Jornal GGN – A Fifa realizou, na tarde desta sexta-feira (6), o sorteio das chaves da próxima Copa do Mundo, durante evento organizado na Costa do Sauípe, no litoral baiano. Cabeça do grupo A, o Brasil vai enfrentar México e Camarões, depois de estrear na competição contra a Croácia, em 12 de junho – a princípio no Itaquerão, em São Paulo, palco de um acidente que deixou dois mortos e atrasou as obras em alguns meses.
“A Copa começa agora. O jogo de abertura gera uma pressão enorme. Ganhar a primeira partida é meio caminho para avançar”, afirmou Carlos Alberto Parreira, atual coordenador técnico do Brasil, ao site da Fifa.
Não é a primeira vez que a Seleção começa uma jornada de Copa enfrentando os croatas. No Mundial da Alemanha, em 2006, a equipe, então comandada pelo então técnico Parreira, estreou vencendo por 1 a 0, gol do meia Kaká. As coincidências não param por aí. Na primeira vez que o Brasil sediou uma Copa do Mundo, em 1950, o México também estava no mesmo grupo da seleção dona da casa. Naquela ocasião, retumbante vitória “canarinho” por 4 a 0.
Adversários do Brasil
Os adversários do Brasil não estão entre os mais difíceis. A Croácia sensação da Copa de 1998 fica apenas na memória dos torcedores locais. O time atual garantiu uma vaga no torneio depois de disputar a repescagem das eliminatórias europeias e vencer a fraca seleção da Islândia.
O México também se classificou com muitas dificuldades. Após uma campanha vexatória nas eliminatórias das Américas do Norte e Central, ficando atrás de Estados Unidos, Costa Rica e Honduras, a seleção latino-americana superou a Nova Zelândia na repescagem.
A seleção camaronesa, outra equipe que já dividiu um grupo com o Brasil em uma Copa, no ano de 1994, também chega desacreditada. Por mais que conte com o já veterano craque Samuel Eto’o, este não mantém um bom relacionamento nem com o técnico da equipe, Volker Finke, nem com seus companheiros.
O clima entre eles azedou de tal forma que o jogador do Chelsea chegou a se aposentar da seleção durante as eliminatórias, alegando “motivos familiares”, voltando atrás após o presidente de Camarões, Paul Biya, intervir. Depois da vitória contra a Tunísia, partida que valeu a vaga na Copa, Eto’o reclamou que não recebia a bola dos companheiros.
Outros grupos
Pela primeira vez na história, uma chave reúne três campeões do mundo. Uruguai, Inglaterra e Itália, que somados reúnem sete títulos mundiais, foram sorteados no grupo D ao lado da Costa Rica, time sem tradição no torneio e candidato a saco de pancadas da chave. A notícia pode ter agradado aos brasileiros que ainda sentem calafrios por conta do “fantasma” uruguaio de 1950.
Já os ingleses não têm motivos para sorrir. Dias antes do sorteio, o técnico do English Team, Roy Hodgson, afirmou que Manaus era “a sede a ser evitada”, por conta do clima local, quente e úmido. Sem ter a sorte como aliada, no entanto, ele terá de enfrentar a tetracampeã Itália na Arena Amazônia logo na estreia das duas equipes na Copa.
Incomodado, o prefeito de Manaus, Arthur Virgilio, alimentou a polêmica: “Nós também preferimos que a Inglaterra não venha”, declarou, em nota. Mas assim que ficou sabendo que teria de estrear na capital do Amazonas, Hodgson resolveu adotar a política da boa vizinhança. “Será uma oportunidade para conhecer o norte do Brasil – nunca estive na Amazônia e essa será uma experiência muito interessante para mim e para o resto do time”, afirmou ao site da federação inglesa.
Outro grupo de bom nível técnico é o G, composto por Alemanha, Portugal, Gana e Estados Unidos. A tricampeã mundial traz ao Brasil uma geração de jovens e talentosos atletas. Mas a seleção portuguesa não pode ser menosprezada, pois conta com ninguém menos do que Cristiano Ronaldo, artilheiro que aparece como favorito para receber o prêmio de melhor jogador do Mundo em 2013.
Ibéricos e germânicos estiveram juntos em um dos grupos da última Eurocopa e confirmaram a classificação para a fase seguinte. Mas nada está garantido para 2014. As seleções de Gana e Estados Unidos se destacaram nas eliminatórias de seus respectivos continentes e merecem atenção. “Não vai ser fácil passar este grupo”, resumiu o atacante português Hugo Almeida, durante entrevista ao canal RTP, citada pelo jornal A Bola.
As finalistas da última Copa, Espanha e Holanda, são os destaques do grupo B e estreiam na competição no dia 13 de junho, na Fonte Nova, na Bahia. O Chile espera e pode surpreender as protagonistas, sonho compartilhado com a Austrália, que marca presença pela terceira vez seguida no Mundial. “Grupo emocionante para começar o Mundial”, escreveu no Twitter o meia Andrés Iniesta.
Assim como o Brasil, a Argentina também não foi sorteada para figurar ao lado de nenhuma potência do futebol e vai enfrentar Bósnia, Irã e, mais uma vez, a Nigéria no grupo F. Os africanos foram derrotados pelos “hermanos” nas Copas de 1994, 2002 e 2010. “Em linhas gerais, foi um sorteio positivo”, classificou o técnico argentino, Alejandro Sabella, ao diário esportivo Olé.
A França é outro time que não tem do que reclamar. O time comandado pelo treinador Didier Deschamps jogará contra Suíça, Equador e Honduras na chave E. O grupo C conta com a Colômbia, do goleador Radamel Falcao García, ao lado de Grécia, Costa do Marfim e Japão. No grupo H, o destaque é a Bélgica, que volta a uma Copa do Mundo após 12 anos, com uma seleção promissora, liderada pelo meia do Chelsea Eden Hazard. Os belgas terão pela frente a Argélia, a Rússia e a Coreia do Sul.

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