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PMDB

Sem coerções ou prisões, Yunes "esclarece" R$ 10 milhões do PMDB

Yunes disse que, ao receber em seu escritório os R$ 4 milhões, não sabia do que se tratava. Enquanto isso, o ministro da Casa Civil que teria recebido o montante sai de licença por "problemas de saúde"
 
Michel Temer e seu assessor especial do gabinete pessoal, José Yunes
 
Jornal GGN - O empresário e amigo de Michel Temer, José Yunes, que foi apontado por delação de executivo da Odebrecht como o intermediário de um dos repasses de um total de R$ 10 milhões da empreiteira para as campanhas do PMDB, em 2014, a mando do atual presidente da República, diz que deixou o governo para tentar se defender.
 
A saída do ex-assessor de Temer do governo foi a sétima baixa do Planalto, no último ano. Foi no dia 15 de dezembro, que Yunes anunciou a sua saída. Conselheiro amigo de Temer há 40 anos, se considerando "psicoterapeuta político" do peemedebista, ocupava a assessoria especial da Presidência.
 
Ambos mantiveram uma relação de proximidade desde os tempos da graduação, em 1960. A amizade se estendeu por 50 anos, até assumir posto no gabinete pessoal do presidente. Mas duas delações de peso na Operação Lava Jato recaíram sobre a relação.
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Marcola tem muito a aprender com Cunha, o preso mais poderoso do País, por Jeferson Miola

Marcola tem muito a aprender com Cunha, o preso mais poderoso do País

por Jeferson Miola

Eduardo Cunha tem razões de sobra para se sentir o presidiário mais poderoso do país. Os motivos para isso são mais que justificáveis:

  1. sua turma na trama golpista, que o ministério público federal diz ser a organização criminosa identificada por alcunhas nas planilhas de propinas da Odebrecht, está no centro do poder: Michel Temer, o MT; Eliseu Padilha, o Primo; e Moreira Franco, o Angorá – Geddel Vieira Lima, outro parceirão do time e colecionador de desvios e crimes, já foi ejetado do Planalto, e em breve poderá fazer companhia a Cunha;
  2. Gustavo do Vale Rocha, seu advogado e também advogado da Marcela Temer na censura das notícias do hacker, foi indicado por Cunha e nomeado pelo “Primo” como Subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, um dos cargos mais influentes do governo federal;
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Desmonte e perda de referencial no poder brasileiro

País vive nova ordem institucional, com raízes mais recentes do Plano Real, avalia André Araújo em entrevista no Sala de Visitas 


 
Jornal GGN – As origens do desmonte industrial e político mais recentes no país estão atreladas ao vácuo de poder que se abriu no Brasil, com o enfraquecimento dos partidos e do Executivo, e as sementes que deram sustentação à perda de credibilidade dos setores puramente políticos foram plantadas ainda durante a implementação do Plano Real (1994).
 
"Esse capital político, dos economistas do chamado mercado, foi criado no Plano Real, que foi um plano 100% montado por economistas. Até então [essa classe] não tinha poder", explica André Araújo, em entrevista para Luis Nassif, no programa Sala de visitas. 
 
O colunista do GGN e consultor de empresas estrangeiras no Brasil e do International Republican Institute (IRI), braço externo do Partido Republicano norte-americano, completou a explicação lembrando que, apesar do sucesso do Plano Real não ter sido pleno, afinal "só consertou a parte gráfica da moeda, sem consertar as razões por que havia a inflação", o equilíbrio que conseguiu, após anos de tentativa dos governos anteriores, beneficiou politicamente os economistas ligados ao sistema financeiro. 
 
Daquele momento histórico em diante, Araújo destacou que se criou no país uma geração de economistas ligados às escolas com a formação monetarista, influenciadas pelas teorias desenvolvidas nos Estados Unidos dos anos 1990.
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Corrupção ocorria desde 86 pelo PMDB, mas Lava Jato restringe aos últimos 10 anos

 
Jornal GGN - Na mira da 38ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada na manhã desta quinta-feira (23), há a suspeita de que o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) angariou aproximadamente US$ 40 milhões, durante 10 anos, para alimentar as campanhas de seus correligionários.
 
