
Jornal GGN – Um trio de pesquisadores ligados à Nasa (Agência Espacial Norte-americana) e a várias outras instituições do EUA (Estados Unidos) descobriram a existência das chamadas células de convecção gigantes dentro do Sol, comprovando uma teoria de quase meio século. A descoberta, publicada na revista Science, pode ajudar os cientistas a prever eventos relacionados à nossa estrela, como erupções solares e ejeções de massa coronal, que podem causar estragos nos sistemas eletrônicos de comunicação globais.
A equipe usou dados de um observatório da própria Nasa que capturou informações sobre a energia solar a cada 45 segundos durante vários meses. O processo permitiu aos pesquisadores acompanharem o movimento lento das células gigantes. O Sol gera uma grande quantidade de calor no seu núcleo, que é transportado para as suas partes exteriores e, eventualmente, para o espaço.
Esse processo ocorre devido ao fenômeno chamado de convecção. Os cientistas sabiam que existiam ao menos duas fontes de convecção (conhecidas como células): grânulos, que viajam muito rapidamente e os supergrânulos, que se movem lentamente. Os cientistas suspeitavam, há meio século, que havia um terceiro tipo de célula, gigante, também em ação e que tivesse impacto ainda maior no movimento não apenas do calor através do Sol, mas sobre seu magnetismo.
Identificação
No novo trabalho, os pesquisadores relataram que conseguiram identificar definitivamente essas células, tirando-as do terreno da previsão teórica para o dos fenômenos observados e comprovados. A dificuldade em identificar essas células gigantes acontecia porque elas se movem muito lentamente – cerca de dez metros por segundo, segundo o estudo. A velocidade, quando comparada com o tamanho do Sol, tornava esses elementos insignificantes.
Para superar esse problema, os pesquisadores analisaram minuto a minuto os dados do Solar Dynamics Observatory, da Nasa. O cálculo da média dos dados permitiu a observação de grandes grupos de supergrânulos sendo movidos por outras forças de atuação, no caso, as células gigantes. Além de provar a teoria, a identificação das células no Sol pode ajudar a prever melhor os eventos solares, que têm um impacto direto sobre os sistemas de comunicação do planeta.
Descobrir como prever tais eventos e determinar, com antecedência, seu impacto, pode ajudar a criar um sistema de desligamento automático para os equipamentos sensíveis, de modo a evitar um blackout mundial.
Com informações do Phys.org
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