Do G1
O governo da presidente Dilma Rousseff é avaliado como “ótimo” ou “bom” por 38% dos eleitores, segundo pesquisa Ibope divulgada nesta quinta-feira (24).
De acordo com o levantamento, 26% consideram o governo “ruim” ou “péssimo”. Para 35%, o governo é “regular”, informou o Ibope – 2% disseram que não sabem ou não responderam.
Na mesma pesquisa, o Ibope aferiu as intenções de voto para presidente da República na eleição de 2014 – Dilma vence no primeiro turno em todos os cenários pesquisados e, em um eventual segundo turno, também superaria todos os rivais, segundo o instituto.
O Ibope ouviu 2.002 eleitores entre as últimas quinta (17) e quarta (23) em 143 municípios. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Por faixa de renda familiar, a maior taxa de aprovação do governo está entre os que ganham até um salário mínimo (57%). Entre os que ganham mais de cinco salários mínimos, a reprovação (“ruim” ou “péssimo”) é de 36%. A região que mais aprova o governo é a Nordeste (53%) e a que mais reprova é a Sudeste (32%).
Dentre os entrevistados, 53% responderam ao Ibope que aprovam a maneira pela qual a presidenteDilma Rousseff administra o país; 42% disseram que desaprovam; 5% afirmaram que não sabem ou não responderam.
Segundo a pesquisa, 49% confiam na presidente, 46% não confiam e 5% disseram que não sabem ou não responderam.
Pesquisas anteriores
Pesquisa anterior do Ibope, feita entre 14 e 17 de setembro por encomenda da Confederação Nacional de Indústria (CNI), indicava que o governo tinha a avaliação positiva (“ótimo” ou “bom”) de37% dos eleitores. Os que julgavam o governo “regular” eram 39% e os que o consideravam “ruim” ou “péssimo” eram 22%.
A pior percepção sobre o desempenho do governo neste ano foi constatada pelo Ibope em julho, após as manifestações de rua em várias cidades do país. Em levantamento do instituto divulgado em 19 de junho, o governo tinha 55% de aprovação, índice que, na pesquisa seguinte, de 25 de julho, caiu para 31%.
Assis Ribeiro
25 de outubro de 2013 10:27 amTodos os cenários
Todos os cenários pesquisados
No cenário atual, no qual Dilma concorreria com Aécio e Eduardo
– Dilma Rousseff: 41%
– Aécio Neves: 14%
– Eduardo Campos: 10%
– Brancos/nulos 22%
– Não sabe/não respondeu: 13%
No cenário no qual o candidato do PSB seria a ex-senadora Marina Silva, em vez do governador Eduardo Campos, o resultado seria o seguinte:
– Dilma Rousseff: 39%
– Marina Silva: 21%
– Aécio Neves: 13%
– Brancos/nulos: 16%
– Não sabe/não respondeu: 11%
No cenário em que o candidato do PSDB é o ex-governador de São Paulo José Serra e o do PSB, Eduardo Campos:
– Dilma Rousseff: 40%
– José Serra: 18%
– Eduardo Campos: 10%
– Brancos/nulos: 19%
– Não sabe/não respondeu: 12%
Com Marina como candidata do PSB e Serra como candidato do PSDB, o Ibope apurou o seguinte resultado:
– Dilma Rousseff: 39%
– Marina Silva: 21%
– José Serra: 16%
– Brancos/nulos: 15%
– Não sabe/não respondeu: 10%
Segundo turno
Nas simulações de segundo turno, Dilma venceria todos os demais adversários. Veja abaixo:
– Dilma Rousseff: 47%
– Aécio Neves: 19%
– Branco/nulo: 22%
– Não sabe/não respondeu: 11%
– Dilma Rousseff: 42%
– Marina Silva: 29%
– Branco/nulo: 18%
– Não sabe/não respondeu: 11%
– Dilma Rousseff: 45%
– Eduardo Campos: 18%
– Branco/nulo: 24%
– Não sabe/não respondeu: 14%
– Dilma Rousseff: 44%
– José Serra: 23%
– Branco/nulo: 20%
– Não sabe/não respondeu: 13%
Espontânea
Confira abaixo o resultado na parte da pesquisa em que o Ibope apurou a intenção de voto espontânea, na qual o pesquisador simplesmente pergunta em quem o eleitor votaria se a eleição fosse hoje, sem apresentar uma lista de candidatos:
– Dilma Rousseff: 21%
– Lula: 7%
– Marina Silva: 6%
– Aécio Neves: 5%
– José Serra: 4%
– Eduardo Campos: 2%
– Outros com menos de 1%: 1%
– Branco/nulo: 13%
– Não sabe/não respondeu: 40%
Rejeição
A taxa de rejeição (percentual de eleitores que disse que não votaria no candidato de jeito nenhum) está distribuída da seguinte maneira, segundo o Ibope:
– José Serra: 47%
– Aécio Neves: 40%
– Eduardo Campos: 39%
– Dilma Rousseff: 38%
– Marina Silva: 31%
Assis Ribeiro
25 de outubro de 2013 10:37 amEm todos os cenários os votos
Em todos os cenários os votos bancos, nulos e os que deixarão de comparecer às urnas vence a soma dos candidatos que serão derrotados por Dilma.
