Por Gunter Zibell – SP
As pessoas estão defendendo a PM-RJ por acreditarem que a matéria de O Globo se refere mesmo a vândalos.
Mas consta que em boa parte eram professores manifestantes que estavam numa escadaria.
Esta é outra visão:
Do Blog Amoral Nato
O protesto de manifestantes contra a capa de O Globo

da página dos organizadores no Facebook
“É inaceitável o tipo de cobertura que faz o jornal O Globo sobre os protestos por melhorias na educação pública. Ao invés de discutir com mais profundidade a questão colocada pelo SEPE, dá mais espaço à violência gerada nos confrontos entre civis e PMs, gerando medo na população e esvaziando o debate sobre uma questão importantíssima que é a melhoria de condições de trabalho do professor público.
A capa deste jornal na quinta-feira, 17 de outubro de 2013, em que chama de “vândalo” quem foi preso arbitrariamente pela PM nas escadarias da Câmara Municipal e expõe três personagens com infames trocadilhos (Sininho do barulho, defende anarquistas), brincando com estereótipos (Baiano volta à cadeia, músico, maconhão), e chegando ao cúmulo de ironizar o envolvimento político com “engajado e baleado”.
Há poucas semanas O Globo apresentou uma tímida “mea culpa” sobre o apoio à ditadura militar. Não pensem que os olhos de quem sabe ler, interpretar e refletir vão passar desatentos por suas manchetes e artigos. A história é tão clara que vocês mesmos tiveram que reconhecer quem sempre apoiaram, e essas pessoas estão aí, vivas e atuantes.
Quem esteve no protesto do dia 15/10, quem compartilha material nas redes sociais, sabe o quanto a cobertura de vocês está deturpada.
Pedimos que vocês se retratem desta capa absurda e que apurem verdadeiramente pelo que foram presas as 70 pessoas levadas a presídios de segurança máxima.”
Segue uma transcrição da capa com alguns comentários. Alguém consegue uma imagem da capa?
” CRIME E CASTIGO – LEI MAIS DURA LEVA 70 VÂNDALOS PARA PRESÍDIOS. PRESOS EM PROTESTO SÃO ENQUADRADOS POR CRIME ORGANIZADO, QUE É INAFIANÇÁVEL”
Eles seguem com os perfis de alguns personagens:
“SEM MÁSCARAS
JAIR SEIXAS – BAIANO VOLTA À CADEIA – Músico conhecido como Baiano ou Maconhão é figura fácil em atos violentos. Em julho, foi preso por danificar carro da polícia no Leblon.
ELISA DE QUADROS – SININHO DO BARULHO – De aparência frágil, produtora de cinema conhecida como Sininho lidera o acampamento Ocupa Câmara, há dois meses na Cinelândia, e defende anarquistas.
RODRIGO AZOUBEL – ENGAJADO E BALEADO – Jovem baleado nos braços durante a manifestação de terça-feira coleciona participações em protestos e defende ações de vândalos.”
Não é possível que, à essa altura do campeonato, século XXI, quase trinta anos depois da volta da democracia, nego ainda sustente e consuma esse discurso!!!!!!!!
“CRIME E CASTIGO”? Quais foram os crimes dos “vândalos” presos? Estarem na escada da Câmara quando os PMs juntaram?
SEM MÁSCARAS? A própria foto do jornal do momento em que a polícia cerca os manifestantes, na página 10, não mostra NINGUÉM de máscara! NINGUÉM! Esses presos daí das fotos NÃO estavam mascarados quando foram presos!!!
E os estereótipos? O primeiro é clássico né! Nordestino reincidente, músico e maconheiro! A outra é mulher e, PASMEM!, DEFENDE ANARQUISTAS!”ÓÓÓÓÓÓÓ”, desmaios pela redação do Grobo!!!
E no terceiro o recado tá dado:
ENGAJADO E BALEADO
É isso mesmo? Se eu me engajar, tenho que tomar cuidado pra não ser baleado? É condição “sine qua non”? Quem diria que a porra do Globo, que se diz imparcial e se auto-define como jornalismo de primeira, faria trocadilhos tão desprezíveis em sua primeira página!
morgana profana
20 de outubro de 2013 12:23 pmMente e manipula, tal e qual a globo…
Her Gunter, esta tática de repetir a mentira mil vezes não a fará se tornar verdade…
Em nenhum, titia repete, EM NENHUM momento do debate nenhum dos comentaristas apoiou as manchetes do globo, ao contrário, o que se leu aqui, no dia de ontem foi, em resumo:
O globo faz o que sempre fez…
No entanto, constatar isto, não dá um habeas corpus preventivo para qualquer bando de debilóides depredar e colocar a democracia em risco…
É isto, sem mais nem menor…
Pelo jeito, você saiu do armário, filho, mas deixou um bocado de fantasmas lá dentro…Cresce, amoreco…
Gão
20 de outubro de 2013 5:22 pmEu tô vendo coisas
Foi delírio meu ou foi o próprio gunter que atacava ontem mesmo quem falava mal do pig ? ele é o único que pode criticar ? era uma autocrítica ? não tô entendendo mais nada.
morgana profana
20 de outubro de 2013 5:46 pmCuidado..
“Atenção, para o stop e o refrão”
Meu filho, cuidado, Her Gunter e Fraulein Vânia podem te colocar na lista negra dos adoradores da realpolitik, conservadores e suprema infâmia: dos governistas!
Cuidado…todo cuidado é sempre pouco…
Gunter Zibell - SP
20 de outubro de 2013 7:18 pmNão é importante
Nem é delicado corrigir ortografia e eu também não sou fluente em alemão, só tenho conhecimentos básicos desse idioma.
Mas, já que vamos continuar nesse diapasão, Herr é com dois erres e se escreve sempre com h maíusculo, meio como ‘Dom’ em português.
morgana profana
20 de outubro de 2013 8:20 pmCorruptela
Considere uma corruptela, como sinhô, ou iô-iô, ou vosmicê…
Her Gunter.
Mais ou menos como se eu te dissesse agente do Mossad, no seu caso, é moçad mesmo…rs
Ivan de Union
20 de outubro de 2013 10:59 pm“Foi delírio meu ou foi o
“Foi delírio meu ou foi o próprio gunter que atacava ontem mesmo quem falava mal do pig ?”:
Nao foi delirio nao, foi ma fe mesmo: se fosse verdade voce teria link e aspas de prova.
Mas nao tem.
Gão
21 de outubro de 2013 3:27 amNÃO SEJA POR ISSO! TOME AÍ
“Não convence.
Quem mais faz discurso fascista hoje em dia é o Governo Federal, através de seus ministérios e desse festival de leis e projetos-lei deste ano. E políticos de partidos de direita que apoiam e condicionam esse governo.
Demonização do PIG já rendeu o que podia.
O bom nessa estória toda é que a credibilidade das militâncias virtuais virulentas foi pro ralo.
E pior que está não fica.”
Autor Gunter Zibell – SP
sab, 19/10/2013 – 18:09
título: simone , na boa
link:
https://jornalggn.com.br/comment/120337#comment-120337
ESQUECI ALGUMA COISA ?
Ivan de Union
21 de outubro de 2013 10:28 am“ESQUECI ALGUMA COISA
“ESQUECI ALGUMA COISA ?”:
Gao, voce misturou as bolas:
1–“Foi delírio meu ou foi o próprio gunter que atacava ontem mesmo quem falava mal do pig ?”
2–“Demonização do PIG já rendeu o que podia”
Entao nao foi um ataque a quem falava mal mas uma defesa que ele fez do PIG, nao eh? Isso deixa no ar que voce misturou as bolas pois eu li todos os comentarios daquela pagina e ele nao fez ataque a ninguem.
Gão
21 de outubro de 2013 2:33 pmputz, d novo não entendo mais
cara, essa frase é uma crítica a quem “demoniza” o pig logo abaixo de la a um retoque a essa crítica sobre miancias virtuais, na mesma página, mais acima também tem isso: Violência das PMs de SP (caso Boechat), PE, MG é “do mal” e a mídia é responsável por sua baixa credibilidade. evidentemente é uma ironia de novo a quem critica o “PIG” e tem outras mais sim
Você não gostou da palavra “ataque” ? de repente todo mundo fica muito sensível, as pessoas ficam vendo pelo em ovo, por ataque entenda-se crítica até porque ninguem pode literalmente voar no pescoço dos outros em um blog na internet. O meu post claramente cobra um pouco da coerência que o comentarista em questão tanto cobra dos outros, nada mais que isso e só pa deixar mais claro meu posicionamenteo, a imprensa é criticada com razão como se vê nesse post.
Isso aqui pra mim já deu o que tinha que dar, esse post é página virada, falei demais e não querem entender, emfim já vi que não ia dar em boa coisa me arrependo de ter insistido em comentar aqui já que o clima tá péssimo, normalmente fico longe quando a coisa perde o rumo, lição aprendida.
Gunter Zibell - SP
21 de outubro de 2013 6:17 pmVocê é muito preso…
…a essas coisas de ‘atacar Globo’ ou ‘defender PT’.
Você também não mostrou nenhuma incoerência minha, apenas está desconfortável por eu apresentar algumas contradições das torcidas..
Essa dos partidários mais ardorosos do PT defenderem a polícia de Cabral e criticarem a de Alckmin é comum e não sou só eu que falo.
Gunter Zibell - SP
21 de outubro de 2013 6:12 pmDe fato não ataquei ninguém
Eu só falei, Ivan, em outros dias, que a estratégia de militantes em ficarem demonizando o chamado PIG não rende. Só converte a já convertidos.
Se a grande imprensa é parcial e não tem credibilidade, essa estratégia também não tem.
Gão misturou as bolas como você diz.
O que acontece é apenas o seguinte…
A única coisa que eu critico no governo é o excesso de concessões e retrocessos ligados a conservadorismo moral.
Isso nem é uma crítica, é uma constatação e uma explicação do porquê eu não apoiar o governo atual, seu ministério, etc. Eu não sou nada conservador moral, não vejo porque apoiar um governo conservador moral e pronto. A maioria da população quer? Conformo-me com isso, mas não deixo de expor minha opinião em prol do que julgo evolução.
São apenas verdades factuais e eu tenho direito a expô-las.
Mas esse pouco de crítica (ou de explanação/exposição) incomoda aos governistas…
E não devia. Posto que, se é fato que o governo perdeu adesão junto à classe média mais secularista, ganhou densidade eleitoral junto aos pobres mais conservadores.
Eleitoralmente dá certo, no curto prazo.
Surge que as organizações Globo, que são órgãos de mídia conservadores em aspectos econômicos e são historicamente antipatizantes do PT, por um lado apoiam algumas modernizações (como direitos para LGBTs, no que o governo atual é péssimo) e permitem discussões em coisas como aborto e drogas (no que incomodam as mídias evangélicas que apoiam o governo.)
Aí de vez em quando surgem matérias em O Globo que eu apresento porque a blogosfera é totalmente omissa nesses assuntos para não desgastar o governo.
Mas O Globo nesse episódio dos professores apoiou o governo Cabral (também apoiado pelo PT) e nesse assunto não concordei com o Globo, mas com esse blog AmoralNeto (que fora esse assunto é governista pra caramba.)
E as pessoas aqui são muito binárias. Não aceitam que alguém critique ou elogie coisas de modo indistinto em relação ao governo e mídia.
morgana profana
20 de outubro de 2013 12:34 pmDebate inútil…
Meus caros, diz um ditado que quando imaginamos que as coisas não podem piorar, vem a realidade e nos prova o contrário…
É esta a sensação de titia ao ler estas tolices do Gunter…
Desde ontem, todos de bom senso por aqui assistiram-no a tentar a vincular todas as análises do problema e do fenômeno da explosão da intolerância policial e dos manifestantes sob uma ótica de um único viés:
Quem ousasse procurar entender esta violência fora da “caixinha”: policia mau, manifestante bom, e mídia escrota, levava um rótulo nada amigável…
Tudo bem, titia entende e defende este método de situar o debate…
Mas uma coisa é interpretar o discurso alheio (processo irreversível nos diálogos) e outra é colocar palavras na boca dos outros…
Este é o método Gunter…
Ora bolas, de que adianta debater a pauta escrota da globo? Nada, eles farão mais e pior sempre…
Por outro lado, aonde vamos diagnosticando a violência policial? Ou melhor, diagnosticando “apenas” a violência policial, como se fosse um símbolo de sadismo corporativo ( porque também é)?
