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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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  1. luciano Alvarenga

    10 de outubro de 2013 3:20 am

    Marina Silva jogou a Rede na bacia das almas

    Marina Silva jogou a Rede na bacia das almas

     

      A Marina Silva está no PSB, mas há dois anos estava no PV e antes no PT. Entre o PT e o PSB, Marina resolveu fundar um partido, a Rede. O principio da Rede é que não fosse partido, mas virou para Marina fazer ideias não partidárias caberem num partido.A Marina foi ministra do Meio Ambiente durante quase todo o governo Lula. Saiu dois anos antes de findar o segundo. E saiu por que se viu num embate com a futura candidata do Lula, Dilma. Marina era uma liderança dos movimentos ecológicos, Dilma o nome que Lula escolheu pra continuar seu projeto político.Foi para o PV e se lançou candidata com vinte milhões de votos à presidente. No PV deu tudo errado pós-eleição. Ao contrário do que possa ter pensado a Marina, o PV não mudou uma linha de sua histórica posição, à direita, à esquerda, ao centro. A Marina não conseguiu nesse partido o espaço que imaginou que teria direito com suas duas dezenas de milhões de votos. Entre os vinte milhões de votos e a saída do PV, foram dois anos.É apenas depois de sair do PT, entrar no PV, ser candidata a presidente e sair do PV é que Marina saca a Rede. A pergunta: se a Rede não é casuísmo, por que não veio à existência tão logo a Marina saiu do PT em 2008? Se os procedimentos para a criação desse partido tivessem se iniciado em 2008 ou, tão logo acabou a eleição de 2010, Marina seria candidata agora.A julgar pelos movimentos políticos de Marina desde que saiu do PT, a impressão que se tem é que a Rede é uma ideia surgida, casuísmo, da inviabilidade de a Marina estar em qualquer partido. Ou seja, a Rede não é uma Idea nova pra novos tempos, a Rede é “o partido” de sempre tentando sugar energias novas numa ideia velha. Isso fica claro na opção da Marina de se filiar ao PSB de Eduardo Campos.Se o projeto de Marina fosse a Rede, no que essa ideia pode conter de novo, ela deixaria de ser candidata agora e se dedicaria a concretização da Rede no cenário nacional. O que importa não seria ela como candidata, mas o projeto. E o projeto dando certo, ela seria a candidata. Ficaria fora da eleição agora ou, se manteria a distancia promovendo uma eleição paralela, discutindo, palestrando, tematizando e organizando.Marina não entendeu que seus vinte milhões de votos foram um movimento de uma parte importante da sociedade civil que via nela o vetor pra outras coisas, ideias e atitudes diferentes de tudo aquilo que ai está. A Marina não entendeu que seus votos não são seus, são de uma ideia, de um outro tempo que se quer construir.Mas Marina tem um problema, não engoliu até agora que saiu do governo do Lula numa derrota para a então ministra Dilma Rousseff. Marina não resolveu seu problema com o PT; é natural, depois de uma vida no partido, uma história juntos, é difícil aceitar, muitos ex-petistas não aceitam também. Isso é compreensível à luz da primeira frase da Marina quando anunciou filiar-se ao PSB; algo como, ‘precisamos acabar com o chavismo que o PT instalou no país, salvar a democracia’. Frase forte. A frase poderia ser, ‘é fundamental para manter a Rede viva, minha aliança com o PSB’.A frase traz à tona o fato que, mais importante que a Rede é acabar com o chavismo e salvar a democracia. Mesmo que pra isso seja necessário abandonar a Rede, simbolicamente, e embarcar, concretamente, no PSB como filiada. A indignação que tomou conta de sonháticos e marineiros, com a atitude eleitoral e partidária da Marina, é a contra prova de que a sonhática maior nunca teve outra intenção na vida que não ser candidata, ainda que vice, contra o PT de todos os ódios que ela sente e que não conseguiu expelir da alma.A Rede foi vendida. A Marina não tem plano, objetivo nem nenhum foco, sua trajetória política desde que saiu do PT evidencia isso e; sua filiação ao PSB nas condições colocadas, quando poderia se dedicar ao invento social e político que deu inicio, comprova o que está sendo afirmado. A Rede viverá agora um processo acelerado de apodrecimento por falta de vitalidade e seiva que era produzida pela liderança da Marina. Ou, será o que Marina queria mesmo que ela fosse, um partido político.Marina será tragada pra dentro da eleição com tudo o que isso significa. Daqui um ano ela poderá não ter quase nada do capital eleitoral e político que amealhou em 2010. Com a Rede paralisada por um ano por falta de liderança, e por tudo o que vai acontecer no cenário eleitoral, ainda mais com Marina numa coligação que pode assumir o papel de oposição maior na eleição, o que pode acontecer não é o novo que a Rede já almejou ser, mas a Marina como a maior voz, ao lado de Eduardo Campos, de uma oposição renovada. Luciano Alvarenga

     

  2. Vânia

    10 de outubro de 2013 3:29 am

    Marilyn Monroe

    Chapas de raio X indicam que Marilyn Monroe fez plásticas

     

    Um arquivo médico e seis chapas de raio X que estão indo a leilão nos Estados Unidos indicam que a atriz americana Marilyn Monroe – um dos maiores símbolos sexuais do século passado – se submeteu a cirurgias plásticas.

