5 de junho de 2026

Interino da Cultura se demite e é o terceiro a deixar pasta no governo Temer

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Foto: Acácio Pinheiro/MinC

Jornal GGN – João Batista de Andrade, que ocupava interinamente o cargo de ministro da Cultura, pediu demissão nesta sexta-feira (16). Andrade assumiu a pasta depois da saída de Roberto Freire (PPS), ocasionada pelas gravações de Joesley Batista, da JBS.

Em carta para o presidente Michel Temer, o ex-ministro disse que não tinha interesse em continuar na pasta. Segundo a Folha de S. Paulo, sua demissão foi motivada pelo corte de 43% do orçamento do MinC e por polêmicas em relação à nomeação do presidente da Agência Nacional do Cinema, a Ancine.
 
Andrade, que também é filiado ao PPS, defendia a nomeação de Debora Ivanov, que é apoiada por cineastas e pelo ex-titular da pasta, na Ancine. Entretanto, o governo de Michel Temer preferiu outro nome.

 
O Planalto pretendia colocar Sérgio Sá Leitão na presidência da agência e um nome indicado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), assumiria uma diretoria da Ancine.
 
Ele também disse que a pasta ficou “inviável” após os cortes orçamentários, dizendo que a o MinC já estava deficiente. “É um ministério inviável tratado de forma a inviabilizá-lo ainda mais”, afirmou.
 
Escritor, roteirista e cineasta, Andrade também foi secretário de Cultura do Estado de São Paulo em 2005 e, entre 2012 e 2016, foi presidente da Fundação Memorial da América Latina (SP).
 
Andrade é o terceiro nome a deixar o Ministério da Cultura no governo Temer. No início da sua gestão, o peemedebista havia rebaixado o status do MinC, mas depois voltou atrás. 
 
Marcelo Calero foi o primeiro a assumir a pasta no governo de Michel Temer e deixou a cargo acusando o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) de tê-lo pressionado para liberar uma obra no centro histórico de Salvador.
 
Agora, o governo estuda os nomes do deputado André Amaral (PMDB-PB) e da senadora Marta Suplicy (PMDB-SP) para assumir a pasta.
 
Leia a íntegra da carta de demissão de João Batista de Andrade:
 
Brasília, 16 de junho de 2017.
 
Ao Excelentíssimo Presidente da República
 
Senhor Michel Temer
 
Ref.: Vacância do cargo do Ministro Interino da Cultura
 
Comunico a Vossa Excelência, respeitosamente, o meu desinteresse em ser efetivado como Ministro de Estado da Cultura, posto que venho exercendo interinamente, e por determinação legal do regimento interino, por ser o atual Secretário-Executivo do Ministério da Cultura.
 
Assim sendo, confirmo a minha disposição para contribuir da forma mais proativa possível com a transição de gestão no Ministério da Cultura, até a nomeação do próximo Ministro de Estado da Cultura e seu respectivo Secretário-Executivo.
 
_Respeitosamente,_
 
João Batista de Andrade
 
Ministro do Estado Interino da Cultura 
 
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8 Comentários
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  1. Edivaldo Dias Oliveira

    16 de junho de 2017 7:00 pm

    Toma lá, dá cá.

    Segundo o g1, saiu para não ser saído.

    O PMDB e a bancada mineira estão de olho na pasta e o golpista já tinha anunciado publicamente que iria tirá-lo para fazer a barganha em troca da rejeição das graves denúncias que pesam contra ele.

    Será que se ele não soubesse que seria demitido, pediria demissão? Duvido.

    1. Luís Henrique Donadio

      17 de junho de 2017 10:50 am

      Segundo o G1, a recessão está

      Segundo o G1, a recessão está acabando e logo teremos a economia funcionando a todo vapor.

      Acredite se quiser.

  2. Serjão

    16 de junho de 2017 7:41 pm

    Sem corpo e sem alma

    Do que viveremos nós os brasileiros?

    O desmanche é completo, geral.

    Saúde, educação, trabalho e riquezas.

    O que sobra?

  3. Fernando J.

    16 de junho de 2017 9:25 pm

    Vamos a uma breve reconstituição dos fatos

    1) A Presidenta é afastada, a camarilha toma o governo e o Poder. Começam as nomeações, um verdadeiro circo de horrores. A pasta da Cultura torna-se um problema, ninguém quer. Pelo menos 5 (cinco) recusaram, a cada nome cogitado, as redes sociais passam a execrar, afinal, quem aceitasse o cargo estaria participando do golpe. Surge o nome do João Batista de Andrade, começam as pressões das redes sociais. Fernando Morais, do seu bunker no Facebook dispara petardos pesadíssimos, visando constranger o amigo, para que não aceite. A mulher de João Batista de Andrade passa a responder na sua página no Facebook, desmentindo mas nem tanto assim, ele fora sondado de fato. 

