4 de junho de 2026

Policiais envolvidos no caso Amarildo se apresentam

Jornal GGN – Os dez policiais envolvidos no desaparecimento do pedreiro Amarildo Dias de Souza, de 43 anos, que tiveram a prisão decretada na última sexta-feira (4), já se apresentaram ao quartel-general da Polícia Militar do Rio de Janeiro. Os PMs são acusados pelo Ministério Público, que abriu processo penal contra os policiais pelos crimes de tortura seguida de morte e ocultação de cadáver.

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A prisão preventiva foi decretada pela juíza Daniella Alvarez Prado, da 35ª Vara Criminal do Rio. Os envolvidos são o tenente Luiz Felipe de Medeiros, ex-subcomandante da UPP; o sargento Jairo da Conceição Ribas; o major Edson Raimundo dos Santos, ex-comandante Unidade de Polícia Pacificadora da Rocinha.

Além deles, também são acusados os soldados Douglas Roberto Vital Machado, Marlon Campos Reis, Jorge Luiz Gonçalves Coelho, Victor Vinicius Pereira da Silva, Anderson Cesar Soares Maia, Wellington Tavares da Silva, e Fabio Brasil da Rocha Graça.

O secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, se manifestou, em nota publicada recentemente, onde disse que deu prioridade à investigação do sumiço de Amarildo. Ele ressaltou que o objetivo, agora, é “manter a integridade da UPP Rocinha” que, de acordo com ele, “tem a aprovação da grande maioria dos moradores”.

“O caso está nas mãos da Justiça, que definirá se os policiais são culpados ou inocentes. Quanto ao crime, houve empenho da Secretaria de Segurança, através da Divisão de Homicídios da Polícia Civil, que deu prioridade ao caso. Administrativamente, a PM tomará as providências que sempre toma, lembrando que constitucionalmente essas pessoas têm direito a ampla defesa, tanto administrativa quanto criminalmente. O importante agora é manter a integridade da UPP Rocinha, que tem a aprovação da grande maioria dos moradores”.

O pedreiro Amarildo Dias de Souza foi dado como desaparecido desde a noite de 14 de julho. Na Ele foi visto pela última vez depois que foi abordado por PMs e conduzido de sua casa à sede da UPP da Favela da Rocinha “para averiguação”. O caso gerou ampla repercussão nacional e foi lembrado durante as várias manifestações no Rio.

Com informações do Estadão.

Redação

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4 Comentários
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  1. Hélio Gomes

    6 de outubro de 2013 12:49 am

    “Administrativamente, a PM

    “Administrativamente, a PM tomará as providências que sempre toma” ou seja, nenhuma. Favelados e pobres deste Brasil são assassinados a todo momento, são muitos os Amarildos mortos pela UPPs e pela Rota e polícia militar de SP, e não há justiça, nun ca houve, e provavelmente nunca haverá.

  2. Hélio Gomes

    6 de outubro de 2013 12:53 am

    A polícia não fará nada, a

    A polícia não fará nada, a pobre família perdeu seu ente querido.  As PM sempre matou pobres Brasil afora, pra que as autoridades façam alguma coisa, os pobres, e favelados terão que se rebelar um dia, ir pra cima da polícia, e dos tribunais que não prestam pra nada. Lamentável

  3. Severino Fernandes

    6 de outubro de 2013 2:03 am

    Esse episódio do Amarildo

    Esse episódio do Amarildo lembra os mais negros momentos da ditadura militar. E mostra o quanto a população pobre ainda se encontra vulnerável a um Estado policialesco e repressor (sob as botas de uma polícia assassina), no pior sentido do termo.

  4. Severino Fernandes

    6 de outubro de 2013 2:04 am

    Esse episódio do Amarildo

    Esse episódio do Amarildo lembra os mais negros momentos da ditadura militar. E mostra o quanto a população pobre ainda se encontra vulnerável a um Estado policialesco e repressor (sob as botas de uma polícia assassina), no pior sentido do termo.

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