O debate proposto foi outro…e Gunter fugiu dele como o diabo foge da cruz (ops, desculpem titia pelo símbolo cristão, força do hábito, será que serei acusada de intolerância religiosa?)…
A questão é: como governos que se reivindicam progressistas ou democráticos (concordemos ou não com este rótulo) vão lidar com a violência gratuita que pulula em estádios de futebol, nas redes sociais, e agora nas ruas, com este bando de cangaceiros do asfalto, dispostos a alugar suas falanges a quem der mais repercussão?
Manteremos o discurso da ordem sequestrado pelas forças hegemônicas da direita?
Como seria o discurso da ordem em uma sociedade baseada em outras premissas?
Titia imagina que a tentativa de simplificação do Gunter e seus discípulos por aqui é só falta de argumento…tomara que seja, porque com boa vontade, a gente até arruma argumento…
Agora….se for só cinismo, aí estamos perdidos mesmo…
Gunter Zibell - SP
20 de outubro de 2013 4:51 pmNem vou ler tudo porque não vale a pena.
Você se repete muito.
Quanto ao conteúdo deste post em questão você deve discutir diretamente no blog de René Amaral (pelo menos acho que é dele), AmoralNeto:
http://amoralnato.blogspot.com.br/
Blog esse que é supergovernista! Apenas criticou a prisão arbitrária de manifestantes pacíficos, em uma autocrítica saudável a todos.
E se você acha que eu sou cínico (e é claro que sabe que não é isso, é só falta sua de argumento mesmo), e por tabela todo mundo que fala parecido (Assis, Vânia, Kautscher), paciência. Não nos leia.
Se pessoas de variadas inclinações político-ideológicas convergem em algum ponto, no mínimo alguma atenção mereceria esse fato.
Você anda exasperada porque a propaganda neoestalinista de realpolitik não convence acadêmicos, não convence sindicalistas, não convence artistas, não convence estudantes, não convence jornalistas, não convence ‘classe média’.
Essa propaganda é como um castelo de areia feito em cima de um fio d’água.
Convence apenas já convertidos. Cada vez em menor número.
Continuo lhe querendo bem apesar dessa mania de abusar de sarcasmo que atribuo a uma paixonite temporária. Só isso justificaria, acho, que alguém com tantos conhecimentos em literatura, história, artes plásticas e ciências sociais se dedique a exasperação em prol de algo cujo auge já passou.
morgana profana
20 de outubro de 2013 5:05 pmAprendi com o melhor…
Titia está ficando repetitiva, cansativa e chata, cê tem toda razão, fofo, titia não é páreo para a atualidade e modernidade de seus argumentos…quando junta com a vânia então, ai, estou perdida…se vier o krause kaiser krautcher então, eu me rendo…
Veja só este: se há consenso de vários tipos ideológicos é porque deve ser bom!!! Uauuuu, modernidade é isto aí…
Então vamos liberar os homicídios de gente preta e pobre, porque há um enorme consenso (até entre os pretos, veja só) transclassista que permite tais eventos?
Isto também deve valer para a causa gay…afinal, a esmagadora maioria da população, de várias vertentes ideológicas tendem a repirmi-los? E então?
Ou seja: se um grupo(que se diz diferente, mas que na verdade, comunga as mesmas premissas erradas) diz que a polícia x ou y prendeu manifestantes indefesos e pacíficos, pronto…transitou em julgado e não se fala mais nisso…
Danem-se as provas, os inquéritos, processos, e inclusive, as sindicâncias contra os abusos policiais…tudo sucumbe a certeza revolucionária de que de um lado estão pobres e indefesos manifestantes, e de outro, truculentos, sádicos e monstruosos policiais…ai, ai, ai…
Agora a pérola:
(…)Você anda exasperada porque a propaganda neoestalinista de realpolitik não convence acadêmicos, não convence sindicalistas, não convence artistas, não convence estudantes, não convence jornalistas, não convence ‘classe média’.
Essa propaganda é como um castelo de areia feito em cima de um fio d’água.
Convence apenas já convertidos. Cada vez em menor número.(…)
Uauuuu, então é o governo do PT o senhor hegemônico das máquinas ideológicas de controle, e mesmo assim não consegue convencer ninguém…
Já sei, nossos votos são resultado do bolsa-família? Que tal reivindicar o fim do voto dos beneficiários também?
E por fim:
Her Gunter decretou, do alto de sua pós-modernidade o fim do auge da era Lul0dilmista…
Piá, cê tá se perdendo por aqui, corre pro millenium que vai ter um caraminguá prá ti, guri…corre…barbaridade, tchê
Gunter Zibell - SP
20 de outubro de 2013 9:19 pmEu me referia
ao Estado do Rio de Janeiro.
A candidatura Lindbergh está vitoriosa?
Beleza.
Paulo Kautscher
20 de outubro de 2013 12:37 pmDE DERROTA EM DERROTA ( ATÉ A VITÓRIA FINAL )
DE DERROTA EM DERROTA No batido roteiro do poder constituído, a velha e parte da nova mídia, quando não ficam no mais completo silêncio, trazem sempre o mesmo enredo. Qualquer ato político que saia minimamente do domínio oligárquico “tradicional” será desqualificado
50 mil pessoas defendendo a educação no Rio e só se fala em quebra-quebra, destruição, “porrada, tiro e bomba”.
Pelo que lutavam mesmo? Irrelevante.
Não interessa que o prefeito tenha ignorado por completo as demandas dos profissionais da educação e ainda que tenha dito que os “professores não sabem fazer contas“, o importante é o ônibus incendiado, os prédios destruídos e a manifestação-espetáculo dos denominados blocos de preto.
Não interessa que, dias antes, a polícia, sob o comando do governo estadual, tenha feito o que mais sabe e tenha reprimido duramente os professores, sem que qualquer “baderneiro” tivesse iniciado o confronto.
Quem eram mesmo os supostos baderneiros? Irrelevante.
Não interessa que não só professores estivessem lá – pois havia bancários, bombeiros, estudantes secundaristas e universitários, além de muitos simpatizantes da justa causa dos profissionais da educação. Até artistas e grupos musicais vieram enriquecer a manifestação. Mas o foco de todas as capas dos jornais é o ônibus em chamas, os vidros quebrados e a destruição.
Qual era a pauta dessa greve mesmo? Irrelevante.
No batido roteiro do poder constituído, a velha e parte da nova mídia, quando não ficam no mais completo silêncio, trazem sempre o mesmo enredo: arruaceiros, vândalos e marginais estragaram uma manifestação legítima, a festa democrática. Ninguém se lembra do que a imprensa dizia dos grevistas, “agitadores”, sindicalistas – os “comunalhas” de sempre – a destruir a Rio Branco depois da escandalosa privatização da Vale do Rio Doce em 1997? Não foi o MST taxado em capa de revista como baderneiro, raivoso ou coisa pior? Não chamaram o estancieiro João Goulart de “comunista” e “subversivo” apenas por ser um trabalhista tradicional?
Nos discurso do poder constituído, qualquer ato político que saia minimamente do domínio oligárquico “tradicional”, que venha a incomodar o seu poder, será desqualificado. São vândalos, irresponsáveis e desordeiros.
Sempre foi assim.
Se há greve nos ônibus vão mostrar o coitado que não pode chegar no trabalho por causa de uns “sindicalistas egoístas”; se é greve de professor, a manchete é sobre alunos prejudicados por aproveitadores cooptados por sindicatos partidários e tendenciosos e sobre famílias prejudicadas porque o pai ou a mão ou a avó teve de cuidar das crianças que estavam sem aula; se é pela descriminalização das drogas, o tom é de “maconheiros filhos de papai que só querem fumar sua erva em Ipanema sem serem incomodados”; se são camponeses lutando por pequeno espaço para plantar no campo, num país com colossal concentração de terras, não passam de “vagabundos ocupantes”, terroristas invasores; se a manifestação fecha uma rua, vão indubitavelmente enfatizar o “direito de ir e vir” dos outros, colocando que é “ditatorial” fechar ruas em protesto.
Enfim, o posterior “avacalhamento” público, distorção e “manipulação” das manifestações pela mídia (incluindo governo) é, certamente, a única regra que se deve tomar como verdadeira ao se expressar nas ruas. A desqualificação de greves, ocupações, manifestos e claro, protestos violentos ou não, é a principal e mais eficaz arma de desmobilização e desarticulação de qualquer manifestação , independente da causa e do número de manifestantes.
Portanto, se a regra é a desqualificação posterior em massa, algumas considerações fundamentais devem ser feitas quanto à atuação popular em manifestações.
Muitos concordaram que, nos idos de junho, houve de fato a necessidade simbólica de “quebrar tudo” como demonstração clara e evidente de descontentamento com a ordem vigente.
O vandalismo [de junho] representou algo há algumas décadas esquecida por nossa população: “a quebra real do paradigma da “inviolabilidade” do Estado e da – ainda que temporária – quebra do seu monopólio do uso da violência legítima. Quebrou o monopólio da violência de forma política, muito diferente dos Estados Paralelos, formados por traficantes em regiões de fronteira, dentro das grandes cidades que não tem pretensão política e ideológica.” (citado pelo autor em “Vandalismo e Ruptura”)
Então, na ocasião, praticamente todos os lados apoiaram e exaltaram as manifestações espontâneas pelo país todo, as quais culminaram nos atos de destruição de 17 e 20 de junho por todo o país, seja a esquerda jovem deslumbrada com o “gostinho” de revolução deixado no ar enfumaçado, seja a direita oportunista de plantão querendo usar o momento para derrubar o atual poder que detesta, passando pelos “coxinhas” apolíticos em geral, inconscientemente nas ruas “contra tudo que está aí” sem saber exatamente o que defendem.
Enfim veio outubro e apresentaram-se fatos diferentes.
Dando sequência ao violento “despejo” dos professores manifestantes que ocupavam a Câmara do Rio, ocorreu uma grande manifestação de professores no dia 1 de outubro, também seguida por ação violentíssima dos policiais. No esquema do “foi mal fessor“, a polícia desavergonhada de Sérgio Cabral e Eduardo Paes perdeu o pudor e reprimiu como nunca uma das categorias mais sofridas do país, causando indignação nacional e alimentando o fogo da grande manifestação do dia 7 de outubro, em situação semelhante ao ocorrido em junho, quando da excessiva repressão da PM paulista ao Movimento Passe-Livre.
O fato novo apresentado por essa manifestação do dia 1 de outubro foi a atuação expressiva do bloco negro (black bloc). Como muitos presenciaram, os membros do bloco negro foram fundamentais para segurar a ação policial e desviar a atenção da violenta polícia cabralina, dando tempo para que as inúmeras senhorinhas idosas e mulheres, componentes numerosos e mais frágeis entre os professores manifestantes, fugissem dos cassetetes, nuvens de gás e pólvora causadas – neste dia – exclusivamente pela ação policial. Foi a primeira vez que, visivelmente, o black bloc remontou a sua origem alemã e colaborou efetivamente com outros núcleos políticos, no caso, o sindicato dos professores, fortalecendo todo o movimento naquela ocasião. Não foi por acaso que, após o dia 1° de outubro, os professores e boa parte da esquerda tenham passado a defendê-los publicamente. “Black bloc é meu amigo, mexeu com ele mexeu comigo” era um grito que se ouvia no dia 7.
Mas 50 mil pessoas foram às ruas e só se fala em destruição.
Dia 7 de outubro, segunda-feira chuvosa no Rio de Janeiro. A manifestação foi incrível. A pauta específica era o repúdio ao plano de carreira da educação do Eduardo Paes, mas a pauta geral era a melhoria da educação brasileira. Milhares de pessoas, entre professores, bombeiros, artistas, bancários, universitários, secundaristas e simpatizantes. Milhares de mensagens, faixas, cartazes, gritos e cantoria em protestos variados em torno da educação. Até mesmo a UNE-UBES e o PCdoB superaram sua agorafobia adquirida nos últimos anos e estavam lá com suas solitárias bandeiras a engrossar o caldo.
E então, após belíssima marcha pela Avenida Rio Branco, chega-se à Cinelândia. Vale notar que, lembrando muito o evento do dia 17 de junho, a ausência de policiamento efetivo para uma manifestação daquele tamanho só fez crescer a confiança da linha de frente, aumentando a suspeita da tática “terra arrasada” por parte da PM. Certo tempo de gritaria e protesto em frente à Casa do Povo e começa o ritual destrutivo do fronte exaltado e juvenil. Rojões e malvinas contra bancos e, claro, contra a própria Câmara.
No fundo não importa muito quem começou, pois o enredo seria o mesmo, já conhecido de todos.