O índice de rejeição de todos os candidatos é altíssimo.
Para a grande imprensa que massificou a informação de que as manifestações de junho eram contra Dilma e para aqueles que “comeram a pilha” da mídia fica a lição de que não se deve manipular informações ou entrar no “clima” do que divulgam.
Sobre a leitura das pesquisas realizadas logo após as manifestações de junho, assim comentei:
seg, 01/07/2013
“A preocupação com a situação atual, apenas no quesito da queda de popularidade de Dilma, é intempestiva e irreal.
Acaba de sair pesquisa sobre outros chefes do executivo e, não surpreendente, todos despencaram.
Pesquisa feita no calor das manifestações contra políticos e dentro da própria catarse, queriam que ela desse que resultado?”
No post:
https://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/a-queda-na-avaliacao-de-prefeitos-e-governadores
Assis Ribeiro
25 de outubro de 2013 10:50 amAtenção
Esta pesquisa foi realizada antes da propaganda eleitoral do PT e após as propagandas do PSDB e do PSB.
Imaginem se fossem realizadas depois de :
[video:http://www.youtube.com/watch?v=pCXjnKB4x8%5D
Roberto São Paulo-SP 2013
25 de outubro de 2013 12:22 pmOs erros seguidos da oposição PSDB
Creio que não seja apenas uma questão de acomodação após as manifestações de junho de 2013, e sim consequência da ação e reação dos agentes políticos envolvidos na atual disputa eleitoral.
Além dos acertos do Governo da Presidenta Dilma,
primeiro, em acelerar o processo de desoneração do setor de transporte público que viabilizou o cancelamentos dos aumentos das tarifas do transporte público;
segundo, em reconhecer como legítimo o direito de se manifestar das mais variadas formas;
terceiro em propor a ampliação da participação dos eleitores em uma eventual reforma política;
quarto em acelerar o processo de ampliação de contratação de médicos para as regiões mais carentes;
e quinto ao reafirmar a vinculação dos Royalties do Petróleo com as verbas destinada a saúde e a educação pública.
———-Ocorreu também seguidos erros da oposição, desde da avaliação e reação as primeiras manifestações de junho de 2013, até a reação as propostas e ações do Governo da Presidenta Dilma, principalmente em relação a desoneração do transporte público e ao Programa Mais Médicos.
Além disso a própria oposição se encarregou de limitar a participação de candidatos no Primeiro Turno das eleições de 2014, ao manter os principais candidatos da oposição no PSDB e no PSB, com tantos partidos no Brasil, mais de trinta, seria muito fácil lançar quatro ou mais candidatos de oposição, mas agora já é tarde. Este até o momento é o maior erro da oposição em relação a disputa eleitora de 2014.
Juliano Santos
25 de outubro de 2013 2:14 pmEsperava uma subida mais
Esperava uma subida mais rápida. Não voltar a faixa dos 50, mas já esperava passar dos 40%. De qualquer forma, a tendência é de recuperação. A inflação está sob controle, temos pleno emprego e a renda aumenta.
Creio que as manifestações violentas no Rio e em SP ainda criam um clima de baixo astral. Contaminam as classe mais baixas, senão a aprovaçao seria ainda maior nessa faixa, dado às inúmeras iniciativas dirigidas aos mais pobres. A (velha) classe média foi definitamente perdida. São os coxinhas, os mais afetados por desinformação e clichês vazios. E no fundo cagam e andam para justiça social.
Luta de classes na veia!