Uma lista, em ordem decrescente, com os 10 maiores fraudadores, golpistas, farsantes, impostores e malandros que entraram para a história com golpes e esquemas inacreditáveis, usando malícia para se aproveitar de buracos no sistema e capitalizar forte em cima de outras pessoas.
Autor dos textos: Luiz Filipe Tavares
Imagens da internet

William Thompson
10 – William Thompson – Perto de outros dessa lista, Thompson era peixe pequeno. Mas ele merece um lugarzinho na nossa Seleção por que foi de seus golpes que se originou a palavra Conman (golpista) do inglês. Ele foi um dos primeiros malandros a ser preso por usar “golpes de confiança”, que apesar desses existirem desde que o mundo é mundo, só ganharam esse nome no meio do século XVII. O truque de Thompson consistia em ganhar a confiança de um estranho com a ajuda de um cúmplice e então usar esse sentimento para conseguir dinheiro da vítima, dizendo que no dia seguinte devolveria tudo. Um truque básico que deu origem há alguns dos maiores esquemas e golpes já vistos por aí.

Calisto Tanzi – Ex-CEO da Parmalat
9 – Calisto Tanzi – Pivô de um dos maiores casos de apropriação indébita da história, o presidente do mega-poderoso conglomerado italiano Parmalat foi preso em 2008. Ele causou propositalmente a falência do grupo ao pegar para si quase 800 milhões de Euros das contas da empresa, que depois quebrou publicamente, causando mais de 14 bilhões de Euros em prejuizos para os acionistas, no caso que tornou-se a mais cara falência do sistema europeu. Mesmo com grande parte do dinheiro roubado sendo recuperada pelas autoridades, a família de Tanzi manteve ainda por dois anos uma coleção de arte comprada com dinheiro que supostamente veio dos cofres da empresa, estimada em pelo menos 100 milhões de Euros.

Bernard Madoff – O bode espiatório da Crise de 2008
8- Bernard Madoff – É mesmo uma pena que tenhamos que deixar Bernie, ex-presidente da NASDAQ, bem aqui, no lugar reservado para os trambiqueiros que causaram o colapso financeiro mundial de 2008. Essa figura nada carismática e pouco comparável com os outros malandros de nossa lista, infelizmente, é o único rosto de Wall Street que pagou o pato pelas fraudes de seguros imobiliários que quebraram a economia americana nos últimos anos. Entrando em cana no lugar dos muitos banqueiros que saíram ilesos da crise, Madoff acabou indiciado por pilotar no chão da Bolsa 11 crimes federais, incluindo fraudes de seguros, de consultoria em investimento, de correspondência, de transferência financeira, lavagem de dinheiro, falso testemunho, perjúrio, roubo e emissão de relatórios falsos da Comissão de Câmbio dos EUA. No fim, seu Esquema Ponzi massivo de informação privilegiada causou pelo menos US$ 18 bilhões em prejuízo para os investidores e rendeu uma pena de 150 anos de detenção para Bernie.

Ronald Biggs – O assaltante do trem pagador
7- Ronald Biggs – Na galeria do assaltante do trem pagador, o menor de seus feitos foi o roubo em si. Em 1963, ele e mais 15 cúmplices roubaram 2 milhões e meio de Libras de um trem inglês, crime pelo qual foi preso no ano seguinte. Em 65, Biggs fugiu da cadeia e se mandou para a Austrália, onde trabalhou como cenógrafo até o início dos anos 70. Após ser reconhecido por um repórter, Biggs veio para o Brasil, onde ficou escondido até 1974, quando foi encontrado e novamente exposto por outro repórter. O ladrão evitou a extradição por estar casado com uma brasileira que estava esperando um filho seu e acabou virando celebridade no Rio de Janeiro, onde criou uma operação na qual, por apenas alguns dólares, era possível almoçar e conversar com o famoso Assaltante do Trem Pagador. Sua imagem se espalhou pela cidade e camelôs passaram a vender camisetas e xícaras estampadas com seu rosto. Biggs até participou da trilha do filme ‘The Great Rock n Roll Swindle’, a história dos ‘Sex Pistols’, e, graças à sua fama, colocou seu filho Mike Biggs no grupo infantil ‘Turma do Balão Mágico’, sucesso estrondoso no Brasil durante os anos 80.

