o período de aplicação de FHC, houve depressão da ação dos mecanismos de vigilância contra improbidade –  efeito popularmente conhecido como “engavetamento”. Há publicações de autores relevantes relatando mesmo a ocorrência de cleptocracia generalizada.

    Desde 2003, FHC e seus subprodutos estão interditados no país, devido a quatro ações populares consecutivas pelo seu banimento definitivo.

    Hoje, setores empresariais associados com a busca de lucros sem contraparte social tentam, com forte apoio midiático, a sua reintrodução no ambiente político brasileiro.

    Utilizam-se do estratagema da promoção de um composto de outro grupo de elementos, mas com o mesmo princípio ativo e efeitos deletérios. Até porque, tais elementos, foram utilizados, no passado, associados a FHC como agentes coadjuvantes. O produto atual, em si, é o memo FHC, apenas estando, agora, invertida a relação de composição dos coadjuvantes.

    Logo, é esperada a mesma debilitação do nosso organismo social.

    Trata-se de uma ação temerária.

    E é contra essa temeridade que todos devemos lutar: 

    “Fora, FHC”.

    Por um Brasil sem nada a temer.

    1. Ricardo Gonçalves

      18 de junho de 2016 6:52 pm

      Droga

      Droga pesadíssima!!!!

      Sensacional!!!

  17. Francisco Andrade

    18 de junho de 2016 1:09 pm

    pensador ?…

    …. o que ele tem na cabeça, … é a mesma coisa que ele tem na fralda geriátrica….

    1. James Gressler

      18 de junho de 2016 3:33 pm

      ff

      Mriana Godoy: por favor DILMA, leia este livro de FFHH, só essezinho, que nunca ninguém leu nada DELE, cloitado.

  18. Ricardo Cavalcanti-Schiel

    18 de junho de 2016 1:18 pm

    Dois senões ao artigo do Marcos Coimbra

    1. A LASA não é uma associação tão prestigiosa assim. A menção do nome “Nova Iorque” pode até impressionar alguns deslumbrados, mas é preciso lembrar que, depois do 11 de setembro, a LASA deixou por vários anos de fazer seus encontros nos Estados Unidos simplesmente por receio de que seus participantes latino-americanos fossem barrados nos aeroportos do país. Em 2009 fizeram seu congresso no Rio e isso não constituiu notícia nenhuma de maior porte no Brasil, sequer no meio acadêmico. A LASA é apenas uma associação norte-americana, voltada para a manutenção da hegemonia de uma agenda norte-americana nos estudos sobre América Latina. Do lado europeu, existe o CEISAL (Conselho Europeu de Pesquisas Sociais sobre América Latina), bem menos “imperialista”, que realizará seu congresso trienal no final deste mês de junho em Salamanca, mas igualmente pouco impactante no meio acadêmico.

    2. FHC, hoje, no meio intelectual, já não vale mais um tostão furado. Virou um espantalho inconveniente. Não duvido nada que nem o grande amigo Alain Turaine se atreveria a defendê-lo. A última vez que eu soube de uma tentativa dessas na EHESS (de Paris), Turaine foi gloriosamente desancado por um jovem doutorando latino-americano. FHC, como intelectual, virou uma piada mundo afora.

  19. Chris

    18 de junho de 2016 2:26 pm

    O vaselina de sempre

    Qual a novidade? Agora que já deu seu empurrãozinho para favorecer o impeachment, passou o timing,pode voltar a posar de moderado intelectual. Perguntem a ele se não seria melhor Dilma voltar porque, afinal , está saindo pelas mesmas pedaladas que ele fez. Vamos ver o quanto ele “rebola”. O que torna o ser político abjeto é justamente esta característica que dizem ser inerente à função: torcer e se contorcer para fabricar fatos.

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