A investigação levantou dados de que o esquema se mantém desde 1980, por meio dos "grandes operadores", Jorge e Bruno Luz, que intermediavam os repasses dentro da Diretoria Internacional.
 
Na tentativa de se chegar aos dados de que as propinas também seriam repassadas a políticos do Partido Progressista, na Diretoria de Abastecimento, e do Partido dos Trabalhadores, na de Serviços, os investigadores tentaram sacar o máximo de informações possíveis de delatores, como Nestor Cerveró, Paulo Roberto Costa e do ex-senador Delcídio do Amaral.
 
Entretanto, o que encontraram é que Jorge e Bruno Luz, pai e filho que atuavam no esquema, formavam o que os investigadores denominaram de "operador dos operadores", atuando de 1986 na Petrobras, durante o governo do peemedebista José Sarney. 
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Lava Jato mira em "operador dos operadores" do PMDB na Petrobras

 
 
Jornal GGN - A Operação Lava Jato deflagrou a 38ª fase, denominada Operação Blackout, com mira em operadores financeiros e diretores da Petrobras, relacionados a caciques do PMDB. Entre os peemedebista indiretamente arrolados estão Renan Calheiros (AL), Jader Barbalho (PA), José Sarney e Silas Rondeau, ex-ministro de Minas e Energia.
 
A etapa da Lava Jato realizou dois mandados de prisão, contra Jorge Luz e Bruno Luz, lobistas da Petrobras ligados aos políticos. Os dois estão nos Estados Unidos e foram incluídos na lista de procurados da Interpol. A PF também cumpriu 16 mandados de busca e apreensão.
 
Jorge Luz foi apontado pelos investigadores como o "operador dos operadores". Atuando na estatal desde o governo de José Sarney, em 1986. 
 
As delações que motivaram a 38ª fase foram dos ex-diretores da estatal, Paulo Roberto Costa e Nestor Cerveró, o lobista Fernando Baiano, além do ex-senador Delcídio do Amaral. Os delatores narraram a proximidade dos operadores, pai e filho, com os políticos do PMDB.
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Caciques do PMDB marcam depoimento com Moro sobre Lula

 
Jornal GGN - Também alvo da Operação Lava Jato, sobretudo com a delação do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, o senador e braço direito do governo Temer, Romero Jucá (PMDB-RR), irá prestar depoimento ao juiz Sergio Moro. Desta vez, como testemunha de Luiz Inácio Lula da Silva, no caso do triplex do Guarujá. Além de Jucá, Renan e Sarney irão prestar depoimento a Moro.
 
A 13ª Vara Federal de Curitiba tenta o contato com o senador peemedebista há quase um mês. Sem contato com os investigadores do Paraná, Jucá agendou, somente nesta terça-feira (21) o depoimento que irá prestar para Sérgio Moro. A data marcada foi o dia 7 de março.
 
Em documento anexo aos autos da Vara Federal, os assessores do juiz federal Sérgio Moro alertavam a falta de comunicação com o parlamentar. Eles vinham tentando marcar a audiência desde o dia 24 de janeiro. 
 
Assim como grande parte dos depoimentos de audiências de testemunhas, o que seria concedido por Jucá poderia ocorrer via videoconferência. Portanto, não seria necessária a presença do senador peemedebista na Justiça de Brasília.
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Supremo impede Sérgio Moro de usar delações de Machado em investigações

 
Jornal GGN - O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o juiz Sergio Moro, da Justiça Federal do Paraná, não poderá ter acesso às delações de Sérgio Machado, ex-diretor da Transpetro, que revelou em delação premiada o esquema de corrupção por caciques do PMDB na Lava Jato.
 
Em setembro do último ano, o então relator no Supremo, Teori Zavaskci, havia entendido que a delação de Machado poderia ser desmembrada, sendo as citações a não políticos - e, portanto, não detentores de foro privilegiado - remetidas à primeira instância. Era o caso do ex-senador e ex-presidente José Sarney.
 
