4 de junho de 2026

Exército e PF contra invasão de território brasileiro: Acre

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

 

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Com ordem para atirar, Exército e Polícia Federal realizam operação no Acre contra invasão de território brasileiro

http://www.altinomachado.com.br/2013/12/com-ordem-para-atirar-exercito-e.html

Homens do Exército, Polícia Federal e Fundação Nacional do Índio (Funai) iniciaram na tarde desta quinta-feira (5) uma operação contra a invasão do território brasileiro por peruanos, na Terra Indígena da etnia kampa (ashaninka) e dos índios isolados, de etnia desconhecida, do Rio Envira, na região do município de Feijó AC), na fronteira com o Peru.

Batizada de Operação Xinane, os homens usam barcos e um helicóptero Black Hawk do Exército com ordem de atirar caso avistem os invasores. A operação pretende ser exemplar para inibir as frequentes invasões do território brasileiro por peruanos.

Uma fonte do governo do Acre revelou à reportagem que a Secretaria de Segurança Pública do Acre recebeu na segunda-feira (2) um relatório sobre as invasões do território brasileiro nas cabeceiras do Rio Envira. Obtido com exclusividade pelo Blog da Amazônia, o relatório enviado ao secretário Ildor Reni Graebner é assinado por Guilherme Daltro Siviero, coordenador substituto da Frente de Proteção Etnoambiental, mantida pela Funai no Rio Envira.

O relatório detalha os avistamentos e conflitos ocorridos entre a aldeia Simpatia (da etnia ashaninka) e não-índios. A Funai considera “complexa” a situação de invasões enfrentada pelos povos indígenas, incluindo os índios isolados, que habitam a região da fronteira Brasil-Peru.

De acordo com o relatório, na última sexta-feira (29) de novembro, a Funai recebeu, via rádio, a informação de um avistamento, por parte dos ashaninkas da aldeia Simpatia, de um grupo de invasores no aceiro da mata da aldeia. O fato, segundo a Funai, tornou a situação na aldeia Simpatia complicada, deixando a comunidade sob tensão.

No mesmo dia, Padilha, índio ashaninka, subiu cautelosamente o Rio Envira para averiguar a situação e encontrou um grupo de aproximadamente 30 pessoas instalados na capoeira da antiga aldeia Hananeri/Sete Voltas. Entre eles havia indígenas, provenientes do Peru, além de não indígenas, vestindo camisa branca, bota, chapéu e armados. O indígena retornou para a aldeia e repassou a informação à comunidade, que relatou à Frente de Proteção Etnoambiental sobre a situação.

– Após o ocorrido todas as mulheres e crianças foram deslocadas da aldeia Simpatia para uma aldeia mais abaixo no Rio Envira, Aldeia Cocoaçu (…), sendo que por questões de alimentação e logística de transporte encontram-se novamente na aldeia Simpatia (retornaram dia 01/12). No momento a aldeia Simpatia conta com um total de oito homens.

De acordo com a Funai, também foram relatados diversos sobrevôos (sexta, sábado e domingo) em nível baixo de altitude sobre a aldeia Simpatia, segundo os ashaninka, um avião bimotor de cor preta, contendo a numeração 9 e 10.

No Vale do Alto Juruá, ao longo da fronteira internacional dois dois países e de suas proximidades, existem oito terras indígenas, que formam um mosaico territorial com extensão total de 962,7 mil hectares. Reconhecidas pelo governo federal, as terras constituem territórios de moradia de vários povos indígenas como kaxinawá, ashaninka (kampa), madija e isolados, de etnia desconhecida.

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