Por Bruno Rodrigues
Comentário ao post “O risco das bolsas com os robôs de alta frequências“
Muito boa essa publicação! Adorei!
Comecei a estudar sobre assuntos ligados a Microestrutura de Mercado Financeiro em 2005,quando da finalização do meu MBA, onde tratei de captar as “expectativas iniciais” dos investidores ao invés de olhar para gráficos e informações de balanço, etc.
Minha teoria: Em um mercado informacional simétrico (Mercado Eficiente Forte) todas as informações estarão disponívels para todos ao mesmo tempo. Desta forma, eu não preciso acompanhar todas as informações disponíveis seria somente coerente olhar para o Livro de Ofertas e captar os movimentos que estariam para acontecer.
Mesmo em um mercado assimétrico de informações, o Livro de Ofertas serve de filtro pois temos ordens que ainda não foram finalizadas ilustrando assim a expectativa inicial do Investidor após ter tido acesso a todas as informações disponívels (ou parte delas), captando assim Inside Information por parte de Investidores.
Em 2012, com a mesma lógica, criei uma proposta de pesquisa na Austrália para entender se os Traders Automáticos estão criando tendências no mercado, impulsionando assim, o mercado para uma supervalorização ou sub.
Os estudos progridem…
Grande abraço!
Bruno Rodrigues
junior50
6 de dezembro de 2013 6:28 pmEstudo Bem vindo
Bruno,
Particularmente eu acredito que estas ferramentas robóticas, os HTI e assemelhados, interferem sim na valorização ou subvalorização de um ativo (commodities, indices etc..), principalmente nas operações de mercado futuro, chamadas de margem e hedge – provar é outra história, um problema.
No “chute” , puro palpite, isto é resultado da extrema pressão pelas quais os administradors/operadores de fundos, sofrem ao longo das 24 horas de cada dia, procurando se cercar de modelos que permitam acreditar em alguma certeza, agindo em um universo de incertezas – parece esquizofrenico, mas não é – tambem creio, e é até possivel pesquisar, que estas ferramentas já detonaram alguns movimentos de manada.