As demais referências a políticos, entre eles, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e o senador Romero Jucá, Teori havia decidido pela manutenção dessas investigações no STF.
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Em dúvidas de nomeação à Justiça, Temer critica pressões, mas deve ceder

 
Jornal GGN - Após a recusa do ex-ministro Carlos Velloso ao posto de ministro da Justiça, em substituição a Alexandre de Moraes, que nesta terça-feira (21) é sabatinado a uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente Michel Temer segue sondando quem ocupará o Ministério.
 
Temer busca um perfil como o de Velloso para a pasta: ao mesmo tempo supostamente técnico, por carreira no Supremo, devendo ser visto com certa imparcialidade, alguém que mantenha trânsito político a aliados e à cúpula do governo.
 
Nesse sentido, o presidente teria indicado a parlamentares que sua preferência ainda é por um nome do meio jurídico, com passagem por tribunais superiores. A informação é de reportagem de O Globo, que revela, por outro lado, um plano B: atender à bancada do PMDB na Câmara, que exige um nome no governo.
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Ao negar Ministério da Justiça, Velloso defendeu governo Temer

 
Jornal GGN - Após a grande repercussão de sua proximidade com a cúpula tucana, sobretudo com o senador Aécio Neves (PSDB-MG), o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Carlos Velloso, anunciou no fim da tarde desta sexta-feira (17) a recusa para assumir o Ministério da Justiça. Na nota, disse que Michel Temer presidente é "missão que o destino conferiu" para "recolocar o Brasil nos trilhos".
 
A entrada de Velloso estava marcada, nos últimos dias, por publicações de suas relações com políticos da principal base aliada do governo Temer, o PSDB, um dos partidos investigados na Operação Lava Jato e que, até o momento, não trouxe muitos avanços contra seus membros por parte da Procuradoria-Geral da República.
 
Se assumisse a pasta oferecida por Temer para que o ajudasse a "salvar o país", Velloso estaria indiretamente no comando também da Polícia Federal, órgão teoricamente independente, mas que é subordinado ao Ministério.
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Cunha quer entregar o jogo de Temer e PMDB

Por outro lado, se a Justiça de Brasília barrar perguntas e impedir acusações contra o presidente da República, a exemplo do que fez Sérgio Moro, não restará a Cunha outra opção de acusar Temer que não seja a delação premiada
 
 
Jornal GGN - Ainda na estratégia de mostrar aos investigadores de que se ele é acusado de comandar esquemas de corrupção nos crimes da Operação Lava Jato, o atual presidente Michel Temer também deverá responder à Justiça, Eduardo Cunha (PMDB) enviou outras e novas perguntas a Temer, o intimando como testemunha, agora na Justiça de Brasília.
 
O ex-presidente da Câmara e ex-deputado federal pelo PMDB é investigado em várias frentes da Lava Jato. Se em Curitiba, Cunha foi preso por Sérgio Moro pelo esquema de desvios da Petrobras, em Brasília a ação é sobre desvios do FI-FGTS, um desdobramento da primeira.
 
Assim como o fez no caso sob comando de Moro, no Paraná, Cunha enviou 19 perguntas a Temer, após o intimar como testemunha de seu processo. Em uma delas, chega a perguntar ao presidente da República se ele tem ciência da "vantagem indevida" oferecida ao ministro Moreira Franco.
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Operação da PF investiga filho de Edison Lobão

 
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Jornal GGN - Nesta quinta (16), a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão na Brasilcap, empresa do Banco do Brasil que administra títulos de capitalização. A companhia é presidida por Márcio Lobão, filho do senador Edison Lobão (PMDB-MA), ex-ministro e presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na Casa. 
 
A PF também cumpriu mandados em Belém (PA) em imóveis de propriedade de Márcio Lobão, em ação dentro da Operação Leviatã, que apura um suposto esquema de desvio de recursos e pagamento de propina na construção da Usina de Belo Monte. 
 