    Os documentos foram vendidos pelo médico da estrela de Hollywood, Michael Gurdin, a um comprador anônimo.

    Anotações do médico indicam que a estrela, que morreu em 1962 fez plásticas no queixo e no nariz.

    Muitas pessoas sempre suspeitaram que a beleza de Monroe não era totalmente natural, mas nunca houve confirmação de que ela havia sido operada.

     

     

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=jDcB0ob3lU8%5D

    http://www.bbc.co.uk/portuguese/videos_e_fotos/2013/10/131009_marilyn_plastica_dg.shtml

     

  3. Assis Ribeiro

    10 de outubro de 2013 10:12 am

    Não há futuro em exportar matérias primas

    Em meio ao debate sobre o novo Código da Mineração, o pesquisador uruguaio defende discussão sobre o modelo de simples extração

    O governo preparou, recentemente, um novo marco regulatório da mineração. Enviou o projeto ao Congresso para ser votado em regime de urgência. Todas as riquezas naturais do país estariam submetidas a uma regulação que seria votada às pressas, em razão de um suposto “interesse nacional” urgente em minerar para exportação. Houve muito barulho, pressões, e o pedido de urgência, injustificado, foi retirado pelo governo. No entanto, o debate está ocorrendo nesse momento, ainda sob pressão de ser votado o quanto antes. Por que o Brasil que mudar a lei de mineração? O que há por trás disso? Quais os benefícios para os brasileiros em ter suas riquezas naturais exportadas?

    Essa economia que se quer incentivar ainda mais no Brasil com o novo Código da Mineração se chama “extrativismo”. A palavra significa a “extração de matérias primas da Natureza, no qual ao menos 50% é exportado, sem modificações ou com pequenas modificações”, segundo define o pesquisador uruguaio Eduardo Gudynas.

    Gudynas, mestre em ecologia social, é secretário executivo do Centro Latino Americano de Ecologia Social (CLAES), uma organização de pesquisa de meio ambiente e desenvolvimento. É também pesquisador associado no departamento de antropologia da Universidade da Califórnia, em Davis, e professor em diversas universidades na América Latina. Ele pesquisa e assiste o trabalho de organizações da sociedade civil em países andinos e no cone sul. Nos próximos dias, Gudynas estará em Brasília, aonde vai participar de atividades organizadas pelo IBASE e outras ONGs analisando o novo código da mineração no Brasil. Gudynas vai participar de uma atividade de reflexão sobre a mineração no Brasil e na América Latina. Nesse mesmo período, deve ser apresentado um relatório da Comissão que debate o novo Código da Mineração, o “Marco Regulatório da Mineração”.

    Os efeitos locais da mineração são sentidos profundamente por quem que vive próximo das jazidas. Uma vez, na Amazônia, no interior do Pará, o ambientalista José Cláudio Ribeiro da Silva me disse em uma entrevista que fizemos, enquanto ele denunciava ameaças e a pressão que sofria por pecuaristas, madeireiros e carvoeiros que produziam carvão para a indústria siderúrgica do polo de Marabá, alimentados pelo minério de ferro da Vale: “aqui, só fica o buraco”. O buraco servia para descrever a atividade da Vale, mas também as outras extrações insustentáveis, como a madeira e o pasto, em oposição ao “extrativismo” que ele praticava, e que é tradicional na Amazônia, da coleta de frutos da floresta.

    Nesse caso, o extrativismo predatório venceu a batalha, e Zé Cláudio e Maria foram assassinados alguns meses depois dessa entrevista, em maio de 2011. O ideal do extrativismo tradicional, sustentável, ainda vive no assentamento Praia Alta Piranheira, em Nova Ipixuna, agora com a irmã de Maria, Laisa, também ameaçada de morte. Por outro lado, o extrativismo mineral para a exportação deve crescer muito mais com a nova mina da Vale em Carajás, a S11D.

    A critica sobre o papel da América Latina como fornecedor de commodities para o norte global é antiga. Maior exemplo foi a colonização, que deixou um continente arregaçado para levar a riqueza para longe. Ficou aqui o buraco, como o que restou do cerro de Potosí, Sumaj Orko, na Bolívia, que engordou de prata a Espanha. No entanto, apesar das críticas batidas a esse modelo predatório, os novos governos de esquerda na região, a “chamada “esquerda marrom”, justifica, segundo o intelectual uruguaio, a extração massiva das suas riquezas para financiar programas sociais e, com isso, ganhar apoio popular.

