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Xadrez do novo Ministério Temer

1. Os fatores positivos

O governo Temer tem os seguintes dados a seu favor:

Expectativas – a a mera troca de guarda melhora as expectativas. Tinha-se uma economia travada, um Congresso que manietou o governo e uma crise política que açambarcou todos os espaços de discussão. Agora tem-se a distensão.

Mais: análises do Departamento Econômico de um dos maiores bancos brasileiros revelaram que os agentes econômicos tinham na cabeça um cenário muito mais pessimista do que a realidade. Assim, será relativamente fácil reverter a enorme dose de pessimismo anterior.

Inflação, juros e atividade – há inúmeros sinais de que a economia já bateu no fundo do poço. O pacote Joaquim Levy fez o trabalho sujo, da pior forma possível não apenas para o país, mas para o governo Dilma. A cada novo mês, sai da conta gregoriana os choques tarifários e cambiais do ano passado, acelerando a queda da inflação anual. Em seguida, virão os cortes de juros. Há quem aposte em uma queda radical de juros, com a Selic abaixo de 10% no próximo ano.

Início de governo – Esses dois fatores farão com que, em um primeiro momento, o país experimente uma valorização dos ativos. Depois, uma recuperação moderada da economia, puxada pelo câmbio – se a dupla Henrique Meirelles-Ilan Goldjan resolver mantê-lo competitivo.

Novas velhas medidas – na parte que toca especificamente ao governo Temer, haverá uma continuidade do que vinha sendo tocado por Nelson Barbosa, com roupa nova e apoio parlamentar: o plano de concessões, que está no forno, pronto para ser tocado; as reformas fiscais.

Mas há um conjunto de fatores negativos.

2. O downgrade político

Tem-se no poder um governo interino e ilegítimo, segundo a visão majoritária da mídia estrangeira. Os erros econômicos de Dilma Rousseff custaram o grau de investimento do país. A maneira como foi perpetrado o golpe do impeachment, rebaixou o grau de segurança jurídica e política.

Tem-se os seguintes fatores de instabilidade:

Ilegitimidade e impopularidade – Temer assume com um grau de impopularidade superior ao de Dilma, sem ter a legitimidade de ter sido eleito. Não se trata de concurso de Miss Simpatia, mas dos recursos que têm para enfrentar momentos de instabilidade política.

Jogo de interesses para 2018 – sendo bem ou malsucedido, Temer será um governo impopular, sem condições de colher os frutos em 2018. Provavelmente nas próximas eleições, o maior fator motivador será o voto anti-Temer. O PT será desde já a oposição. A Rede poderá crescer como um ponto anti-Temer e anti-PT. Mas haverá instabilidade permanente na aliança com o PSDB

Precariedade do cargo – há quatro espadas de Dâmocles pairando sobre sua cabeça:

  1. A votação final do Senado – haverá a necessidade de dois terços dos votos para a queda final de Dilma. Se não mostrar serviço nos próximos meses, arrisca-se a perder três ou quatro votos fatais. Esta circunstância o torna refém do jogo fisiológico. O problema do presidencialismo de coalizão é que o número de cargos para atender aliados é menor do que a soma de parlamentares a serem atendidos.

  2. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) – o presidente do TSE, Gilmar Mendes, é militante político óbvio e tem lado: o PSDB, como demonstrou ontem no desmonte do inquérito contra Aécio Neves.

  3. A Procuradoria Geral da República – a Lava Jato continua viva, assim como o protagonismo político do Procurador Geral da República (PGR) Rodrigo Janot. Janot equilibra-se entre dois fatores de influência: o PSDB de Aécio Neves e as pressões da base, puxadas pela Lava Jato. E tem, à sua disposição, uma prateleira abarrotada de réus em potencial.

  4. A opinião pública – o primeiro ato de Temer será montar alianças com a grande mídia. Mas esta terá que se equilibrar entre o apoio a Temer e a atenção aos humores de seus leitores. Esses humores dependerão da avaliação positiva do governo Temer. E a mídia só sabe trabalhar no campo negativo, da desconstrução de imagens.

3. A estratégia econômica

Todos os fatores acima pesarão na definição da política econômica. Na gestão macroeconômica não haverá muitas surpresas. O novo presidente do Banco Central Ilan Goldjan tem bom senso, ou pelo menos mais bom senso do que o outro candidato, Mário Mesquita e do que o seu antecessor Alexandre Tombini.

É um dos pais do modelo de metas inflacionárias. Aliás, foi em função dele que cunhei a expressão “cabeça de planilha”. Todo o mercado se esmerou em montar sua planilha que emulasse a planilha de Ilan, para poder acertar os movimentos da Selic.

Talvez tenha bom senso e autoridade intelectual para acelerar a queda da Selic, convencendo os talibãs monetaristas do BC.

No campo das concessões, o governo Temer colherá o trabalho feito por Nelson Barbosa nos últimos 16 meses, preparando os projetos executivos e a formatação para as novas rodadas de concessão.

O enguiço será nas tais reformas estruturais.

Previdência e terceirização – um governo legítimo teria menos dificuldades em propor mudanças na idade mínima da aposentadoria (sem desrespeitar direitos adquiridos) e na terceirização (sem implicar na precarização do trabalho). Há um bom espaço para fórmulas de bom senso, inclusive já discutidas e acordadas nos fóruns de capital e trabalho. Mas um governo fraco estará exposto às pressões dos radicais de mercado – que têm amplo espaço na mídia. Em vez de reformas pactuadas, é possível que se recorra a reformas com manu militare, atiçando ainda mais os movimentos sociais.

Flexibilização das despesas obrigatórias – aqui se tem uma bomba atômica. A crise fiscal está pegando fundo também estados e municípios. Porta-vozes informais de Temer anunciaram a carta de alforria: deixar os municípios liberados para administrar seus orçamentos. Se passa uma PEC dessas, haverá o desmonte irreversível de todo o sistema de saúde e de educação públicas.

CPMF – será curioso ver como um governo interino, que se apresentou como defensor do estado mínimo, que vendeu o peixe de que aumento de eficiência substitui gastos públicos, fará para recriar a CPMF. E não haverá maneira de superar a crise fiscal sem a recriação da CPMF.

Nesses momentos, o fator eleições 2018 terá mais peso ainda. O PMDB não tem muita chance de candidatura própria em 2018, mas toda sua força vem das eleições municipais. Esse fator ajudará a segurar as medidas mais impopulares.