Que tenha sido um revide, um ataque preemptivo ou uma reação espontânea, a linha de frente das manifestações de sua parte, fez chover bombas, rojões, malvinas, pedras, artefatos caseiros, molotovs e tudo mais que a ritualística de confronto com a polícia tem apresentado. Os dois lados, cedo ou tarde, estavam bem agressivos, e não demorou para que a polícia, mesmo pouco numerosa, avançasse gradativamente na “retomada do território”. Então, em meia hora, a grande manifestação foi dispersada, e surgiram pequenos focos resistentes e radicais espalhados pelo Centro e adjacências. O grosso restante, com suas bandeiras e faixas, voltava para casa sob fortíssima chuva.
Porém, independente dos sentimentos sobre o bloco negro ou até mesmo da justeza de algumas suas práticas – parafraseando Brecht, “O que é uma vidraça de banco diante da criação de um banco?” -, é difícil negar que o “ritual destrutivo” ofensivo, como apresentado no dia 7 de outubro, esteja claramente servindo mais para reforçar o esvaziamento completo das manifestações, especialmente no sentido ideológico-propagandístico, do que para disseminar qualquer apelo por mudanças ou mesmo para angariar mais simpatizantes. A julgar pela capa da maioria dos jornais, pelos editoriais, pelas opiniões propagadas e repercutidas aos montes nas ruas e redes sociais, a velha fórmula de desqualificação já está a pleno vapor.
Como disse Márcio Saraiva: “[e]xiste algo que foge ao nosso controle. A ciência política chama de consequências não-intencionais de uma ação racional. Em outras palavras, a ação é racionalmente correta, lógica, tem um sentido A, mas sem desejar, acaba alcançando um objetivo não desejado que é Y.”
Assim, por mais que seja plenamente justificável e até louvável que parte não ignorável da população esteja reagindo agressivamente à opressão cotidiana e violenta do Rio de Janeiro, dando um “basta” real e contundente – e não apenas uma abracinho na Lagoa -, as consequências do basta podem ser desastrosas no médio e longo prazo.
50 mil na rua e só se fala em “vandalismo e depredação”.
Seja pelas muitas testemunhas que viram com receio a ação direta dos black blocs mais como “ataque” do que como “revide” contra a repressão da polícia; ou, ainda mais importante, seja pelo evidente enfoque que todo o aparato midiático e governista já está dando na desqualificação das manifestações em “vandalismo”, buscando uma vitimização da polícia e do governo local, a ação violenta dos black blocs e simpatizantes está produzindo exatamente os resultados previstos no enredo tradicional: esvaziamento das pautas e a criminalização das manifestações radicais. E seria bastante ingênuo subestimar o poder de formação de consenso do aparelho midiático alinhado ao aparelho estatal aliado.
É fundamental lembrar que, tão ou mais importante do que o fato em si, é como o fato é interpretado e repercutido pelos agentes do seu tempo.
Sem uma base ideológica e propagandística e sem objetivos claros, a violência simbólica da destruição disruptiva, será capturada por quem bem conseguir fazê-lo, dando-lhe o caráter que quiser, positivo ou negativo. E, em geral, infelizmente será usada para os fins mais retrógrados possíveis. Enquanto voam pedras e foguetinhos contra a polícia, retornam porrada, tiro e bomba.
Se vão ao chão agências bancárias, pontos de ônibus e latas de lixo, o que retorna são leis anti-terrorismo, prisões arbitrárias, presunção de culpa e Lei de Segurança Nacional. Sem saber exatamente o que se pretende construir, a destruição pode apenas abrir caminho para outros que sabem exatamente o que querem e não terão escrúpulos em usar todos os agentes possíveis para seu fim.
Além disso, do ponto de vista do confronto em si, é importante lembrar o estrategista Sun Tsu: se nossos adversários e inimigos vêm com verdadeiros exércitos armados, cães e bombas, enquanto nós só temos palavras de ordem, fogos de artifício e muita disposição, nós já perdemos essa batalha. A arma da crítica não supera a crítica das armas, diria outro. Nesse cenário, mesmo que se soubesse exatamente o que fazer depois, é impossível tomar à força a Câmara ou a ALERJ, quiçá o Palácio do Planalto ou qualquer símbolo de comando do governo. Não há a remota possibilidade de isso ocorrer no contexto atual. Além do mais, cabe questionar se isso é desejado: destruir os símbolso de poder, como tomar os espaços de poder, sem um projeto do que ou quem colocar no seu lugar resulta num empreendimento estéril e sem sentido, que somente pavimenta, como dito, o caminho para aqueles que realmente têm um projeto e sabem onde querem chegar. Isso porque nem tem sido necessário ao Estado usar bala de verdade como ocorreu na Turquia e ocorre no Egito.
No contexto atual, a única possibilidade de vitória é a simbólica.
Por vitória simbólica compreende-se principalmente, o constrangimento público e a desmoralização das “verdades do poder constituído” como parte de um processo de tomada de consciência e educação política da população que, envergonhada de sua passividade, (re)descobre sua voz e constrói sua contra-hemegonia em relação ao poder que a domina. O “constrangimento educativo” e a desmoralização aparecem ao tornar evidentes algumas grandes contradições inerentes ao sistema capitalista que se pretende democrático e plural e forçam seus agentes a tomar medidas claramente antagônicas à sua imagem pública. Isto é, os agentes, constrangidos, são levados a tomar medidas claramente anti-constitucionais, a cometer rudezas jurídicas, a fazer apologia à repressão excessiva em plena democracia, a agir com autoritarismo em nome da “liberdade” e claro, a escancarar a promiscuidade das relações entre poder político e poder econômico, como ficou evidente no alinhamento da grande mídia com o governo Cabral-Paes e, claro, no vergonhoso desfecho da CPI dos Ônibus, mostrando que realmente o “Estado não passa de um comitê de negócios da classe dominante”.
Por fim, se bater em professores indefesos é um desastre político, como foi e ninguém em sã consciência política apoiaria a prática, bater em professores que dão suporte a “vândalos e baderneiros” é uma história completamente diferente. A deslegitimação específica dos black blocs busca, na verdade, esvaziar o geral das manifestações e, ao mesmo tempo, dar legitimidade à repressão indiscriminada, de “pacíficos ou não”. Assim, é fundamental que a posição violenta das manifestações surja sempre como revide, como resposta e, jamais, como ataque, como assalto e afronta planejada ao poder constituído, caso contrário acaba por esvaziar a manifestação, esconder as reivindicações e as pautas em fumaça e fogo. Elas não parecem constranger o real agressor, ao contrário, lhe dão motivos públicos suficientes para justificar a repressão que o poder queria desde o início.
No nosso contexto, portanto, a vitória simbólica é erguida em geral a partir de uma derrota física; se constrói ao fazer com que o poder constituído atue contra a opinião da população e contra sua própria opinião como poder representativo do povo, gerando mais e mais insatisfação e escancarando mais e mais contradições inerentes ao “capitalismo democrático”. O constrangimento público enfim, deslegitima o poder constituído e fortalece os seus antagonistas, reforça o ímpeto dos radicais, radicaliza os moderados e os “simpáticos à causa”, por fim, força a todos à politização, incluindo os “indiferentes” e “alienados”, algo que, justamente com a educação universal e séria (motivo das manifestações em questão), formam passos fundamentais para a conscientização da população e posição social no conflito de classes. Relembrando o velho chinês: “De derrota em derrota até a vitória final”.
*Leandro Dias é formado em História pela UFF e editor do blog Rio Revolta. Escreve quinzenalmente para Pragmatismo Politico. ([email protected])
Assis Ribeiro
20 de outubro de 2013 1:23 pmBelíssimo artigo
Os comentaristas da grande midia, e alguns dos nossos, só se importam em apontar o “vandalismo”, os prejuízos, “destruição”, “difusos”, etc….
Milhares de pessoas foram às ruas….
Para que isso mesmo?
e só se fala em destruição, vandalismo….
E o conservadorismo, especialmente o de direita, se diverte.
Obrigado, Paulo Kautscher
morgana profana
20 de outubro de 2013 1:33 pmAssis, você é fotogênico…
Assis, meu caro…
Você acha mesmo que entre nós (ainda somos nós, não somos?) haverá alguma discordância sobre a pauta dos professores, da denúncia da precarização das relações profissionais dos educadores, do aviltamento das rendimentos, etc, etc, etc?
Com um ou outro reparo aqui, todos concordaremos…
Alguém discordará de você quando disser que o aparato de estado é violento? nananinanão, meu caro…
É verdade que os estamentos normativos andam recrudescendo? Óbvio, é só olhar a linha do tempo…é sempre assim, mas podemos imaginar que a cada tempo aparcereão brechas para incorporar mais e mais conquistas, e assim tem sido feito, porque nós melhoramos um pouco, ou não?
O debate aqui é sobre o fato que de fato é diferente:
A tolerância de grupos de esquerda, e até de militantes dos Direitos Humanos (GLBT, negros, mulheres, etc) com atos de extrema violência praticada por um bando de descerebrados…
Esta é a novidade aqui, que nos mobiliza pelo teor de perigo que carrega…
A História já nos mostrou o quanto custa ficar indiferente, ou imaginar que há algo maior a ser debatido, enquanto as serpentes chocam seus ovos…
Bandido tem que ser tratado como bandido, venha ele da favela ou do shopping ou de uma universidade…e é este o trauma que nos tem mobilizado, porque é chegada a hora de universalizar o sentido da punição do Estado, e não apenas manter o ststus quo seletivo de sempre…
Esta é a novidade…
Logo você, Assis…tsk, tsk, tsk
Anarquista Lúcida
20 de outubro de 2013 7:17 pmVc quer equiparar punições; seria muito justo se…
Tb acho que nao se deve tratar uns (as pessoas dos 3 ps, da periferia, etc) e outros (os bandidos de classe média, em geral, nao só os deste contexto) de modo igual. De preferência, fazendo com que os direitos legais sejam estendidos de fato aos primeiros, nao extendendo aos outros o arbítrio.
Nao acho que todos os manifestantes sejam inocentes; nem culpados aleatoriamente. Os desmandos da polícia têm sido documentados desde o início, nao dá para confiar nela. E colocar todos os que ela prenda arbitrariamente sob rótulo de crime inafiançável? Vc está defendendo a extensao do arbítrio, em nome de combater fascistas. Tb acho que fascistas devam ser combatidos, mas nao de um modo que fragilize todos.
Que todos que tenham cometido crimes OBJETIVOS (depredaçoes, etc) sejam presos. POR ISSO, nao por “prevençao”. Coisa perigosa, essa…
morgana profana
20 de outubro de 2013 8:28 pmLúcida luz…
Filha, mas você vai ter que mudar de planeta…Porque todos os sistemas jurídicos, os mais justos e menos justos, assumem as leis e até as penas como dispositivos preventivos para inibir condutas antissociais…
E todos os sistemas policiais do mundo conferem a estas forças certo poder discricionário para prever situações de conflito e de classificação dos que julga ameaça ao sistema…
Abusos são recorrentes, ainda mais em um país com tradição autoritária e violenta como o nosso…
Tudo isto eu concordo, mas eu não consigo enxergar que isto seja um problema que deve ser debitado na conta exclusiva deste governo e de seus aliados…
Não tem jeito, a luta de todos nós é diminuir o viés de classe nesta mediação violenta da polícia(isto todos nós concordamos), mas quando é que você viu uma polícia ficar parada esperando que os insatisfeitos acumulem capital social e político pela via da coerção, da ocupação, do esgraçamento dos limites legais?
Você acha correto fechar um parlamento(Câmara Municipal do RJ)? Sob que argumento? Nós temos menos tempo de Democracia (23 anos) que de ditadura (25 anos), e a imagem de uma casa de leis fechada, seja lá por qual motivo ou causa me dá arrepios, mas se você convive bem com isto, vá lá…
Mas fica a pergunta: o que tem mais autoridade e legitimidade, um mandato de um prefeito e um presidente do legislativo que presentam poderes e toda a municipalidade (por exemplo), ou as demandas (justas) de uma parcela da sociedade (sindicato e seus filiados)?
Anarquista Lúcida
20 de outubro de 2013 11:26 pmOutra vez com problemas de leitura
Uma coisa é o fato de leis quererem prevenir crimes com puniçoes. Outra coisa é punir antecipadamente, ou só com base em suposiçao de culpa, ou de intençao de cometer crime. E nao acredito que você nao tenha mesmo entendido, está trollando.
E é claro tb que os arbítrios da polícia nao sao responsabilidade exclusiva dos governos atuais, eu nao disse isso em momento nenhum, até disse o contrário em outro tópico (quando falei que apesar de odiar Sérgio Cabral nao achava correto pôr em conta apenas dele coisas que já eram até piores antes dele). Pára de desvirtuar o que os outros dizem.