    2) Até que Marcelo Calero, o brevíssimo, aceita. Seu mandato dura pouco mais de 4 meses, sai atirando, tampando o nariz, chocado com o show de horrores do Gedel. Resumo: o cara aceitou fazer parte de um bordel, depois saiu se queixando porque, veja só, no bordel não havia freiras. Desembarcou no Rio abraçado pelos amigos. 

    3) E vem o Bob Freire, aquele do Partidão, que assume em 23.11.2016, A reboque, traz o colega de Partidão JB de Andrade, que topa ser o Secretário Executivo, a despeito de todas as evidências de que o bordel, ou seja, o governo Temer, tinha evoluído para um covil de bandidos. 

    4) Bob, o breve, dura um pouco mais, 6 meses, em seu lugar assume interinamente o Secretário Executivo, em 22.05.2017, para se demitir apenas 25 dias depois. Cabe a mesma pergunta: não sabia? Vai alegar surpresa? 

    Que o jovem e desconhecido Marcelo Calero aceitasse, vá lá, bateu a vaidade. Que a prostituta velha do Bob Freire também, perfeitamente compreensível. Não dá para entender mesmo o JB Andrade, um cara sério, íntegro, no histórico ter sido ex-Secretário Estadual de Cultura de SP, ter aceitado entrar para o covil de bandidos apenas para atender o convite do amigo de velhos tempos de Partidão. 

    Não há virtudes em bordel, muito menos santos em covil de bandidos. 

  4. ml

    16 de junho de 2017 10:38 pm

    A Marta recusou o convite!

    A Marta recusou o convite! Estamos perto… muito perto. Quando o Cristovam Buarque recusar algo, teremos certeza que o Temer irá cair.

  5. Antonio Carlos Silva - Brasil

    16 de junho de 2017 10:56 pm

    Tudo de cabeça pra baixo….Muuito complicado !

    É sério:

     

    Marcha para Jesus teve oração em apoio às

    reformas de Temer

     

     UOL 16  junho de 2017

     

    O discurso de combate à corrupção abriu nesta quinta-feira (15), em São Paulo, a 25ª edição da Marcha Para Jesus, maior evento evangélico do país. A estimativa dos organizadores é de que 2 milhões de fiéis participem do ato ao longo do dia. A Polícia Militar não fez estimativa.
     

    Apesar das críticas à corrupção na classe política, os organizadores da marcha pouparam o presidente Michel Temer (PMDB), investigado e citado em delações da JBS, e apoiaram a aprovação das reformas Trabalhista e Previdenciária, mote de manifestações públicas que levaram milhares de pessoas às ruas nas últimas semanas.

    “A oração inicial foi para mostrar que só ela mesmo, a oração, para quebrar esse ciclo de corrupção que estamos enfrentando no país”, explicou ao UOL o apóstolo Estevam Hernandes, fundador da marcha. Para ele, na prática, isso se traduz na necessidade de “uma renovação completa na política”.

    Indagado se isso representaria, por exemplo, também a renúncia ou o impeachment de Temer – que foi convidado para o evento, mas não confirmou presença-, o apóstolo negou.

     

     

    1. Antonio Carlos Silva - Brasil

      16 de junho de 2017 11:11 pm

      A dalhanhagem está disseminada .

      É sério: Marcha para Jesus teve oração em apoio às reformas de Temer

       

       UOL 16  junho de 2017

      jesus

      O discurso de combate à corrupção abriu nesta quinta-feira (15), em São Paulo, a 25ª edição da Marcha Para Jesus, maior evento evangélico do país. A estimativa dos organizadores é de que 2 milhões de fiéis participem do ato ao longo do dia. A Polícia Militar não fez estimativa.
       

      Apesar das críticas à corrupção na classe política, os organizadores da marcha pouparam o presidente Michel Temer (PMDB), investigado e citado em delações da JBS, e apoiaram a aprovação das reformas Trabalhista e Previdenciária, mote de manifestações públicas que levaram milhares de pessoas às ruas nas últimas semanas.

      “A oração inicial foi para mostrar que só ela mesmo, a oração, para quebrar esse ciclo de corrupção que estamos enfrentando no país”, explicou ao UOL o apóstolo Estevam Hernandes, fundador da marcha. Para ele, na prática, isso se traduz na necessidade de “uma renovação completa na política”.

      Indagado se isso representaria, por exemplo, também a renúncia ou o impeachment de Temer – que foi convidado para o evento, mas não confirmou presença-, o apóstolo nego

  6. lenita

    17 de junho de 2017 2:18 am

    Será que a Marta

    aceitaria ? Afinal ela deixou o PT devido à corrupção (?) Eta sinuca de bico ! Não ganhou a prefeitura de SP e nem foi escolhida para a Cultura. Como ninguém quer o ministério …..

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