4. Enxugamento de Ministérios e a área social

No presidencialismo de coalizão, a montagem de um governo requer dois cuidados: uma parte representando um projeto; a outra, atendendo às alianças políticas. Quanto mais legítimo for a primeira montagem, menores serão as concessões para os aliados.

Quando se consegue casar as duas prioridades, tem-se um céu de brigadeiro. Quando não se monta a base de alianças, tem-se a crise política que vitimou Dilma Rousseff.

O governo interino de Michel Temer padece do mal oposto: anunciou a era da eficiência, mas montou seu Ministério pensando exclusivamente na base política. Assim, para causar algum impacto positivo, anunciou medidas iniciais meramente cosméticas para as contas públicas, embora fatais para as políticas sociais.

Começou pela extinção de vários Ministérios sociais, que voltaram a ser secretarias. Trata-se de um ato demagógico praticado pela própria Dilma Rousseff no início do ano. Não significa economia de nada, porque eram apenas Secretarias com status de Ministério. Mas se perde o protagonismo assegurado pelo status de Ministério, que permitia a cada um deles incluir ações horizontais nos Ministérios mais fortes.

Depois, colocou todas essas Secretarias debaixo do guarda-chuva de um Ministério da Justiça assumido por Alexandre de Moraes, a vocação política mais autoritária que surgiu em São Paulo nas últimas décadas.

O desdém com políticas sociais é tão grande que os assessores de Temer nem se deram conta de que, na MP 726, que redesenhou os ministérios, praticamente acabaram com o Bolsa Família.

A definição das funções do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, foi um copy-paste do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços:

VI - Ministério da Indústria, Comércio e Serviços: a) política de desenvolvimento da indústria, do comércio e dos serviços; b) propriedade intelectual e transferência de tecnologia; c) metrologia, normalização e qualidade industrial; d) políticas de comércio exterior; e) regulamentação e execução dos programas e atividades relativas ao comércio exterior; f) aplicação dos mecanismos de defesa comercial; g) participação em negociações internacionais relativas ao comércio exterior; h) execução das atividades de registro do comércio;

XIV - Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário: a) política de desenvolvimento da indústria, do comércio e dos serviços; b) propriedade intelectual e transferência de tecnologia; c) metrologia, normalização e qualidade industrial; d) políticas de comércio exterior; e) regulamentação e execução dos programas e atividades relativas ao comércio exterior; f) aplicação dos mecanismos de defesa comercial; g) participação em negociações internacionais relativas ao comércio exterior; h) execução das atividades de registro do comércio; i) reforma agrária; j) promoção do desenvolvimento sustentável do segmento rural constituído pelos agricultores familiares;

O MDS ficou tão desimportante, que nem se deram conta de que a MP eliminou as funções da Assistência Social, Renda Cidadã (Bolsa Família), das cisternas. O que sugere que a MP não passou pelas assessorias jurídicas do Ministério do Planejamento nem da Casa Civil.

A junção do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) ao MDS, além disso, reduziu toda a questão do desenvolvimento do campo à agenda social e de combate à pobreza, desdizendo o próprio discurso de Temer, que definiu o desenvolvimento agrário como de estímulo ao micro empreendedorismo.

Outra junção sem sentido foi a da Previdência Social com a Fazenda. Qual a lógica? Coordenar serviços de atendimento médico, seguro saúde, pagamento de benefícios?

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93 comentários

Comentários

Espaço Colaborativo de Comentários

Popularidade

É um erro pensar que Temer tenha "baixa popularidade". Neste momento, ele não PODE ter popularidade - o conceito de "popularidade" não se aplica a ele no mesmo sentido em que se aplica a Dilma, Cunha ou mesmo Lula. Um vice-presidente não tem uma narrativa de atuação política suficientemente densa para ser associada a um conceito forte de "popularidade" - aprovação ou reprovação do modo como atua ou atuou. Existe a narrativa do "golpe", da "conspiração", que é forte entre ativistas de "esquerda", na qual Temer é um dos principais vilões; existe a narrativa do "impeachment" legítimo e necessário, na qual ele não é propriamente um herói, mas uma espécie de "mal necessário" - é a narrativa dominante em Higienópolis e adjacências sociais. Mas há uma imensa maioria de cidadãos - metade dos quais votou em Dilma, metade em Aécio - para a qual Temer é apenas uma expectativa que pode se realizar, ou não. Para esta imensa maioria da população, Temer tem que mostrar a que veio. Só depois de um ou dois meses começará a se formar uma "narrativa de poder" que pode ser popular ou impopular. Por enquanto, essa narrativa só existe para pessoas que frequentam blogs de discussão política - é a situação de todos nós aqui. Entre nós, "ativistas" num sentido amplo do termo, ele está sendo aprovado ou reprovado de antemão. Para todos os outros, para quem a política é um assunto importante apenas no nível de suas consequências na vida cotidiana (ou seja, para a imensa maioria das pessoas), Temer poder "tornar-se" popular ou impopular. Por enquanto, não é nem uma coisa, nem outra. Uma analogia útil: José Alencar era aprovado ou reprovado pela maioria da população? É preciso perceber que, para além da aferição de uma certa simpatia pessoal, essa pergunta NÃO FAZIA SENTIDO NENHUM. Temer começou ontem a construir sua narrativa mais ampla, para além do prefácio "conspiratório" dessa narrativa, que interessa a pouquíssima gente. Se mostrar serviço nos próximos três meses, desenhando um horizonte de governabilidade e desenvolvimento ao país, a presença de Dilma no Palácio da Alvorada será visto como um gasto inútil de dinheiro público. Seria necessário começar a costurar uma oposição orgânica, na qual o PT terá que renunciar ao protagonismo que teve até aqui. Duvido que issoa aconteça. A esquerda gosta mesmo é de gritar. Especialmente enquanto apanha. 

 

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Ministério da Previdência e INSS

Com a extinção do Ministério da Previdência, cujas funções foram assumidas pelo Ministério da Fazenda, o INSS - Instituto Nacional do Seguro Social (autarquia) não acompanhou este movimento. O INSS foi deslocado para o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário.

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Mouro

o xadrez é o jogo ou a cana mesmo?

fiquei na dúvida.

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Paulo Roberto 2

estes ministros são apenas feitores

favor, gostaria que estes ministro do temer fossem apenas identificados pelo que realmente são, ou seja, apenas feitores da casa grande. e o feitor da justiça se enquandra muito como um capitão do mato.

abs.