O que estou contra, muito claramente, é o uso da situaçao atual para tentar o enrijecimento de leis e a diminuiçao de direitos.
Walter o primeiro
20 de outubro de 2013 1:44 pmDiscordo.
Manifestações sem
Discordo.
Manifestações sem causa ( neste caso a dos professores são sim extremamente questionaveis ao pedirem salario no final de carreira de 25 mil), nada mais fazem do que o proprio jogo da direita que tenta criar um clima de atrito e insegurança na sociedade brasileira as vesperas de uma eleição. Psol, PCB por cegueira e o PV por oportunismo, navegam nesta onda
Poucas eleições foram tão importantes para o Brasil como nação do que a proxima será
Anarquista Lúcida
20 de outubro de 2013 7:19 pmManifestaçs sem causa? As dos professores? Haja insensibilidade!
Vá ganhar o que eles ganham, e com as condiçoes de trabalho deles, para ver se sao sem causa. Tem cada um que aparece!
Gão
20 de outubro de 2013 5:35 pmIsso aqui tá a maior comédia
“Para que isso mesmo?
e só se fala em destruição, vandalismo….”
E então, vocês acham que black block sservem pra quê ? é o segundo que fala isso aqui e dou a mesma resposta, e também apoiava os BBs, perdão apoiava não, não julgava, critica quem ousa criticar os BBs que não são criticáveis , é isso? (é que eu ainda tô tentando entender, tô me sentindo meio tapado no meio desse fogaréu “mundial”)
e ainda não entenderam quem tá fazendo o jogo da direita, tá bom dessa vez vou ser mais bonzinho e responder com todas as letras. SÃO ESSES AÍ :
BLACKBOCÓS E SEUS DEFENSORES
ACORDEM “GIGANTES” que a direta não dorme
Anarquista Lúcida
20 de outubro de 2013 7:23 pmOK, concordo; mas isso nao deve ser pretexto p/ perda d direitos
Concordo que os black blocks estao aí para tumultuar, uma parte deles de boa fé, outra provavelmente paga para fazer isso. Mas nao devemos, em nome disso, apoiar restriçoes de direitos e prisoes arbitrárias, acusaçoes perigosas, e coisas assim.
Ou seja, estamos sobre um fio de navalha: se cairmos para qualquer um dos 2 lados estaremos fazendo o jogo da Direita.
Gão
20 de outubro de 2013 7:48 pmMais uma vez não entendi nada
Quais direitos restringidos ? quem defendeu isso ? onde ? quando ?
Quebrar a prefeitura não é direito!
Prender qualquer um na rua não é direito!
Prender quem veste preto não é direito
Se todo mundo concorda então isso aqui virou só uma blablabla sem sentido.
O que agente está tentando dizer, em vão, é que estão ajudando as mentiras dos repressores confundindo incendiários com manifestantes em geral, colocando tudo no mesmo balaio, mais uma vez, não somos nós, que criticamos os blackblocks, que fazemos isto, pelo contrário, nós estamos tentando avisar que isso não dá em boa coisa, e aí é minha vez de falar:
eu avisei, eu avisei, eu avisei
Ajuda a propaganda da repressão, ajuda a ludibriar quem ainda é vulnerável à manchetes mentirosas, adjuda a obter apoio de parte da sociedade à repressões em geral a qualquer tipo de movimento incluindo os mais pacíficos.
Sendo ainda mais direto, quem defende balackblock ajuda o Cabral , e não foram “os petistas” como querem emplacar aqui.
Anarquista Lúcida
20 de outubro de 2013 11:29 pmVc nao costuma ler o que os outros dizem antes de contestar?
Eu tb acho que os black blockers devem ser punidos (nao só eles, os manifestantes violentos de todos os tipos que estao infiltrados nas manifestaçoes). Só repito que nao se pode sair prendendo gente arbitrariamente em nome do combate a eles, e penos ainda ficar apoiando enriquecimentos legais, acusaçoes de formaçao de quadrilha, e coisas parecidas.
Gunter Zibell - SP
20 de outubro de 2013 8:04 pmVocê colocou algo interessante
Trata-se de um dilema entre:
1) usar-se estritamente procedimentos jurídicos regularmente aceitos e conhecidos para reprimir excessos com conformidade democrática, correndo-se o risco de ser acusado de leniente com o vandalismo
2) adota-se o discurso mais repressor, que eleitoralmente também não é bom.
Se a situação é “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”, o melhor deveria ser escolher por princípios aquilo que se julgar mais decente. Mas poucos políticos fazem isso.
O problema agora está focado no Estado do RJ, onde os três primeiros colocados nas pesquisas são governistas no âmbito federal.
Então não devia haver tanta preocupação. Mas mesmo dentro do campo ‘realpolitik governista’ há conflitos.
Se 1) acima prevalecer, isso abriria ainda mais espaço para a candidatura Garotinho
Se 2) acima prevalecer, dando a ‘razão’ às posturas mais repressivas ou conservadoras, fica claro que não há nenhuma autocrítica na prática governista, abrindo espaço para eventuais candidaturas Temporão, Freixo ou Gabeira. E novamente para Garotinho, pois se o público conservador tem ‘candidato de marca’, pra que ‘genéricos’?
De qualquer modo, muda muito pouco na realidade. A composição da Assembleia Legislativa será basicamente a mesma. E PRB/PMDB/PT continuarão coligados – e com maioria – tanto no plano federal como estadual.
A candidatura Lindbergh anda mais enfraquecida do que alguns gostariam? Sim. Ao se perceber isso as paixões partidárias ficam exacerbadas.
Deveríamos nos preocupar com isso? Eu acho que não.
Lindbergh e Pézão colhem o que plantaram. Vêem que o público conservador já está distribuído e, no afã de disputá-lo, fazem discursos ou tomam atitudes que espantam àqueles mais preocupados com o secularismo, com liberdades democráticas, com a redução do Estado Penal.
morgana profana
20 de outubro de 2013 8:53 pmher gunter.
Vamos a nova autópsia, antes que cheire mal:
Trata-se de um dilema entre:
1) usar-se estritamente procedimentos jurídicos regularmente aceitos e conhecidos para reprimir excessos com conformidade democrática, correndo-se o risco de ser acusado de leniente com o vandalismo
Réplica: Há um traço esquizofrênico clássico nesta fala. Até dois ou três textos atrás, her gunter dizia que certas leis (a de nº 12850/2013) eram de exceção (embora aprovadas e promulgadas de acordo com o processo legislativo). Também não apontou, quando confrontado com ela, nenhuma irregularidade ou inconstitucionalidade flagrante. E agora reivindica “procedimentos jurídicos regularmente aceitos e conhecidos”. Ora, meu filho, o Estado age na presunção da legitimidade, e o império da lei se ergue contra todos (erga omnis), VOCÊ NÃO PRECISA REALÇAR O QUE TODOS JÁ SABEM(OU DEVIAM). Mas se no menor sinal de uso das regras, você já estrilou, afinal, qual é o processo que você quer? Aquele que de plano já absolva os acusados? É a presunção absoluta da inocência? Se ela existisse da forma que você imagina, só haveria presos em flagrante, nunca em inquéritos e processos.
2) adota-se o discurso mais repressor, que eleitoralmente também não é bom.
Réplica: O público que reage mal o discurso repressor é uma minoria que nem cabe em uma Kombi, aí incluída a imprensa.
Se a situação é “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”, o melhor deveria ser escolher por princípios aquilo que se julgar mais decente. Mas poucos políticos fazem isso.
Réplica: Uma tristeza medir os outros por sua régua, mas tem sentido, afinal, políticos representam o caráter de seus representados. Nisto nós concordamos.
O problema agora está focado no Estado do RJ, onde os três primeiros colocados nas pesquisas são governistas no âmbito federal.
Então não devia haver tanta preocupação. Mas mesmo dentro do campo ‘realpolitik governista’ há conflitos.
Réplica: Conflito é bom, significa movimento, dinâmica, nem sempre fraqueza…Campos políticos monolíticos só os nazistas e o tal estalinismo que você diz repudiar, ou já mudou de ideia? Se bem que defender o Estado de Israel não deixa de ser algo parecido com o que fizeram os nazistas…É aquilo, a história de abuso se repete com outra vítima…
Se 1) acima prevalecer, isso abriria ainda mais espaço para a candidatura Garotinho
Réplica: Seu desconhecimento sobre o eleitorado fluminense é devastador. Vamos deixar você descobrir que o ex-governador encontra-se estagnado em seu teto de rejeição…
Se 2) acima prevalecer, dando a ‘razão’ às posturas mais repressivas ou conservadoras, fica claro que não há nenhuma autocrítica na prática governista, abrindo espaço para eventuais candidaturas Temporão, Freixo ou Gabeira. E novamente para Garotinho, pois se o público conservador tem ‘candidato de marca’, pra que ‘genéricos’?
Réplica: Aqui é só wishfull thinkiing, nem vale à pena retrucar…Se juntar estas três candidaturas não dão uma…O eleitorado não é tão idiota quanto você pressupõe, her hunter, este é o problema desta sua “análise”, falta combinar com o eleitor…
De qualquer modo, muda muito pouco na realidade. A composição da Assembleia Legislativa será basicamente a mesma. E PRB/PMDB/PT continuarão coligados – e com maioria – tanto no plano federal como estadual.
A candidatura Lindbergh anda mais enfraquecida do que alguns gostariam? Sim. Ao se perceber isso as paixões partidárias ficam exacerbadas.
Réplica: Você parece ter um problema com paixões partidárias exacerbadas, deve imaginar algum ambiente antisséptico, inodoro, incolor e insípido, onde técnicos, intelectuais, acadêmicos e cientistas decidam de forma “racional” qual é o futuro da população…
Ficou faltando qualquer evidência sobre a “fraqueza” da candidatura de Lindbergh…
Deveríamos nos preocupar com isso? Eu acho que não.
Lindbergh e Pézão colhem o que plantaram. Vêem que o público conservador já está distribuído e, no afã de disputá-lo, fazem discursos ou tomam atitudes que espantam àqueles mais preocupados com o secularismo, com liberdades democráticas, com a redução do Estado Penal.
Réplica: Claro que não, qual diferença faz se ganhar o PT ou garotinho, né mesmo? Aliás, que sentido tem esta vida mesmo, ó, adeus mundo cruel, rsrsrs…
“Preocupados com secularismo, com liberdades democráticas e com redução do Estado Penal”, uauuuu, se burilar mais um pouquinho vai dar para encaixar na dupla edurina, é só somar: sustentabilidade, honestidade, gestão eficiente e um pouco de sonhatismo…
Anarquista Lúcida
20 de outubro de 2013 11:34 pmN acho q devamos tomar posiçao nessa quest em funç das eleiçs
Trata-se de uma questao muito mais geral do que isso. Evitar fortalecer o discurso da “demanda pela ordem a todo custo” e justificar com isso legislaçoes mais autoritárias e perda de direitos importantes; mas tb evitar a impunidade de comportamentos de tipo fascista, socialmente perigosos.
Nao é vc que acusa os petistas de estarem defendendo Sérgio Cabral por motivos eleitorais? Pois nao deveria entao usar o mesmo tipo de raciocínio para defender nenhuma posiçao. A questao é muito maior.
Gunter Zibell - SP
21 de outubro de 2013 12:34 amEsse equilíbrio é difícil
Nos anos 60 e 70 alguns países importantes, como Itália, México, Alemanha e Reino Unido tiveram dificuldades com terrorismo (inclusive de direita, como na Itália) e suplantaram sem adotar legislações de exceção.
Mas é uma tarefa muito difícil mesmo para os governantes achar o ponto de ótimo.
Eu não acho exatamente assim a outra parte. Mais me parece que o PT do Rio ficou com uma contradição nas mãos para resolver. Decidiu se manter no governo Cabral, que hoje é muito impopular. Por um lado isso ajuda a manter a coligação no plano federal, por outro lado há uma transmissão da impopularidade.
Assis Ribeiro
20 de outubro de 2013 7:37 pmO meu comentário se dirige a
O meu comentário se dirige a matéria sobre a greve dos professores, logo acima, trazida por Paulo Kautscher. A matéria diz que a grande mídia ao invés de debater sobre os problemas dos professores , restringe a manifestação aos vândalos e nadica de nada em relação aos professores.
morgana profana
20 de outubro de 2013 1:23 pmablué, ablué, ablué…
Angeli, um dos maiores cartunistas do Brasil, criou na década de 90, dois personagens chamados Os Skrotinhos…Eram imapagáveis…
Claro, o sentido político deles era a anti-política, mas não deixava de ter graça, porque, como quase tudo que Angeli fez, há um refinamento que supera a cretinice…
Os Skrotinhos se lessem este corolário diriam: ablué, ablué, ablué…
Sun Tsu deve ter dito, e se não disse, perdeu a chance: “quando não tiveres como justificar um ato, joga em cima do seu interlocutor algo extenso e cansativo, pois aí ele terá preguiça de rebater”.
