4 de junho de 2026

O round entre Serra e Marina no xadrez da política

Sugerido por Assis Ribeiro

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Do Tijolaço

Próximo “round”: Serra x Marina

Por Fernando Brito

Casa onde falta o pão, todo mundo briga e ninguém tem razão, é o ditado.

A situação de Aécio Neves vai ficando insustentável e ele próprio dá a impressão de estar encolhido desde a “conversão” de Eduardo Campos ao marinismo.

O “vamos conversar” parece que não está certo de encontrar interlocutores. E, nas conversas, o que ele pode oferecer? Incertezas?

Serra, sentindo o momento, voltou à toda, com uma agenda de candidato que tem cinco ou seis vezes mais compromissos do que a de Aécio.

Ele e todos veem que a candidatura Aécio dissolve-se em sua própria fragilidade. E Dilma percebe que Minas pode vir a ser um campo aberto se Serra se impuser como candidato tucano.

Da mesma maneira, Eduardo Campos tem de se atirar para o pior dos papéis que poderia desempenhar nessa eleição: apresentar-se como um anti-Lula (e ser anti-Dilma, progressivamente, implicará ser anti-Lula). Isso pode lhe dar espaço na grande mídia, mas lhe é terrível em suas próprias bases pernambucanas.

Pelo resto do país, ele também não parece ter muito o que fazer. Sua declaração, hoje, no Rio, de que “palanques regionais são coisa para 2014″ é de fazer rir qualquer um que já tenha participado da disputa de meia eleição, quanto mais de uma eleição “casada” de deputado estadual a Presidente.

Imaginem agora como se sentem milhares de candidatos a cargos proporcionais do PSB…Quem são seus candidatos a governador, a senador e, até mesmo, o seu candidato a Presidente?

Bem, este é o campo dos devastados, Aécio e Campos.

O dos devastadores, de Serra e Marina, verá a disputa entre ambos para ver quem se firmará como o candidato do campo conservador.

Embora ambos tenha grande inapetência pela articulação política, é claro que este flanco é mais favorável a José Serra.

Mas ele sabe que será necessário recuperar os espaços da mídia, hoje oferecidos a Marina.

Ambos sabem que têm de se enfrentar sem que, pessoalmente, inviabilizem a adesão mútua no segundo turno.

Mas despacharão seu “comandos” para este fim. E novamente aí Serra leva vantagem.

Ele vai apelar para o discurso do preparo, da competência, da capacidade, certo de que isso não será percebido em Marina Silva.

E se Marina mantiver Eduardo Campos na coleira, impedindo de fechar os acordos no “diapasão conservador”, como diz ela, pode colocar em risco até a “composição heterodoxa” em que ambos se meteram.

 

Afinal, como dizia aquela velha peça de teatro, “trair e coçar é só começar”.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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12 Comentários
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  1. Aristo

    26 de outubro de 2013 11:36 am

    O problema de Serra é seu

    O problema de Serra é seu índice de rejeição. Principalmente porque é um índice de rejeição diferente dos demais candidatos. A rejeição à Dilma tende a aumentar ou diminuir de acordo com ações do governo, indicadores econômicos, etc. Já os de Serra não. Rejeita-se o homem sem que ele possa fazer muita coisa pra mudar, pois não está governando nada.

    Eu já percebi que a maior chance de vencer uma eleição está em quem tem mais tempo de TV na propaganda política. Fora isto, penso que o Aécio teria muito mais chances de vencer a eleição do que o Serra, e que as únicas chances de ambos é que um apóie o outro. Talvez se tirassem no palitinho pra ver quem será o candidado, e o derrotado apoiasse incondicionalmente o vencedor, as chances seriam bem grandes.

    O que eu faria se eu fosse um ditador no PSDB? Eu diria assim: conceda-se mais uma chance ao Serra, pois esta é a última chance dele em função da idade (e já que ele não abre mão). Só que desta vez com o apoio irrestrito de Aécio e Companhia. Perdeu? É a vez do Aécio, que tem idade suficiente pra tentar outras tantas vezes, e Serra passa a apoiá-lo irrestritamente, recebendo em troca o ministério que escolhesse em caso de vitória, terminando assim sua carreira política e administrativa em grande estilo. Seria muito melhor do que terminar a vida brigando com todo mundo e entrando para a histórica como um perdedor que tirou as chances do PSDB de “salvar o Brasil das garras do PT”.