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j.marcelo

Nassif vc tem caixa de

Nassif vc tem caixa de sugestões no blog?

gostaria de propor várias quando for possível!!

Minha mente borbulha!!!

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O Mundo hoje é Multipolar...

O Mundo não é só o Brasil e os EUA!

Hoje dependemos mais da China, QUE AINDA NÃO SE MANIFESTOU!

Eles vão falar em golpe? Duvido muito...

Mas, será que vão continuar a irrigar nossa economia de dólares, fortalecendo as posições dos EUA NA AMÉRICA LATINA?

A China vai engordar golpistas no poder, para que façam CONCHAVOS CONTRA POSIÇÕES CHINESAS NA AMÉRICA LATINA?

Se a China APENAS REDUZIR suas importações, os EUA, Europa tão queridos dos golpistas comprarão nossos excedentes?

Logo eles que competem conosco pelos mercados da China?

A Russia vai ficar em cima do Muro?

Será que o Putin não vai fazer nada?

Vendo as ameaças aos seus mercados da AMérica Latina?

E a Índia, o que vai querer em troca?

Os BRICS podem quebrar este governo GOLPISTA!

Muchas gracias  ao URUGUAI QUE NÃO RECONHECEU A REPUBLIQUETA DAS BANANAS!

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"O que fazemos na vida, ecoa na ETERNIDADE!" (Máximus - Gladiador)

"Os dois mais importantes dias em sua vida são o dia em que você nasceu e o dia em que você descobrir o porquê... - M

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ritac

O ENEM pode acabar. luto.

O ENEM pode acabar. luto.

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A economia deslanchou

Na sexta feira, dois dias após a posse de Temer, na empresa que eu trabalho lotou de serviço, e de clientes. Fazia seis meses que estava fraquíssimo.

É o efeito psicológico. Muita gente tinha dinheiro guardado, e não gastava de medo de ser mandado embora. O Judiciário quebrando empresas, e Dilma, com seu republicanismo nada fazia. Agora, com Temer, com certeza teremos um engavetador geral da república, e tenho de admitir que será ótimo para a economia.

A economia irá deslanchar, o PIB voltará a crescer. O país vai enriquecer, a custa de muita miséria do povo, e cortes de direitos trabalhistas e sociais, nos moldes do neoliberalismo, mas isto não virá ao caso, para os ricos.  O país será ótimo para quem for patrão.

Acredito que Temer poderá até eleger um sucessor, se continuar assim. Se ele tiver sucesso, eu votarei em branco para ajudá-lo.

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Ze Guimarães

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Goren, roberto

Apenas passando pra

Apenas passando pra lembrar

 

http://tinypic.com/r/65zcwn/9

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Orlando Soares Varêda

  Eh...parece que

 

Eh...parece que interpretaram como faltosa minha entrada na canela do Temer.

Depois de assistir aos festejos dos patriotas do "ame-o ou deixe-o" ora, sob a falsificação oportunista do "Ordem e Progresso."  Por ignorância não creio. Por deboche e mau-caratismo, é mais provável. Pois, Iluminismo e positivismo nada tem com Obscurantismo. Neste caso, o melhor é rever a versão do baiano Gilberto Gil.

Temer Silvério dos Reis? Melhor é deixar prá trás

Orlando

...Bem que eu me lembro, a gente sentado alí
Na grama do aterro sob o céu

Ob... observando estrelas,
junto a fogueirinha de
papel

Quentar o frio, requentar o pão, e comer com você
Os pés de manhã, pisar o chão
Eu sei, a barra de viver, mas se Deus quiser


Tudo, tudo, tudo vai dar pé!
Tudo, tudo, tudo vai dar
pé...

 

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De trabalhos sujos

"O pacote Joaquim Levy fez o trabalho sujo, da pior forma possível não apenas para o país, mas para o governo Dilma."

Não, Nassif, o trabalho sujo começa agora. Antes era uma operação não convencional e de emergência para salvar o paciente, mas os "patronos do hospital", há muito engasgados com a cirurgiã-chefa e sua equipe, sabotaram o "voluntarismo" dela com um lockout generalizado.

Substituída a chefia ao gosto tradicional do patronato, será como no velho adágio: uma operação bem sucedida, a despeito da morte do paciente.

Mas, afinal, quem é o paciente? Eis outro velho adágio (ou a modos de): é a civilização, estúpido!

[EDIT]: Civilização, bem entendido, como processo de inclusão democrática, ok?

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Roxane

Será que a junção não é por

Será que a junção não é por causa da enorme receita da previdência? O Ministério da Previdência atualmente cumpre o papel de arrecadar as contribuições e pagar os benefícios.  Ah, tem gato na tuba...

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Messias Franca de Macedo

  Um dia pra não

 

Um dia pra não esquecer… Por egrégio e destemido jornalista Renato Rovai12/05/2016 Hoje foi dia 12 de maio de 2016.Alguns podem querer esquecer. Outros vão fazer de conta que não lembram.Mas eu não quero nunca mais esquecer.Não vou esquecer que nesta data assumiu a presidência da República um sujeito que conspirou da forma mais escandalosa na história mundial para derrubar sua companheira de chapa com a qual se elegeu  há 1 ano e meio.Que foi nesta data que um sujeito juiz do Supremo Tribunal Federal, que se comportou como um líder de partido de oposição da presidente eleita, assumiu a presidência do Tribunal Superior Eleitoral.E que nesta mesma data este juiz suspendeu a investigação do candidato derrotado na eleição presidencial já foi delatado por sete investigados na Operação Lava Jato.Que nesta mesma data o juiz de primeira instância que mandou prender vários daqueles que estavam no governo eleito fez um discurso falando de paz e tolerância para saudar o vice-presidente que também já foi denunciado na operação que ele coordena.Que nesta mesma data sete investigados nesta operação chamada de Lava Jato se tornaram ministros, quando um ex-presidente da República não pôde se tornar ministro porque supunha-se que ele seria nomeado para ganhar foro privilegiado.(...)Mas o fato é que hoje foi dia 12 de maio de 2016.Alguns podem querer esquecer. Num futuro próximo outros vão fazer de conta que não lembram.Mas eu não quero nunca mais esquecer. FONTE [LÍMPIDA!]:  http://www.revistaforum.com.br/blogdorovai/2016/05/12/um-dia-pra-nao-esquecer/ 

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Messias Franca de Macedo

  ... O 'miniSTÉRIO' do

 

... O 'miniSTÉRIO' do (DES)governo do nazigolpista 'Mimimichel Decorativo TEMERo$o' é um esgoto a céu aberto!
PQP

Idem para o 'miniSTÉRIO' PRIVADA do Janot &$ dos demais conspiradores procuradores da 'PORCA-tarefa' da Operação midiático-golpista 'Lava [DEMoTucano/PMDBosta a] Jato'...
Tem até um aloprado evangélico que se comunica através do WI-FI de Deus!
E cujo nome lembra o de marca de xarope!

