Sugerido por Assis Ribeiro
Da Carta Capital
Vamos ter de caminhar para uma solução mais razoável, em torno de uma moeda internacional, como previa Keynes,que a partir de Bretton Woods insistiu nesse ponto
por Delfim Netto
No horário brasileiro passava de 22 horas da quarta-feira 16, quando o presidente da maior potência mundial emitiu um comunicado desde a Casa Branca, em Washington. Começaria a reabrir os pagamentos do governo imediatamente para “permitir o funcionamento normal dos serviços públicos”, tão logo terminasse a votação legislativa na Câmara de Representantes, esperada para a madrugada de quinta-feira. Aprovada no Senado, a lei permitiria “remover a ameaça de insolvência que paira sobre a economia dos Estados Unidos diante do impasse sobre a elevação do teto da dívida”.
Dificilmente se poderia imaginar, mesmo nos instantes mais agudos da crise deflagrada no sistema financeiro global, cinco anos atrás, que a dívida pública americana seria classificada um dia como um “ativo em default”, quer dizer, um tremendo calote nos detentores dos títulos até então mais seguros do mundo. Antes do resultado da votação na Câmara, o presidente Barack Obama já arriscava um comentário calçado no acordo firmado entre democratas e republicanos que possibilitou a aprovação no Senado “da lei que desanuvia a incerteza e a intranquilidade sobre os negócios e a população americana”.
A economia mundial gira em torno da economia dos EUA, onde o mercado financeiro se tornou tão importante que os produtores de bens e serviços aguardam para ver em que direção ela caminha. O fato é que o dólar continua a condicionar a economia mundial, apesar de um sistema que dá poderes exagerados a um grande devedor como os Estados Unidos não poder funcionar. Vamos ter de caminhar para uma solução mais razoável, com as economias em busca de se organizar em torno de uma moeda internacional, como previa Keynes, que insistiu nisso desde Bretton Woods, no meio do século passado. Ele foi vencido, mas cada vez fica mais claro não ser possível deixar a moeda internacional nas mãos de um poder soberano.
Ao mesmo tempo a disfuncionalidade que atingiu o sistema político americano é um fenômeno assustador: os republicanos são prisioneiros de uma minoria extravagante, os integrantes do tal Tea Party e seu comportamento é absolutamente irracional. Em uma situação delicada, Obama conseguiu colocar os republicanos num corner ao fingir não se importar ou mostrar que deixaria a situação piorar até as últimas consequências, na crença de isso produzir tal desastre no Partido Republicano, pelo menos a curto prazo, que eles teriam de recuar, como aconteceu.
Aproveitando-se da irracionalidade dominante no partido opositor, Obama se prepara para reconstruir uma maioria democrata, contando que sejam retomados os debates sobre a reforma do sistema de imigração e os trabalhos para apressar a votação da Farm Bill, a lei agrícola americana, normalmente sem nenhuma boa promessa para o restante do mundo. Ele está com o discurso pronto, a exortar o Congresso a se debruçar “sobre os problemas mais amplos, como as mudanças no sistema fiscal americano, para evitar que o país continue a oscilar de crise em crise, sem deixar para a última hora (7 de fevereiro de 2014) a aprovação do próximo acordo sobre o teto do endividamento”.
Recentemente, Barack Obama deu uma prévia sobre a correção de rumos na política econômica, ao manobrar com alguma sutileza na substituição de Ben Bernanke na presidência do banco central americano, o Fed. A indicação da economista Janet Yellen, notória defensora da prioridade do combate ao desemprego e dos estímulos à recuperação da atividade econômica, serviu de importante sinalização ao mercado, que não deve sonhar com o retorno aos “bons tempos” da desregulação.
Ao assistir impassível à “fritura” do candidato preferido do sistema financeiro, Lawrence Summers, um típico representante dos defensores da liberação dos mercados financeiros, o presidente americano deixou livre o caminho para a ascensão de Yellen, na vice-presidência do Fed desde 2010 e com forte influência na recente decisão de manter o afrouxamento monetário até que o nível do emprego comece a reagir de forma consistente.
