Jornal GGN – Nada impressionados pela promoção dos mercados a um papel “decisivo” na agenda de reformas da China para a próxima década, investidores venderam ações chinesas nesta quarta-feira (13), decepcionados com a falta de detalhes no plano de reforma “misterioso” e a aparente relutância chinesa em reorganizar o setor estatal.
Até mesmo o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Jack Lew, lamentou a falta de informações e disse esperar reunir mais detalhes sobre políticas específicas em discussões com a China. Para ele, o comunicado que saiu da plenária de quatro dias a portas fechadas foi “em um nível bastante geral”.
O Partido Comunista afirmou na última terça-feira (12) que busca alcançar “resultados decisivos” até 2020, e deu aos mercados um papel mais proeminente. Ao determinar um prazo explícito imposto a si mesmo e ao estabelecer um grupo de trabalho especial, a nova administração do presidente Xi Jinping e do primeiro-ministro Li Keqiang sugere uma busca mais decisiva de reforma do que sob a liderança anterior.
Mas embora o comunicado tenha mencionado várias áreas de mudança, sua linguagem foi ainda mais geral do que alguns esperavam e destacou explicitamente a importância do setor estatal para a economia. Aparentemente, a anunciada reforma estatal é uma decepção, de acordo com especialistas.
Os efeitos disso já começaram: os principais índices acionários chineses tiveram queda. O índice CSI300, que reúne as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen, perdeu 2,22%, enquanto o índice de Xangai recuou 1,83%. Já o índice de empresas chinesas listadas em Hong Kong caiu 2,7%.
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