5 de junho de 2026

Impeachment fica marcado por um sem número de nulidades, diz Paulo Sérgio Pinheiro

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Da Brasileiros

 
Ex-ministro de FHC diz que afastamento de Cunha não freará o golpe, consequência da “lerdeza com que o STF lidou com o circo do impeachment”
 
Maria Carolina Trevisan

A satisfação causada pela decisão do ministro do STF Teori Zavascki de afastar Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da Presidência da Câmara dos Deputados e de seu cargo como deputado federal parece ser breve e insuficiente para frear o processo de impeachment. “É claro que a decisão tem que ser comemorada. Mas é lamentável que não tenha vindo muito antes do impeachment. O golpe já está consolidado, todas as manobras que teriam de ser feitas já foram concluídas”, alerta o cientista político Paulo Sérgio Pinheiro, ex-ministro de Direitos Humanos de FHC e membro da Comissão Nacional da Verdade. 

Pinheiro diz que o processo de impeachment é irreversível, mas fica caracterizado por um “sem número de nulidades”. “Desde o espetáculo lamentável da votação do impeachment na Câmara dos Deputados, onde pelo menos 400 deputados não foram eleitos pelos seus próprios votos, mas por sobra de votos ou pela legenda, até a pantomima da comissão do impeachment e o parecer por um deputado líder da bancada da bala, consolida o Brasil como uma Banana Republic, que será consagrada pelo governo Temer”, completa.

Sobre o futuro do País, Pinheiro é pessimista e aponta a responsabilidade de partidos, do governo e do juiz Sergio Moro. “O governo e os partidos de esquerda dormiram no ponto, foram muito lentos ao perceber o golpe que estava sendo montado desde a carta farsesca enviada pelo vice à presidenta”.

Pinheiro também critica o vazamento de grampos para a mídia “com a desculpa messiânica do Moro de assim o fazer para que os governados soubessem como os governantes agem”. Em sua opinião, foi um enorme crime por parte do juiz Moro. “Deveria ter recebido uma condenação muito mais violenta e ações legais mais articuladas do que fomos capazes de fazer.”

Pinheiro, que ocupa também o cargo de presidente da Comissão Internacional de Investigação para a Síria na ONU chama a atenção para os prejuízos na área de direitos humanos, frutos do golpe que está em curso. “O que vai acontecer é a derrubada de tudo o que se constituiu nos últimos 25 anos em termos de direitos humanos, controle civil das Forças Armadas, fortalecimento dos movimentos sociais e da sociedade civil democrática organizada.” Para ele, em um eventual governo Temer, a repressão ilegal por parte do Estado Federal será liberada e a Lei Antiterrorismo será um instrumento de uso banal. “O perfil do governo golpista simplesmente é um sinal fraco do governo, com práticas de direita e extrema direita, que estarão ainda por vir”, conclui. 

 

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8 Comentários
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  1. Gabriel Moreno

    6 de maio de 2016 7:08 pm

    Nassif, olha o que o deputado

    Nassif, olha o que o deputado (atual presidente da Câmara), Waldir Maranhão, acabou de postar:

     

    https://www.facebook.com/fapagewaldirmaranhao/photos/a.748868018506899.1073741828.669635513096817/1123586751035022/?type=3&theater

     

    É a foto de uma urna, dizendo que preza pela democracia e que o voto do povo deve ser respeitada. Será que ele tem o poder de anular a votação da Câmara? Segundo o Brasil 247, ele poderia fazer isso. Vamos acompanhar.

    1. Gilson AS

      6 de maio de 2016 8:45 pm

      Aprovetei e mandei um recado

      Aprovetei e mandei um recado para ele na pagina do Face.

      Já tem quase 400 pessoas pedindo a mesma coisa.

      Todos aqui deveria mandar um recado para ele.

  2. everaldo sa

    6 de maio de 2016 7:30 pm

    O Maranhão…

    O Maranhão poderia anular o impítimam da DILMA e abrir outro incluindo o Temer ( DILMA E TEMER), desta maneira ele não ficaria mal com a população e acabaria a crise política pois nenhum deputado, do contra ou da base apoiaria este impítimam.

      

     

  3. everaldo sa

    6 de maio de 2016 7:30 pm

    O Maranhão…

    O Maranhão poderia anular o impítimam da DILMA e abrir outro incluindo o Temer ( DILMA E TEMER), desta maneira ele não ficaria mal com a população e acabaria a crise política pois nenhum deputado, do contra ou da base apoiaria este impítimam.

      

     

  4. alexis

    6 de maio de 2016 7:35 pm

    PARA LEMBRAR

    Para melhor compreensão dos eleitores que assistiram a votação sobre o impeachment:

    Romário – O “Tiririca” do Senado. Algum dia alguém lhe irá explicar (desenhar) o que está acontecendo com o impitim.

    PSB – Os “tucanos” do Nordeste. A nova direita nordestina com fantasia de socialista, tão socialistas quanto comunista é o PPS de Roberto Freire!

    PP – Petrolão de Paraná, com a digital e DNA do Janene. Partido com a maior quantidade de deputados com acusações. Vao ficar devendo deputados para a Lei de ficha limpa…..

    Caiado – O “Bolsonaro” do Senado. Dono do microfone. Brigão de colégio: “te espero lá fora…” (ao Lindenbergh)

    Cássio – Hoje: somos todos Anastasia, mas ontem: Somos todos “Cunha” / O clássico “deixa que eu chuto”. Da um pulo cada vez que alguém do governo fala a palavra tucano; golpe; 45 mil; ou Aécio (aí, nesse último caso,….fica desesperado pelo microfone).

    Medeiros – Faz o mesmo que o Cássio, desde que este e o Caiado liberem o microfone.

    Anastasia – “drone” do Aécio / o “auto-relator” do seu próprio relatório / Chuta escanteio desde o escritório do PSDB e corre para cabecear na comissão do impeachment / Covarde: é atropelado pelo JE Cardoso nos argumentos e depois se defende entre “os amigos”, na ausência do Cardoso.

    Impeachment – Programa tucano, de 45 mil pratas, chamado: Um “Golpe para o Futuro”

    Magno Malta – Relativamente inteligente e falador, porém ordinário.

    Zezé Perrella – O mesmo anterior, mas nem inteligente e nem falador.

    C Buarque – Suplente do suplente, sempre ávido por um holofote ou microfone. O clássico: “Eu já tinha falado…..” (referência de alguma opinião inócua que deu alguns anos atrás)

    PMDB – Partido carrapato. Embora sem voto, nunca saiu do Governo.

    R Lira – Gente “boa”. O “policial bom”, que legitima as ações dos 15 “policiais maus” da comissão. O centurião caridoso que dá vinagre a Jesus, na Cruz. Como vai ser um “golpe”? Com um presidente tão elegante assim, e todinho pela TV, comentado pela Cristiana Globo, o Merdal e outros isentos opinadores?

    Marta – Estava lá….apenas isso. Apareceu na TV!

    1. lenita

      6 de maio de 2016 10:04 pm

      Magno Malta ?

      Inteligente? é um falador sem rédea na lingua e só fala para seus eleitores evangélicos e grita que a presidente é “Abortiva”. Até pode ser um tipo de inteligência, como o Cunha o é.

      1. alexis

        7 de maio de 2016 9:59 am

        Relativamente……

        Oi Lenita

        O fiz para poder diferenciar da nulidade do Perrella.

  5. Roberto S

    6 de maio de 2016 8:03 pm

    seriedade

    sem perder o bom humor

     

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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