James Reavis – O barão do Arizona
6 – James Reavis – O Barão do Arizona, como ficou conhecido depois de seus golpes, trocou de lado durante a guerra civil americana, deixando os Confederados quando o cerco do norte começou a apertar. Logo após a Guerra de Secessão, o então empresário imobiliário colocou as mãos em uma imensa quantidade de escrituras de origem duvidosa que davam títulos de propriedade a uma área de mais de 5 mil km² nos territórios que hoje formam o Arizona. Em 1883, sabendo que os títulos não valiam nada, Reavis revendeu as “propriedades” para a companhia ferroviária ‘Southern Pacific Railway’ e para centenas de compradores avulsos, agora dizendo ser dono de mais de 47 mil km² de terras. A farsa foi descoberta no ano seguinte, mas Reavis fugiu a tempo de não ser preso pelo grande golpe. Ele só foi pego em 1893, já no México, quando acabou desmascarado tentando executar o mesmíssimo golpe mais uma vez.

Victor Lustig – O homem que vendeu a Torre Eiffel
5 – Victor Lustig – O trambiqueiro da República Checa criou uma série de golpes no início do século XX e ficou famoso por vender a Torre Eiffel parisiense em um leilão para sucateiros. Duas vezes. Da primeira vez, em 1925, Lustig reuniu seis empresários da sucata em um encontro secreto no luxuoso Hotel de Crillon, identificando-se como diretor do Ministério de Correios e afirmando que o governo estava interessado em vender a torre para ajudar na recuperação da economia da cidade, que havia sofrido com enormes prejuízos durante a Primeira Guerra Mundial. No fim do dia, Lustig fechou negócio com o empresário Andre Poisson, depois que esse ofereceu suborno ao golpista para ter preferência na compra. Com isso, Lustig ficou com o valor da venda e o valor do suborno, encheu uma mala com o dinheiro e se mandou para Viena. Além dos golpes na França, Victor chegou a aplicar golpes de investimento até no poderoso gangster Al Capone antes de ser pego e sentenciado à prisão perpétua em 1935 após uma denúncia anônima sobre sua localização.

Ponte do Brooklyn
4 – George C. Parker – Preso em Nova York em 1928, Gorge ficou mundialmente famoso por “vender” monumentos famosos da cidade para turistas ricos e incautos. Os negócios de Parker incluíram a venda do ‘Madison Square Garden’, do Túmulo de Grant, do Museu Metropolitan e até da Estátua da Liberdade. Mas seu monumento mais vendido, com certeza, foi a Ponte do Brooklyn. Segundo o próprio, ele chegou a vender a ponte duas vezes por semana durante vários anos seguidos, convencendo os turistas de que estes poderiam ganhar toneladas de dinheiro com o volume de tráfego que entrava e saia da Big Apple. A polícia de Nova York até prendeu alguns dos seus clientes enquanto estes tentavam erguer pedágios no local. Quando finalmente foi pego e sentenciado à prisão perpétua em Sing Sing, tornou-se uma lenda no sistema prisional e entrou de vez para a história contando a todos sobre seus audaciosos negócios.

Gregorio McGregor – Cacique de Poyais
3 – General Gregor McGregor – Esse nobre mentiroso se uniu à Marinha Real Britânica em 1803 e passou quase 15 anos viajando a costa da América Latina. Em 1820, ele retornou a Londres dizendo ter se tornado o ‘Cacique de Poyais’, uma nação fictícia na baía de Honduras que teria sido entregue aos seus cuidados pelo Rei George Frederic Augustus I da nação Mosquito. Tudo balela, obviamente. Quando nosso anti-herói chegou à Inglaterra, ele levava consigo um livro supostamente escrito por um Capitão Thomas Strangeways recheado com mapas detalhados do “país”, além de uma descrição muito positiva do local, que seria anglófilo, com infra-estrutura já existente, minas de ouro e prata, grandes quantidades de solo fértil, pronta para ser colonizada e livre de doenças tropicais. Mas os colonos escoceses que lá chegaram após investir pesado e com promessas de riquezas acabaram se deparando com uma selva fechada, com nativos hostis e péssimas condições para os marinheiros. Dos primeiros 240 colonos ao chegarem no local, 180 morreram, vítimas da Dengue, da Malária e de outras doenças tropicais. Mesmo com a descoberta da fraude estampando os jornais, McGregor já havia mudado para a França, onde continuou vendendo pedaços de terra para exploradores desesperados e desinformados.