Vade retro Satanases!
Perdão aos Satanases!

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Messias Franca de Macedo

   É SEXTA-FEIRA 13 DO

 

 É SEXTA-FEIRA 13 DO AZAR! Da Série 'Acredite no (DES)governo nazigolpista/corrrupto do TEMERo$o se você não tiver neurônios' NOTA FÚNEBRE:o 'miniSTRO' da Saúde do (DES)governo do aloprado TRAIDOR TEMERo$o é, pasme, um... Engenheiro! *** Fé move montanhas, diz ministro da Saúde sobre pílula do câncer m sua primeira entrevista coletiva à frente do Ministério da Saúde, o engenheiro e deputado federal licenciado Ricardo Barros (PP-PR) falou de fé. Questionado sobre a lei no Congresso Nacional que liberou o uso da fosfoetanolamina, a chamada "pílula do câncer", mesmo sem estudos clínicos que comprovem a eficácia e segurança do produto, ele arriscou. "Pessoalmente, na pior das hipóteses tem o efeito placebo. A fé move montanhas", resumiu. (...) FONTE: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2016/05/13/na-pior-hipotese-pilula-do-cancer-tem-efeito-placebo-diz-novo-ministro.htm 

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resistente

o incompetente e parece que

o incompetente e parece que semi-analfabeto mendoncinha foi vaiado

num encontro com funcionários acho que do  minc e disse que

os manifestantes weram petistas infiltrados...

esse é o discurso tucano de sempre, dos

analfabetos políticos e dos incompetentes que se acham inteligentes

mas batem sempre na mesma tecla, tem sempre o mesmo discurso,

parece que não leram nada, fugiram da  escoia,não tem tempo de lazer,

não curtem nada em termos culturais, parecem infelizes com a vida

que levam, um horror ambulante...

esse tipo de ministro deve ser checado em suas condições mínimas

de cultura e de conhecimento de sua pasta.

vai ver mesmo é analfabeto funcional....

emde checar se sabe assinar o nome....

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primeira ceia

É preciso olhar a foto do artigo com atenção. É a primeira ceia do impeachment mas Jesus não se faz presente, todos são Judas. Percebam bem a fisionomia de cada um, as feições de quem inaugura o poder ilegítimo sob o escombro de 54 milhões de votos. Esta fotografia é uma narrativa. Tudo está escrito nela. Quem a contemplar daqui a 500 anos anos entenderá tudo. Perceberá nela o último degrau na escala descendente da política brasileira. Nenhum vestígio do citoyen e do bem comum de que falava Russeau. Ordem e progresso e neoliberalismo. É tempo de pensar o Brasil.    

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taneamara

Excelente

Seu comentário! Ótima observação. Essa foto  é marcante. Os senhores da república, ávidos por um naco de poder!

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Nassif, você tem se esmerado

O vetor juros altos, se incompreensivelmente prolongados dentro do ambiente recessivo (continuarão assim? ) não será a exata medida - dentro desta antilogicidade vigente - do quanto se quer depreciar o capital / valor do investimento brasileiro estatal nas empresas públicas ou de capital misto, a serem privatizadas pelo Mordomo do Mal? A verdadeira ratio essendi das baboseiras de um governo cujo maior patrimônio de algum vestígio de responsabilidade / legitimidade é a presença séria dum Henrique Meirelles?

Eminente Nassif, você se supera na qualidade da coluna, mas não é o caso de bate bola mais serios com a qualidade das facetas de alguns ( neste e em outros, da maior parte, na verdade ) dos comentários acima..?

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Brasil em transe: delírio paranóico

num Brasil em transe, a realidade prossegue como um delírio paranóico:

- sexta-feira, 13 de Maio: o Brasil celebra a assinatura da Lei Áurea e a Abolição da Escravatura, mas os ex-escravos jamais receberam indenização, então destinada aos seus senhores. além disto, foram proibidos de comprar terras e aprender a ler e escrever;

- Procuradoria Geral de SP libera reintegração de posse prédios ocupados pelos secundaristas, mesmo sem mandado judicial;

- Ministro da Fazenda explica que meta é diminuir imposto, mas agora é preciso aumentar;

- suplente do Ministro da Saúde na Câmara não pode assumir por motivo óbvio: está preso, com base na Lei Maria da Penha, por espancar a ex-mulher;

- Ministério da Fazenda incorpora a Previdência Social, reduzindo seu caráter social a lógica de gasto público;

- Ministério da Justiça incorpora a Cidadania, colocando a questão social sob a perspectiva de caso de polícia;

- CGU é extinta como órgão fiscalizador independente;

- Presidente interino perde a voz durante discurso de posse;

- durante o teatro dos vampiros no Senado, Bolsonaro faz “visita técnica” a Terra Santa, coincidindo com a celebração da independência da Israel, e é batizado nas águas do Rio Jordão,

...

- mídia internacional destaca falência do Brasil e nossa condição de republiqueta bananeira, o projeto de país de uma elite escravagista e colonial, anti Povo e anti Nação;

- as gangues patrimonialistas começam também a se bicarem em seu pic nic de abutres;

- em seu rumo a um 2018 longe demais, o lulismo adota a estratégia do “quanto pior melhor”;

- ainda mais uma vez, Dilma abre mão de lutar e fazer de sua saída do Planalto um ato de resistência política, limitando-se ao discurso protocolar, enquanto mulheres em luta contra o golpe se acorrentam nas grades cercando o Palácio;

- Temer, o ficha-suja golpista, cai no golpe do trote pregado pelos hermanos;

- Temer, o ficha-suja golpista, nomeia 1/3 de seu Ministério (7 Ministros) com acusados pela Lava Jato;

- um Ministério sem negros;

- recatadas e do lar, mulheres totalmente ausente do Ministério Temer, pela primeira vez desde Geisel;

- Secretário de Segurança de SP nomeado Ministro da Justiça e da Cidadania;

- os notáveis homens brancos tomam o poder;

- Newton Cardoso Filho rejeitado como Ministro da Defesa;

- após o show de horrores na Câmara, o teatro de vampiros no Senado.