  2. RVeiga

    26 de outubro de 2013 11:37 am

    Marina… candidata do campo

    Marina… candidata do campo conservador… afff. É esse o tipo de “análise” do Tijolaço?

    1. Carlos FM

      26 de outubro de 2013 3:11 pm

       Maz, prezado, se ela é a

       Maz, prezado, se ela é a candidata da globo, do estadinho, da folhinha, da vejinha, do Itaú, do Merval e do Gilmar Dantas (Noblat foi quem o chamou assim primeiro, não PHA), a qual campo ela está associada? Diga-me com quem andas…

  3. RVeiga

    26 de outubro de 2013 11:39 am

    O campo “progressista” é

    O campo “progressista” é qual, o do Tijolaço? Aquele que vem aplicando sucessivos estelionatos eleitorais (o último foi a privatização, ops, concessão do campo de Libra)?

  4. Roberto São Paulo-SP 2013

    26 de outubro de 2013 12:26 pm

    Mais um grande erro da oposição PSDB

    Até o momento,  o maior erro da oposição em relação a disputa eleitoral de 2014, foi  limitar a participação de candidatos no Primeiro Turno das eleições de 2014, ao manter os  principais candidatos da oposição no PSDB e no PSB, com tantos partidos no Brasil, mais de trinta, seria muito fácil lançar quatro ou mais candidatos de oposição, mas agora já é tarde.

    .———Ocorreram seguidos erros da oposição, desde da avaliação e reação as primeiras manifestações de junho de 2013, até a reação as propostas e ações do Governo da Presidenta Dilma, principalmente em relação a desoneração do transporte público e ao Programa Mais Médicos.

    Tudo indica que a oposição PSDB, avaliou os desdobramentos das manifestações de junho de 2013, do mesmo modo que avaliou os desdobramentos da  crise política de 2005/2006, e os desdobramentos  da quebra do Lehman Brothers no final de 2008,

  5. peregrino

    26 de outubro de 2013 12:47 pm

    no mundo moderno, política é a arte de satisfazer…

    mas a de satisfazer o povo, ao convencer e agradar, e  não apenas a de satisfazer a seus superiores imediatos, do partido e da grande mídia , que há anos vem deturpando e neutralizando todo e qualquer movimento de oposição

     

    se combinação de forças adiantasse alguma coisa, o PIG estaria a favor do governo e os eleitores da oposição deixariam de ser ignorantes políticos

     

    metam uma coisa na cabeça de vocês, 70% estão por aí só para se dar bem, vendendo-se de forma mais humilhante possível e a mídia só interfere para que não fique bem claro que realmente é só por ou para isso

  6. peregrino

    26 de outubro de 2013 12:58 pm

    pois é…

    e é justamente isso que tira a chance de qualquer partido sério ou que estão aí para oferecer uma alternativa de verdade, uma que mais acrescente do que unicamente destrua o que outros já conseguiram

     

    PSDB precisa ser apagado do mapa político, do contrário não haverá mudanças melhores

  7. Juliano Santos

    26 de outubro de 2013 3:43 pm

    xadrez com luva de box

    Sorte do governo que para esses dois aí não tem conversa. Ou eu, ou eu. Se eles colocassem a derrota da Dilma na frente da vitória deles mesmo, Marina e Serra aceitariam ser vice dos playboys. Aí seria uma eleição apertadíssima.

    O outro cenário favorável á oposição, como disse muito bem, o Roberto SP, o de vários candidatos competitivos, já era. 

