Do Estadão
Corregedoria do Ministério Público abre investigação sobre caso de Grandis
Procurador da República Rodrigo de Grandis teria engavetado caso Alstom por 2 anos e 8 meses
A Corregedoria Nacional do Ministério Público vai investigar os motivos que levaram o procurador da República Rodrigo de Grandis a atrasar investigações sobre o caso Alstom – multinacional francesa que teria formado cartel para fraudes em licitações nas áreas de energia e transportes públicos em São Paulo.
O corregedor nacional do Ministério Público, Alessandro Tramujas, decidiu instaurar nesta quarta-feira, 30, reclamação disciplinar para “apurar possíveis irregularidades na conduta do procurador Rodrigo de Grandis”.
Segundo nota publicada no site do Conselho, o procurador “teria, supostamente, ocasionado atraso nas investigações sobre o possível envolvimento de autoridades públicas no chamado caso Alstom”.
A Corregedoria do Ministério Público Federal será notificada da instauração da reclamação disciplinar no âmbito da Corregedoria Nacional e deverá informar se já existe alguma apuração em andamento.
Em fevereiro de 2011, o Ministério Público da Suíça enviou ao Brasil pedido de auxílio de cooperação que mirava o engenheiro João Roberto Zaniboni, ex-diretor de operações e manutenção da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) – suposto beneficiário de propinas para favorecer a Alstom em contratos com a estatal, entre 1998 e 2003 (governos do PSDB Mário Covas e Geraldo Alckmin).
Os procuradores de Genebra comunicaram o indiciamento de Zaniboni por lavagem de dinheiro e apontaram suspeitas de que os valores depositados (US$ 836 mil) na conta Milmar, alojada no Credit Suisse de Zurique, de sua titularidade, eram de corrupção.
Os procuradores suíços pediram ao Ministério Público Federal em São Paulo que realizasse buscas na casa de Zaniboni e o interrogasse. Também pediram interrogatório dos lobistas Arthur Teixeira e Sérgio Teixeira, apontados como supostos pagadores de propinas da Alstom.
O pedido foi endereçado ao procurador Rodrigo de Grandis, que atua no Ministério Público Federal em São Paulo. Ele acompanha o caso Alstom desde que o inquérito foi aberto em 2008 pela Polícia Federal. Mas nenhuma diligência solicitada pela Suíça foi realizada.
Na última segunda feira, 28, em nota, o Ministério Público Federal em São Paulo informou. “A Procuradoria da República em São Paulo cumpriu as diligências que constavam do pedido originário do Ministério Público suíço. O pedido chegou ao MPF/SP em maio de 2010, e ainda naquele mês tiveram início as as oitivas dos investigados solicitadas pelas autoridades estrangeiras.”
“Com relação a diligências suplementares pedidas pelo MP suíço, informamos que, segundo apurado, em razão de uma falha administrativa, um pedido suplementar de diligências enviado pelas autoridades suíças em 2011 deixou de ser atendido até o momento, uma vez que foi arquivado erroneamente em uma pasta de documentos auxiliares, quando deveria ser juntado ao processo de cooperação internacional principal.”
O Ministério Público Federal informou, ainda, que “já comunicou o ocorrido a todas as autoridades diretamente interessadas na investigação, inclusive ao Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI)”.
O texto destaca. “Ainda existe investigação em andamento sobre o caso e o Ministério Público Federal não recebeu comunicação formal das autoridades suíças no sentido de arquivamento das investigações naquele país.”
gaúcho
31 de outubro de 2013 10:41 amSeria o tucanato paulista
Seria o tucanato paulista protegido pelos ‘céus’?
