10 de junho de 2026

Temer corta vagas nas universidades públicas sem explicar motivos

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Jornal GGN – O governo Michel Temer lançou, nesta sexta (14), no Diário Oficial da União, uma ordem para que as instituições de ensino superior cortem a oferta de vagas para cursos de graduação. Na portaria assinada por Mendonça Filho (DEM), ministro da Educação, não há explicações sobre a medida. A ação acontece na mesma semana em que um deputado da base de Temer saiu na imprensa dizendo que quem tem dinheiro, faz universidade; quem não tem, não faz.

MEC reduzirá vagas nas universidades públicas em todo o país

Do Amazonas Atual

O MEC (Ministério da Educação) reduzirá as vagas em curso de graduação nas universidades públicas, inclusive naquelas com autonomia. A medida está na Portaria Normativa nº 20, de 13 de outubro de 2016, publicada no DOU (Diário Oficial da União) desta sexta-feira, 14.

As IES (Instituições de Ensino Superior) deverão informar a redução das vagas à Seres (Secretaria de Regulação e Supervisão do Ensino Superior). Conforma a portaria, a Seres deverá garantir aos estudantes já matriculados, quando da redução de vagas, as condições de oferta previstas no ato de autorização, reconhecimento ou renovação de reconhecimento do curso.

O ministro Mendonça Filho, que assina a portaria, não explicou os motivos da redução de vagas na portaria. No início da semana o ministro havia anunciado a redução de vagas na UAB (Universidade Aberta do Brasil), um dos principais programas federais de formação de professores. A redução foi de 78% neste e no próximo ano.

Publicado em 2014, o edital original previa a abertura de 250 mil vagas em todo o país, mas, com o contingenciamento de verbas para o programa, as novas cadeiras só serão ofertadas a partir de agora e em número menor: apenas 55 mil.

Apesar da reabertura das vagas autorizadas para o segundo semestre deste ano, as universidades ainda não sabem se conseguirão preencher todas elas por causa das restrições orçamentárias. A verba prevista pelo MEC para a UAB neste ano é de R$ 376,2 milhões, mas apenas R$ 247,2 milhões foram liberados até agora – o valor é 8% menor do que o orçamento previsto em 2015.

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

15 Comentários
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  1. Reginaldo Moraes

    15 de outubro de 2016 1:03 pm

    Uai, e precisa explicar? Quem

    Uai, e precisa explicar? Quem quiser, que pague, como diz o deputado come-verba.

  2. Mello

    15 de outubro de 2016 1:04 pm

    Pedro Parente.

    Há alguns anos, Nassif me recriminou quando coloquei Pedro Parente no rol das desgraças do PSDB, e com forte suspeita de desmandos.

     

    Diante da denúncia do petroleiros que ele na criação das termelétricas com investimento da Petrobrás e a participação do Paulo Henrique Cardoso no esquema, gostaria de saber se a sua censura ainda permanece, ou foi modificada… Claro que incluo a atual “administração” do indigitado novamente destruindo o patrimônio público.

     

     

    Quero ver se vão postar.

  3. emerson57

    15 de outubro de 2016 1:05 pm

    vento à favor

    Os cupins golpistas vão corroendo. Mais um pouquinho vai sobrar gente para fazer o serviço doméstico em troca de um prato de comida. Sem carteira assinada, onde já se viu? Mas só para os concursados(que sobrarem), é verdade.

    Nenhum paneleiro bate penico nas janelas contra o fim do Brasil e o bando de golpistas vai tratando do pirão do seu grupo.

    -Agora estamos a salvo. Com o fim do PêTê e o mouro cuidando da gente, isto aki vai virar o céu na terrra.

    -Galvão, philma eu!

  4. CFilho

    15 de outubro de 2016 1:41 pm

    O povo onde anda o povo?

    Isso são apenas pequenos balões de ensaio. Vem muito mais arocho por ai. Ou o povo se mobiliza contra, ou estamos perdidos. Tudo que foi ganho recentemente será perdido. Os ricos estão numa boa a classe média e os pobres pagarão a conta.

  5. CB

    15 de outubro de 2016 2:39 pm

    O brasil vai regredir tanto

    O brasil vai regredir tanto que muitos profissionais passarão a não ter utilidade. Pra que gastar formando gente, se o país voltou a ser república de bananas? Aliás, a função de benzedeira logo estará em alta no mercado, diante do desmonte do sistema de saúde e do desemprego que deixará pessoas sem condições de pagas planos privados. Engenheiros, pra que formar engenheiros se as empresas que os empregam estão sendo sucateadas e quebradas? Enfim, há uma lógica padrão PEC 241: o brasil vai voltar ao tempo do carro de boi e maria fumaça, ensino médio padrão Frota será mais que suficiente.

    1. Maria Julia Guerra

      15 de outubro de 2016 4:36 pm

      Novas carreiras pós golpe

      Vou procurar curso de rezadeira, de taróloga, de numeróloga… Criar igreja evangélica é  outra boa carreira. Profissões do Brasil futuro com retorno financeiro garantido, azelite gostam muito de advinhações e de phycs, com respeito a quem é.

  6. edmorc

    15 de outubro de 2016 4:02 pm

    Motivos claríssimos

    Mendoncinha teve a indicação bancada pelo empresário do ramo educacional Janguiê Diniz (Grupo Maurício de Nassau). Queriam que ele estivesse defendo os interesses do ensino público???