É como a tática de bombardeio de saturação…arfff…
Agora, o negócio é dizer que o vandalismo é um ato menor frente as causas colocadas em pauta!
Mas isto é óbvio…
Como também é óbvio que os meios de controle ideológico usariam esta violência gratuita para destroçar estas pautas…
Mas todos sabiam disto…menos as lideranças, que primeiro abraçaram os bat-coxinhas mascarados como “protetores” (daqui a pouco este pessoal vai cobrar taxa de proteção), depois alguns outros idiotas (como esse fóssil albanês), dizendo que a destruição dos símbolos do capitalismos se justifica…
E como tudo isto não seu conta de construir um discurso que justificasse professores (logo eles que são vítimas da violência dos coxinhas dentro das escolas, turbinados por imagens do feicebuquistão) abraçados com facínoras mascarados e vestidos de preto, agora a construção discursiva passa a repetir o óbvio, ou seja, que a mídia iria usar esta violência para justificar a repressão…
Então perguntamos: se sabiam da armadilha, por que cairam nela…?
Parece até que os aparelhos sindicais estão a forçar o endurecimento como estratégia de levar a situiação a um ponto onde possam precipitar algo (esta ideia fixa está em todo o texto)…
Quando os sindicatos, através de suas direções vierem a público repudiar toda e qualquer violência dos blackbobocas, e dizerem em alto e bom som que desejam distância deles, aí sim, recuperarão a legitimidade para falar da violência estatal…
Por enquanto, é só apanhar mesmo…quem se mistura com porcos, come do mesmo farelo, e leva o mesmo arame no focinho
Paulo Kautscher
20 de outubro de 2013 10:52 pmBlog do inominável
Está se diluindo cada vez mais as diferenças entre os comentários do Blog do Nassif em relação ao do BLOG DO INOMINÁVEL..
Nada mais parecido que um direitista do que um reformista neo-petista.
Gunter Zibell - SP
20 de outubro de 2013 11:23 pmO qual pode precisar de 18 comentários…
…pra dizer que concorda em chamar professores-manifestantes presos de vândalos.
Vânia
20 de outubro de 2013 2:38 pmTitia mentirosa!
“A tolerância de grupos de esquerda, e até de militantes dos Direitos Humanos (GLBT, negros, mulheres, etc) com atos de extrema violência praticada por um bando de descerebrados…”
Não é esse o debate aqui. Falo por mim, mas acredito que vale para os demais comentaristas que estão postando artigos condenando os abusos da PM, bem como seus mandantes.
EM NENHUMA OCASIÃO eu defendi black-blocs, muito menos atos de extrema violência. Mostre, se for capaz, UM comentariozinho meu defendendo atitudes violentas por parte dos manifestantes.
Ao contrário, venho martelando há dias que o governo autorizou a polícia a agir arbitrariamente. Que manifestantes pacíficos estão sendo presos ARBITRARIAMENTE.
Acontece que, quase invariavelmente, parte dos comentaristas, os que apoiam incondicionalmente o governo do PT e seus aliados, nos últimos tempos, sempre que o assunto abuso policial vem à tona, [esses comentaristas] metem os BBs no meio para justificar a atuação da PM. Ou seja, DESCONVERSAM, TERGIVERSAM.
Existem milhares de pessoas nas manifestações, mas os governistas do blog insistem em focar APENAS em meia dúzia de Blac-blocks para desqualificar as mesmas e, de quebra, direta ou indiretamente, referendar o abuso e a violência do Estado.
O que eu digo é facilmente comprovável. Basta ir aos posts de ontem e de antes de ontem e verificar. (Aliás, pode-se ver isso aqui neste post mesmo.)
morgana profana
20 de outubro de 2013 2:48 pmLeviandade!
Bom, tia Vânia, então eu suponho que a senhora deve ter um decreto ou um ato formal do governo(seja lá de qual bandeia for), ou uma ordem do dia dos batalhões da PM (seja de que estado for) com diretrizes para agir com arbitrariedade?
Tem? Bom, não tem, eu já imaginava.
Mas o debate vai ficar melhor a partir de agora:
Ora, todo mundo conhece esta velha tática discursiva: dizer não dizendo, para depois dizer que não disse.
Mas vamos a imagem forte: Duas capas do globo sugerindo que tanto ontem, como hoje, a criminalização de manifestantes é recorrente e serve para deslocar o eixo da História para o arbítrio.
Ninguém discordou da senhora, ao contrário, os textos (os meus, pelo menos) foram no sentido de ampliar esta visão(ao que fomos recebidos com jocosidade: “obrigado pela luz de teus conselhos”), e partimos da premissa que este é o papel desta mídia (SEMPRE), bem como da polícia (SEMPRE) e que o verdadeiro desafio era recapturar o discurso da ordem dos braços da direita, e que para isto seria preciso sinalizar um duro repúdio contra as falanges mascaradas (sinalização que nenhum dos seus textos deu, até hoje, o que já é um avanço, titia reconhece).
E mais, vamos além: direitos e iinteresses setoriais, por mais justos e honestos, não podem comprometer a governabilidade e a própria noção de Estado, ainda que reconheçamos nestas instâncias todas as imperfeições e contradições possíveis…A não ser que a senhora esteja organizando alguma célula revolucionária, é o caso? Não parece ser o seu modelito…
É este o “mal entendido”…
Vocês nos acusando de usar os bat-coxinhas como justificativa para repressão (usando até este exagero de dizer que há uma diretriz violenta oficial), e nós tentando dizer que para tratar manifestações violentas de caráter diferente (a política e a gratuita) é sim preciso diferenciá-las…
Mas por que o conflito? Bem, titia acredita (e as palavras do Her Gunter sobre realpolitik, governos e alianças autoriza este entendimento) que há um contrabando da luta política não declarada contra os governos que apoiamos (e isto não é vergonha, nem crime, ou é?), partindo da premissa que tudo está uma merda e o mundo está por acabar porque as forças de Estado ( E NÃO DOS GOVERNOS, FAVOR NÃO CONFUNDIR) têm se comportado tal e qual agiram nestes últimos…ãh, 500 anos…mas agora será o PT e aliados que terão que expiar esta culpa toda…
Da senhora, que parece cristã, eu até entendo esta fixação por culpa, mas de um judeu como her Gunter não encaixa…
Passe bem, e ficamos por aqui.
Gunter Zibell - SP
20 de outubro de 2013 7:10 pmA Verdade, por Fernando & Sorocaba
[video:http://www.youtube.com/watch?v=GAFzw6A24qs%5D
Diz pra ela que eu mudei de cidade,
Que eu fui viajar como os meus amigos
Diz pra ela que eu to curtindo a liberdade,
E que eu to trabalhando e tudo ta corrido
Fala que me viu feliz demais, e que tá tudo lindo
Só não conta que eu pirei,
Nem que eu fiquei louco,
Não deixa ela saber que eu to morrendo aos poucos
Inventa a história que você quiser
Não conte a verdade…
Diz pra ela que agora eu moro na praia,
Que eu vivo a vida que pedi pra Deus
Diz que toda noite me vê na balada,
Diz que todos querem ser amigo meu
Fala que eu encontrei a paz, e que me viu sorrindo
Só não conta que eu pirei,
Nem que eu fiquei louco,
Não deixa ela saber que eu to morrendo aos poucos
Inventa a história que você quiser
Não conte a verdade…
A verdade…
Eu só quero que ela lembre,
Dos momentos mais bonitos
Esse sofrimento é meu,
E não vai ser dividido.. me ajude amigo
Só não conta que eu pirei, nem que eu fiquei louco,
Não deixa ela saber que eu to morrendo aos poucos
Inventa a história que você quiser.. (2x)
Não conte a verdade… a amo e sinto saudade…
Essa é a pura verdade
A amo e sinto saudade…
Gunter Zibell - SP
20 de outubro de 2013 4:17 pmEu também nunca defendi black blocs
De onde veio essa confusão?
Como a Vânia, eu não concordo, porém, com essa postura ‘Repressão Toshiba’ : “Nossos policiais e nossas leis novas de repressão são melhores que as dos outros”.
Quando alguém fica defendendo o indefensável, ao julgar que assim está ajudando seu candidato a um cargo executivo, está na verdade atrapalhando.
– a oposição continuará usando as bolas foras do governo (qualquer um) como puder
– eleitores ficam espantados com a falta de autocrítica (“Puxa, quer dizer que os militantes do partido XPTO defendem isso? Será isso que o partido pede pra eles divulgarem em redes sociais?”)
morgana profana
20 de outubro de 2013 4:35 pmquem peidou no elevador?
Não fui eu…
Agora ninguém disse nada, mas o que é o que dizem senão a tentativa de dizer que todos que defendem mais dureza contra os blackobocas estão a defender e justificar a criminalização de movimentos sociais?
E cabe outra pergunta:
Todos os movimentos sociais SEMPRE serão justos e atuarão de forma não-violenta, e nunca merecerão repressão?
O que fazer com um sindicato de trabalhadores de orientação fascista?
Titia repete a pergunta: Em que parte de que texto alguém por aqui disse que a polícia deste ou daquele governo está certa ao espancar professores?
Mas em que mundo um parlamento municipal é coagido por manifestantes que o impedem de legislar? Ué, fechar parlamento não é coisa da direita?
Em que mundo devemos acreditar que toda lei é obra do governo de plantão apenas? Então, todas as forças políticas da sociedade estão mortas, e é só o governo que determina o que vai virar lei ou não?
Serão todos os governos culpados porque delegados e juízes têm uma interpretação direcionada de algum diploma jurídico?
Ou porque um maluco de um PM resolveu fazer olho de jornalista de tiro ao alvo?
Me digam os “jênios” jurídicos onde está o defeito da lei 12850…Me digam mais: onde está um defeito exclusivo que também não esteja em TODO nosso ordenamento jurídico, que sabemos, se destina a manter a ordem capitalista e não combatê-la…
Onde, em que catzo de programa de governo ou plataforma de campanha o PT disse ao eleitor que legislaria para derrubar o sistema capitalista?
Não adianta dizer que não peidou no elevador, o cheiro continua lá…
Vânia
20 de outubro de 2013 10:26 pmVá se limpar.
Não era só um pum.
morgana profana
20 de outubro de 2013 4:53 pmVamos estudar:
Aqui está, na íntegra, a lei que o androide Gunter (o melhor replicante fabricado até hoje) diz ser autoritária. Vamos a leitura, e nos dediquemos a encontrar algo que seja muito diferente do que é praticado por nossa tradição jurídica (sempre conservadora) e pelo resto do mundo(também conservador):
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
CAPÍTULO I
DA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA
Art. 1o Esta Lei define organização criminosa e dispõe sobre a investigação criminal, os meios de obtenção da prova, infrações penais correlatas e o procedimento criminal a ser aplicado.
§ 1o Considera-se organização criminosa a associação de 4 (quatro) ou mais pessoas estruturalmente ordenada e caracterizada pela divisão de tarefas, ainda que informalmente, com objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagem de qualquer natureza, mediante a prática de infrações penais cujas penas máximas sejam superiores a 4 (quatro) anos, ou que sejam de caráter transnacional.
Nota: Mente o Gunter, por desocnhecimentou, leviandade ou ambos quando diz que a lei é de encomenda para conter distúrbios de rua. Os crimes cometidos pelos vândalos geralmente tem pena inferior: dano, dano qualificado (ao patrimônio), lesão corporal, desobediência, resistência, desacato, etc. Não tratamos, por óbvio, da posse de armas e explosivos por acreditarmos que MST, Professores, etc não andem armados, ou andam?
§ 2o Esta Lei se aplica também:
I – às infrações penais previstas em tratado ou convenção internacional quando, iniciada a execução no País, o resultado tenha ou devesse ter ocorrido no estrangeiro, ou reciprocamente;
II – às organizações terroristas internacionais, reconhecidas segundo as normas de direito internacional, por foro do qual o Brasil faça parte, cujos atos de suporte ao terrorismo, bem como os atos preparatórios ou de execução de atos terroristas, ocorram ou possam ocorrer em território nacional.
Nota: Nada demais por aqui, embora não sejamos um país dedicado as formas de expressão terrorista (conceito de difícil definição, mas que em suma é o ataque não dirigido a uma pessoa ou alvo que tenha ligação exata com o objetivo do grupo, que é diufundir medo e atacar o Estado), não quer dizer que teremos que esperar acontecer para formular leis de punição.
