4 de junho de 2026

Em documento conjunto, líderes europeus repudiam espionagem feita pelos EUA

Enviado por Assis Ribeiro

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Do G1

Europeus exigem ‘código de conduta’ após casos de espionagem dos EUA

França e Alemanha lideram ofensiva diplomática.
Casos foram revelados por documentos vazados por Edward Snowden.

 

O escândalo de espionagem americana continua a fazer eco nesta sexta-feira (25) e pressiona os líderes europeus, em sua maioria indignados, a exigir de Washington um “código de boa conduta”.

Após a França e a Alemanha, foi a vez da Espanha de anunciar a convocação do embaixador americano em Madri para explicações sobre os casos, revelados pelos documentos vazados pelo ex-consultor de inteligência americano Edward Snowden.

Esta decisão do primeiro-ministro Mariano Rajoy é uma resposta às novas revelações da imprensa, segundo as quais a Agência de Segurança Nacional (NSA) americana teria espionado membros do governo espanhol, incluindo seu predecessor José Luis Zapatero.

Ao todo, 35 líderes mundiais, incluindo a chanceler alemã Angela Merkel e a presidente Dilma Rousseff, teriam sido grampeados, publicou na quinta-feira o jornal britânico “Guardian”.

Além disso, a França suspeita que os serviços secretos americanos estão por trás de um ataque cibernético à presidência sofrido em maio de 2012, segundo o jornal “Le Monde”.

As revelações, que surgiram a partir de junho, “criaram uma tensão considerável em nossas relações com alguns dos nossos mais próximos parceiros estrangeiros”, admitiu Lisa Monaco, conselheira de Barack Obama para a segurança interna.

Mas, apesar dos protestos, os líderes europeus rejeitam sanções contra os Estados Unidos.

“Não se trata de aumentar a pressão desnecessariamente em relação aos Estados Unidos”, declarou o primeiro-ministro belga Elio Di Rupo, resumindo o estado de espírito dos chefes de Estado e de Governo da União Europeia.

Os 28 líderes tentam apresentar uma unidade de fachada para exigir explicações de Washington.

A ofensiva é liderada pela França e pela Alemanha, que irão “discutir bilateralmente com os Estados Unidos, a fim de encontrar até o final do ano um acordo sobre suas relações mútuas nesta questão”, segundo o comunicado da cúpula.

“Tentaremos implementar um código de boa conduta com os Estados Unidos, sobre o que é aceitável e o que não é”, indicou o primeiro-ministro do Luxemburgo, Jean-Claude Juncker.

Em um texto comum, os europeus reconhecem que a “coleta de informações constitui um elemento não essencial da luta contra o terrorismo”, a justificativa usada por Washington.

Mas “a falta de confiança poderia causar prejuízos à cooperação”, advertiu.

“Todo mundo pode entender a adoção de medidas excepcionais quando há ameaças terroristas importantes (…), mas não estamos em uma situação onde é preciso espionar uns aos outros”, declarou nesta sexta Di Rupo.

O presidente francês, François Hollande, disse por sua vez que “não podemos controlar os celulares das pessoas que encontramos em cúpulas internacionais”.

O chefe de Governo finlandês, Jyrki Katainen, resumiu o dilema dos europeus: “devemos preservar a relação transatlântica e afirmar que isso (a espionagem) não é aceitável”.

Para além dos protestos, os europeus rejeitam sanções, em particular uma eventual suspensão das negociações de livre comércio lançadas recentemente entre os dois blocos.

Vários países, como o Reino Unido e a Espanha, também decidiram não ofender Washington aderindo a iniciativa franco-alemã. A Espanha continua a ser um “parceiro e aliado” dos Estados Unidos, afirmou Rajoy.

Por sua vez, o primeiro-ministro britânico David Cameron preferiu não comentar o escândalo, insistindo no fato de que as questões de inteligência cabem às nações e não à UE.

A dificuldade de chegar a um consenso, se expressa nas divergências sobre o projeto de lei apresentado pela Comissão Europeia há meses para reforçar a proteção dos dados pessoais contra os gigantes da internet e dos serviços de inteligência.

Enquanto a comissária europeia da Justiça, Viviane Reding, cobra medidas e a adoção da reforma até à primavera de 2014, os 28 decidiram por uma “margem de manobra” até 2015.

“Nós devemos avançar mais rápido, mas a tarefa é complexa. Não envolve somente a vida privada, mas também o mundo dos negócios”, afirmou Van Rompuy.

 

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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3 Comentários
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  1. Assis Ribeiro

    27 de outubro de 2013 1:17 pm

    E imaginar o que disseram a

    E imaginar o que disseram a grande imprensa e alguns comentaristas sobre o discurso de Dila na ONU sobre este tema….

    Adoram se enganar, são mestres em tiro no próprio pé.

    Com muito carinho,

    especialmente para André Araújo e Leônidas.

    1. Celio Mendes

      27 de outubro de 2013 3:18 pm

      Pois é …

       

      Para alguns o mundo inteiro esta errado só o glorioso USA esta certo, por uma armadilha do destino nasceram no país errado, ou olhando de outro ponto de vista nasceram no país certo para serem serviçais dedicados dos sinhozinhos do norte, afinal alguem tem que fazer o trabalho de quinta coluna.

  2. wendel

    28 de outubro de 2013 10:01 pm

    Espionagem dos EE:UU “repudiada”!!!

    O grande circo é digno de apreciação!!!!

    Todos os afetados, fizeram questão de dizerem, ou melhor frisarem que não lestão pressionando o Império, mas fazendo apenas uma recomendação!!!

    Que bela farsa!!!!! Vão continuar espionando, e todos ainda irão agradecer ao Tio Sam, pelas desculpas esfarrapadas que ouvirão!!!

    Ser idiota é opção, mas se deixar manipular é idiotice! 

     

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