Frank Abgnale Jr. – Prenda-me se for Capaz
2 – Frank Abgnale Jr. – Todos conhecem sua história contada no blockbuster ‘Prenda-me se For Capaz’, com Leonardo DiCaprio e Tom Hanks. Frank começou fraudando cheques, fingiu por anos ser piloto da PanAM para voar de graça por outras companhias, produziu um diploma falso da Universidade de Columbia para dar aulas de sociologia na ‘Brigham Young University’, fingiu ser médico e assumiu a direção da ala de pediatria do Georgia Hospital, além de forjar um diploma de Harvard, enquanto ainda tinha 19 anos, para trabalhar como advogado na Louisiana. Ele foi detido em 1969 em um vôo da Air France ao ser descoberto por uma aeromoça que tinha saído com ele no passado. Depois de cinco anos preso nos EUA, Frank foi libertado e passou a trabalhar como consultor de segurança para o FBI, afinal, não há especialista em falsificação maior do que ele.

Charles Ponzi – criador do esquema Ponzi
1 – Charles Ponzi – Italiano radicado nos EUA desde 1903, o investidor criou um sistema de fraude que hoje é conhecido pelo seu nome. Basicamente, o Esquema Ponzi consiste em captar dinheiro de investidores prometendo grande retorno em pouco tempo, fazendo com que o boato sobre as boas condições do negócio se espalhem. Enquanto vai conseguindo mais investimentos, o golpista usa o “dinheiro novo” para pagar os velhos empréstimos com juros. Assim que o investidor recebe o dinheiro, afirma que não quer retirar o investimento e assim aplica mais fundos nas mãos do golpista. Assim, Ponzi pode criar uma rede complexa de dívidas que iam pagando a si mesmas, sem jamais investir o dinheiro em lugar nenhum. O esquema pode funcionar durante um bom tempo, até finalmente e fatalmente entrar em colapso e causar prejuízo total em todos os investidores. Muitas das fraudes financeiras atuais são consideradas Esquemas Ponzi e os golpes de Charles tornaram-se casos de cartilha no combate aos crimes do tipo. Ponzi foi preso em 1920, apenas dois anos após ganhar milhões de dólares com seu sistema.
Gão
24 de novembro de 2013 9:08 amdinarte22
24 de novembro de 2013 9:10 amHumildemente vou inserir o
Humildemente vou inserir o nome de Roberto Marinho na galeria. Conseguiu eleger um presidente num pais de dimensao do Brasil, apos ter dado um golpe nos militares, ao disponibilizar para a ditadura a rede de tv que precisavam. O governo militar injetou bilhoes em sua tv, criando um sistema de torres de transmissão por todo o Brasil, que empresa nenhuma teria condicoes financeiras de executar, a nao ser com dinheiro a fundo perdido.
Depois da ditadura, continuou dirigindo os destinos do país, fundando e dimensionando o PIG. Uma das maiores aberrações midiaticas do planeta.
Merece ou nao um lugarzinho no panteão?
Marco Santo
24 de novembro de 2013 9:24 amROBERTO MARINHO – As
ROBERTO MARINHO – As organizações GLOBO são mais sofisticadas. Tem a fachada “séria”, estão estabelecidos em locais conhecidos, se infiltram em todos os meios e poderes da sociedade civil, até mesmo possuem infiltrados no operariado, no transporte publico, e, tentam se infiltrar na Internet. De resto, é hábil, na sonegação de impostos, agilissima em desaparecer rastros e processos, e de fato é “HORS CONCOURS” na maladragem e esperteza. Al Capone e os mais 10 aqui mencionados são “fichinhas” perto do idealizador desse complexo de falcatruas. Talvez quem editou essa lista desconheça a história do Brasil.
MThereza
24 de novembro de 2013 12:01 pmDessa “organização” decorrem
Dessa “organização” decorrem muitos outros crimes, inclusive os do dd. Perfeita sua escolha.
Luiz Cesar 2
24 de novembro de 2013 12:43 pmAo final da leitura do artigo
Ao final da leitura do artigo eu já estava me preparando para reclamar “Nenhum brasileiro?”.
Até pensei em alguém com sobrenome Dantas. Mas a sua escolha é melhor.
Boa indicação, boa justificativa.
Zanchetta
24 de novembro de 2013 1:39 pmE cadê o Eike Baptista nesta
E cadê o Eike Baptista nesta lista?!?!
RACS
24 de novembro de 2013 1:35 pmListinha chinfrim essa daí.
Listinha chinfrim essa daí. Só de emplumados completaríamos facilmente os dez primeiros colocados. Aliás, ficaria até difícil saber quem estaria em primeiro da lista.
