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Dilma Rousseff

A resposta de Dilma aos ataques de Veja


Foto: Jose Cruz/ Agência Brasil
 
Jornal GGN - "Depois de 36 anos, 10 meses e 21 dias de serviços prestados – comprovados documentalmente – aos 68 anos de idade, Dilma Rousseff se aposentou com vencimentos pouco acima de R$ 5 mil — o teto do INSS. Ela nada recebe como ex-presidenta da República ou anistiada política. O benefício segue os rigores da lei. Tampouco se valeu de subterfúgios para o recebimento de valores indevidos ou excessivos, como ocorre com Michel Temer e ministros do governo golpista", disse em nota a assessoria da ex-presidente Dilma Rousseff.
 
A manifestação é sobre reportagem supostamente exclusiva da revista Veja, de que uma sindicância do governo "constatou que petista furou a fila do INSS com ajuda de servidores e obteve benefício sem ter a documentação necessária na ocasião". Em resposta, a assessoria narra que além de ter sido presa pela ditadura no início dos anos 70, Dilma foi obrigada a se afastar de seu trabalho na Fundação de Economia e Estatística, desde 1977, por "integrar a chamada lista do General Frota". "Só no final dos anos 1980, foi anistiada".
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A perda de um companheiro, por Dilma Rousseff

A filha Paula, Dilma, Carlos Araújo, e Leandro (filho de Araújo), em 1992

 

Por Dilma Rousseff

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O mundo é mágico. 

As pessoas não morrem, ficam encantadas.

(Guimarães Rosa)

 

Perdi hoje um parceiro de uma vida.

Carlos Araújo foi um bravo lutador.

Foi um bravo lutador no enfrentamento da ditadura militar, que não conseguiu destruir nem sua força vital, nem seu caráter, nem sua coragem. 

Foi um bravo lutador no esforço pela reconstrução do trabalhismo no Brasil, missão à qual ele e muitos companheiros se dedicaram.

Carlos Araújo amou a vida, e lutou por ela, tanto quanto lutou por uma vida melhor para todos.

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Morre Carlos Araújo, ex-deputado e ex-marido de Dilma Rousseff

Foto: Reprodução
 
 
Jornal GGN - Morreu na madrugada deste sábado (12) o ex-deputado e ex-marido da presidente deposta Dilma Rousseff, Carlos Araújo. Aos 79 anos, ele estava internado em estado grave no Hospital São Francisco, em Porto Alegre, desde o dia 25 de julho, devido a um quadro de cirrose medicamentosa.
 
Carlos Araújo foi preso durante a ditadura militar, pouco tempo após conhecer a ex-presidente. Assim como Dilma, enfrentou tortuta e até chegou a tentar suicídio para não entregar os companheiros de militância.
 
Fundador do PDT, foi um dos deputados mais bem votados do partido no Rio Grande do Sul. Afastou-se da política parlamentar nos anos 2000, mas nunca deixou de participar dos debates nacionais.
 
Dilma e Araújo - que tiveram uma filha, Ana Paula, e o neto Gabriel - separaram-se nos anos 1990, mas continuaram a amizade e companheirismo ao longo dos anos. Leia mais »
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O golpe contra Dilma na visão do PT seria o de Maduro na Venezuela


Foto: Fernando Bizerra/Efe
 
Jornal GGN - A classificação de golpe que o governo de Nicolás Maduro tenta impor contra a oposição, com as reações de partidos e de parte da população com a estratégia de instalar uma Assembleia Constituinte na Venezuela, não é apenas retórica, como também inverte aos opositores o que, na verdade, os governistas vem articulando. 
 
Aqui, no Brasil, o Congresso iniciava o que se chamou de golpe parlamentar, quando tornava inválidas as eleições de 2014, que seguindo o sistema democrático de votação deu vitória à Dilma Rousseff. De forma similar, a Venezuela poderá violar a escolha da maioria da população, ao destituir do poder, por meio de uma Assembleia Constituinte, os parlamentares eleitos.
 
