4 de junho de 2026

O ano eleitoral e a Política monetária.

Creio que estamos diante de uma alteração da Política Monetária em função das eleições de 2014, que tem provocado uma queda no superávit primário.

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Nos primeiros dois anos, o Governo da Presidenta Dilma e a atual direção direção do Banco Central do Brasil, com os cortes no orçamento e a introdução das medidas macroprudenciais, atuaram para reduzir os juros da selic, o diferencial de juros, a dívida publica líquida em relação ao PIB.

Além disso também ocorreu uma melhorara na competitividade das empresas instaladas no Brasil, com a correção gradual da taxa de câmbio, redução do custo da energia elétrica, a desoneração da folha de pagamento.

Agora na segunda metade do primeiro Governo da Presidenta Dilma, basicamente em função do aumento gastos dos governos municipais, estaduais e federal,  que naturalmente ocorre no período eleitoral, a atual direção do Banco Central aumentou os juros da Selic, para compensar uma parte dos impactos do natural  aumento dos gastos em um ano eleitoral, e os efeitos da precificação dos ajustes que estão sendo sinalizado pelo FED.

É importante lembrar  quem em função da legislação eleitoral, a maior parte do aumento dos gastos governamentais visando a disputa eleitoral, vai ocorrer no terceiro trimestre de 2013 e o primeiro semestre de 2014.

Creio que o aumento dos juros da Selic está sendo um pouco maior, em função dos impactos dos aumentos dos preços da soja, do milho e do trigo no mercado internacional em 2012, que elevou o patamar da inflação no Brasil e também em função da precificação do ajuste da politica monetária sinalizada pelo FED.

De qualquer maneira, considerando o atual patamar da inflação no Brasil, e as expectativas de inflação para os próximos dois anos, o atual patamar dos juros da Selic sinaliza juros reais em torno de 3,5%, o que é um patamar muito baixo em termos históricos no Brasil, e baixo também considerando o atual ritmo de crescimento do PIB.

Na Medida em que passar as eleições será possível ajustar os juros da Selic, principalmente levando em consideração as alterações que forem realizadas pela nova direção do FED.

Creio que a ata da reunião do copom  dos dias 8 e 9 de outubro de 2013, que deve ser divulgada no dia 17 de outubro de 2013 às 8:30, já deve trazer uma sinalização para o encerramento do atual ciclo de aumento dos juros da Selic, apesar do copom ter repetido o comunicado das duas reuniões anteriores.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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