Petrus
26 de outubro de 2013 2:56 pmBen Bernanke e EUA
É estranho, Bernanke e Yellen compartilham das mesmas ideias de desregulamentação do mercado que Summers, ou seja, o texto do Delfin é um tanto quanto antagônico, não entendi a relação entre os três.
Sobre os EUA e seus títulos “subprimes” governamentais, acho que os países deveriam começar a se preparar para o plano B, quando a avalanche de dinheiro que está dentro dos bancos começarem a sair ou se um calote acontecer a coisa vai ficar feia.
É como investir em um trem, grande e importante para transporte de carga, fundamental para a sobrevivência da população, mas está se dirigindo para um penhasco, porém estão construindo novos trilhos para a esquerda e para a direita afim de atrasar sua chegada ao penhasco ao invés de construírem a ponte, uma insanidade e um desastre anunciado do maior devedor do mundo.
O negocio é comprar ouro… ou Euro?
Abraço
Alexandre Weber - Santos -SP
26 de outubro de 2013 3:21 pmAssunto inolvidável
Porém, devidamente amortecido, pelos pontos discutidos, com ênfase na solução caseira, como se China, Russia, Índia, Brasil e Africa do Sul não estivessem na bica de lançar uma nova moeda de trocas internacionais, que teria o condão de destruir os ativos bursáteis americanos, levando-os a 10% de seu valor atual.
Vivemos em tempos interessantes.
Alexandre Weber - Santos -SP
26 de outubro de 2013 3:31 pmOs ratos abandonando o navio
Billionaires Dumping Stocks, Economist Knows Why
Despite the 6.5% stock market rally over the last three months, a handful of billionaires are quietly dumping their American stocks . . . and fast.
Warren Buffett, who has been a cheerleader for U.S. stocks for quite some time, is dumping shares at an alarming rate. He recently complained of “disappointing performance” in dyed-in-the-wool American companies like Johnson & Johnson, Procter & Gamble, and Kraft Foods.
In the latest filing for Buffett’s holding company Berkshire Hathaway, Buffett has been drastically reducing his exposure to stocks that depend on consumer purchasing habits. Berkshire sold roughly 19 million shares of Johnson & Johnson, and reduced his overall stake in “consumer product stocks” by 21%. Berkshire Hathaway also sold its entire stake in California-based computer parts supplier Intel.
With 70% of the U.S. economy dependent on consumer spending, Buffett’s apparent lack of faith in these companies’ future prospects is worrisome.
Unfortunately Buffett isn’t alone.
Fellow billionaire John Paulson, who made a fortune betting on the subprime mortgage meltdown, is clearing out of U.S. stocks too. During the second quarter of the year, Paulson’s hedge fund, Paulson & Co., dumped 14 million shares of JPMorgan Chase. The fund also dumped its entire position in discount retailer Family Dollar and consumer-goods maker Sara Lee.
Finally, billionaire George Soros recently sold nearly all of his bank stocks, including shares of JPMorgan Chase, Citigroup, and Goldman Sachs. Between the three banks, Soros sold more than a million shares.
So why are these billionaires dumping their shares of U.S. companies?
After all, the stock market is still in the midst of its historic rally. Real estate prices have finally leveled off, and for the first time in five years are actually rising in many locations. And the unemployment rate seems to have stabilized.
It’s very likely that these professional investors are aware of specific research that points toward a massive market correction, as much as 90%.
One such person publishing this research is Robert Wiedemer, an esteemed economist and author of the New York Times best-selling book Aftershock.
Before you dismiss the possibility of a 90% drop in the stock market as unrealistic, consider Wiedemer’s credentials.
In 2006, Wiedemer and a team of economists accurately predicted the collapse of the U.S. housing market, equity markets, and consumer spending that almost sank the United States. They published their research in the book America’s Bubble Economy.
The book quickly grabbed headlines for its accuracy in predicting what many thought would never happen, and quickly established Wiedemer as a trusted voice.
A columnist at Dow Jones said the book was “one of those rare finds that not only predicted the subprime credit meltdown well in advance, it offered Main Street investors a winning strategy that helped avoid the forty percent losses that followed . . .”
The chief investment strategist at Standard & Poor’s said that Wiedemer’s track record “demands our attention.”