    “A esquerda latino-americana tradicional sempre denunciou que a dependência da exportação de matérias primas era uma forma de atraso”, diz Gudynas, e ” postulava como objeto político poder sair dessa condição extrativista”. Mas enquanto alguns vizinhos debatem alternativas, no Brasil, em um processo que se intensificou com a chegada de Lula ao poder, apenas discute-se o valor dos royalties. “Não existe futuro possível em continuar a exportar matérias primas, com cada vez mais conflitos sociais, mais violência, mais destruição ambiental”, afirma Gudynas na entrevista abaixo, concedida por e-mail.

    CartaCapital É possível falar em “indústria extrativista”, como aparece por vezes na imprensa, principalmente quando relacionado à mineração?

    Eduardo Gudynas O extrativismo não é uma “indústria”. Falar de indústria da extração é um erro conceitual, já que não existe, aí, um processo industrial, mas apenas um setor primário que não agrega valor nem manufatura. No entanto, esse setor se apresenta como uma indústria porque com isso trazem na memória imagens populares de fábricas, chaminés e muitos trabalhadores. Isso conquista simpatia na opinião pública, mas é incorreto falar em “indústria”.

    O conceito atual de extrativismo significa a extração de matérias primas da Natureza, no qual ao menos 50% é exportado, sem modificações ou com pequenas modificações. Por esta definição, o extrativismo inclui um certo tipo de mineração de larga escala, o petróleo e gás, mas também monoculturas como a soja para exportação.

    CC E como o Brasil se insere nesse modelo?

    EG Um dado que passou quase despercebido recentemente é que o Brasil se converteu no maior extrativista da América Latina, e um dos maiores extrativistas do mundo. Isso é uma grande mudança. Quando se fala, por exemplo, em mineração, geralmente se pensa no Peru e no Chile. Porém, a extração e a exportação de minério do Brasil é quase o triplo da produção minerária de todos os outros países sul-americanos somados. Se somar a esta conta o volume do extrativismo agrícola, o Brasil se converte em um dos maiores provedores de matéria prima do mundo.

    CC O que é bom e o que é mau nesse tipo de economia?

    EG O extrativismo tem, por um lado, enormes impactos sociais, ambientais e econômicos pela implantação da mineração, extração de petróleo ou ampliação da fronteira agrícola em áreas naturais. Mas é mais complexo do que isso, porque possui consequências enormes na vida política e econômica de cada país, e muitos desses sintomas se observam, por exemplo, no Chile, Peru e Bolívia, mas também no Brasil. Entre esses sintomas se destacam a redução da indústria e um aumento da participação de matérias primas nas exportações. Essa tendência se repete no Brasil desde o primeiro mandato de Lula, quando aumenta a participação de matérias primas e cai a de produtos industriais. Também torna os países mais dependentes da demanda de mercados globais, especialmente da China. As enormes exportações e chegadas de investimentos derrubam o valor do Real, as importações ficam mais baratas, e reduz ainda mais os incentivos para a indústria nacional.

    Paralelamente, o Brasil compete com os países vizinhos na oferta de grãos, minérios e outros produtos primários. E isto leva a uma redução dos controles sociais e ambientais para a autorização de novos empreendimentos extrativos apesar de seus impactos sociais e ambientais, do que decorre uma crescente resistência popular. Há sempre a necessidade de novos projetos, e sempre se deve aumentar as exportações. É uma corrida sem parar.

    CC Como se observa o momento atual das economias da América Latina, cada vez mais exportadoras de commodities? Qual o efeito disso?

    EG Na última década, o aumento do preço das matérias primas e a demanda de novos mercados, como a Ásia, resultou em um maior extrativismo em todos os países latino-americanos. O maior impacto disso é que todos querem ser mineradores. Por exemplo, Equador e Uruguai, que não tinham mineração em larga escala, aprovaram, em governos progressistas, novas leis que favorecem o investimento e permitem a extração mineral em larga escala a céu aberto.

    CC Os governos de esquerda na América Latina podem se considerar “pós-extrativistas”, assim como se consideram “pós-liberais”?

    EG Os governos de esquerda na América Latina, por vias distintas, se tornaram todos extrativistas. São governos alternativos ao neoliberalismo, distintos de governos anteriores, conservadores, mas adotaram o extrativismo. Isto pode ser compreensível para muitos. Mas recordemos que, na realidade, a esquerda latino-americana tradicional, aquela dos anos 1960 e 1970, sempre denunciou que a dependência da exportação de matérias primas era uma forma de atraso. A esquerda clássica postulava como objeto político poder sair dessa condição extrativista.

    Sob distintas justificativas, os governos de Lula, Morales na Bolívia, Correa no Equador ou Kirchner na Argentina, levaram adiante uma mudança dramática do programa da esquerda latino-americana ao passar a considerar o extrativismo como necessário para o desenvolvimento. A justificativa que eles colocam é que isso é necessário para financiar os programas de assistência social, tais como o Bolsa Família, que se difundiram em todo o continente. Como esses programas assistem a milhares de famílias, isto gera uma adesão popular muito forte. Então, quando se questiona o extrativismo, estes governos respondem que se está colocando em risco os programas de ajuda aos mais pobres.

