Do jornal O Globo
Funcionário da República Dominicada teria recebido US$ 3,4 milhões para facilitar contrato de US$ 90 milhões
O GLOBO
COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS
Publicado: 2/11/13 – 11h21 Atualizado: 2/11/13 – 16h25
BANGALORE – As autoridades norte-americanas e do Brasil estão investigando se a brasileira Embraer subornou funcionários da República Dominicana em troca de um contrato de US$ 90 milhões para fornecer aeronaves para as Forças Armadas do país, segundo o The Wall Street Journal (WSJ), citando documentos e fontes com conhecimento da situação.
O terceiro maior fabricante de aviões civis do mundo está sob investigação, desde 2010, do Departamento de Justiça e do regulador dos mercados dos EUA (SEC, na sigla em inglês), onde a empresa tem ações sendo negociadas.
De acordo com documentos analisados pelo jornal, os reguladores dos EUA dizem que têm provas, que incluem registros bancários e emails, para provar que autoridades da Embraer aprovaram um suborno de US$ 3,4 milhões a Carlo Piccini, um funcionário da República Dominicana com influência em aquisições de equipamento militar.
As provas, de acordo com WSJ, incluem documentos bancários e e-mails dos envolvidos. O jornal destaca que o Brasil “nunca processou um indivíduo por ter pago propinas em outros países, de acordo com a Anistia Internacional” e sustenta que o pagamento foi feito a Piccini por meio de três empresas fantasmas, disfarçado como honorários em um acordo de venda de um avião ao reino da Jordânia, que segundo os investigadores, nunca aconteceu.
Em comunicado enviado ao GLOBO, a empresa confirmou que divulga, desde 2011, a existência de um processo interno de investigação sobre “certas operações comerciais ocorridas fora do Brasil”. A companhia afirmou, no entanto, que não pode se pronunciar sobre o assunto, pois o inquérito encontra-se sob sigilo.
“Integridade, transparência nos negócios e ética nos relacionamentos são princípios que sempre nortearam a atuação da Embraer. A Empresa exige de todos seus colaboradores uma conduta idônea e de respeito às leis e aos regulamentos, conforme previsto em suas políticas corporativas e no seu Código de Ética e Conduta”.
A SEC, o Departamento de Justiça dos EUA e os promotores do Ministério Público Federal do Brasil que cuidam do caso também foram procurados pelo jornal americano, mas não quiseram se manifestar.
sergio m pinto
3 de novembro de 2013 11:53 amPô, Embraer, se é verdade,
Pô, Embraer, se é verdade, que mancada!
Tão mais fácil espionar o cliente, para saber de suas pretenções, não é Tio Sam? Aí, caso você seja apanhado, basta umas desculpas esfarrapadas e tudo se ajeita.
carlos afonso quintela da silva
3 de novembro de 2013 12:53 pmSe fosse possível, o
Se fosse possível, o resultado somente deveria ser apresentado depois daquele de inquérito semelhante realizado para verificar a espionagem envolvendo governantes e empresas brasileiras pela NSA.
Frederico69
3 de novembro de 2013 2:52 pmas provas estão aonde??
nos arquivos pessoais do obama??