.

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C.Pimenta

"Ministério" padrão Temer

SUPLENTE DE "MINISTRO" DE TEMER NÃO PODE ASSUMIR PORQUÊ ESTÁ PRESO. É DO DEM:

http://extra.globo.com/noticias/brasil/suplente-do-ministro-da-saude-na-camara-esta-preso-por-estupro-carcere-privado-19296278.html

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sandrabrea

Popularidade???

Não é que Temer tenha baixa popularidade. O fato é que ele não tem nenhuma popularidade, reconheciment e nem goza de muito respeito mesmo entre seus pares (veja-se o que disse o nada saudoso FHC).

O presidente interino é só o resto inconsequente da fúria golpista.

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Um detalhe a destacar...

Nassif!

Há outro detalhe que se destacar, trata-se de um governo de machos, porque isso não é coisa pra mulher ou, de outra forma, chegou enfim o governo das mulheres belas, recatadas e do lar, no que captaram bem a mensagem da Oiha

 

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Então é

E no xadrez do ministério Temer não cabe um tópico sobre os sete ministros envolvidos com corrupção?

Ou então é assim: 

Expectativas – a  mera troca de guarda melhora as expectativas. Tinha-se uma economia travada, um Congresso que manietou o governo e uma crise política que açambarcou todos os espaços de discussão. Agora tem-se a distensão.

Quanto conformismo! Lamento, mas esse artigo deveria começar com o crime que é a condenação de uma pessoa inocente, o desrespeito a Constituição por parte dos golpistas, a indigência das instituições brasileiras, a manipulação da opinião pública por parte da imprensa e a estreita conexão dos golpistas com a corrupção.

Espero que esse blog nunca deixe de lembrar aos seus leitores que houve um golpe político e que inidicadores econômicos nada significam se a nação brasileira como um todo não for contemplada. 

 

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Vera Lucia Venturini

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zuleica jorgensen malta nascimento

Nota dez para o seu

Nota dez para o seu comentário.

Nenhuma melhora na economia poderá compensar ou justificar o golpe sofrido pela democracia brasileira. Nosso país está no fundo do poço moral, quebrou seu espírito, e nada, nada mesmo poderá nos fazer esquecer disso. A cruel repetição de uma história em que o personagem principal é a canallhice pura e simples não se verá superada com índices econômicos favoráveis.

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ocator

O canalha e traidor foi

O canalha e traidor foi escolhido por um programa que se impus sobre outro programa. Bom, muitos dos que votaram na Dilma se sentiram pouco representados com algumas das medidas que tomou. Entao ao existir um problema com a presidenta que não teria honrado seus 54 milhoes de eleitores, um vice, medianamente honesto, teria se preparado para fazer valer o programa que o elegeu. Mas nao, ficou na espreita, conspirando para impor o programa derrotado nas urnas. Entao o canalha não traiu apenas a Dilma senão aos 54 milhoes que votaram neles e aos mais 100 milhoes que acreditaram que a democracia era para valer. Tres vezes traidor!!!

 

 

 

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robson ferreira

tinha?

"Tinha-se uma economia travada, um Congresso que manietou o governo e uma crise política que açambarcou todos os espaços de discussão."

 

Agora, do dia pra noite, não tem mais?!?!?

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imagem de R R
R R

Futuro?

Central será o desempenho econômico.
Politicamente, uma nova coalização está sendo formada. Irá consolidar-se cada vez mais com o passar do tempo e com os erros e acertos do novo governo. Não será um processo fundamentalmente diferente do ocorrido com o PT após a vitória na primeira eleição de Lula.

Essa acomodação política viabilizará a continuidade junto ao Senado. Quanto ao TSE, Temer não terá maiores problemas porque ele é presidido por Gilmar Mendes, cujo interlocutor no PSDB é José Serra - ministro do novo governo. Não foi por acaso que Gilmar primeiro deu prosseguimento ao processo de Aécio Neves para, no dia seguinte, devolve-lo ao PGR (algo que poderia ter feito de imediato).

Impopularidade e legitimidade não são equivalentes. O golpe somente obteve sucesso porque foi legitimado pela classe política, jurídica, pela mídia e por parcela da sociedade. Além disso, não se deve subestimar o fato de que o PMDB é o partido com a maior quantidade de prefeituras municipais, canal fundamental do partido de interação e diálogo.

Os movimentos sociais ficarão ainda mais à margem da política de Estado - já haviam sido escanteados no período Dilma.

Quanto a Lava-Jato, os próximos meses revelarão as intenções por trás da operação PF-MPF. O mesmo pode-se dizer do PGR, avaliando-se qual procedimento adotará quanto a denúncia de Aécio Neves.

Não é o fim do mundo, tampouco um desastre para o Brasil. Apenas retornamos a um quadro política semelhante àquele da era FHC, quando os maiores escandalos de corrupção ocorreram, e as estatais vendidas a preço de banana. A pergunta a se fazer agora é: do que serão capazes em um país com o PBI três vezes maior? E quais podem ser as consequências?

 
 

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Algumas considerações:-

Algumas considerações:

- Faltou falar do assassinato da Cultura. Absurdo imenso acabar com o MINC, ainda que a verba fosse irrisória e sua atuação fosse sempre muito cerceada. Nem fhc fez isso.

País sem cultura não é país, é apenas uma sucursal.

- A Esquerda que se prepare. Eu não acredito que teremos eleições em 2018. Duvido. Só vendo. Vão inventar alguma bobagem, parlamentarismo, golpe dentro do golpe, ou qualquer coisa assim.

Até agora, exceto pelos tanques, está tudo seguindo o script já escrito e testado em 64.

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Concordo com você

A ditadura que iniciou em 1964 foi a Ditadura militar. A que se iniciou em 2016 é a Ditadura dos Ladrões.

Vergonha em escala mundial.

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ABAIXO A DITADURA

 

Nassif, e o xadrez da Presidência da Câmara

Como fica ?  A Cámara precisa de um novo presidente pois  Maranhão é só interino e só pode presidir 5 sessōes, depois são convocadas novas eleiçōes. Mas a eleição de um novo presidente passa pela cassação de Cunha. E aí ?