    Dos dois escorpiões, quem pode acabar tomando a frente é o Serra mesmo. É bem possível que Aécio corra da raia, e volte para Minas. Se sua candidatura minguar mesmo, a cúppula do tucanato pode ir de Serra. Seria a melhor saída para o PSDB, Aécio não deixa o PT tomar Minas, e Serra pode ir de novo ao segundo turno.(ganhar é impossível, a não ser que a maioria do eleitorado tenha um surto psicótico). isso tira os tucanos da CTI

    Já no PSB, quem manda é o Dudu. Por mais que a Blablarina dispare nas pesquisas, isso não garante que ela será a candidata natural. Seria o Dudu, burro o suficiente para aceitar ser vice dessa mala sem alça? Acabaria de ser engolido. E se por acaso ganhassem a eleição, ela tomaria conta do partido e ele seria despachado de volta para Pernanbuco para ser apenas líder regional.

    Quem sabe não teremos Dilma X Serra e Dudu?

  8. lenita

    26 de outubro de 2013 5:15 pm

    PSDB

     

    Falando a verdade, jamais vi um partido tão burro como o PSDB, mostrando que quer o poder apenas e simplesmente pelo PODER.  E, se ganhou por 2 vezes foi devido ao Itamar Franco e seu Plano Real e nos estados graças à “simpatia”  da mídia brasileira e estrangeira.  Nunca por méritos próprios . Justamente um partido que se afastou do PMDB pelas “artes sujas” do partido. Cheio de pessoas “honestas”, intelectuais, preparados, mas que está se mostrando dia após dia, que além de gostar muito de dinheiro, nunca se preocupou com os brasileiros e com o Brasil. O país não merece jamais ser governado por essa  gente, que nada entende da alma do  povo brasileiro. E eu, que quase cai naquela de que é necessário e salutar a alternância do poder e pensei em votar no Serra na última eleição. Mas, quando começou a “burrice” de fazer uma campanha do nível que se apresentou, graças a Deus, desisti na hora.

  9. alcarpinteiro

    26 de outubro de 2013 7:23 pm

    A previsão é não haver mudanças

    Aécio e Campos são candidatos a presidente em 2018, mas para isso devem ser candidatos em 2014. É absolutamente imprescindível que assim seja. Aécio que ser candidato pela oposição. Já Eduardo, quer ser o candidato do governo. Na pior das hipóteses, quer ser o candidato saído do governo. Ambos sabem que uma vitória no próximo ano está nas mãos do imponderável, mas é fundamental criar recall para seus nomes. Isto será útil para conquistarem a preferência de seus parthidos e de outros partidos, potenciais aliados. Em 2018, Dilma tem que passar a faixa a outro. É quando a oposição tentará colocar um nome como alternativa, e quando Campos tentará emplacar seu nome na coalização governista.

    Não faz sentido Aécio desistir de sua candidatura pelo PSDB, isto o levaria a uma situação ainda pior do que em 2010, pois agora ele seria o candidato que não vingou nem quando era sua vez. Já Eduardo Campos, sabe que se ceder a vez a Marina, sairá desmoralizado se ela perder e passará mais oito anos aguardando outra chance, se ela vencer. Em política, oito anos são uma eternidade.

    Ambos os candidatos têm como plano principal cumprir a tabela eleitoral, com a intenção de criar recall, caso tudo corra assim como se encaminha, mas torcendo para um desmoronamento do governo que os favoreça. Estas são as espectativas dos dois. Ceder o lugar para Serra e Marina não faria o menor sentido.

  10. CELSO ORRICO

    26 de outubro de 2013 11:06 pm

    concordo com o Tijolaço..

    concordo com o Tijolaço, ha muito venho dizendo que quando Serra entrar no jogo vai tratorar Marina, Eduardo Campos  e Aécio  e Dilma só na arquibancada vendo o circo pegar fogo..

  11. Athos

    28 de outubro de 2013 4:06 pm

    O Aécio não tem essa vontade

    O Aécio não tem essa vontade toda de ser O Cara.

    Ele ta mais interessado em tomar umas, cheirar outras e comer todas. Isso ele já faz.

    Ele já chegou onde queria. O resto é meio ego e meio comprometimento(não pode dizer não)… Afinal de contas, ele entrou na política, supostamente, para isso.

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