O nome do filho do senador foi citado por depoentes que afirmam que as empresas participantes do consórcio da obra pagavam aos envolvidos 1% do valor dos contratos em propina, segundo a PF. 

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Sem votos

Temer é reprovado por 62,4% dos brasileiros, mostra CNT/MDA

 
Jornal GGN - Enquanto o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com larga vitória frente a todos os cenários de intenções de votos para a Presidência em 2018, o atual presidente Michel Temer acumula reprovação da maioria dos brasileiros: 62,4%.
 
A informação é da pesquisa CNT/MDA, divulgada nesta quarta-feira (15), e que ouviu 2.002 pessoas, em 138 municípios nas 25 unidades federativas, entre os dias 8 e 11 de fevereiro. 
 
As perguntas foram para analisar o desempenho pessoal de Temer no comando do Palácio do Planalto. A desaprovação de 62,4% dos entrevistados foi a segunda maior já calculada até agora na gestão do peemedebista. 
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Ação contra Aníbal obriga respostas à denúncia contra Renan Calheiros

 
Jornal GGN - Aproximam-se de julgamentos os caciques do PMDB já denunciados pela Operação Lava Jato. Isso porque o ministro relator Edson Fachin decidiu manter Aníbal Gomes (PMDB-CE) réu de ação penal, nesta terça-feira (14). A medida abrirá para decisões do Supremo contra os políticos já denunciados, sobretudo Renan Calheiros (AL).
 
Isso porque, por unanimidade, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) seguiu o entendimento de Fachin de que a ação penal contra o deputado está clara e não apresenta nenhum impedimento para o investigar.
 
Por outro lado, o deputado federal pelo PMDB é acusado de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no âmbito das investigações da Operação Lava Jato. No andamento da denúncia contra Aníbal, a atuação do peemedebista foi associada a supostos crimes cometidos por nada menos que o ex-presidente do Senado, Renan Calheiros.
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Inversão da Lava Jato: Por que Janot decide segredo de algumas delações?

Em precaução antes não adotada, agora procuradores da Lava Jato mantêm, e imprensa defende, cuidados nas investigações que recaem e ameaçam governo Temer
 
 
Jornal GGN - No início de janeiro, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pressionava pela urgência na homologação das delações do 77 executivos e ex-funcionários da Odebrecht e defendia, até dezembro do ano passado, a quebra do sigilo. Mas nas últimas semanas, uma inversão de cenários se deu nos posicionamentos de investigadores da Operação Lava Jato e a imprensa.
 
Ainda em dezembro, Janot solicitava a Teori Zavascki, então relator dos processos no Supremo Tribunal Federal (STF) que validasse os conteúdos do que vem a ser o maior dos acordos já fechados pela Operação, e que trazia temores a partidos da antiga oposição e hoje base do governo de Michel Temer, sobretudo o PMDB e o PSDB.
 
A pressão da Procuradoria Geral da República se manteve no início do ano, ainda após o acidente que levou à morte o ministro Teori. Rodrigo Janot pedia à Cármen Lúcia, presidente da Corte e responsável pelo plantão judicial e medidas de urgências durante as férias forenses, para que liberasse de imediato os depoimentos.
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Fachin autoriza inquérito sobre acordão do PMDB para obstruir Lava Jato

 
Jornal GGN - Em uma das suas primeiras medidas como relator da Operação Lava Jato, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, autorizou o inquérito para investigar os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), Romero Jucá (PMDB-RR), o ex-senador José Sarney (PMDB-AL) e o ex-diretor da Transpetro Sérgio Machado.
 
A investigação é a que trata de obstrução da Operação Lava Jato, e da qual o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a caracterizou como "solução Michel", uma vez que os integrantes do partido planejavam a queda da presidente Dilma Rousseff e a entrada de Michel Temer.
 
Passaram-se oito meses desde que o grampo de Machado, liberado em maio do último ano, revelou o esquema planejado entre os caciques do PMDB e da cúpula do governo Temer para construir um "grande acordo nacional" com Temer e impedir o avanço da Operação Lava Jato. 
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