And finally, the former CFO of Goldman Sachs said Wiedemer’s “prescience in (his) first book lends credence to the new warnings. This book deserves our attention.”
In the interview for his latest blockbuster Aftershock, Wiedemer says the 90% drop in the stock market is “a worst-case scenario,” and the host quickly challenged this claim.
Wiedemer calmly laid out a clear explanation of why a large drop of some sort is a virtual certainty.
It starts with the reckless strategy of the Federal Reserve to print a massive amount of money out of thin air in an attempt to stimulate the economy.
“These funds haven’t made it into the markets and the economy yet. But it is a mathematical certainty that once the dam breaks, and this money passes through the reserves and hits the markets, inflation will surge,” said Wiedemer.
“Once you hit 10% inflation, 10-year Treasury bonds lose about half their value. And by 20%, any value is all but gone. Interest rates will increase dramatically at this point, and that will cause real estate values to collapse. And the stock market will collapse as a consequence of these other problems.”
And this is where Wiedemer explains why Buffett, Paulson, and Soros could be dumping U.S. stocks:
“Companies will be spending more money on borrowing costs than business expansion costs. That means lower profit margins, lower dividends, and less hiring. Plus, more layoffs.”
No investors, let alone billionaires, will want to own stocks with falling profit margins and shrinking dividends. So if that’s why Buffett, Paulson, and Soros are dumping stocks, they have decided to cash out early and leave Main Street investors holding the bag.
But Main Street investors don’t have to see their investment and retirement accounts decimated for the second time in five years.
Wiedemer’s video interview also contains a comprehensive blueprint for economic survival that’s really commanding global attention.
Now viewed over 40 million times, it was initially screened for a relatively small, private audience. But the overwhelming amount of feedback from viewers who felt the interview should be widely publicized came with consequences, as various online networks repeatedly shut it down and affiliates refused to house the content.
“People were sitting up and taking notice, and they begged us to make the interview public so they could easily share it,” said Newsmax Financial Publisher Aaron DeHoog.
“Our real concern,” DeHoog added, “is the effect even if only half of Wiedemer’s predictions come true.
“That’s a scary thought for sure. But we want the average American to be prepared, and that is why we will continue to push this video to as many outlets as we can. We want the word to spread.
”
[video:http://www.moneynews.com/MKTNews/billionaires-dump-economist-stock/2012/08/29/id/450265?PROMO_CODE=1393F-1%5D
Petrus
28 de outubro de 2013 9:58 pmRatos…
Weber,
Qual a fonte dessa reportagem, achei interessante!
Abraço
Joao B.R.P.Marcello
26 de outubro de 2013 4:08 pmInsolvência
A questão de querer governar o mundo!!
C. Acácio
26 de outubro de 2013 5:13 pmSupondo que estejamos
Supondo que estejamos assistindo a trajetória de um cometa , é mais um império que se esvai. O mais breve e poderoso da história da humanidade. O legado deixado fica por conta da ciência e da arte , principalmente , pela genial criação dos afrodescendentes , a música do século XX. O passivo deixado é imenso , por conta do provincianismo e do fundamentalismo de seus líderes. Ficam para a humanidade , povos explorados , países arrasados e muito ódio , muito desejo de vingança , que só tempo dirá como resolver. Nunca dantes , a história pode ser acompanhada com as lupas tecnológicas disponíveis hoje , para o gáudio dos historiadores das diversas áreas , como o …Delfim …
Durvalino
26 de outubro de 2013 9:38 pm….. em janeiro havera outro
….. em janeiro havera outro round sobre quem vai pagar os 16,7 trilhoes de US$ da divida mobiliaria dos senhores do norte …
so louco compra titulos da divida americana, entre eles o governo brasileiro, seguido dos japoneses e chineses.
Evandro Luiz Ribeiro
27 de outubro de 2013 12:39 pmGrande império do norte
Engraçado, olhando os últimos 110 anos, a esquerda apregoa o fim do capitalismo e a derrocada dos impérios, primeiro o Britânico e depois o Norte Americano, mas o que esfaleceu foi o comunismo, e em boa parte o socialismo.