4 de junho de 2026

Práticas espúrias do Congresso no banco dos réus, por Marcelo Auler

 
 
Pode parecer mais uma atividade de denúncia do nosso sistema político espúrio, corrupto e, para muitos, falido. Mas, a realização da 4ª Sessão do Tribunal Tiradentes – na próxima segunda-feira, 25/09, no teatro Tucarena (PUC-SP) – que julgará as “práticas nocivas e danosas do Congresso Nacional” almeja alvos bem mais concretos do que o simples denunciar.
 
Ao levar à discussão o comportamento do Legislativo brasileiro na forma de um júri simulado, com direito a acusação – entregue ao jornalista e escritor Fernando de Moraes (71 anos) – e defesa – a cargo do arquiteto e ativista social Chico Whitaker (84 anos) – no qual a condenação é praticamente líquida e certa, a Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP), entidade vinculada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dá um chute inicial em uma campanha para renovar o Congresso.
 
A condenação é certa, como diz dom Angélico Sândalo Bernardino, bispo emérito de Blumenau (SC). Ele desenvolveu a maior parte de sua vida pastoral junto aos movimentos sociais, quando na arquidiocese de São Paulo, junto ao cardeal dom Paulo Evaristo Arns. Por meio de um vídeo (confira em: https://www.tribunaltiradentes.org/) em que convoca todos para participarem do evento, explica a culpa do acusado:
 
“Assistirmos e vivermos a condenação do Congresso Nacional em suas nocivas e espúrias atitudes e determinações que visam os interesses de poucos e a subserviência ao Poder Executivo, em prejuízo aos reais interesses do povo brasileiro”.
 
A renovação do parlamento deve ser abrangente, a começar pelos métodos e práticas “espúrios” dos políticos no cotidiano da vida democrática. Para que isso aconteça plenamente será preciso convencer o eleitor da importância da escolha que faz nas urnas eletrônicas. Ou seja, algo mais complexo e demorado, mas que precisa ser iniciado.
 
Condenações anteriores – O Tribunal Tiradentes tem história. Inspirado no Tribunal Russell, realizado em 1966 para condenar simbolicamente os crimes de guerra cometidos no Vietnã, o similar brasileiro, por iniciativa da Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo quando dom Paulo estava à frente da arquidiocese, teve a sua primeira sessão em 1983. O palco foi o Teatro Municipal de São Paulo. Julgou e condenou, simbolicamente, a Lei de Segurança Nacional. As sessões seguintes foram dedicadas ao julgamento do Colégio Eleitoral (1984) e da Lei de Anistia (2014).
 
Continue lendo aqui.

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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5 Comentários
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  1. AMORAIZA

    23 de setembro de 2017 2:19 pm

    POLÍTICA E RELIGIÃO

    Da infelicidade morna que a política tem proporcionado ao povo sempre com o apoio, intervenção , exigência ou ideologia da igreja, o mote desse “julgamento”  traz, antes de tudo,  uma preocupação com a crescente perda do poder dessa  igreja tradicional para a nova bancada evangélica espetaculosa e agressiva.

  2. ze sergio

    23 de setembro de 2017 4:24 pm

    práticas espúrias….

    Resultado da Anisitia de 1979. Da Redemocratização de 1982. Da Consituição Cidadã de 1988. “Cachorro atrás do rabo”. Bastou dar a liberdade para os tais “esquerdopatas” tentarem construir um Estado por 4 décadas para nos jogarem de volta à latrina do Caos. Acusarão aos fantasmas? Culparão as Forças Armadas, que alertam que não aceitarão a mediocridade, o entreguismo, a aberração? Ou falar em territórios administrados por interesses internacionais, nas nossas fronteiras, com governo ditado por Ong’s Estrangeiras ou venda de imensos territórios à propriedade estrangeira foi coisa de Militar? Ou esta zona instalada no país teve algum tipo de intervenção que não foi civil? O povo já percebeu que a Democracia é algo maravilhoso. Mas que as Elites Esquerdopata, as tais que não se enxergam, nunca passaram de medíocres. A conversa fiada de 64 não cola mais. Sem discurso e sem competência. Que triste fim. Pena que o país levou tanto tempo para perceber.     

    1. ze sergio

      23 de setembro de 2017 7:01 pm

      práticas…..

      Como construir uma Democracia se todos entidades brasileiras não passam de federações ditatoriais. A começar por CNBB. A tal sempre apoiou partidos esquerdopatas. Principalmente pt e psdb. Agora se cala quando bandidos são revelados aos montes? Ou é a Justiça que eles construíram que roubou o povo brasileiro? Onde está o Padre daquela Paróquia no interior de SP, que lavava dinheiro para um tal Deputado? Sandro Mabel, se não me engano. Silêncio, CNBB? E se vangloriam de lutarem por democracia. Que democracia, aquela que não existe na estrutura de OAB,outra farsante por pseudo-democracia? Como estruturas ditatoriais podem gerar democracia? O povo é sempre detalhe. São sempre representantes do povo. E o povo sempre calado, ouvindo o que tais “representantes” falam. Lobo em pele de cordeiro. Ninguém cai mais nesta conversa fiada, fora meia dúzia de fanáticos.  O Brasil se explica. 

    2. Webster Franklin

      23 de setembro de 2017 7:12 pm

      O quadrilhão que conspirou e derrubou o poder

      O quadrilhão que conspirou e derrubou o poder legítimamente eleito pelo povo dando causa ao retorno de mazelas superadas em governos anteriores, está mais para direitopatas do que esquerdopatas.

      1. ze sergio

        24 de setembro de 2017 2:57 pm

        o quadrilhão…

        Realmente foi golpe. Realmente “cahorro atrás do rabo”. Um país que desconhece sua história. Repetição do mesmo golpe praticado no Governo Collor. Golpe contra o Povo Brasileiro. Parlamengolpismo. Só que naquele momento, como beneficiou às forças esquerdopatas, esqueceram de clamar por Democracia e pela Opinião Soberana da Sociedade Brasileira. Bando de Aloprados. 

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