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Os caminhos para combater a recessão econômica, por André Araújo

Por André Araújo

UM TRANCO NA RECESSÃO - Acabar com a recessão é essencial para a sobrevivência do Governo e do País. Essa meta exige determinação e foco de objetivos.

1. Mostar CREDIBILIDADE ao mercado daqui e de fora. O "mercado" é um horror, mas é a realidade, é preciso lidar com ele.
 
Um sinal de direção é fundamental, bastam duas ou três ações, por exemplo acabar com os supersalários amorais que consomem R$10 bilhões por ano, a legalidade foi construída por truques, subterfúgios, maquiagens e jogadas travestidas de "legais", mas são contra o espírito da Constituição que estabeleceu UM TETO para os salários pagos pelo dinheiro público.
 
Todo dinheiro sai do TESOURO, basta não mandar mais dinheiro para lugares onde há supersalários até que se obedeça o limite. NÃO HÁ AUTONOMIA COM DINHEIRO PÚBLICO. A autonomia é de função, não é para gastar sem limites.
 
2. Baixar os juros Selic para 7%, os grandes aplicadores não tem opção fora das LFT do Tesouro Nacional, não há onde aplicar trilhões de Reais, nem os bancos tomam porque não tem para quem emprestar.
 
3.Lançar um mega programa de obras públicas especialmente de SANEAMENTO, pagos com títulos de 1 a 5 anos de prazo, gerando soluções, empregos e demanda na economia. Dá para jogar R$200 bilhões em saneamento, metade do Brasil não tem esgoto, 30% não tem água potável, o lixo é um mega problema nacional. Se ninguém quiser aceitar títulos, emita-se dinheiro, há uma folga de 300 bilhões de Reais na relação PIB/moeda em circulação, se comparado com os EUA.
 
Com economia nos juros da dívida pública dá para sustentar um grande programa de infra estrutura e saneamento.
 
4. Lançar um programa viável de CONCESSÕES, mas com uma plataforma para atender e ajudar investidores a vencer a absurda burocracia que trava toda infraestrutura brasileira. Licenciamentos tem que sair em 90 dias, senão o projeto está aprovado. A liquidez mundial, de 60 trilhões de dólares, está parada sem rendimento ou pagando juro negativo a procura de bons projetos, nós temos 500 projetos mas ninguém sabe e ninguém explica, estão escondidos em gavetas.
 
Se um investidor estrangeiro quiser saber sobre projetos no Brasil não tem um balcão de projetos onde ele possa ser atendido por pessoal competente e perfeitamente fluente em inglês, francês ou japonês, vai ter que procurar com extrema dificuldade em vários ministérios, onde quem pode atender está de férias, licença maternidade, fazendo curso fora, licença médica, não veio trabalhar hoje, está sem agenda ou foi acompanhar uma cirurgia da sogra.
 
Tenho vasta experiêcia nisso e ninguém está interessado em bem atender um investidor, "essa cara vem aqui chatear".
 
5.O Brasil tem excelentes condições para atrair grandes investimentos, mas não trabalha para isso, a atitude geral, especialmente do Governo é que não precisamos de ninguém.
 
A recessão deve ser combatida a todo custo porque ela pode gerar uma tal instabilidade politica que levará o País a conflitos internos nunca vistos, à beira de uma guerra civil urbana, esse objetivo deve ter prioridade sobre tudo.

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7 comentários

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espanta crise

caro mota araujo, se o

caro mota araujo, se o governo baixa a selic ele governo não consegue se financiar.. existe uma lei da natureza chamada "risco x retorno", se uma não estiver adequada a outra, o detentor do capital simplesmente prefere ficar com o recurso na mão, rendendo 0%, situação melhor do que aplicar e nada receber (lembre se que a selic é alta para compensar o alto risco de emprestar ao governo)...  o leigo não entende...

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Felipe Freitas

interessante...