"Quando o voto direto não levou ao resultado esperado, uma parte da classe política inventou um novo pleito. E porque a Constituição não atendia às suas necessidades, esmiuçaram a Constituição. É possível contestar o impeachment brasileiro e ao mesmo tempo denunciar a Constituinte venezuelana", analisou o cientista político Mathias Alencatro, em coluna.
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Dilma: "O que a gente vai ver amanhã é se o Planalto comprou os deputados"

Jornal GGN - Em entrevista a Fernando Morais, do Nocaute, a presidente deposta Dilma Rousseff disse que o que a Câmara deve mostrar amanhã, durante a votação da denúncia contra Michel Temer a reboque das delações da JBS, é se o Planalto teve sucesso na compra dos parlamentares.

"Nós vamos ver se o Planalato conseguiu ou não comprar número suficiente de deputados e se conseguiu com isso barrar a denúncia do procurador. Eu não controlo isso e nem me interessa saber o controle (desses números). Mas acho que o povo tem que saber que existe isso", disse a ex-presidente.

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Dilma rebate O Globo, mais uma vez

Jornal GGN – A assessoria da presidente afastada Dilma Rousseff soltou nota rebatendo o jornal “O Globo” de hoje. O jornal apresenta uma pauta e, na esteira, publica noticiário e opiniões corroborando a tese. Veja a nota a seguir.

*“O Globo” e o jornalismo de guerra*

A propósito do noticiário e das opiniões publicadas nesta sexta-feira, 28 de Julho, no jornal “O Globo”, a Assessoria de Imprensa de Dilma Rousseff esclarece:

1. “O Globo” mente e distorce os fatos, como de costume. O jornal continua fomentando ilações sem fundamento. Não podemos esquecer que deu lastro aos golpistas que, hoje, afrontam o país.

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Ex-marido de Dilma, Carlos Araújo é internado em estado gravíssimo em Porto Alegre

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Foto: Reprodução
 
Jornal GGN - Carlos Araújo, ex-deputado estadual pelo PDT e ex-marido de Dilma Rousseff, foi internado em estado gravíssimo no Hospital São Francisco, em Porto Alegre.
 
De acordo com o jornal Zero Hora, Carlos Araújo deu entrada na casa de saúde no começo da noite de ontem (25) devido a um quadro de cirrose medicamentosa. A ex-presidente acompanha a situação na capital gaúcha.
 
Carlos Araújo, de 79 anos, é ex-guerrilheiro e ajudou a fundar o PDT. Ele se afastou do partido em 2000, junto com Dilma e outros correligionários. Ele foi preso durante o regime militar e, nos anos 80, tornou-se o deputado estadual mais bem votado do Rio Grande do Sul.

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A história está sendo implacável com os golpistas, diz Dilma

Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

da Revista Fórum

A história está sendo implacável com os golpistas, diz Dilma

Em  aula inaugural em universidade na Paraíba, ex-presidente aponta que motivos do golpe estão cada vez mais claros, entre eles a necessidade de estancar investigações na Lava Jato e botar o Brasil de novo no rumo das políticas neoliberais de Collor e FHC. Assista vídeo

Por Redação 

A ex-presidente Dilma Rousseff deu aula inaugural em universidade na Paraíba no último sábado e afirmou que, um ano depois, a história já está sendo implacável com os golpistas, como Michel Temer e Aécio Neves, que disseminaram o ódio e estão sendo vítimas dele e que o golpe está comprovado. “Aquela discussão que enfrentamos durante todo o ano em 2016 e metade de 2017, se houve ou não um golpe parlamentar, saiu do terreno da especulação e está no terreno dos fatos. É inquestionável hoje que foi dado um golpe”, concluiu.

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"O problema do Brasil não era a Dilma", diz Lula sobre o golpe


Foto: Ricardo Stuckert / Lula.com
 
Jornal GGN - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou o juiz que o condenou a 9 anos e 6 meses de prisão, Sérgio Moro, de "czar", em referência aos monarcas dos impérios búlgaro e russo, e os procuradores da força-tarefa de Curitiba, comandada por Deltan Dallagnol, de "jovens mal-intencionados".
 
As declarações foram feitas à rádio Capital, de São Paulo, em entrevista na manhã desta terça-feira (18). Uma semana após a sentença por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o ex-presidente disse querer "provar que o Moro errou, que a equipe da Lava Jato errou" e que "mentiram demais".
 