    Isso leva a uma esquerda muito particular, porque está comprometida com estilos de desenvolvimento muito convencionais, muito antigos, a uma situação de provedor de matérias primas. E é uma esquerda que rechaça aspectos ambientais e sociais, ficando envolta de violentos conflitos com setores populares. É uma esquerda menos “vermelha”, e com certeza não “verde”. Por isso, é conhecida como uma “esquerda marrom”.

    CC Como está a situação no Uruguai, com um governo progressista em termos de legislação social, mas que aprovou também uma nova lei de mineração. Qual a relação entre estes fatores, aparentemente, contraditórios?

    EG O Uruguai surpreendentemente entrou nessa mesma lógica. E especialmente no governo de José Mujica. Na sua administração foi a primeira vez que se assinou um acordo secreto de investimento para a instalação de uma grande planta de celulose. Agora acaba de aprovar uma lei para a mineração em larga escala. A nova lei de mineração possui muitos problemas, como o de permitir incentivos e benefícios fiscais ou não exigir responsabilidades de manejo ambiental. Tudo isso foi feito para permitir a exploração de ferro em grande escala, a céu aberto, atendendo especificamente o pedido de um investidor da índia, Zamini Ferrous, que também opera no Brasil, aonde está comprando uma mina de ferro no Amapá, a Anglo American (veja nesse link uma notícia a respeito). Além disso, o governo também apoiará as mineradoras com a construção de um novo porto oceânico e fornecerá energia elétrica. Isso repete o que se observa, por exemplo, no Peru, aonde o próprio governo termina subvencionando as empresas mineradoras privadas.

    CC No Brasil percebe-se hoje, em alguns casos, uma união do lobby da mineração com os ruralistas para promover mudanças na Constituição, como contra direitos territoriais de povos indígenas. Como se articulam esses diferentes interesses econômicos?

    EG Essa associação deixa claro que os extrativismos da mineração e agrícola possuem uma dinâmica comum, são parte de um mesmo tipo de desenvolvimento. Os dois precisam de um comércio exterior aberto, de muito apoio do Estado, sobretudo para obter licenciamentos ambientais e sociais, e de assistência para infraestrutura e logística em vias de transporte, energia e água.

    Mas em outros países a situação é distinta. Por exemplo, no Uruguai se desenvolveu uma indústria de alimentos, a partir da pecuária, que é muito competitiva e grande exportadora. Para esse setor, a mineração em larga escala a céu aberto é um retrocesso, e se opõe a isso.

    Não vamos esquecer que como os recursos financeiros do Estado são limitados, quando os governos subsidiam direta ou indiretamente a mineração, se reduz a capacidade do Estado para apoiar a indústria. Esta é outra curiosidade do atual progressismo sul-americano, que toma partido de propostas de desenvolvimento e de atores empresariais que são mais parecidos aos velhos fazendeiros do século 19, do que dos empreendedores da indústria ou dos sonhos do sindicalismo operário do fim do século 20.

    CC Em qual medida existe força interna para construir uma estrutura jurídica de proteção as comunidades locais frente a essa chegada massiva de capital internacional?

    EG Em todos os países existem sérios problemas de salvaguarda e cumprimento de direitos frente ao extrativismo. Esta é outra consequência negativa deste tipo de desenvolvimento. Em uma recente pesquisa que fizemos, encontramos que em todos os países sul-americanos, desde o Chile e a Argentina no sul, ou a Guiana e o Suriname ao norte, há distintas violações de direitos que são cometidas a fim de permitir projetos extrativistas. Em uma outra análise mais detalhada, encontramos que em todos os países, menos o Uruguai, foram violados direitos de povos indígenas para permitir o novo extrativismo. E isso só não ocorre no Uruguai porque lá não há povos originários.

    Alguns presidentes, como Correa ou Morales, atacam diretamente as organizações indígenas, insultam ambientalistas, ofendem as ONGs, e as acusam de impedir o desenvolvimento ou de serem agentes do imperialismo. A recente decisão de Correa e de Morales de ameaçar se retirarem da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, não apenas tem a ver com uma disputa com Washington, mas também se deve ao fato de que muitas organizações indígenas e camponesas apresentem ali ações e demandas contra as violações de direitos perpetradas por estes governos.

    CC Há uma onda crescente de violência contra ecologistas na América Latina, não apenas no Brasil, mas também na Colômbia, México, Peru. Lideranças locais são assassinadas por se oporem a grandes projetos e ao agronegócio. Como o senhor analisa essa violência, e qual a sua relação com o extrativismo?