Todas as opções apresentadas são boas, porém temos um parlamento muito conservador, o que impede qualquer idéia mais progressista de ir para frente. E temos que lembrar que se o partido governista não se unir em prol de trabalhar junto, o Brasil não consegue ir pra frente, pois o partido precisa de coerência pra mostrar confiança aos brasileiros.

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Expectativas

Um grande obstáculo para a saída da crise é que as expectativas, fator chave para qualquer recuperação, estão sendo gerenciadas com objetivos políticos nem um pouco nobres, como todos nós sabemos.

Uma aposta do investidor na recuperação está sendo adiada para um segundo momento, em que o aprofundamento da recessão e o desenlace da crise política, proporcionaria uma desvalorização ainda maior dos ativos nacionais, regras ainda mais favoráveis, e maior segurança institucional para os novos investimentos.

Com a economia sangrando e o os investidores confortavelmente sentados na montanha de dinheiro que não para de ser engordada pelo BC, o tempo também joga contra nós. Ninguem está com pressa de investir, preferem aguardar um Macri qualquer nem que demore mais dois anos e meio.

Seria preciso muita competencia, audácia e capacidade política para reverter essa tendência.

 

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Diego Rayol

Abaixar supersalários?

Se o caminho pra combater a recessão é abaixar supersalários, estamos fritos. O Brasil inteiro, mais ou menos informado, sabe que juízes e desembargadores recebem supersalários. Infelizmente, são eles que dizem quem vai ou não pra cadeia, e se olharmos pro Congresso, sabemos que lá tem muita gente enrolada na Justiça. Sendo assim, pra sair da recessão acredito ser necessário o Brasil reduzir a taxa de juros e investir na geração de empregos. Esta "caça aos marajás" tem que ser deixada pra outra hora, para o bem de todos nós.

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adolpho

André, Concordo com tudo o

André,

Concordo com tudo o que vc diz e, em um mundo ideal, essa seria a receita. No mundo real, o que se tem é um monte de gente absurdamente despreparada. Encontrar pessoas com fluência em outra língua aqui raro, até porque quem a tem, tende a ir embora em função ustamente das mazelas do país, sendo uma delas justamente a maneira de se fazer negócios.

Quando há pessoas mínimamente capacitadas para realizarem algo, seja em nível público, seja  em nível privado, esbarra-se na enorme burocracia estatal, criando dificuldades para vender facilidades, por meio de propinas. Conheço pessoas que têm relacionamento próximo com prefeituras e a gritaria é uma só: todo projeto, para ser destravado nas inúmeras esferas governamentais, precisa contar com um "molha-mãos", Projetinhos básicos, mixurucas mesmo.

Na esfera mais macro, temos um país cujo governo não tem a menor credibilidade e que o próprio partido do qual a presidente faz parte lhe faz oposição em temas maiores e estratégicos, que visam justamente a sustentabilidade fiscal do país. Os investidores não são burros; se eles percebem esse ambiente caótico e sabendo que nada se faz para garantir a sustentabilidade do país e, levando em consideração, ainda, que são investimentos de longo prazo de maturação, é muito difícil fazê-los por as mãos em seus bolsos. Preferem ir cantar em outra freguesia, mesmo sabendo que em curto médio prazo ganharão menos, mas com a garnatia que o seu investimento no longo prazo lhes dará o retorno que esperam.

Outros já falaram aqui que os juros não caem, não porque o governo seja mauzinho; mas porque o governo precisa se financiar e, dadas as nossas fragilidades, falhas estruturais (e acrescenteria ambiente caótico), o dinheiro do qual ele precisa tem um custo muito elevado. Como é  um cliente arriscado e que precisa de grana, diz  a que custo quer captar esse dinheiro necessário, mesmo sabendo que tal captação, embora lhe desafogue no curto prazo, vai lhe arrembentar mais tarde, se ele não se reestruturar. Aí, esbarra-se novamente nas questões mais macroeconomicamente transcendentais: a resstruturação fiscal no médio prazo, para se chegar a um equilíbrio no longo prazo. Mas quem vai fazer isso, se uma série de forças - qu equerem ganhar no curo prazo - é contra? Quem tem credibilidade para propor tais esforços? Qual o apoio que receberá, uma vez que se ideologiza tudo, reduzindo medidas altamente necessárias a delírio neo-liberal.

