16 de junho de 2026

Os recentes escandâlos fazem de São Paulo o estado mais corrupto do Brasil.

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Aqui em São Paulo, estamos diante de mais um fato lastimável de corrupção. Aqui em São Paulo, mais uma vez as cifras são estratosféricas. Aqui em São Paulo, de forma nada surpreendente, a mídia trata eventos iguais com linhas editoriais diferentes.

Na prefeitura da capital paulistana foi desbaratada uma quadrilha de fiscais que vendiam “habite-se”, por um preço bem mais em conta, para grandes construtoras.  Com esse mecanismo a quadrilha desviou, até agora calculada, R$ 500 milhões de reais.  Os membros desfrutavam de uma vida nababesca. Vangloriavam-se do que possuíam e do modo como conseguiram. Tal é a sensação de impunidade no país.

Pois bem, a imprensa, desde a descoberta do esquema, trouxe todos os detalhes do “modus operandi” dos marginais. Entrevistam especialistas, promotores, amantes, casos. Mostram fotos de mansões, carrões, lanchas e etc. Não deixam escapar nada. Inclusive insinuam o envolvimento de políticos, ligados ao PT, na “arrecadação”. Muito bom.

No início as reportagens informaram que os quadrilheiros atuam há pelo menos 10 anos. Citaram o nome de José Serra, Gilberto Kassab. E noticiaram que o atual prefeito, Fernando Haddad, pagou do próprio bolso o aluguel de um escritório, próximo ao local onde os fiscais se reuniam, pra que os investigadores pudessem trabalhar sem serem percebidos.

Porém os meios de comunicação, isto é uma estratégia já usada em outros casos, foram deixando de lado estas informações. Apagando de suas pautas. Apostando no esquecimento. E atualmente noticiam de tal maneira que quem assiste aos noticiários tem a nítida impressão de que a corrupção começou com Haddad e que só membros do PT estão participando dela.

Enquanto isso no pais das maravilhas (o Estado de São Paulo)… O caso do “propinoduto” do Metrô e da CPTM, empresas estatais, é posto no esquecimento ou  quando noticiado, o tratamento é outro.

Não entrevistam ninguém de relevância, dizem no máximo que os envolvidos são antigos diretores das empresas. Que a Siemens fez isso. A ALSTOM aquilo. Que eles estão atuando desde o tempo do finado Mário Covas e etc.. Quando abrem espaço para o governador é apenas para ele se defender.

Não citam mais o promotor público de Grandis que “engavetou”, na gaveta errada segundo o próprio, o pedido de investigação feito pela Suíça. Não envolvem e não entrevistam político algum, nem os da oposição. Ou seja, a mídia forma uma “balaio-de-gatos” tão grande que ninguém sabe mais quem-é-quem.  Excetuo neste ponto a revista IstoÉ. E olha! Os desvios podem chegar a mais de R$ 600 milhões.

Somando-se os dois roubos, municipal e o estadual, chegamos à casa do bilhão. Com este dinheiro desviado daria para se construir 500 escolas, dez mil casas, 50 hospitais. Comprar 100 Ferraris, 200 lanchas. Um milhão de times de futebol de botão. Quinhentos mil “play-station”. Oitocentos mil cães da raça beagle. Plantar dez milhões de árvores. E tantas outras comparações bobas que a mídia faz quando querem nos imbecilizar mais ainda.

Diante dessa quantidade de dinheiro desviado, aqui em São Paulo, o processo do “mensalão” parece coisa de amador. De gente sem ambição. De imberbes mesmo.

Bem, a corrupção é coisa de polícia, da promotoria e da justiça. Eles são os responsáveis por investigar, julgar e prender.

A nós, cidadãos comuns, só nos resta refletir… e tirar lições. Uma política e outra das empresas de telecomunicações.

Os homens públicos podemos expurgá-los, através do voto. Ou da cadeia.  E quanto à mídia? O que fazer com ela? A imprensa descaradamente e inescrupulosamente manipula e engana seus clientes, isso vai continuara assim?

Não pode. O caminho a Argentina nos apontou: a lei da mídia. Quebrar o monopólio Global. O padrão Globo de qualidade. Ela é herdeira do pensamento ditatorial-militar de comunicacões. Da mesma forma que a polícia.

Então, São Paulo pode perfeitamente levar o título de o ESTADO mais corrupto da federação, como podemos perceber.

Por essas bandas se escondem os neo-coroneis, feitores e barões. O atraso do Brasil democrático tem CEP no estado.

Apenas a democracia, através dos governantes e de leis, pode solucionar estes problemas de corrupção, em todas as camadas da sociedade. Concordam?