    EG Esse aumento da violência está acontecendo, esse dado é correto, e é muito preocupante. É quase um extermínio cirúrgico, e mostra que o extrativismo avança em condições duras e agressivas de violência. Isto se deve, por um lado, ao fato de que os governos não garantem a proteção aos direitos humanos, e se mostram muito frágeis nesse aspecto. Mas esses mesmos governos são muito enérgicos para amparar os projetos extrativistas. Por sua vez, os atuais projetos extrativistas possuem uma particularidade técnica: são de uma intensidade muito maior, cobrem superfícies maiores, já que devem, por exemplo, aproveitar minerais de menor qualidade, ou então que se encontram em zonas de imenso risco ecológico, como é o caso da extração de petróleo na Amazônia. No entanto, em condições normais quase nenhum dos novos projetos receberiam licenças ambientais e nenhuma comunidade local os aceitaria. Isso faz com que estes novos extrativismos de grande impacto apenas possam ser levados adiante se for ignorados alguns direitos e violados outros. Pode ser em alguns casos de falta de acesso a informação, em outros casos onde controles ambientais não se aplicam, e assim sucessivamente.

    Isso provoca, então, enormes tensões locais que ocorrem aonde estes conflitos se instalam. E desemboca em violência. Em alguns casos, a violência é promovida pelos defensores das empresas, como se denunciou na Argentina; em outros, pela polícia ou militares, como acontece no Peru, onde estas forças assassinaram manifestantes. Ainda em outros casos, são os pistoleiros que assassinam especificamente as lideranças sociais, como acontece na Colômbia e no Brasil.

    CC Qual a influência que o novo Código de Mineração no Brasil, o chamado “Marco Regulatório da Mineração”, pode ter em outros países da América Latina?

    EG Nesse caso, me parece que a influência do Brasil será muito limitada. É que os demais países sul-americanos já avançaram muito em liberar a mineração. Em particular, criaram uma lógica aonde se pode justificar tudo a partir de posturas de esquerda. Os exemplos dessa retórica são as novas regras para a mineração de Rafael Correa, no Equador, e de José Mujica, no Uruguai. Nesses dois casos, a mineração em larga escala a céu aberto agora se justifica não apenas pelos benefícios econômicos que traz, mas porque eles dizem que vão utilizar os royalties em programas sociais, e com isso criam todo um pacote completo com um verniz de esquerda.

    A questão que mais chama a atenção no Brasil é outra. Em todos os demais países existem crescentes resistências da sociedade civil à mineração ou à exploração petrolífera. Essas resistências cidadãs são muito mais fortes nos países andinos, por exemplo, com fortes redes nacionais e grandes marchas de protestos, às vezes violentas, como aconteceu no Peru. Mas até na Argentina e no Uruguai existem forte oposição contra a nova mineração. Por exemplo, no Uruguai, repetem-se marchas nacionais que vão até a capital, Montevidéu, para protestar contra a mega mineração promovida pela coalização de esquerda do atual governo. Em todos estes países discute-se na imprensa os aspectos positivos ou negativos do extrativismo e, com tons distintos, a necessidade de alternativas para deixarem de serem exportadores de matérias primas, as chamadas alternativas pós-extrativistas. O que chama a atenção é que no Brasil não está havendo um debate nacional sobre o pós-extrativismo. Discute-se no Brasil sobre qual o nível e o valor dos royalties, como distribuí-los e como usá-los, mas não se fala tanto sobre a necessidade de se sair deste tipo de desenvolvimento primário. Tampouco se nota uma resistência da sociedade civil da mesma intensidade e força que acontece nos outros países, ou com o mesmo nível de coordenação nacional.

    CC O que deveria ser feito? Como o Brasil, por exemplo, poderia melhor aproveitar as riquezas do subsolo? Como poderia ser uma forma de exploração que aliasse a necessidade econômica, o interesse da população nacional, e ser o que poderia se chamar de uma exploração ecológica e socialmente “sustentável”?

    EG O primeiro passo é entender que não é necessário discutir alternativas a este tipo de desenvolvimento. Não existe futuro possível em continuar a exportar matérias primas, com cada vez mais conflitos ambientais, mais violência, mais destruição ambiental.

    Um segundo passo é respeitar e incentivar o debate sobre alternativas ao extrativismo. A discussão sobre o pós-extrativismo está em marcha em vários países, mas no Brasil há algumas resistências enormes. Entre elas, as que mais me impactam se encontram nas resistências da ideia do desenvolvimentismo, e também de boa parte do lulismo, aonde parece que debater sobre alternativas ao desenvolvimento é próprio ao pensamento conservador. Mas é absolutamente o contrário.

    Nas alternativas ao extrativismo não significa que se esteja contra a mineração, nem se rejeita ter agricultura ou pecuária. Não estamos falando de uma natureza “intocada”. É importante ter presente que, por exemplo, a mineração ou o extrativismo não são exatamente o mesmo. No entanto, são alternativas pós-extrativistas para se sair da apropriação massiva de recursos naturais, e que além de tudo são exportados.

    Atualmente, discutimos diferentes medidas pós-extrativistas. Um primeiro conjunto de medidas são ações frente a emergência ambiental e social, para fechar ou transformar aqueles empreendimentos que são mais graves. Um caso claro é o da mineradora e siderúrgica na cidade de La Oroya, no Peru, que é uma das dez cidades mais contaminadas do mundo. Isso é inaceitável.