    1. josimar

      15 de outubro de 2016 9:33 pm

      Fala-se a boca pequena aqui

      Fala-se a boca pequena aqui em Recife que o Mendocinha é sócio oculto no grupo mauricio de nassau.

  7. Vânia

    15 de outubro de 2016 6:26 pm

    Em observação

    Nassif, acho melhor colocar um “em observação” no post. Não que eu apoie a medida, menos ainda acredite no gov golpista, mas parece que não é exatamente o que está sendo noticiado aqui. Em todo caso, melhor conferir em outras fontes.

    Da BBC

    http://www.bbc.com/portuguese/brasil-37650420

    http://pernambuco.ig.com.br/carreiras/2016/mec-portaria-nao-diminui-vagas-em-universidades-publicas

     

    1. MarFig

      16 de outubro de 2016 1:30 am

      Simples. O MEC deu autonomia

      Simples. O MEC deu autonomia às Universidades para cortar o número de vagas a seu bel prazer. Uma contra partida à redução dos repasses de verbas. No fim, o corte de vagas será inevitável, ou você acha que o Heitor vai reduzir seus salários e dos professores ou cortar mordomias?

      1. alessandroduarte

        16 de outubro de 2016 6:16 pm

        Vale lembrar que a escolha de

        Vale lembrar que a escolha de reitor ocorre via lista tríplice. Nos governos do PT, o primeiro lugar (via consulta) sempre era escolhido. Não há garantia que isso ocorra agora (quando estudante da UFRJ o Vilhena, mesmo sendo o terceiro na lista, foi escolhido). Tendo testas de ferro nas reitorias e total “autonomia” para reduzir vagas adeus democratização do ensino superior. Há algum objetivo espúrio nessa portaria

  8. romulus

    16 de outubro de 2016 2:35 am

    Mais 1 lobby que captura o regulador. Quantos mais?

    Os Simpsons e o despotismo ~nada~ esclarecido de Curitiba, por Romulus
     

     

     ROMULUS
     SAB, 15/10/2016 – 17:45
     ATUALIZADO EM 15/10/2016 – 19:48

    Os Simpsons e o despotismo ~nada~ esclarecido de Curitiba

    Por Romulus

    (i) Lisa Simpson esteve de novo no Brasil – ou quase

    Há um episodio de “Os Simpsons” em que, dentro do roteiro sempre caótico e imprevisível por que a série se caracteriza, Lisa ascende ao poder na cidade como parte de um “conselho de notáveis”, composto apenas pelos maiores cérebros de Springfield.

    No início uma maravilha! Tudo mais eficiente e racionalizado…

    E no entanto…

    Bem, e no entanto depois tudo dá errado.

    A pobre Lisa, mesmo superdotada, não consegue compreender como aquele “sonho tão belo” pode desandar.

    E aí, no final, chega Stephen Hawking para socorrê-la e explicar o (não tão) óbvio:

    – Às vezes os mais inteligentes podem ser os mais ingênuos.

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     (i) Stephen Hawking explica aos Simpsons fracasso do despotismo esclarecido; (ii) Simpsons contam mais a Dallagnol sobre o Mayflower e os peregrinhos “não corruptos”; (iii) Os Simpsons visitam Curitiba, digo, Salem durante a caça às bruxas; (iv) e (v) a História dos EUA segundo South Park. 

     

  9. Maria Carvalho

    16 de outubro de 2016 3:40 am

    !

    Todos os atos que o “usurpador” fizer contra direitos e “alguma melhoria” para o povo sairá no diário oficial. Quase ninguém lê!

    Porém, na mídia, é “lindo de se ver” o que “parece ser e não é”.

  10. mr catra

    16 de outubro de 2016 6:48 pm

    mercenarios
    Esse governo prefere uma populacao analfabeta q nao questione q um povo q pensa

  11. Gustavo Carvalho de Aquino

    18 de outubro de 2016 5:43 pm

    O outro lado!

    Por favor, este site e o Luis Nassif são os bastiões da imprensa séria.

    Então leiam isto e comentem: http://portal.mec.gov.br/component/content/index.php?option=com_content&view=article&id=40371:portaria-facilita-alteracoes-de-vagas-nas-instituicoes-privadas-de-ensino-superior&catid=212&Itemid=86

     

    Portaria facilita alterações de vagas nas instituições privadas de ensino superior

    Sexta-feira, 14 de outubro de 2016, 20p5    

    Diante do mal-entendido gerado pela portaria número 20, publicada hoje no Diário Oficial da União, o Ministério da Educação esclarece:

    1 – A nova regra vale apenas para instituições privadas e não afeta as universidades federais.

    2 – A portaria desburocratiza e torna mais célere o caminho para as instituições privadas de ensino superior que pretendam reduzir o número de vagas.

    3 – A nova portaria define que a redução deverá ser comunicada ao MEC e que devem ser garantidas as condições de atendimento aos atuais alunos.

    4 – A diminuição de vagas é uma decisão da instituição, de acordo com sua realidade e condições.

    5 – Não haverá implicação para os alunos.

    6 – Com a nova medida, a instituição que desejar reduzir a quantidade de vagas em um determinado curso conseguirá concluir o processo mais facilmente.

    7 – O processo já existia anteriormente, mas bem mais burocrático. Os pedidos eram tratados como processos protocolizados que demandavam ações redundantes de solicitação de documentos e realização de análises que concorriam com outros processos mais estratégicos.

    Acesse a portaria do MEC nº 20/2016.

    Assessoria de Comunicação Social

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