Art. 2o Promover, constituir, financiar ou integrar, pessoalmente ou por interposta pessoa, organização criminosa:
Pena – reclusão, de 3 (três) a 8 (oito) anos, e multa, sem prejuízo das penas correspondentes às demais infrações penais praticadas.
§ 1o Nas mesmas penas incorre quem impede ou, de qualquer forma, embaraça a investigação de infração penal que envolva organização criminosa.
§ 2o As penas aumentam-se até a metade se na atuação da organização criminosa houver emprego de arma de fogo.
§ 3o A pena é agravada para quem exerce o comando, individual ou coletivo, da organização criminosa, ainda que não pratique pessoalmente atos de execução.
Nota: teoria do dominio do fato, a verdedeira. Mas como disseram os rapazes do Claus Roxin, no post de ontem, esta condenção também se daria sem a teoria.
§ 4o A pena é aumentada de 1/6 (um sexto) a 2/3 (dois terços):
I – se há participação de criança ou adolescente;
II – se há concurso de funcionário público, valendo-se a organização criminosa dessa condição para a prática de infração penal;
III – se o produto ou proveito da infração penal destinar-se, no todo ou em parte, ao exterior;
IV – se a organização criminosa mantém conexão com outras organizações criminosas independentes;
V – se as circunstâncias do fato evidenciarem a transnacionalidade da organização.
§ 5o Se houver indícios suficientes de que o funcionário público integra organização criminosa, poderá o juiz determinar seu afastamento cautelar do cargo, emprego ou função, sem prejuízo da remuneração, quando a medida se fizer necessária à investigação ou instrução processual.
§ 6o A condenação com trânsito em julgado acarretará ao funcionário público a perda do cargo, função, emprego ou mandato eletivo e a interdição para o exercício de função ou cargo público pelo prazo de 8 (oito) anos subsequentes ao cumprimento da pena.
§ 7o Se houver indícios de participação de policial nos crimes de que trata esta Lei, a Corregedoria de Polícia instaurará inquérito policial e comunicará ao Ministério Público, que designará membro para acompanhar o feito até a sua conclusão.
Nota: Aqui um endurecimento para coibir as milícias e grupos de extermínio.
CAPÍTULO II
DA INVESTIGAÇÃO E DOS MEIOS DE OBTENÇÃO DA PROVA
Art. 3o Em qualquer fase da persecução penal, serão permitidos, sem prejuízo de outros já previstos em lei, os seguintes meios de obtenção da prova:
I – colaboração premiada;
II – captação ambiental de sinais eletromagnéticos, ópticos ou acústicos;
III – ação controlada;
IV – acesso a registros de ligações telefônicas e telemáticas, a dados cadastrais constantes de bancos de dados públicos ou privados e a informações eleitorais ou comerciais;
V – interceptação de comunicações telefônicas e telemáticas, nos termos da legislação específica;
VI – afastamento dos sigilos financeiro, bancário e fiscal, nos termos da legislação específica;
VII – infiltração, por policiais, em atividade de investigação, na forma do art. 11;
VIII – cooperação entre instituições e órgãos federais, distritais, estaduais e municipais na busca de provas e informações de interesse da investigação ou da instrução criminal.
Seção I
Da Colaboração Premiada
Art. 4o O juiz poderá, a requerimento das partes, conceder o perdão judicial, reduzir em até 2/3 (dois terços) a pena privativa de liberdade ou substituí-la por restritiva de direitos daquele que tenha colaborado efetiva e voluntariamente com a investigação e com o processo criminal, desde que dessa colaboração advenha um ou mais dos seguintes resultados:
I – a identificação dos demais coautores e partícipes da organização criminosa e das infrações penais por eles praticadas;
II – a revelação da estrutura hierárquica e da divisão de tarefas da organização criminosa;
III – a prevenção de infrações penais decorrentes das atividades da organização criminosa;
IV – a recuperação total ou parcial do produto ou do proveito das infrações penais praticadas pela organização criminosa;
V – a localização de eventual vítima com a sua integridade física preservada.
§ 1o Em qualquer caso, a concessão do benefício levará em conta a personalidade do colaborador, a natureza, as circunstâncias, a gravidade e a repercussão social do fato criminoso e a eficácia da colaboração.
§ 2o Considerando a relevância da colaboração prestada, o Ministério Público, a qualquer tempo, e o delegado de polícia, nos autos do inquérito policial, com a manifestação do Ministério Público, poderão requerer ou representar ao juiz pela concessão de perdão judicial ao colaborador, ainda que esse benefício não tenha sido previsto na proposta inicial, aplicando-se, no que couber, o art. 28 do Decreto-Lei nº 3.689, de 3 de outubro de 1941 (Código de Processo Penal).
§ 3o O prazo para oferecimento de denúncia ou o processo, relativos ao colaborador, poderá ser suspenso por até 6 (seis) meses, prorrogáveis por igual período, até que sejam cumpridas as medidas de colaboração, suspendendo-se o respectivo prazo prescricional.
§ 4o Nas mesmas hipóteses do caput, o Ministério Público poderá deixar de oferecer denúncia se o colaborador:
I – não for o líder da organização criminosa;
II – for o primeiro a prestar efetiva colaboração nos termos deste artigo.
§ 5o Se a colaboração for posterior à sentença, a pena poderá ser reduzida até a metade ou será admitida a progressão de regime ainda que ausentes os requisitos objetivos.
§ 6o O juiz não participará das negociações realizadas entre as partes para a formalização do acordo de colaboração, que ocorrerá entre o delegado de polícia, o investigado e o defensor, com a manifestação do Ministério Público, ou, conforme o caso, entre o Ministério Público e o investigado ou acusado e seu defensor.
§ 7o Realizado o acordo na forma do § 6o, o respectivo termo, acompanhado das declarações do colaborador e de cópia da investigação, será remetido ao juiz para homologação, o qual deverá verificar sua regularidade, legalidade e voluntariedade, podendo para este fim, sigilosamente, ouvir o colaborador, na presença de seu defensor.
§ 8o O juiz poderá recusar homologação à proposta que não atender aos requisitos legais, ou adequá-la ao caso concreto.
§ 9o Depois de homologado o acordo, o colaborador poderá, sempre acompanhado pelo seu defensor, ser ouvido pelo membro do Ministério Público ou pelo delegado de polícia responsável pelas investigações.
§ 10. As partes podem retratar-se da proposta, caso em que as provas autoincriminatórias produzidas pelo colaborador não poderão ser utilizadas exclusivamente em seu desfavor.
§ 11. A sentença apreciará os termos do acordo homologado e sua eficácia.
§ 12. Ainda que beneficiado por perdão judicial ou não denunciado, o colaborador poderá ser ouvido em juízo a requerimento das partes ou por iniciativa da autoridade judicial.
§ 13. Sempre que possível, o registro dos atos de colaboração será feito pelos meios ou recursos de gravação magnética, estenotipia, digital ou técnica similar, inclusive audiovisual, destinados a obter maior fidelidade das informações.
§ 14. Nos depoimentos que prestar, o colaborador renunciará, na presença de seu defensor, ao direito ao silêncio e estará sujeito ao compromisso legal de dizer a verdade.
§ 15. Em todos os atos de negociação, confirmação e execução da colaboração, o colaborador deverá estar assistido por defensor.
§ 16. Nenhuma sentença condenatória será proferida com fundamento apenas nas declarações de agente colaborador.
Art. 5o São direitos do colaborador:
I – usufruir das medidas de proteção previstas na legislação específica;
II – ter nome, qualificação, imagem e demais informações pessoais preservados;
III – ser conduzido, em juízo, separadamente dos demais coautores e partícipes;
IV – participar das audiências sem contato visual com os outros acusados;
V – não ter sua identidade revelada pelos meios de comunicação, nem ser fotografado ou filmado, sem sua prévia autorização por escrito;
VI – cumprir pena em estabelecimento penal diverso dos demais corréus ou condenados.
Art. 6o O termo de acordo da colaboração premiada deverá ser feito por escrito e conter:
I – o relato da colaboração e seus possíveis resultados;
II – as condições da proposta do Ministério Público ou do delegado de polícia;
III – a declaração de aceitação do colaborador e de seu defensor;
IV – as assinaturas do representante do Ministério Público ou do delegado de polícia, do colaborador e de seu defensor;
V – a especificação das medidas de proteção ao colaborador e à sua família, quando necessário.
Art. 7o O pedido de homologação do acordo será sigilosamente distribuído, contendo apenas informações que não possam identificar o colaborador e o seu objeto.
§ 1o As informações pormenorizadas da colaboração serão dirigidas diretamente ao juiz a que recair a distribuição, que decidirá no prazo de 48 (quarenta e oito) horas.
§ 2o O acesso aos autos será restrito ao juiz, ao Ministério Público e ao delegado de polícia, como forma de garantir o êxito das investigações, assegurando-se ao defensor, no interesse do representado, amplo acesso aos elementos de prova que digam respeito ao exercício do direito de defesa, devidamente precedido de autorização judicial, ressalvados os referentes às diligências em andamento.
§ 3o O acordo de colaboração premiada deixa de ser sigiloso assim que recebida a denúncia, observado o disposto no art. 5o.
Seção II
Da Ação Controlada
Art. 8o Consiste a ação controlada em retardar a intervenção policial ou administrativa relativa à ação praticada por organização criminosa ou a ela vinculada, desde que mantida sob observação e acompanhamento para que a medida legal se concretize no momento mais eficaz à formação de provas e obtenção de informações.
§ 1o O retardamento da intervenção policial ou administrativa será previamente comunicado ao juiz competente que, se for o caso, estabelecerá os seus limites e comunicará ao Ministério Público.
§ 2o A comunicação será sigilosamente distribuída de forma a não conter informações que possam indicar a operação a ser efetuada.
§ 3o Até o encerramento da diligência, o acesso aos autos será restrito ao juiz, ao Ministério Público e ao delegado de polícia, como forma de garantir o êxito das investigações.
§ 4o Ao término da diligência, elaborar-se-á auto circunstanciado acerca da ação controlada.
Art. 9o Se a ação controlada envolver transposição de fronteiras, o retardamento da intervenção policial ou administrativa somente poderá ocorrer com a cooperação das autoridades dos países que figurem como provável itinerário ou destino do investigado, de modo a reduzir os riscos de fuga e extravio do produto, objeto, instrumento ou proveito do crime.
Seção III
Da Infiltração de Agentes
Art. 10. A infiltração de agentes de polícia em tarefas de investigação, representada pelo delegado de polícia ou requerida pelo Ministério Público, após manifestação técnica do delegado de polícia quando solicitada no curso de inquérito policial, será precedida de circunstanciada, motivada e sigilosa autorização judicial, que estabelecerá seus limites.
§ 1o Na hipótese de representação do delegado de polícia, o juiz competente, antes de decidir, ouvirá o Ministério Público.
§ 2o Será admitida a infiltração se houver indícios de infração penal de que trata o art. 1o e se a prova não puder ser produzida por outros meios disponíveis.
§ 3o A infiltração será autorizada pelo prazo de até 6 (seis) meses, sem prejuízo de eventuais renovações, desde que comprovada sua necessidade.
§ 4o Findo o prazo previsto no § 3o, o relatório circunstanciado será apresentado ao juiz competente, que imediatamente cientificará o Ministério Público.
§ 5o No curso do inquérito policial, o delegado de polícia poderá determinar aos seus agentes, e o Ministério Público poderá requisitar, a qualquer tempo, relatório da atividade de infiltração.
Art. 11. O requerimento do Ministério Público ou a representação do delegado de polícia para a infiltração de agentes conterão a demonstração da necessidade da medida, o alcance das tarefas dos agentes e, quando possível, os nomes ou apelidos das pessoas investigadas e o local da infiltração.
Art. 12. O pedido de infiltração será sigilosamente distribuído, de forma a não conter informações que possam indicar a operação a ser efetivada ou identificar o agente que será infiltrado.
§ 1o As informações quanto à necessidade da operação de infiltração serão dirigidas diretamente ao juiz competente, que decidirá no prazo de 24 (vinte e quatro) horas, após manifestação do Ministério Público na hipótese de representação do delegado de polícia, devendo-se adotar as medidas necessárias para o êxito das investigações e a segurança do agente infiltrado.
§ 2o Os autos contendo as informações da operação de infiltração acompanharão a denúncia do Ministério Público, quando serão disponibilizados à defesa, assegurando-se a preservação da identidade do agente.