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Luiz FS

República bananeira x civilização

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jofre

qual é a graça?

Seria elegante um vice-presidente  que assume o lugar da presidenta eleita gargalhar nas fotos???

O sujeito poderia, ao menos, simular consternação.

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jofre

qual é a graça?

Seria elegante um vice-presidente  que assume o lugar da presidenta eleita gargalhar nas fotos???

O sujeito poderia, ao menos, simular consternação.

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Maria Silva

O que me consola é o vexame do PSDB ...

Existe um grande potencial para unir as esquerdas neste momento. Um nome de consenso para 2018, que não precisa ser necessariamente Lula, mas que tenha força mobilizadora para derrubar o complexo midia-judiciário-neoliberalismo. Na opoisção o discurso torna-se mais facil, pois esta muito claro para todos que são as policas de combate a desigualdade social que esta em jogo.  Um retrocesso agora é inadimissível. Já tem gente comemorando a oportunidade de fazer oposição a um governo ilegitimo,  com um quadro ministerial desolador. Por outro lado, mesmo quem defendia a queda de Dilma, não vai engolir facilmente, por exemblo, um Mendonça Filho da Educação ou a hipocrisia de nomear investigados da Lava Jato como se fosse a salvação nacional. É duro de engolir. O que me consola é o vexame do PSDB, e principalmente de Aecio Neves: só existem por causa de Gilmar Mendes. Esta ficando cada vez mais dificil explicar essa blingdagem. O bombardeio nas redes sociais é tão intenso que os manifestantes  aecistas em favor do  golpe, não conseguem nem comemorar. 

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Luiz FS

E a extinção da CGU

Pouco vi na imprensa sobre a extinção da CGU, decretada por esse governo aí. 

Mau sinal!

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Luiz FS

E tem ministro condenado também (adivinhe: ladrão de merenda)

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Foto de Mídia Ninja.

Esta minoria corrupta está aparecendo com o resultado adverso dos que votaram contra na comissão do impeachment. 

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Uma ideia ou intuição dita de modo próprio pode servir de via de acesso em direção a percepção metafísica do ser e o quanto no universo ele é capaz de constituir por si mesmo para tal transcendência existencial.

Vamos por partes

1. Os fatores positivos

Acredito que é isso aí mesmo. A economia estava travada a espera da troca de um governo que estava travado.

Alguns fatores conspiram a favor do novo governo. Ainda bem.

2. O downgrade político

 

Aqui eu divrjo bastante da opinião de Nassif. Não sei se pode se medir assim de maneira tão simples o grau de impopularidade entre o governo que sai e o que entra. Acho que é mais complexo.O governo que sai carregava o ônus de ter vindo de uma campanha disputadíssima que o fazia carregar um expectativa quando assumiu que não apenas não se concretizou com foi frustrada. E impopularidade por expectativas frustradas não é absolutamente a mesma da impopularidade pela indiferença.O que eu sinto com quem converso em relaçãoao novo governo é uma expectativa moderarada. Se melhorar um pouco a economia já está no lucro com o povo.Como nada prometeu para chegar ao poder, não carrega o ônus de ter que cumpriri promessas, tem mais chances de surpreender. A opinião da mídia estrangeira não importa absolutamente nada. O povo brasileiro não está nem aí para o que estão cacarejando nos jornais da Europa e nos EUA, quer é resolver seus problemas.E dos governos estrangeiros, de onde poderia vir alguma censura, nada veio. Na verdade, o Brasil certamente ganhou com eles e seus agentes econômicos preciosos pontos pela maneira como conseguiu se livrar de um problema grave: um poder executivo e um legislativo irreconciliáveis que estavam travando o país.E para que ficque bem claro que somos "justos", livramo-nos de ambos, não é mesmo Eduardo Cunha ? Aqui quero fazer um a parte. Em maio de 2013, quando houve a batalha da MP dos Portos na Câmara eu disse aqui mesmo neste espaço que aquela tinha sido uma vitória de Pirro de Dilma e que o preço seria cobrado mais a frente. O Executivo não pode colocar sete ministros dentro da Câmara dos Deputados, manipulando, passando por cima de lideranças partidárias, conversando e covencendo deputados no varejo. Daquele dia em diante Dilma não teve mais apoio na Câmara. O adversário traído, vencido e humilhado naquela noite, acabou virando o algoz de DIlma. No mais, nas expectativas de eleições futuras, das rusgas políticas, estamos em Maio, em setembro/outubro veremos alguns golpistas e golpeados juntos em alguns palanques para capturar os orçamentos municipais nas grandes cidades brasileiras. Não se iludam. O ódio fica só no âmbito da militãncia. 3. A estratégia econômica Previdência e terceirização – um governo legítimo teria menos dificuldades em propor mudanças na idade mínima da aposentadoria (sem desrespeitar direitos adquiridos) e na terceirização (sem implicar na precarização do trabalho).  Teria, mas o governo Dilma também não era um governo legítimo para fazer isso. A bem da verdade era um governo muito mais ilegítimo do que o que entra, pelo mesmo motivo que já citei antes, das promessas de campanha. Se Dilma passou a campanha dizendo que não faria isso, qual a legitimidade que teria para fazê-lo ? Nenhuma. Quanto a flexibilização das despesas obrigatórias eu tenho uma visão diametralmente oposta.  Acho uma aberração que não é feita em nenhum lugar do mundo. Como qualquer outro serviço ou produto, os serviços públicos se medem pela sua eficiência e não pelo dinheiro investido. Aliás, já deveríamos ter aprendido com a experiência dos últimos 30 anos. Vamos continuar insistindo no erro eternamente ?       

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Entre sofismos da

Entre sofismos da popularidade do Temer,algo que concordo que é totalmente dispensvél avalia-la agora.

Onde entra as demandas do povo?Saúde e educação são mercadorias? é isso.

Então tudo não passou de um ato de vingança?Quanto ao cunha,qualquer um com 2 neuronios já sabia que ele seria descartado,ele entregou o serviço sujo,em troca da liberdade da mulher e filha,e me arrisco até ele saíra livre,e com o saldo na suíça liberado.

Admiro a sua honestidade em assumir que a questão é apenas retirar um governo que,não gosta,desrrespeitar o sistema democrático.E já correr para fazer as contas dos lucros! 