Portanto, caro e preparado articulista, estamos num mato sem cachorro e sem alguém confiável para seguir o rumo apontado pela bússola que vc está fazendo o favor de apresentar.

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.

Se as coisas continuarem no passo que esta hoje, muito provavelmente estarão repetindo uma velha estrategia, manjada. Se a oposição não conseguir chutar o pau da barraca de vez o governo vai ficar na defensiva até meados do segundo semestre de 2017.

Ai... Vai soltar tudo de vez e investir maciçamente pra tudo que é lado.

A politica no Brasil é manjada desde as prefeituras dos menores municipios até o governo federal utilizam desta t4ecnica perigosa e manjada.

O problema que nem sempre os investimentos nesta situação não sejam voluntaristas, precipitados deixando de lado as reformas realmente necessarias que alterem as estruturas carcomidas, como algumas que foi listadas neste artigo.

Lembram do velho saco de maldades dos governos anteriores?

Pois é...

Eles se salvam.

O Brasil?

Oras... o brasil.

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Pode-se enganar alguem por algum tempo, muitos por muito tempo, mas não todos o tempo todo!

André, suas sugestões são

André, suas sugestões são sensatas. O problema é aplicar soluções sensatas em um mundo (Brasília) que não tem nenhuma sensatez. Você Imagina a bomba que seria tentar acabar com os supersalários? Ações na justiça (ela mesma, beneficiária desses supersalários), invocando o "direito adquirido" apareceriam aos montes. Liminares e recursos e tudo o mais protelando a suspensão dos pagamentos por anos até que a causa chegue ao STF que acabaria por validar esses salários.

Quanto a reduzir os juros pela metade, também concordo. Mas, outra vez, a gritaria seria gigantesca. Lembra como foi quando a Dilma tentou, no passado, e com uma inflação bem menor? Não que eu ache que a SELIC combata a inflação, mas é o que o "mercado" diz. O que a Globo diz. O que os jornais dizem. Acho até mais possível de ser feita do que a questão dos supersalários, mas seria uma verdadeira guerra.

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E os bancos públicos, nada ?

O crédito sumiu da praça e está caro, pela hora da morte, e o BB, CEF, BASA, Banco do Nordeste fazendo cara de paisagem? Lembra do que aconteceu em 2008/2009? Nem uma linha sobre isso, o empoçamento do crédito nos bancos oficiais? O Lula demitiu o Lima Neto do BB e Mantega indicou o Dida, atual Petrobras, não fosse isso as empresas iriam quebrar em série. Basta uma ORDEM, ou trocar o Presidente desses bancos. Mas não tem quem dê ordens neste país. 

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rl

Promessa

 Se André for candidato à presidência, com esse programa, terá meu voto.  Pediria apenas que, antes de baixar os juros estabelecidos pelo Bando Central, fizesse uma auditoria da dívida. E gostaria de avisá-lo que o Executivo não pode suspender o pagamento do dinheiro roubado, digo, recebido pelos servidores de outros Poderes.  Em troca de meu voto, queria pedir um  alto posto do judiciário para meu amigo Marcola. Ele poderia ajudar na moralização dessa área.

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E os cortes?

Parece-me que mais urgente que tudo é fazer os necessários cortes, para que o governo tenha caixa para fazer os investimentos que você sugeriu. Fechar pelo menos metade dos ministérios e botar a cumpanherada na rua. As universidades também estão cheias de professores que não dão aula. E principalmente, privatizar companhias que foram criadas a rodo durante o período Lula. Sem isso, o mais é bla-bla-bla.

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