§ 3o Havendo indícios seguros de que o agente infiltrado sofre risco iminente, a operação será sustada mediante requisição do Ministério Público ou pelo delegado de polícia, dando-se imediata ciência ao Ministério Público e à autoridade judicial.
Art. 13. O agente que não guardar, em sua atuação, a devida proporcionalidade com a finalidade da investigação, responderá pelos excessos praticados.
Parágrafo único. Não é punível, no âmbito da infiltração, a prática de crime pelo agente infiltrado no curso da investigação, quando inexigível conduta diversa.
Art. 14. São direitos do agente:
I – recusar ou fazer cessar a atuação infiltrada;
II – ter sua identidade alterada, aplicando-se, no que couber, o disposto no art. 9o da Lei no 9.807, de 13 de julho de 1999, bem como usufruir das medidas de proteção a testemunhas;
III – ter seu nome, sua qualificação, sua imagem, sua voz e demais informações pessoais preservadas durante a investigação e o processo criminal, salvo se houver decisão judicial em contrário;
IV – não ter sua identidade revelada, nem ser fotografado ou filmado pelos meios de comunicação, sem sua prévia autorização por escrito.
Seção IV
Do Acesso a Registros, Dados Cadastrais, Documentos e Informações
Art. 15. O delegado de polícia e o Ministério Público terão acesso, independentemente de autorização judicial, apenas aos dados cadastrais do investigado que informem exclusivamente a qualificação pessoal, a filiação e o endereço mantidos pela Justiça Eleitoral, empresas telefônicas, instituições financeiras, provedores de internet e administradoras de cartão de crédito.
Nota: aqui um avanço que nos equipara a outras polícias do mundo, e não um autoritarismo inconstitucional como querem alguns, na medida que o limite das informações são os dados vinculados as meios, e não interceptção e violação de initmidade/privacidade.
Art. 16. As empresas de transporte possibilitarão, pelo prazo de 5 (cinco) anos, acesso direto e permanente do juiz, do Ministério Público ou do delegado de polícia aos bancos de dados de reservas e registro de viagens.
Art. 17. As concessionárias de telefonia fixa ou móvel manterão, pelo prazo de 5 (cinco) anos, à disposição das autoridades mencionadas no art. 15, registros de identificação dos números dos terminais de origem e de destino das ligações telefônicas internacionais, interurbanas e locais.
Nota: idem.
Seção V
Dos Crimes Ocorridos na Investigação e na Obtenção da Prova
Art. 18. Revelar a identidade, fotografar ou filmar o colaborador, sem sua prévia autorização por escrito:
Pena – reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa.
Art. 19. Imputar falsamente, sob pretexto de colaboração com a Justiça, a prática de infração penal a pessoa que sabe ser inocente, ou revelar informações sobre a estrutura de organização criminosa que sabe inverídicas:
Pena – reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.
Art. 20. Descumprir determinação de sigilo das investigações que envolvam a ação controlada e a infiltração de agentes:
Pena – reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.
Art. 21. Recusar ou omitir dados cadastrais, registros, documentos e informações requisitadas pelo juiz, Ministério Público ou delegado de polícia, no curso de investigação ou do processo:
Pena – reclusão, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.
Parágrafo único. Na mesma pena incorre quem, de forma indevida, se apossa, propala, divulga ou faz uso dos dados cadastrais de que trata esta Lei.
CAPÍTULO III
DISPOSIÇÕES FINAIS
Art. 22. Os crimes previstos nesta Lei e as infrações penais conexas serão apurados mediante procedimento ordinário previsto no Decreto-Lei nº 3.689, de 3 de outubro de 1941 (Código de Processo Penal), observado o disposto no parágrafo único deste artigo.
Parágrafo único. A instrução criminal deverá ser encerrada em prazo razoável, o qual não poderá exceder a 120 (cento e vinte) dias quando o réu estiver preso, prorrogáveis em até igual período, por decisão fundamentada, devidamente motivada pela complexidade da causa ou por fato procrastinatório atribuível ao réu.
Art. 23. O sigilo da investigação poderá ser decretado pela autoridade judicial competente, para garantia da celeridade e da eficácia das diligências investigatórias, assegurando-se ao defensor, no interesse do representado, amplo acesso aos elementos de prova que digam respeito ao exercício do direito de defesa, devidamente precedido de autorização judicial, ressalvados os referentes às diligências em andamento.
Parágrafo único. Determinado o depoimento do investigado, seu defensor terá assegurada a prévia vista dos autos, ainda que classificados como sigilosos, no prazo mínimo de 3 (três) dias que antecedem ao ato, podendo ser ampliado, a critério da autoridade responsável pela investigação.
Art. 24. O art. 288 do Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), passa a vigorar com a seguinte redação:
“Associação Criminosa
Art. 288. Associarem-se 3 (três) ou mais pessoas, para o fim específico de cometer crimes:
Pena – reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos.
Parágrafo único. A pena aumenta-se até a metade se a associação é armada ou se houver a participação de criança ou adolescente.” (NR)
Art. 25. O art. 342 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), passa a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 342. ………………………………………………………………………..
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.
……………………………………………………………………………………..” (NR)
Art. 26. Revoga-se a Lei no 9.034, de 3 de maio de 1995.
Art. 27. Esta Lei entra em vigor após decorridos 45 (quarenta e cinco) dias de sua publicação oficial.
Brasília, 2 de agosto de 2013; 192o da Independência e 125o da República.
DILMA ROUSSEFF
Titia pergunta, enfim: onde está a excepcionalidade desta LEI?????????
À vontade, fraulein Vânia e Her Gunter…titia está à postos…
Gunter Zibell - SP
20 de outubro de 2013 6:59 pmObrigado, replicantes são bacanas!
[video:http://www.youtube.com/watch?v=3VgNoKc_Gdw%5D
Anarquista Lúcida
20 de outubro de 2013 7:38 pmUé, tá usando do mesmo recurso que censura em outros?
Olha o catatau jogado em cima dos oponentes, para que eles nao respondam…
Nao li mesmo. Se a lei está querendo endurecer com manifestaçoes e movimentos sociais, sou contra. se nao é mais autoritária do que já havia antes, por que e para que foi promulgada agora? Suspeito.
E repito: NAO SOU CONTRA PUNIÇAO AOS MANIFESTANTES VIOLENTOS. Mas pelos atos cometidos, nao por “formaçao de quadrilha”, “intençao de cometer” (estavam de preto, olhem só; é prova de que eram manifestantes violentos; bah…).
Gunter Zibell - SP
20 de outubro de 2013 8:13 pmExcelente argumento
“Se a lei está querendo endurecer com manifestaçoes e movimentos sociais, sou contra. Se nao é mais autoritária do que já havia antes, por que e para que foi promulgada agora? Suspeito.”
E foi meio às pressas, sem debates. Nem virou post aqui na época da sua promulgação.
E ainda há uma PEC circulando para impedir manifestações durante a Copa e as Olimpíadas, coisa que a última vez que se viu foi na Argentina em 1978.
E novamente sem discussão.
Se o governismo continuar apoiando essas coisas assim sem mais vai:
a) dar indiretamente razão ao conservadorismo moral ‘ame-o ou deixe-o’ que finge questionar;
b) estimular mais e mais pessoas a abandonarem esse barco e buscarem alternativas.
Perde eleitores dos dois lados e pronto.
E a única defesa que sabe fazer é a demonização de qualquer pensamento crítico.
Vamos mal, né?
morgana profana
20 de outubro de 2013 9:02 pmTitia tem toda a paciência do mundo…
Gunter meu filho, olha o monte de asneira que você escreveu…E deu azo aa outra asneira escrita…
Eu pedi, supliquei, implorei que vocês me apontassem ali, na lei 12850 o caráter autoritário e draconiano, e o que me responderam?
Nada…
Filho, a lei 12850 dotou os sistemas brasileiros de persecução ao crime organizado de uma norma abrangente, e de certa forma, compilou algo que já existia e aprefeiçoou o que era carente de previsão legal, como a ação controlada, a delação, a obtenção dos dados, etc…
Foi também na onda internacional do anti-terrorismo, uma baboseira eu sei, mas somos signatários de um monte de tratados, e você não é idiota a ponto de imaginar que estes tratados e leis aprovadas não obedeçam a uma lógica de estratégias geopolíticas, erradas ou certas, mas que existem…
Eu pergunto de novo:
Onde está o autoritarismo desta Lei?
morgana profana
20 de outubro de 2013 9:04 pmTitia tem toda a paciência do mundo…
Gunter meu filho, olha o monte de asneira que você escreveu…E deu azo aa outra asneira escrita…
Eu pedi, supliquei, implorei que vocês me apontassem ali, na lei 12850 o caráter autoritário e draconiano, e o que me responderam?
Nada…
Filho, a lei 12850 dotou os sistemas brasileiros de persecução ao crime organizado de uma norma abrangente, e de certa forma, compilou algo que já existia e aprefeiçoou o que era carente de previsão legal, como a ação controlada, a delação, a obtenção dos dados, etc…
Foi também na onda internacional do anti-terrorismo, uma baboseira eu sei, mas somos signatários de um monte de tratados, e você não é idiota a ponto de imaginar que estes tratados e leis aprovadas não obedeçam a uma lógica de estratégias geopolíticas, erradas ou certas, mas que existem…
Eu pergunto de novo:
Onde está o autoritarismo desta Lei?
morgana profana
20 de outubro de 2013 8:14 pmLúcida luz…
Um erro grave em debatedores é quere simplificar e tornar tudo igual, titia às vezes cai nesta armadilha…Mas não esperava isto de alguém culta e inteligente como você…
Veja, no caso do kraus kaiser kraustcher estava óbvia a manobra…
Mas ainda assim, titia tomou o devido cuidado de ler o texto para contrapô-lo, ainda que julgasse desnecessário…
Agora como se estuda ou se afirma algo sobre uma lei sem conhecê-la…?
Titia está ansiosa pelo seu “ensinamento”…
Beijos…
Anarquista Lúcida
20 de outubro de 2013 11:43 pmPrefiro manter mais distância no tom, OK?
Claro que vc pode rebater qualquer coisa que eu diga, concordando ou discordando. Mas temos um “histórico interacional” que nao me estimula nada a dialogar com você. Portanto, peço apenas a gentileza de mais impessoalidade, está bem? Até porque nao gosto nada de interagir com personagens, nao acho que Blog seja lugar para criaçao teatral. Vc tem todo direito de pensar diferente, mas evite me colocar na sua peça. Passe bem.
morgana profana
21 de outubro de 2013 1:08 pmChama o contrarregra.
Mas Senhora (…) qual é mesmo seu nome, porque anarquista lúcida não deve estar na sua certidão…arfff!
Bem, senhora nãp-se-lá-o-quê-e-pouco-me-importa, quem “entrou” na minha peça foi você, fazendo papel de abajur do her gunter…
Então, ‘tá….chamem logo o contrarregra e tirem esta luz ruim daqui…
peregrino
20 de outubro de 2013 6:33 pmminha impressão final sobre BBs…
superam com louvor todas as condições de admissão no jardim de infância do “mercenarismo” político……………
em outras palavras, mais complicam do que elucidam qualquer questão……………
basta observar de longe para perceber que as porradas que levam é a inspiração de cada um deles
em tempo: tudo isso sem que tomem consciência disso devido a idade e pela ausência em toda e qualquer manifestão anterior essencialmente democrática
peregrino
20 de outubro de 2013 6:38 pmestudando ainda outras impressões…
se o os partidos que apoiam e agitam surgiram daquilo que eu chamei de disso
ou não
peregrino
20 de outubro de 2013 6:47 pmpor não terem surgido essencialmente democráticas…
já estão atraindo mercenários experientes no pior significdo da palavra
peregrino
20 de outubro de 2013 6:54 pmdesenhando para quem não entendeu…
ou nos tornamos essencialmente democráticos ou seremos destruídos, novamente, pelo PIG
peregrino
20 de outubro de 2013 7:01 pmquantos anos você tem, peregrino? hoje já acordou ontem?
sei lá! mas que tudo o que já vi acontecer dessa forma deu errado, tenho certeza absoluta!!!
Luis Fraga
20 de outubro de 2013 8:09 pmBaixarias
Pô qual é?!
Não entro aqui na intenção de defender o Gunter e a Vânia, mesmo porque os dois sabem fazer isso muito bem e creio que estão acima das baixarias dos sem educação.
No entanto reclamo, pois num pleno domingo entro no Blog para ler algo interessantre e que encontro?
Os indivíduos se referindo desrespeitosamente. “android, o semita, burro, etc”
Ora, para com isso! Acho que o desrespeito não se dá somente com os comentaristas diretamente atingidos, mas com todos os demais.
