Comentário ao post “Efeitos da estratégia de financiamento da produção acadêmica”
Por Alessandro Moure
Uma forma fácil de mudar a coisa toda é acabar com o fomento individual. Deixa-se de fomentar o professor A ou B e fomenta-se de maneira institucional, ou seja, o laboratório, ou instituto A ou B. Quem sabe nas FAPs, por sua capilaridade, ainda seja viável o modelo de fomento individual (que gera, sem trocadilho, o individualismo). Já no nível federal esse modelo não mais se sustenta.
Não posso deixar de criticar a ausência de transparência no fomento. O CNPq publica como resultado de edital somente o nome do pesquisador e sua instituição de vínculo. Não publica sequer o título do projeto aprovado, tampouco as notas obtidas. Relatório final (leia-se prestação de contas à sociedade), então, nem pensar.
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