    Paralelamente, são necessárias mudanças que ocorram em várias frentes. Por exemplo, entre as mudanças econômicas debatidas está a de promover os setores produtivos que podem substituir ao extrativismo, e reorientar os subsídios do Estado nessa mesma direção, ao invés de seguir financiando mineração ou hidrocarbonetos. Sem dúvida, essas medidas implicam em mudanças importantes no gasto do Estado. Em outros países, se considera que aumentar o papel da agricultura pode reduzir o peso do extrativismo mineral, já que demanda mais emprego e é mais simples de caminhar para uma produção orgânica.

    No caso do petróleo, os modelos de transição direcionam no sentido de se desvincular da exportação para a globalização e usar esse recurso natural não renovável para as necessidades nacionais ou regionais. Porém, isso anda junto com uma mudança no padrão de consumo, por exemplo, priorizando combustíveis para casos socialmente prioritários, como ambulâncias, bombeiros ou transporte público.

    As mudanças fiscais são muito importantes. Por exemplo, no caso do Peru, foi demonstrado que com a introdução de alíquotas adequadas a um imposto sobre as grandes fortunas, o país poderia fechar os projetos extrativistas dos últimos seis anos, e não precisaria de novos.

    Essa discussão é muito complexa, e ocorre em vários países nesse momento. O que isso demonstra é que não existe uma ausência de alternativas, senão que, na verdade, há muitas delas. Talvez, o mais importante seja articular essas distintas possibilidades ao nível político nacional e local.

    http://www.cartacapital.com.br/blogs/blog-do-milanez/nao-ha-futuro-em-exportar-materias-primas-2589.html

  4. Cláudio José

    10 de outubro de 2013 12:16 pm

    O BOBO DA CORTE (Cláudio

    O BOBO DA CORTE (Cláudio José)

    Tem jornalista que pensa que é Deus

    Chama o patrão de colega

    Mas, o caminho é o mesmo, a rua dos mortais

    Chama o leitor de amigo e companheiro

    Mas, nunca comprar a briga dos pobres

    Acha, que sua pena alugada é verdadeira

    Mas, hoje em dia, não consegue enganar nem as crianças

    Fica revoltado, porque perde leitores

    Mas, não entente que o povo está arrebentando as senzalas

    Fica frustado, porque não vai escapar da justiça

    Pois, da justiça divina ninguém escapa

    Fica babando ovo dos poderosos

    Mas se não babar, dança bonito

    O jornalista bobo, é o bobo da corte chamada Brasil

    Não precisa nem colocar um nariz de palhaço

    A sua cara é redonda, e o seu ego maior, que sua barriga

    O jornalista bobo é o resumo do atraso

    O jornalista bobo, foi formando na escola do Chatô

    O jornalista bobo ressurgiu e tem saudades do passado

    Onde ninguém podia falar umas poucas e boas

    O Jornalista bobo, é o bobão do mundo, que faz de conta.

  5. IV AVATAR

    10 de outubro de 2013 12:27 pm

    A Justa Homenagem a José Genoíno

    Uma justa homenagem a uma das vítimas de um caso que ficará conhecido como um dos maiores erros da imprensa brasileira

    Justa homenagem a Genoino, por Zé Dirceu, em seu blog

    Acontece agora, no plenário da Câmara dos Deputados – desde as 10h -, a sessão solene que comemora os 25 anos da Constituição Federal de 1988, elaborada pela Assembleia Nacional Constituinte que, eleita em 1986, encerrou seus trabalhos dois anos depois.

    O ato faz uma justa homenagem ao deputado José Genoino (PT-SP), um dos maiores regimentalistas daquela Assembleia Nacional Constituinte. Genoino, como se diz popularmente, deu nó em pingo d´água naquela Constituinte, driblando velhas oligarquias e os figurões do chamado Centrão – bloco conservador – para que fossem aprovados muitos dos avanços sociais e democráticos presentes na nossa Carta Magna.

    Como ainda se encontra em recuperação pós-cirurgica, Genoino será representando pelo líder do PT na Câmara, deputado José Guimarães (CE), seu irmão, que receberá em seu nome a Medalha Ulysses Guimarães, outorgada à personalidades homenageadas.

    Ulysses foi o presidente da Constituinte e, ao sancionar a nova Carta para a qual Genoino tanto colaborou, deixou dentre tantas outras frases suas que entraram para a história, aquela que sintetizava o momento que se vivia depois de o país atravessar 21 anos de ditadura militar: “Tenho ódio, asco e nojo de ditaduras”.

    http://www.zedirceu.com.br/blog-do-ze-dirceu/

  6. Cláudio José

    10 de outubro de 2013 12:29 pm

    TRAGAM A MALALA AO BRASIL

    Garota paquistanesa Malala ganha Prêmio Sakharov do Europarlamento

    Menina levou tiro em ataque do Talibã paquistanês, que criticou premiação.
    Ela milita pelo direito às meninas a receber educação formal no país.

     

    Do G1, em São Paulo

     12 comentários 

    A jovem paquistanesa Malala Yousafzai, militante pelo direito à educação, ganhou nesta quinta-feira (10) o respeitado Prêmio Sakharov para a Liberdade de Pensamento, do Parlamento Europeu.