Mas quando o povo verdadeiramente vai poder se sentir um cidadão.

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Entre sofismos da

Entre sofismos da popularidade do Temer,algo que concordo que é totalmente dispensvél avalia-la agora.

Onde entra as demandas do povo?Saúde e educação são mercadorias? é isso.

Então tudo não passou de um ato de vingança?Quanto ao cunha,qualquer um com 2 neuronios já sabia que ele seria descartado,ele entregou o serviço sujo,em troca da liberdade da mulher e filha,e me arrisco até ele saíra livre,e com o saldo na suíça liberado.

Admiro a sua honestidade em assumir que a questão é apenas retirar um governo que,não gosta,desrrespeitar o sistema democrático.E já correr para fazer as contas dos lucros! 

Mas quando o povo verdadeiramente vai poder se sentir um cidadão.

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Roberto Scarpare

Fator externo

O mercado de ações americano está patinando entre 16.000 e 18.000 há muito tempo. Nào consegue engatar um novo ciclo de alta.

A chance de um novo crash é grande. Se ocorrer, a política neo liberal deste governo vai para o espaço.

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#nãoreconheço O Nassif diz

#nãoreconheço

O Nassif diz que a perspectiva de melhora da economia joga a favor do Temer. Certo, mas isso é para ontem? Porque se não for, será de pouca utilidade para o usurpador. Ninguém está com paciência para esperar nada. 

Claro que sei que o povo, o cidadão comum não sairá paras as ruas em protesto. Mas a parte mobilizada vai e já está indo. Para o Temer conseguir isolar a oposição de esquerda terá que contar com um novo milagre econômico, que foi o que deu sustentação popular ao golpe militar.

No "para frente, Brasil" do Temer não tem Pelé, Tostão, Gerson, Jair e Rivelino. Não tem corrente para frente, e muito menos todo Brasil deu as mãos

#nãoreconheco

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Juliano Santos

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Pedro Augusto Pinho

A LIÇÃO DE MAO Na experiência

A LIÇÃO DE MAO

Na experiência profissional de administrador pude ler, ouvir, ter, ver e rever diversas ideias, ao longo de quase quarenta anos. A permanente e constante mudança é a única que me ficou. É fruto do próprio dinamismo social, das mutantes realidades oriundas dos avanços tecnológicos, das sempre refeitas inteirações sociais, das cambiantes economias, além de impositivos modismos.
As reflexões do Vice-presidente do Estado Multinacional da Bolívia, Alvaro Garcia Linera, oportunamente divulgadas pelo Monitor Mercantil (13/05/2016), abrem a janela para o entendimento do que se passa no Brasil e na América do Sul.
Este mundo foi todo colonizado na compreensão e conformismo de uma inferioridade trazida pelo idioma e pela religião, mas que não pararam aí. Ao longo destes mais de seis séculos criou-se, no imaginário popular, percepções e ideias que até afrontam o viver cotidiano das pessoas. O genial Henfil desenhou um casal, em estado de miserabilidade absoluta, diante da tela de televisão, que os expunha no casebre em meio à desolação da seca, com o dizer: veja mulher, parece até a gente. Esta incompreensão chega aos letrados, às academias, que dirá ao “povo em geral”. O ex-Presidente João Figueiredo afirmou, em reunião com empresários (27/06/1978): ” realmente, eu sei que o País é essencialmente agrícola. Afinal eu posso ser ignorante, mas não tanto”.
Penso ser também uma razão para permanência de governos conservadores. Mantém a ideologia da dominação, o que facilita a identificação e o diálogo. Um governo de mudanças, principalmente quando atingem as bases do aculturamento colonial, com a ênfase na cidadania e na educação, torna-se mais vulnerável, pois o apelo à regressão é forte, está na repetição permanente de ideias colonizadoras, por séculos e séculos.
Veja o que está acontecendo na Venezuela, na Bolívia, no Equador, o que ocorreu na Argentina e na facilidade com que se deu o afastamento da Presidente eleita no Brasil. Todos, de certo modo, se acomodaram nos inegáveis triunfos dos projetos básicos de cidadania (Bolsa família, Minha casa minha vida, Mais médicos, Brasil sorridente, Luz para todos, Pronaf e Brasil carinhoso) e de educação (PNE, com meta de 10% do PIB, SISU, FIES, PRONATEC, PROINFÂNCIA, Ciência sem fronteiras, além de criação de Universidades e escolas Técnicas), ao longo de 12 anos.
Foi muito tempo, no mesmo modelo de gestão e no mesmo discurso, com uma realidade tão dinâmica, até impulsionada pelos êxitos dos programas mencionados.
Aos opositores da dinâmica transformadora do Brasil, os mesmo que atuam na Venezuela, Bolívia, Argentina, bastou a criação de uma crise econômica, de resto muito fácil com a ação do sistema financeiro internacional, veja a Europa Ocidental e os Estados Unidos da América, para, articulando Legislativo e Judiciário, provocarem a crise política.
Reconheço que, no cotidiano da gestão, é difícil, muitas vezes quase impossível, identificar o momento da mudança e programá-la para ter sucesso.
Nem a competência e liderança de Mao Tse Tung conseguiu o que seria o objetivo transformador na China, no caminho do socialismo, com a Grande Revolução Cultural Proletária de 1966 a 1968. Ainda que muitos fatos não tenham sido revelados, pela feroz oposição que se seguiu à Revolução com a morte de Mao (1976), não há dúvida que o capitalismo de estado da China de hoje não deveria ser a meta maoista.
Houve nos Governos Lula e Dilma a tentativa de criar institucionalmente o espaço para análise e reorientação econômica e administrativa. Mas, como apontamos, é necessário o empenho do próprio gestor para seu funcionamento. E, devo reconhecer, o ambiente político-jurídico foi absolutamente perturbador desde o Mensalão do PT, com a imprensa em permanente oposição.
As reflexões de Alvaro Garcia Linera a respeito da derrota MAS (Movimiento al Socialismo), partido de Evo Morales, no plebiscito deste ano, em boa parte tratam desta acomodação após as importantíssimas conquistas pela cidadania (relevantíssima onde as populações originais eram as mais desconsideradas) e pela educação (tendo eliminado o analfabetismo). Mas conclui com um verdadeiro lema: “Trata-se somente de uma derrota na marcha de um ataque estratégico e uma vitória do processo de mudança”.
Pedro Augusto Pinho, administrador aposentado

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Pedro Augusto

Fala Meireles, fala

Fala Meireles, fala MeireLLes...

http://mundovelhomundonovo.blogspot.com.br/2016/05/fala-meireles-fala-me...

