4 de junho de 2026

Pier Paolo Pasolini, o cineasta solitário

Pier Paolo Pasolini

Em 02 de novembro de 1975, o cineasta e escritor graduado em literatura pela Universidade de Bologna, Pier Paolo Pasolini, foi espancado até a morte. Encontrado em um terreno baldio, até hoje o crime continua cercado de mistério. Um adolescente de 17 anos foi preso e confessou o assassinato, depois de ter cumprido pena declarou não ter sido ele o assassino de Pasolini. Não foi descartada também a hipótese de crime político. Homossexual assumido, ateu, comunista e fascinado pela marginalidade, o diretor também foi escritor, poeta e um intenso participante dos debates intelectuais da época. Um artista solitário, de porte atlético e que usava óculos com lentes muito grossas, antes de cineasta foi professor, poeta e novelista. Membro do Partido Comunista Italiano, foi expulso acusado de corrupção de menores.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Pasolini gerou amor e ódio. Seus filmes criticam os italianos abastados e o governo italiano, na época fortemente ligado à igreja católica, que promovia a alienação e hábitos conservadores. Em 1956, com Fellini escreveu ‘As noites de Cabiria’. ‘O Evangelho Segundo São Mateus’, ‘Mamma Roma’, ‘Teorema’, ‘Desajuste Social’, ‘Édipo Rei’ e ‘Gaviões e Passarinhos’ são considerados os seus melhores filmes. ‘Saló’ ou ‘Os 120 dias de Sodoma’ é uma crítica ao fascismo, e mistura elementos no estilo Marquês de Sade.

Censurado na Itália por obscenidade, ‘Mamma Roma’, de 1962, com a atriz Anna Magnani, é o segundo filme de Pasolini e segue princípios do neorrealismo. Apresenta uma visão crítica e pessimista da sociedade e cenas que flertam com o sagrado e o profano.

‘I Raconti di Canterbury’ (Contos de Canterbury) filme de 1972, recebeu o Urso de Ouro do Festival de Berlim em 1973, é baseado nos contos eróticos de Geoffrey Chaucer. Com trilha sonora de Ennio Morricone, Pasolini celebrou o sexo de maneira bem humorada, numa atmosfera ao mesmo tempo mágica e rústica.

 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

4 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Juliano Santos

    2 de novembro de 2013 1:21 pm

    Foi assistindo Saló que eu

    Foi assistindo Saló que eu tive a mais completa compreensão do significado mais profundo do facismo. Uma porrada sem piedade.

    Me lembro que na seção que assisti já aos 10 minutos de filme pessoas foram se levantando e indo embora. Quando acenderam-se as luzes só tinha nosso grupo de amigos e mais um ou dois

    1. Tamára Baranov

      2 de novembro de 2013 5:36 pm

      Mesmo hoje…

      Mesmo hoje quando o sexo e a violência são tão banalizados e o mal é tão evidente, ‘Salò’ é chocante.

      [video:http://www.youtube.com/watch?v=EvqZQPxOV2M align:center]

  2. Gunter Zibell - SP

    2 de novembro de 2013 3:26 pm

    Só vi 5 filmes dele.
    Teorema,

    Só vi 5 filmes dele.

    Teorema, Saló, 1001 noites, Contos de Canterbury e Decameron. Gostei de todos, especialmente Teorema.

  3. Tamára Baranov

    2 de novembro de 2013 5:35 pm

    Mesmo hoje….

    Mesmo hoje quando o sexo e a violência são tão banalizados e o mal é tão evidente, ‘Salò’ é chocante.

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=EvqZQPxOV2M align:center]

Recomendados para você

Recomendados