    “Ao conceder este prêmio a Malala Yousafzai, o Parlamento Europeu reconhece a incrível força desta jovem mulher. Malaladefende com bravura o direito de todas as crianças a ter uma educação. Este direito que muitas vezes é negado às mulheres”, destacou o presidente do Parlamento, Martin Schulz, em um comunicado.

    saiba maisLeia mais notícias sobre MalalaSaiba quem é a militante paquistanesa

    Schulz faz o anúncio oficial no plenário de Estrasburgo (leste da França, sede do Parlamento) nesta quinta-feira.

    Os líderes dos grupos políticos do Parlamento escolheram por unanimidade a adolescente, vítima de um atentado a tiros do movimento fundamentalista islâmico talibã há um ano, por seu trabalho a favor da educação das meninas.

    Malala, considerada uma das favoritas para vencer o Prêmio Nobel da Paz, será convidada a receber o prêmio em 20 de novembro em Estrasburgo.

    Os líderes do Parlamento Europeu escolheram a jovem paquistanesa em uma lista que também tinha o nome do americano Edward Snowden, que revelou a vigilância sistemática dos Estados Unidos a nível mundial, e dos ativistas detidos de Belarus Ales Bialiatski, Eduard Lobau e Mykola Statkevich.

    O prêmio Sakharov para a liberdade de consciência, que tem o nome como homenagem ao cientista e dissidente soviético Andrei Sakharov, foi criado em 1988 pelo Parlamento Europeu para reconhecer pessoas ou organizações que dedicam suas vidas ou ações à defesa dos direitos humanos e das liberdades.

    Talibãs criticam
    Malala “não fez nada” para merecer o prêmio, afirmaram nesta quinta-feira os talibãs do Paquistão, que continuam ameaçando a vida da adolescente.

    “Não fez nada. Os inimigos do islã entregaram este prêmio já que abandonou a religião muçulmana e se tornou laica”, declarou à AFP Shahidullah Shahid, porta-voz do Movimento dos Talibãs do Paquistão (TTP).

    A adolescente paquistanesa Malala Yousafzai (Foto: AFP)A adolescente paquistanesa Malala Yousafzai (Foto: AFP)

     

  7. IV AVATAR

    10 de outubro de 2013 12:39 pm

    Vale a pena ler de novo este artigo de Carta Capital

    Ah se fosse gente do PT, as “provas tênues”, bem como o “domínio de fato” e outros penduricalhos que forma aceitos no julgamento de exceção do mentirão, seriam aceitos, e olha aqui no rolo alguns marineiros:

    Documentos revelam participação de FHC e Gilmar Mendes no ‘valerioduto tucano’

     
       
    MendesTanto FHC quanto o ministro Gilmar Mendesconstam de documentação anexada a processo contra Marcos Valério Documentos reveladores e inéditos sobre a contabilidade do chamado ‘valerioduto tucano‘, que ocorreu durante a campanha de reeleição do então governador de Minas Gerais Eduardo Azeredo (PSDB), em 1998, constam de matéria assinada pelo jornalista Leandro Fortes, na  revista Carta Capital. A reportagem mostra que receberam volumosas quantias do esquema, supostamente ilegal, personalidades do mundo político e do judiciário, além de empresas de comunicação, como a Editora Abril, que edita a revistaVeja.

    Estão na lista o ministro Gilmar Mendes, do STF, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), os ex-senadores Artur Virgílio (PSDB-AM), Jorge Bornhausen (DEM-SC), Heráclito Fortes (DEM-PI) e Antero Paes de Barros (PSDB-MT), os senadores Delcídio Amaral (PT-MS) e José Agripino Maia (DEM-RN), o governador Marconi Perillo (PSDB-GO) e os ex-governadores Joaquim Roriz (PMDB) e José Roberto Arruda (ex-DEM), ambos do Distrito Federal, entre outros. Também aparecem figuras de ponta do processo de privatização dos anos FHC, como Elena Landau, Luiz Carlos Mendonça de Barros e José Pimenta da Veiga.

    Os documentos, com declarações, planilhas de pagamento e recibos comprobatórios, foram entregues na véspera à Superintendência da Polícia Federal, em Minas Gerais. Estão todos com assinatura reconhecida em cartório do empresário Marcos Valério de Souza – que anos mais tarde apareceria como operador de esquema parecido envolvendo o PT, o suposto “mensalão”, que começa a ser julgado pelo STF no próximo dia 2. A papelada chegou às mãos da PF através do criminalista Dino Miraglia Filho – advogado da família da modelo Cristiana Aparecida Ferreira, que seria ligada ao esquema e foi assassinada em um flat de Belo Horizonte em agosto de 2000.

    Segundo a revista, Fernando Henrique Cardoso, em parceria com o filho Paulo Henrique Cardoso, teria recebido R$ 573 mil do esquema. A editora Abril, quase R$ 50 mil e Gilmar Mendes, R$ 185 mil.