"Não vou, depois de 70 e poucos anos de vida, permitir que meia dúzia de jovens mal-intencionados venham tentar jogar a minha imagem na lama. (...) O juiz Moro não pode continuar se comportando como um czar. Ele faz o que quer, quando quer, sem respeitar o direito democrático, sem respeitar a Constituição. E não deixa a defesa falar", disse.
 
O ex-presidente também ressaltou o cenário político atual, como consequência após a queda da então presidente e sua sucessora, Dilma Rousseff. Se antes, em dezembro de 2014, o país apresentava "o menor índice de desemprego de sua história, 4,5% de desemprego", com "padrão Suécia, Dinamarca e Alemanha", com aumento de 74% no salário mínimo, hoje a situação é outra.
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Silêncio do Supremo diante de abusos virou um escudo para Moro

Juiz de Curitiba mostra que não aprendeu nada com a reprimenda quase solitária do ministro Teori Zavascki no episódio do vazamento de áudio de Dilma e Lula
 
Foto: Lula Marques
 
Jornal GGN - A sentença do caso triplex mostra que o juiz Sergio Moro não aprendeu nada com a reprimenda sofrida pelo então ministro Teori Zavascki no episódio do vazamento de conversa de Lula com figuras com foro privilegiado, como Dilma Rousseff e Jaques Wagner, em março de 2016.
 
Mais do que isso: Moro usou o silêncio dos ministros - com a exceção de Marco Aurélio Mello e do próprio Teori - diante de eventual abuso como uma espécie de escudo. Ele ainda afirmou que se não cabia à primeira instância revelar "o segredo sombrio dos governantes", o Supremo deveria fazê-lo.
 
À época, Zavascki e Mello apontaram que Moro afrontou a Constituição ao deixar gravar e levantar o sigilo de interceptações que envolviam políticos diplomados.
 
Pouco mudou na postura dos demais membros da Corte após a queda de Dilma Rousseff. O destaque fica por conta de Gilmar Mendes e a aparente defesa do novo governo em exercício.
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A tomada do Palácio pelo inverno, por Felipe Pena

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Foto: Leandro Neumann

Do Extra

 
ESSA HISTÓRIA É SOBRE O COPEIRO JOSÉ DA SILVA CATALÃO
 
Quinta-feira, 12 de maio de 2016.
 
José da Silva Catalão, copeiro do Palácio do Planalto, chega cedo ao serviço. Há um deserto em cada corredor no caminho do vestiário. Os poucos seguranças de plantão olham para a tela da TV sintonizada em um canal de notícias. A imagem mostra o painel de votação do senado federal. Catalão ignora a cena e segue seu rumo. No armário, estão o smoking preto, a camisa branca e a gravata borboleta que compõem seu uniforme de trabalho. Quando retorna pelo corredor em direção à copa passa novamente pela TV. São seis e meia da manhã. O placar do senado registra 55 votos favoráveis e 22 contrários ao afastamento da presidente Dilma.
 
Aos 52 anos, Catalão trabalha há oito como garçom do gabinete presidencial. O bom humor é sua marca, um contraste com o clima pesado do terceiro andar do palácio, onde são tomadas as decisões mais importantes do país. Quando Lula era presidente, o garçom escondia o dedo mindinho da mão esquerda na hora de servir o café, imitando o chefe, que respondia com gargalhadas e palavrões. Com Dilma, o tratamento é mais formal, mas ele é um dos poucos funcionários que consegue arrancar um sorriso da presidente no meio de uma reunião de trabalho.
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A opinião pública em tempos de crise, por Gustavo Rufino

A opinião pública em tempos de crise

por Gustavo Rufino

A perceção de uma sociedade é sempre atípica e pessoal. Uns acreditam que vivemos em um tempo de prosperidade e há saudosistas que creem que o mundo de hoje está bem pior do que já foi. Todos tendem a acreditar que sua visão de sociedade é única e verdadeira. Mas, o Estado democrático de direito no Brasil é mais frágil do que parece e dá sinais claros de fatores que levam a rupturas democráticas e influenciam a percepção da sociedade.