Creio que quando alguem se dá ao trabalho de escrever um comentário é porque espera que outro frequentador possa lê-lo. Seja pra discutir, concordar, debater ou aplaudir..o que for…
O que posso dizer aos “colegas” agressivos e mal educados?
Com o tempo a gente decora os nomes e pula os comentários de alguns.
morgana profana
20 de outubro de 2013 8:17 pmÉ o maior…
Está feito: Foi eleito para a nova comissão de bons modos e etiqueta do blog, que dentre outras coisas vai nos ensinar a ser irônicos sem ser irônicos, e ser mordazes sem ser mordazes, de quebra, aprenderemos a comer com garfos e colheres…
Parabéns, parabéns…
Gunter Zibell - SP
20 de outubro de 2013 8:28 pmObrigado, Luis Fraga
É um prazer ver como este espaço ainda é frequentado por pessoas como você, que buscam agregar e contribuir para a evolução.
Um grande abraço!
morgana profana
20 de outubro de 2013 9:06 pmQue meigo…
Titia ficou com ciúmes…dois dois, diga-se…
Contribuem para evolução todos que se manifestarem a favor do gunter…
Atenção, 1, 2 3 e já, todos se manifestando a favor dele, rápido, ou seremos tachados de involuídos…
Gunter, você é o maior, o melhor, o mais sensato, o hiper-super-mega-ultra-plus, é tudo…
Gunter Zibell - SP
20 de outubro de 2013 10:55 pmFaltou…
…o blaster.
Paulo Henrique Tavares
20 de outubro de 2013 9:35 pmSemita é ofensa?
Onde vocês
Semita é ofensa?
Onde vocês querem chegar na ditadura das minorias privilegiadas?
Outra coisa, esse Gunter é a pessoa que mais ofende e ameaça todos aqui que não concordam com ele.
E não é a primeira vez que sugere artigos onde confunde título com matéria, alhos com bugalhos, na verdade ele nem lê o que sugere, eplo menos eu acho.
Além do mais, ainda assim estou sendo elegante.
Gunter Zibell - SP
20 de outubro de 2013 10:49 pmRepeteco de mi-mi-mi
[video:http://www.youtube.com/watch?v=ZviYmTMpBXE%5D
Gão
20 de outubro de 2013 11:40 pmsutilezas vs diretas já
Isso merece mais um pouco de atenção, o Luiz me parece estar separando forma de conteúdo(vou abusar um pouco desses termos aqui), ok, pode-se dizer o mesmo de forma mais elegante e não é uma censura do conteúdo, você foi feliz ao usar o falar de elegância, eu, a tia de nome profano e muitos outros fomos elegantemente acusados das maiores barbaridades aqui, a “titia” cumpriu a promessa e desceu das tamancas , nem vou julgá-la pois a maior aversão que tenho é ao papo vaselina sempre saindo pelas tangentes, sem dizer nada categoricamente nem desdizer de todo, as vezes isso enche a paciência mas pretendo ter um pouco mais desta.
Voltando à forma e ao conteúdo, o que a Morgana fez de bate-pronto na forma de se dirigir ao Gunter, o Gunter faz de forma sutil, embutindo no conteúdo, mas nem sempre tão sutil, não faz muito tempo começou posts chamando de medrosos quem não embarcar na dobradinha campos marina, a Morgana o chamou de semita, sim, e por quê ? pra xingá-lo ? ora vamos deixar a ingenuidade de lado, pelo mesmo motivo que o professor de realpolitik Gunter Zibel lembra aos comentaristas de serem petistas ou esquerdistas, vinculando à esses rótulos qualquer opinião que possam ter os comentaristas(os “robôs do pt”), não vou nem entrar no mérito da validade ou não disto, só quero lembar que pau que dá em chico dá em francisco, pode-se da mesma forma ligar o “semitismo” do Gunter as suas opiniões e “acusá-lo” de praticar realpolitik então.
De fato o comentarista Gunter é o maior realpolitiqueiro do blog considerando sua própria definição do termo como se vê em seus posts recentes sobre a imprensa, espero que não considerem isso um xingamento, pra mim é uma simples constatação, imagine se usássemos esse post da mesma forma como ele usa nossas críticas ao pig ?
Gunter Zibell - SP
21 de outubro de 2013 7:14 amNada a ver
Eu critico e elogio coisas de qualquer veículo de mídia ou partido.
Não fico preso a esses binarismos e maniqueísmos.
E você está confundindo pessoas, eu nem tenho certeza que votarei em Campos/Marina nem acho que alguém que não vote neles seja medroso.
O que eu disse, e não foi em post mas em comentário, é que eu não vejo razão para recear PSB ou PSDB encabeçando coligações que serão feitas, se acontecerem, com o mesmo pool de partidos que coliga hoje com o PT.
Medo, um pouco, tenho sim das concessões que o PT faz para os partidos mais fundamentalistas.
Vânia
20 de outubro de 2013 10:18 pmValeu, Luis
A coisa tá ficando complicada. Uma parcela considerável dos militantes petistas está se portando exatamente do mesmo modo que foi tanto criticado (por nós) em 2010.
Em certo sentido, infelizmente, podemos dizer que Serra venceu.
Anarquista Lúcida
20 de outubro de 2013 11:48 pmNovamente a rota falando dos esfarrapados…
Chama outros de chatos, de policial, manda largar o pé, e coisas parecidas (sem falar de atos muito mais graves, como revelar a identidade de pessoas que soube em confiança) e fica ditando regras? Haja!
Vânia
21 de outubro de 2013 1:48 amDona Zinda
Larga do meu pé, chulé.
(já que vc faz questão de me acusar e dizer que eu sou dedo-duro e coisa que o valha, vou fazer por merecer suas críticas)
Zinda Vasconcellos, eis o nome da “anarquista” “lúcida”.
Anarquista Lúcida
21 de outubro de 2013 1:51 amPois é. Cada vez se confirmando mais como alcaguete.
E traidora. Obrigada pela confirmaçao.
Vânia
21 de outubro de 2013 1:56 amVocê tá pedindo isso faz tempo.
[video:http://www.youtube.com/watch?v=OkX3woMTTsw%5D
Anarquista Lúcida
21 de outubro de 2013 1:57 amBaixo nível pouco é bobagem mesmo. Nao vou descer ao seu nível
Passe muito bem.
Vânia
21 de outubro de 2013 2:09 amTá satisfeita?
Conseguiu chamar a minha atenção. Pronto! pode dormir tranquila agora.
beijinhos
Adir Tavares
20 de outubro de 2013 8:49 pmMAL-ESTAR NO GLOBO – AS MANIFESTAÇÕES CHEGAM À REDAÇÃO
MAL-ESTAR NO GLOBO – AS MANIFESTAÇÕES CHEGAM À REDAÇÃO
“Quem escreve para jornal é desocupado ou psicopata.”
A frase acima marcou o ponto mais baixo (alguém pode achar mais alto, não eu) do mal-estar interno na redação do Globo causado pela primeira abaixo, da edição de quinta, dia 17.
Tecla de retrocesso.
No meio da tarde daquele dia, o email interno geral do Globo começou a receber centenas de e-mails revoltados com a capa “retrato de bandido” acima (sim, sei qual é o endereço). A imensa maioria – talvez uns 80% – era composta de um texto padrão, educado, que dizia algo como ser inaceitável O Globo fazer uma capa daquela, e 20% eram textos próprios, muitos com impropérios (as minhas fontes não quiseram me passar nenhum, argumentando, com razão, que a vigilância interna deve estar em níveis de alerta vermelho-sangue). No mesmo dia, o cancelamento diário de assinaturas, que normalmente já não é desprezível (em torno de 10), subiu algo entre 10 e 20 vezes, segundo as fontes. A torrente de e-mails continuou até mais ou menos as 9p0min de sexta, quando o sempre competente setor de tecnologia do Globo conseguiu uma forma de bloqueá-la.
Aí o problema real começou.
Em política, há uma frase – “vaca está estranhando bezerro” – que se encaixa perfeitamente no que aconteceu na redação do Globo após o bloqueio dos emails de protesto. A parte mais nova dos repórteres respondeu o email da tecnologia, avisando do bloqueio das mensagens, protestando contra a censura, sob o argumento geral – comportando variações – de que não se poderia ignorar a insatisfação dos leitores, no mínimo porque eles são os clientes.
O “aquário” não gostou, claro, considerando a manifestação como uma espécie de motim, mas isso faz parte da tradição autoritária do Globo. O que não faz – ou fazia – parte dessa tradição é que jornalistas mais velhos apoiassem o bloqueio – ou seja, o cerceamento do direito dos leitores de opinar sobre o jornal que compram – e, mais, se manifestassem contra a discussão do tema no email geral da redação.
Nesse contexto é que Ilimar Franco, titular do Panorama Político, enviou a frase que iniciou esse post e define bem o abismo que separa os estamentos mais altos da redação do Globo – incluídos aí não apenas os que habitam o “aquário” – e a “jovem guarda” da redação, que, até por dever de ofício, está mais ligada ao que ocorre nas ruas (e agora está meio em pânico com as consequências da capa retrato-de-bandido para o seu dia a dia, já suficientemente perigoso ultimamente).
Num mundo menos imperfeito, a manifestação das moças e rapazes geraria não esse tipo de resposta de Ilimar, mas uma meditação dos “aquarianos” e seus aliados quanto aos caminhos que estão sendo seguidos pelo jornal. Talvez, nessa meditação, se chegasse à conclusão que as recentes manifestações no país – tirando os casos de violência gratuita, que são espetaculosos, geram medo, e, com isso, tendem a distorcer o raciocínio, mas não mudam o curso da História – apontam para uma mudança de patamar na democracia brasileira, que, como sabemos, não chega a ter nem 30 anos, como uma grande parte dos manifestantes.
Essa mudança de patamar é causada pela passagem da consciência do nível de subsistência de parte significativa da população – aquele no qual o importante é contar com energia elétrica e ter dinheiro, a fim de comprar a geladeira que permitirá guardar os alimentos por mais tempo, liberando uma parte dele, antes usado de obtê-los – para aquele em que o tal tempo ganho pela existência da geladeira fica à disposição para outras tarefas, como refletir sobre o futuro da família, especialmente a educação dos filhos, e sobre por que raios ele/ela tem que andar 100 quilômetros para me consultar com um médico que nem sempre está lá, levando um tempo enorme devido ao péssimo transporte público.
A adaptação a esse novo tipo de racionalidade é um problema que afeta, em primeiro (e em segundo e terceiro) lugar os políticos e as diversas instâncias governamentais e suas burocracias. Outras instituições da sociedade, porém, terão que passar por esse processo e seria de bom alvitre para elas irem pensando nisso. Entre essas instituições, até pelo seu papel central na sociedade, estão os meios de comunicação.
No caso específico do Globo, a reflexão deveria partir de sua direção de redação, já que, por sua posição no processo de produção, tem acesso privilegiado aos dados reais do problema, entre eles aqueles trazidos pela “jovem guarda”, que anda pelas ruas e enfrenta-os diretamente. Levar essas reflexões aos Marinho é dever dos “aquarianos”. Se não o cumprirem, serão cobrados lá na frente.
E quanto à “jovem guarda”? Bem, se eu tivesse menos 20 anos e fosse tão bem preparado como eles são hoje em dia, e diante desse literal mundo de oportunidades que a mídia e as indústrias criativas e de serviço oferecem, eu estaria pensando seriamente em pular fora desse barco, pois já dá para ouvir as chapas de aço rangendo e uns barulhos estranhos vindo lá da casa de máquinas, enquanto os oficiais se esbaldam no salão de baile.
http://coleguinhas.wordpress.com/
Vânia
20 de outubro de 2013 10:15 pmNem é preciso replicar. Simples assim.
[video:http://www.youtube.com/watch?v=i1E3Ek_WZuA%5D
Gão
21 de outubro de 2013 12:06 amcom vara longa
[video:http://www.youtube.com/watch?v=ZPtYJB5O2m4%5D
:p
Vânia
21 de outubro de 2013 4:26 amnão podia
esperar outra coisa de vossa excelência (que deve ser curta e finíssima)
complexo explica.
Gão
21 de outubro de 2013 7:13 amLmao
Aê todo mundo dormir que só se pensa besteira essa hora
bons sonhos(limpinhos)
Gão
20 de outubro de 2013 11:42 pm(Sem título)
[video:http://www.youtube.com/watch?v=k00vHrunCDU%5D
Gão
21 de outubro de 2013 12:54 am(Sem título)
[video:http://www.youtube.com/watch?v=hn4JyodL7K4][video:http://www.youtube.com/watch?v=oYU9vAGDOmc]