     

  8. Alda Maris

    10 de outubro de 2013 2:03 pm

    Porquê em realidade, a carne
    Porquê em realidade, a carne suína brasileira foi proibida na Rússia? E foi apenas a carne suína? Semana passada (02/10/2013) os grandes jornais e sites divulgaram a notícia mas a grande maioria não projetou (ou omitiu, não se sabe) a verdade dos fatos (justiça seja feita, apenas no estadao.com encontramos a notícia sem tantos “cortes”). E de fato, o causador do embargo não está restrito apenas à carne suína, mas os bovinos e demais produtos do abate humano para ingestão, costumam ter em si a droga que foi salientada pelos órgãos verificadores, pois o próprio governo brasileiro, através do seu Ministério da Agricultura, suspendeu a venda de beta agonistas no Brasil em julho de 2012, ou seja, há mais de um ano atrás, sinal de que a indústria frigorífera parece não se importar muito com estes detalhes, pois se outros não exportam o produto estragado, ela tem os trouxas dos consumidores locais à sua porta. Aos fatos: “As inspeções teriam revelado a presença de ractopamina. Adicionada à ração, a ractopamina aumenta a massa muscular e faz com que os animais cresçam com menos gordura. Médicos acreditam que a substância pode provocar doenças, e por isso o aditivo é proibido em 80 países.” São muitos países, para apenas eles estarem errados. Como é que o povo não vai viver adoecendo se além da adrenalina que já vem grátis no abate, ainda mais veneno artificial a indústria da matança introduz? Links: Rússia proíbe importação de carne de frigoríficos do Brasil http://economia.estadao.com.br/noticias/economia-internacional,russia-proibe-importacao-de-carne-de-frigorificos-do-brasil,166231,0.htm TO restringe uso de ractopamina em bovinos http://www.portaldbo.com.br/Portal/Conteudo/Noticias/8005,,TO+restringe+uso+de+ractopamina+em+bovinos.aspx

     

  9. Alessandro

    10 de outubro de 2013 2:14 pm

    O dilema de Aécio

    Uma coisa que me chama atenção e que merece uma discussão mais aprofundada é a encalacrada em que está metido o Aécio Neves.

    Tendo em vista o novo cenário e eventuais dificuldades de sua candidatura ( falta de carisma, de ímpeto, dificuldades em contagiar o PSDB, baixos índices nas pesquisas, Serra nos calcanhares etc), há, em sua órbita, uma nuvem que opina de que seria melhor a ele voltar a Minas e garantir seu feudo.

    Se concorresse à presidência, poderia perder a eleição e, de quebra, perder o governo de Minas para o PT de Pimentel.

    Mas há um risco enorme nisso tudo. E se Aécio desistisse de ser candidato a presidente, voltasse pra Minas e perdesse também a eleição para governador? Uma vitória de Aécio em Minas não seria automática. Há diversos novos componentes lá. O desgaste do PSDB é um fenômeno nacional, com impactos ainda mais possíveis nos estados. Sua estrutura midiática / patronal seria suficiente para elegê-lo? É possível que sim, mas é também uma manobra muito arriscada. O Pimentel está muito bem posicionado hoje. Aécio poderia perder para o petista e esmigalhar seu cacife político. Veja Serra: em 2012 voltou-se à eleição em São Paulo como estratégia de novo crescimento futuro. Deu no que deu….

    Ao mesmo tempo, concorrendo à presidência, Aécio enfrentará dificuldades enormes nos seu próprio colégio. Pois lá haverá um palanque muito forte para a Dilma com o Fernando Pimentel.

    Me parece um dilema e tanto.

    É por isso que, ao meu ver, Aécio fará até briga de foice no escuro para manter sua candidatura a presidente. Pode perder a eleição, mas é um risco mais vantajoso que aquele que correria voltando pra Minas….

    1. Ivan de Union

      10 de outubro de 2013 5:03 pm

      “Pode perder a eleição, mas é

      “Pode perder a eleição, mas é um risco mais vantajoso que aquele que correria voltando pra Minas”:

      Pro RIO, voce quer dizer…

  10. Ledour

    10 de outubro de 2013 10:11 pm

    Hehe, pode ter ate’  coisa

    Hehe, pode ter ate’  coisa fake, mas tenho certeza que e’ tudo verdade, os caipiras sempre fomos criativos. Tiro do rolo da intensao brega do material, as duplas Abel & Caim e Cacique e Page’, duplas icones da musica caipira..

  11. IRG

    11 de outubro de 2013 1:36 am

    Nobel de Literatura

     

    Hoje foi anunciado o Nobel da Liteartura para Alice Munro. Não conheço o trabalho desta autora. Considerando a versão em espanhol do anuncio da Academia Sueca, apresentado no Elpais, “Maestra del relato corto”, e, “su estilo es claro y de un realismo sicológico”, só é possivel entender que esse prêmio não tenha sido atribuído ao Ruben Fonseca por total desconhecimento da lingua portuguesa.

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