 

 

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WELINTON NAVEIRA E SILVA

O sideral poder da grande mídia "livre"

...“A opinião pública – o primeiro ato de Temer será montar alianças com a grande mídia. Mas esta terá que se equilibrar entre o apoio a Temer e a atenção aos humores de seus leitores. Esses humores dependerão da avaliação positiva do governo Temer. E a mídia só sabe trabalhar no campo negativo, da desconstrução de imagens.”...

Não haveria golpe algum contra Dilma/PT sem o indiscutível longo gigantesco bombardeio midiático denegrindo a imagem do Governo, muito pouco a ver com a realidade e reais objetivos dos golpistas. Maior poder de convencimento do que a grande mídia “livre”, só mesmo a fome. Por enquanto, bem longe.

Em resumo, se a grande mídia “livre” acata a tarefa de fazer a cabeça do povão, que o céu de ciclones, tufões, temporais, raios e trovoadas, bruscamente mudou para céu de brigadeiro, o povão acredita. Se acredita. Alguém duvida?

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errante navegante

Essas contradições apontadas

Essas contradições apontadas na montagem dos ministérios, nada mais representa que a minoração dos ministérios sociais e o gerenciamento neoliberal das novas pastas estruturais que submetem à mingua as questões de atendimento sociais.Isso significa que as necessidades do povo são secundárias diante do lucro acumulavel com a redução de investimentos em saúde educação e segurança.E o povão ainda continua a ser a grande massa contribuidora das taxas e impostos agregados aos produtos e serviços disponíveis ou agora indisponíveis, brevemente com o arrocho do plano para privilegiar o grande capital nacional e norte americano.

Que país infeliz está se tornando este país. DESORDEM Política e REGRESSO Econômico.

As eleições municipais deverão, se houver bom senso da nova oposição, serem cabais para pavimentar a derrota do neoliberalismo nas presidenciais de 2018.Isto se mais golpes políticos não advirem das instituições elegemdo indiretamente, tucanos em um regime que já não deu certo no Brasil, o parlamentarismo de ocasião, para quem não angaria votos eleitorais.

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resistente

é o ministério dos notaveis

é o ministério dos notaveis corruptos cuja expressão já rola nas criticias

expressivas nas redes sociais...

pelo jeito um ministério de  incompetentes e, pior, que

criminaliza os movimentos sociais.

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Começo pelo fim: "qual a

Começo pelo fim: "qual a lógica?"

Simples: a lógica do mercado;  ou, recorrendo a literatura filosófica-econômica tradicional: a lógica Liberal e seus simplismos axiomáticos que se pretendem como axiológicos. 

O governo Temer é, a meu sentir, ilegítimo porque fruto de uma conspiração envolvendo agente de vários matizes que se ancoram numa conjuntura de adversidades para aplicar um golpe mais contextualizado com a modernidade, o da modalidade parlamentar, e não o tradicional referenciado na manus militari. 

Bem, mas façamos de conta só para efeito de análise que seja legítimo. Então no que discordo ou complemento na análise do post:

Expectativas: nem toda mudança acarreta - necessariamente - melhoria nas expectativas. Por lógica, também pode gerar desânimos e desesperanças não influenciados por eventuais desilusões políticas-partidárias a par das projeções com base no Plano de Ação do novo governo. O próprio texto confirma isso ao elencar os óbices a serem enfrentados-superados pelo novo esquema de Poder. 

Para não ser redundante: o que pode de esperar do mesmo é simplesmente uma guinada bem à Direita após uma freada brusca nos avanços sociais e políticos e na sequência o engate da marcha-a-ré em busca do "enorme passado que temos pela frente", conforme exposto no belo texto de autoria do Sérgio Reis publicado ontem, por sua vez inspirado no dito espirituoso do genial Millor Fernandes. 

Para o contexto que se avizinha se faz necessário mais do que nunca a observação dos vários atores que hoje despontam como protagonistas e que de certa forma participarem - direta ou indiretamente - para o desfecho da atual situação política-econômica-social, a saber:

-Oposição política: em especial o PSDB. Com qual discurso se apegará doravante se é, ou será, quer queira quer não, "sócio-cotista" privilegiado dessa trama conspiratória, tanto que tem prepostos seus na nova administração?

-Aparato repressivo(PF-MP-Judiciário): com referência a tudo que diz respeito ao governo anterior a aposta é que até aumente a sanha persecutória; em especial contra a presidente e a "joia da coroa", o ex-presidente Lula. Há de se convir que a persistência servirá, de modo linear,  para esconder, ou só mesmo desviar a atenção para as pendências relativas aos membros da gestão Temer na qual sete ministros(sem contar o pessoal do segundo escalão) estão enrascados com a Lava Jato e outros processos afins. O Doutor Moro, nesse diapasão, já pediu paz e racionalidade, sem rancor ou ódio. Sugestivo, não? 

Mídia: faltou no pertinente texto um capítulo especial para a mídia. Talvez porque o Luiz Nassif, dada a imprescindibilidade da inclusão da mesma para qualquer análise de conjuntura e/ou projeções de qualquer ordem, elaborar um post específico. Antecipo que tal qual a oposição política, é de suma importância se monitorar seus posicionamentos e suas ênfases nessa nova fase da vida nacional. Minha perspectiva é que persistirá na perseguição de tudo relacionado com o sistema anterior por dois motivos:

a) Depreciar, se não mesmo destruir, toda a memória positiva dos governos petistas e solidificar no imaginário do povo a imagem do Lula como vilão e inseri-lo na história como tal;

b) Trocar os sinais no que se refere ao modus operandi atual: vigilância à distância e excesso de boa vontade para com o governo entrante e visão microscópica e toda a má vontade para com a atual situação e futura oposição no seu sentido lato, ou seja, a política-partidária e a advinda dos movimentos sociais. Estes. agora talvez até com maior intensidade serão questionados e criminalizados. 

 

 

 

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J.marcelo

Nassif,Bom dia! VC tá

Nassif,Bom dia! VC tá bem?
Benvindo (não o Siqueira)ao seu blog novamente!
Gostei da sua análise,só achei q pegou leve com Temer!

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