Maria Luisa
24 de novembro de 2013 7:44 pmDe fato, à parte o avarento
De fato, à parte o avarento do Parmalat (a foto o deixou com jeito dos personagens ambinciosos de Louis de Funès), esses ai são até engraçados, com a esperteza de golpes frageis em incautos. O Ponzi fez escola no Brasil…
Madoff esta muito solitario em seu golpe. Faltam alguns banqueiros famosos, ca como la.
Raí
24 de novembro de 2013 9:29 pm“Cadê os nossos”?
Esta lista, está incompleta, foi para ser perfeita, teria que nela constar os nomes de Paulo Maluf e Daniel Dantas, que roubaram, “se deram bem” e riem da justiça de seus(nosso) país.
E aí, prendemos o Dirceu, o Genoíno, e alguns ladrões de galinha, e deixamos em liberdade, os grandes criminosos de colarinho branco, gozarem de suas riquezas, que foram desviadas dos cofres públicosa brasileiros.
Renato1
25 de novembro de 2013 10:02 amO golpe dos Rothschild na Batalha de Waterloo
O golpe dos Rothschild na Batalha de Waterloo Esse foi o melhor golpe aplicado pela família Rothschild, que já havia elaborado nessa época um perfeito sistema de espionagem e de correio em toda a Europa. Em 20 de Junho de 1815, um dos seus agentes recém-chegado directamente do campo de batalha, informou Nathan Rothschild da derrota dos franceses. Nathan correu às pressas para a Bolsa de Londres e fez crer, vendendo todas as suas acções English Consul, que a Inglaterra teria perdido a guerra. O rumor espalhou-se tão depressa que a maioria dos accionistas, tomados de pânico, pensando ter perdido tudo, venderam por sua vez todas as suas acções English Consul. Em algumas horas, o valor das acções tinha caído a 5 cêntimos, e foi então que Nathan as resgatou por um punhado de pão. Pouco tempo depois, a notícia oficial sobre o êxito da guerra espalhou-se em Londres. E no espaço de alguns segundos as acções English Consul ultrapassavam seu valor anterior e não cessaram de aumentar. Napoleão teve o seu Waterloo, e Nathan obteve o controlo da economia inglesa. Numa noite, a fortuna já gigantesca dos Rothschild multiplicou-se por vinte. Os franceses tinham dificuldades visíveis para refazer-se da sua derrota. Em 1817 concluíram um acordo para obter um crédito de uma soma considerável do banco francês Ouvrard e do Baring Brothers de Londres, mas não recorreram aos Rothschild. No ano seguinte, a França teve de novo necessidade de um crédito, porém descartaram mais uma vez os Rothschild. Tal não agradou em nada aos Rothschild, que procuraram por todos os meios possíveis convencer o governo a deixar os negócios, mas foi em vão. Em 5 de Novembro de 1818 aconteceu um imprevisto. O valor das obrigações do governo francês, que havia cessado de aumentar durante um ano, começou de repente a cair sem parar. A atmosfera estava tensa na corte do rei Luís XVIII. Os únicos a não estarem aflitos, e até mesmo rindo-se, foram os irmãos Rothschild, Kalmann e Jacob. Estes haviam comprado, em Outubro de 1818, uma enorme quantidade de obrigações do governo francês, graças ao auxílio dos seus agentes e das suas reservas ilimitadas, obrigações estas emitidas pelos seus rivais Ouvrard e Baring Brothers. O valor das obrigações tinha, portanto, aumentado. Mas em 5 de Novembro de 1818, passaram a inundar com inúmeras obrigações o mercado livre das principais praças comerciais da Europa, o que provocou “pânico” no mercado. A situação mudou de um só golpe e os Rothschild tornaram-se o “número um” na França. Beneficiaram-se com toda a atenção da corte francesa, até além do domínio das Finanças. Em Paris, a casa Rothschild apossou-se do controlo da França após a derrota dos franceses e, em Londres, Nathan Rothschild, controlando o “Banco da Inglaterra”, exercia uma influência directa sobre o parlamento britânico. Fonte: Livro «As Sociedades Secretas e o seu Poder no Século XX» de Jan Van Helsig
Flavio Martinho
25 de novembro de 2013 11:56 pmFaltou incluir aquele
Faltou incluir aquele banqueiro inglês que deportado para a Austrália, hoje sua foto estampa todas cédulas do dólar australiano. Gente boa!