
Jornal GGN – Um dos maiores diretores de fotografia do cinema brasileiro morreu na noite desta quarta-feira, dia 26, no Rio de Janeiro. Dib Lutfi se foi, o sublime olhar da nova leitura de imagem do Cinema Novo. Quem divulgou a notícia foi seu irmão, o músico Sérgio Ricardo, em seu Facebook. Dib vivia no Retiro dos Artistas, no Rio.
Nascido em 1936, em Marília, interior de São Paulo, mudou-se para o Rio no fim de sua adolescência. Em 1957 inicia seu aprendizado ao trabalhar como câmera na TV Rio. O primeiro contato com o cinema veio através de um seminário promovido pelo Itamaraty, em 1962, com Arne Sucksdorff, um sueco que depois Dib trabalharia como assistente de câmera no longa-metragem de 1964, Fábula – Minha Casa em Copacabana.
Mas foi Sérgio Ricardo quem o levaria efetivamente ao trabalho como cinematografista. Sérgio o chamou para fazer câmera no curta “O Menino de Calça Branca”. Ainda como câmera seguiu trabalhando com o irmão, fazendo depois em “Esse Mundo É Meu”, de 1963. Esses trabalhos chamaram a atenção dos principais diretores do Cinema Novo, que o requisitaram para seus filmes. A partir daí tornou-se um dos principais olhares a dar forma ao movimento.
Ele trabalhou com Nelson Pereira dos Santos, Arnaldo Jabor e Ruy Guerra. Além disso, suas habilidades com a câmera chamou a atenção de Glauber Rocha, que o chamou para trabalhar em Terra em Transe. Além disso, trabalhou com Eduardo Coutinho, Domingos Oliveira, Carlos Diegues, Nelson Pereira dos Santos, Walter Lima Jr, Roberto Farias, Maurice Capovilla, Alvarina Souza e Joel Pizzini.
Abaixo, veja um documentário sobre o poeta das imagens Dib Lufti
https://www.youtube.com/watch?v=fKLBtw3pBd0 width:700 height:394
Nilva de Souza
27 de outubro de 2016 9:38 pmEle completou 80 anos
Ele completou 80 anos recentemente. Sérgio Ricardo fez um post em sua homenagem e disse que estava muito doente, com Alzheimer, mesmo assim o levaram para jantar e cortaram um bolo pra ele.
Descanse em paz!
Jair Fonseca
28 de outubro de 2016 6:23 pmO mestre da câmera na mão,
O mestre da câmera na mão, e sem dúvida um dos maiores fotógrafos do cinema brasileiro.
Segue um longo plano-sequência de Os deuses e os mortos (de Ruy Guerra), feito em uma só tomada por Dib Lutfi.
PS: O último à direita na sequência de fotos do post não é o Dib, mas o cineasta Carlos Alberto Prates Correia.
[video:https://www.youtube.com/watch?v=G8spz0kRX9s%5D