Rosa Maria Anello dos Santos
31 de outubro de 2013 12:05 pmPelos “ceus”, com certeza não
Pelos “ceus”, com certeza não mas sem dúvida nenhuma pela “blindagem” da nossa “in”justiça…
Godinho
31 de outubro de 2013 11:04 amLembrei do Mussum…
Lembrei do Mussum, dos trapalhões:
Esse erro tá muito Grandis pra ser verdadis… rs
atenir
31 de outubro de 2013 11:06 amAté quando…
Até quando a sociedade vai permitir uma estrutura estatal travestidade de partido político como parece ser esse ministerio publico paulista. Já passou de todos os limites a desfassatez desse orgão publico. A parcialidade e agora ao que tudo indica, a prevaricação, desse mp de sp não tem paralelo.
E tanto eles(mp) como o judiciário tem como MÁXIMA punição a tal da vergonhosa APOSENTADORIA COMPULSÓRIA. o exemplo gritante é o caso do ex-senador cassado Demostenes de goias. Está há um ano afastado sem trabalhar, mas já recebeu meu milhao de reais dos cofres publicos e no final se for punico, ganharar como punição máxima poupudos R$25.000,00 por mês até morrer. Se essa noticia for passada em outro país, acho que ninguem vai acreditar, de tão bizarra que ela é.
Cadê os black bostas que não enxergam isso?…
Marco St.
31 de outubro de 2013 11:30 amEspero que se quebre os
Espero que se quebre os sigilos telefônico, bancário e fiscal do tal procurador “esquecido”.
O mesmo age com uma seletividade assombrosa. É necessário que se entenda a motivação.
Se for “investigação” só para inglês ver, será mais um tiro no pé do MP.
Lionel Rupaud
31 de outubro de 2013 1:33 pmMera mudança de “arquivo morto”
A tal pasta, que data de 2008 se minha memória for boa, i.e.. quando o MP suíço veio ao Brasil para questionar os donos das contas alimentadas pelo sistema Alstom, vai sair do “arquivo morto” do procurador para o “arquivo morto” da corregedoria do MP.
Baseado no princípio constitucional: “Tucani iniputavi sum”. Tentei escrever em alemão mas esqueci tudo da língua de Goethe…
Dudu Cartucho
31 de outubro de 2013 2:09 pmO Estragão foi fundo: suposto
O Estragão foi fundo: suposto beneficiário de propinas…O correto seria: suposto beneficiário de suposta propina em um suposto cartel…
E de Grandis, menino de sorte, se esquecesse alguma diligência de petista “tava ferrado meu fio”
O pior: não é MP de SP, acreditem é MP Federal. A blindagem de tucanos é nacional, em todas as instâncias.
O grupo PSDB/PFL (demo) é o representante das ‘ forças ocultas’ do Jânio e do ‘inimigo oculto’ do Brizola. A cúpula política devem saber quem são essas forças. Dirceu e Genoíno tentaram avançar a linha e tomaram ‘domínio do fato’ na cabeça.( Seriam condenados até pelo assassinato do Kennedy.)
Privataria, Cachoeira/Demóstenes, propinoduto, grampo sem áudio, Satiagraha, Castelo de Areia, Banestado tudo esquecido eternamente nas gavetas .
IV AVATAR
31 de outubro de 2013 3:45 pmO tucano Gurgel não é mais chefe
De Grandis se esqueceu que Gurgel um dia deixar a chefia do MPF, se deu mal, espero que sim
alfie
31 de outubro de 2013 9:05 pmO trapalhão
Esse procurador pisou feito. Justamente em uma ação de extrema importância. Como é que ele não se preocupou com a tal pasta diante detantas solicitações da justiça suiça? Essa história tem que ser bem explicada, o erro foi ótimo para alguém ou alguns. Mas de qualquer forma, está claro que o procurador se revelou um trapalhão. E como tal, tem que ser despedido por justa causa. Assim seria em uma empresa. Ou o os juizes e procuradores são “nobres”?
Jorge Fernandes
31 de outubro de 2013 9:58 pmO criminoso do procurador
O criminoso do procurador deveria ser exenorado à bem do serviço publico
Frederico69
31 de outubro de 2013 11:53 pmooooooopsssss
esqueceu o pedido na gaveta??? que feio!!