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

3 Comentários
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  1. Djalma Reynaud

    31 de maio de 2016 4:50 am

    É oque se pode esperar de um
    É oque se pode esperar de um estado com a maior concentração de tucanos por metro quadrado do planeta. Corrupção corrupção e mais corrupção!

  2. Maria Abadia

    31 de maio de 2016 11:53 pm

    Esqueceu do merendão, do

    Esqueceu do merendão, do desvio das verbas da Santa Casa, das USP ambas em estado pré-falência, etc.etc. a lista é longa e pior eu moro aqui e tenho que aguentar viuvas do maluf e cia e uma população que se informa por veja, estadão e similares. Mas a ficha está começando a cair para uma parte da população graças aos estudantes contra o Picolé de Chuchu  está começando a pegar pro lado dele.

  3. Luiz Parussolo

    1 de junho de 2016 12:19 am

    Corrupção e a verdade das elites brasileiras

    Um país que não deixou o colonialismo plutocrata e cleptocrata e o seu conceito inato aventureiro da colonização está no ecletismo, isto é, comprar o conhecimento e a criação de outros países e trazê-los para produzir e criar em nosso lugar, contrariando o conceito de abertura de mercado onde o investimento internacional comparece em competição à competência, à produção e criatividade com inovação interna acomodado no patrimonialismo aventureiro de imóveis rurais e urbanos e mercado de capitais, e que a esquerda revolucionária obedece o mesmo cerne avesso ao trabalho e à criação vivendo de intelectuais, retórica e rendas e impedindo o desenvolvimento humano da sociedade quando este vinha sendo desenvolvido com relativo sucesso até 1985, período que tratam de ditadura militar para manchar os seus méritos, só pode acabar em organizações fascistas e em cartéis e crime organizado, inclusive nos poderes e instituições onde não existe separação entre o público e o privado e que para compensar a concentração de patrimônio e rendas promove contrabando, tráfico, corrupções generalizadas em todo o seu território e a miséria e a exclusão produzidas e concentradas nas cidades geram a matéria prima de uso dos crimes diversos para comercializar seus produtos e promover a violência, esta na verdade é subproduto da verdadeira violência promovida nas elites e nos poderes e constitui fonte de indústria, comércio e prestação de serviços, além de empregos burocratas e jurídicos, gerando quase R$ 200 bilhões ao ano. Diante da proliferação de laranjas, traficantes e contrabandistas de esquinas e desqualificados para o crime organizado gerando furtos, roubos e assassinatos na sociedade comum com perigos às aristocracias e seus patrimônio, estas impõem e o estado, gerador de empregos, treina através de lavagens celebrais cães de guarda violentos como soldados e comandantes, estes extraídos da sociedade comum, para combater os criminosos, estes também esvaziados e preparados para matar e morrer onde acontece a guerra de extermínio conhecida pelo mundo, em parte. Assim entendo. Sobre as medidas do novo governo oligarca fisiológico dos sangues azuis e suas medidas para atenuar a crise atual antes da que acontecerá em futuro próximo, se é que podemos tratar como crise e estabilidade nossos altos e baixos no tempo. Fazer o que deve ser feito não fazem, criar impostos aos donos do país dos quais são propriedade e comedores de um prato comum entre caminhoneiros, rebosteio, mas estes feitos com as carcaças da sociedade pobre, os maio de 180 milhões de brasileiros, pela ganância envolvida hajam rebosteios. E também os contrabandos, os privilégios tributários a empresas, hospitais privados, universidades privadas, clubes esportivos, associações, confrarias, igrejas, seitas…; transações imobiliárias; imposto territorial rural; sonegações através manejos contábeis e esconderijos; os bilhões de reais anuais através de processos administrativos e judiciais de impostos recolhidos e repassados ao consumo em seus cálculos de custo em que configuram sonegação indireta avalizada pelo órgão administrativo e pelo judiciário; os não recolhimentos de tributos de empresas, estados e municípios, setores esportivos etc. toleradas e até impedidas de cobrança pelos titulares do Executivo, como já denunciado por órgão arrecadador, e as repactuações eternas de todos os segmentos como ganhos de capital; os desvios de financiamentos oficiais; o contrabando e os subfaturamentos, estes a ofshores internacionais, de produtos naturais que estão sendo denunciados por várias vias fora do grande meio midiático e dos órgãos respectivos; os proventos maravilhosos de todos os setores graduados dos poderes e instituições, estas diretas e indiretas; as corrupções legalizadas e imorais, não contando as ilegais eternas e que continuarão; os superfaturamentos em licitações e compras generalizadas que não