No texto Opinião Pública, Walter Lippmann (1889 – 1974), mostra o quão pouco conhecemos (e nada discutimos) do ambiente onde vivemos. Observamos as notícias que chegam de diferentes fontes de dados e acreditamos que aquilo é um retrato fiel da sociedade em que estamos naquele momento, mais difícil ainda é basear uma visão de outras pessoas, ou principalmente de outra época.

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Os deuses do parlamento, por Ronaldo de Almeida

da Fundação Mauricio Grabois

Sob a proteção de Deus e em nome do povo brasileiro

No artigo “Os deuses do parlamento”, Ronaldo de Almeida, professor do departamento de antropologia da Unicamp e pesquisador do Cebrap, parte das repetidas referências religiosas presentes nos discursos pela admissibilidade do impeachment de Dilma Rousseff, em abril de 2016, para discutir o peso da religião na “onda conservadora” que impediu a ex-presidente.Os deuses do parlamento

Os deuses do parlamento

por Ronaldo de Almeida

Introdução

Está aberta a sessão. Sob a proteção de Deus e em nome do povo brasileiro iniciamos nossos trabalhos.

Assim o presidente da Câmara dos Deputados, deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ), iniciou a votação de admissibilidade do processo de impeachment de Dilma Rousseff, em 17 de abril de 2016. Evocar Deus não foi tão somente um ato de vontade de Cunha pelo fato de ele ser evangélico pentecostal ligado à Assembleia de Deus. Ele seguiu o rito de abertura das sessões do Poder Legislativo, tanto da Câmara como do Senado Federal. Posteriormente, por livre vontade, 52 deputados federais dos 513 votantes citaram a palavra “deus”.

Apesar da diversidade territorial e dos setores de atuação de cada deputado, boa parte do léxico político mobilizado valeu-se simbolicamente dos termos “deus”, “família” e “nação”,1 que operaram como elementos unificadores e transversais, além de apresentarem maior densidade de sentidos do que os termos “democracia”, “Estado de direito”, “cidadania” e todo repertório político liberal moderno.

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Fim da desoneração da folha passa a valer no dia 1º de julho


Dyogo Oliveira e Henrique Meirelles - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
 
Jornal GGN - A Medida Provisória que acabou com a desoneração da folha de pagamento para grande parte dos setores da economia começa a valer a partir do próximo dia 1º de julho. Considerada uma das principais políticas do governo de Dilma Rousseff para estimular a economia, a desoneração voltará para diversas empresas.
 
Setores de tecnologia da informação, teleatendimento, hoteleiro, comércio varejista e alguns segmentos industriais, como automóveis e vestuário, terão que contribuir com a alíquota de 20% a partir do próximo mês.
 
A desoneração instituída pelo governo Dilma substituía a contribuição sobre a folha de pagamento por uma contribuição sobre a receita bruta, destinada ao financiamento da Seguridade Social. Mas o governo de Michel Temer acabou com a política e buscou recuperar parte do déficit primário de R$ 139 bilhões do país com a retomada da arrecadação.
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“Fomos ingênuos em relação aos meios de comunicação", afirma Dilma Rousseff

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Foto: Roberto Parizotti/CUT

Do Página 13

Entrevista exclusiva: Dilma Rousseff sem censura, ou quase

“A pauta política dominante é machista, fundamentalista e tende à regressão”

“Não percebi a aversão das classes enriquecidas a pagar qualquer parte da crise”
 
“Fomos ingênuos em relação aos meios de comunicação. São antidemocráticos!”

A financeirização da economia envolve a tal ponto o capitalismo brasileiro, na atualidade, que a queda da taxa de juros deixou de ser interessante até mesmo para o setor produtivo da burguesia nativa. “Todas as grandes empresas brasileiras têm uma variante bancária chamada tesouraria, na qual a parte financeira é, progressivamente, mais significativa que a parte produtiva. A financeirização faz isso em qualquer país. Mas no Brasil, além disso, tem um ganho maior, que é derivado de serem sócios da rolagem da dívida pública”. A avaliação é da presidenta Dilma Rousseff, em entrevista exclusiva concedida a Esquerda Petista em 13 de fevereiro último, no seu modesto apartamento em Porto Alegre.

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