acabarão; os juros e comissões da dívida pública bruta e não a líquida informada que é capitalizado e o grande inferno promovido a partir do governo FHC, este omitido como o príncipe dos poderosos e dos especuladores e agiotas sendo de verdade um leviano, entreguista e carrasco do país e dos trabalhadores e miseráveis; o entreguismo e as facilidades em abundância que persistem e aumentarão com esse governo elitista, criado e instruído em cativeiro e achando que trabalha dentro de gabinetes e gavetas lendo teorias alheias vindas do exterior e impondo à vida prática num ensino que nem conhecimento nacional em muitas disciplinas conseguiu consolidar etc..etc..etc.. Animais criados e mantidos em cativeiros abre-se as porteiras dos confinamentos e eles permanecem e se são obrigados sair do confinamento rodam, rodam e retornam. Outros se em espaço aberto desaparecem descontrolados. O ente humano mesmo dotado de maior discernimento e percepção não foge à regra por pertencer ao mesmo gênero vertebrado e a ciência cada vez mais vem mostrando a capacidade intelectiva dos animais com percepção bastante evoluída. Um país com mais de oito milhões de quilômetros quadrados e mais de duzentos milhões de habitantes, estes só os recenseados, tendo sido desindustrializado e quebrado todo sistema produtivo agrícola e pecuário de livre iniciativa desenvolvimentista a partir de 1985 com o novo governo civil para voltar à Primeira República de coronéis e barões de vida pervertida parisiense, com encontros, palestras, convenções e vicissitude e com as elites dos 20% entre patrimonialistas e atividades aristocráticas de gabinetes e gavetas de burocratas; tecnocratas; judiciária; midiática, jornalística, artística, esportiva, econômica, prestação de serviços dentro de áreas especulativas financeiras e mercado de capitais, religiões, associações civis e sindicatos foram transformados em atividades rentáveis bilionárias e impondo-se nos poderes e instituições juntamente com os comerciantes do país e da população, do agronegócio e do comércio de armas e terceirização da segurança, chamados de Bala, Bíblia e Boi; poderes públicos empregadores da infinita massa de trabalhadores desde atividades aristocráticas a mão de obra desqualificada por falta mercado de trabalho em atividades privadas concentradas que foram a com o governo do PSDB, Fernando Henrique Cardoso, e do PT, Lula e Dilma, todo espaço econômico urbano em meia dúzia de conglomerados internacionais e meia dúzia de nacionais e o restante vivendo das suas sobras e dos espaços refugos e de sucatas e contrabandos a trabalhadores pobres mal remunerados e das assistências dos governos às famílias carentes. Praticamente mais de 80% da população na zona urbana e o país vivendo da atividade primária da agricultura, pecuária e extrações do subsolo e suas reservas, da extração de madeiras e biogenética, onde o contrabando e o subfaturamento regem; a agricultura temporária de grãos e a pecuária extensiva devastam florestas, córregos, rios e meio ambiente e estão destruindo a Amazônia em busca de riquezas fáceis e tudo isso emprega 3,7% de trabalhadores e nada contribuem com o social e os investimentos necessários, uns reaplicando em aquisições rurais e outros remetendo ao estrangeiro e sendo abastecidos em insumos, tecnologia, veículos e conglomerados compradores e exportadores internacionais. Formando com comércio de bens e serviços, estes também dominados por bens e conglomerados estrangeiros, mais de dois terços do PIB do país. Trabalhar produzindo e criando raros, nas elites quase ninguém, visto a tecnologia, os empreendimentos estrangeiros, o conhecimento e os pacotes prontos de condução e execução vindos do estrangeiro também. Um país burocrático, político, especuladores, financistas e patrimonialistas com essa dimensão e com duas ideologias de direita e esquerda reacionárias ao conhecimento e ao trabalho com uma população quase integral improdutiva, analfabeta e semi analfabeta formada para ser burocrata e prestador de serviços e com essa dimensão e população quero que o mundo evoluído, criativo e inteligente dotado do pleno entendimento mostre solução, não ser partilhar como vendo sendo planejado pelos estados do Sul em possível plebiscito ainda este ano. O Brasil se existir reencarnação voltarei várias gerações, se ainda existir humanidade e Brasil, e viverei a mesma “lesma lerda” que foi e continua sendo, será a curto, médio e longo prazo e indefinidamente porque falta essência em todos que comandam e mandam nas elites, classe media alta e burguesia intermediária aristocrática. Tenho convicção absoluta. Onde o conhecimento e o trabalho cognitivo não prevalecem jamais existirá país pleno e competente. Assegurado em Kant, país de menores não emancipa nunca.

    Luiz Parussolo.

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