Jornal GGN – O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC) atingiu um total de 110,1 pontos durante o mês de setembro, praticamente o mesmo registrado em agosto, quando alcançou 110,3 pontos. Na comparação com setembro de 2012, o INEC caiu 2,7%, informa a pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Apesar da estabilidade do INEC, tal situação não se verifica ao analisar seus componentes, que mostram grande oscilação, ou seja, alternam momentos de expectativas positivas e negativas. Como os grupos de componentes apresentaram comportamentos contrários, o INEC variou pouco nos últimos meses.
Na comparação com agosto de 2013, a confiança recuou por conta da queda nos índices de expectativa de inflação e de desemprego. Os componentes restantes do INEC mostraram crescimento na comparação com agosto, sobretudo na expectativa da própria renda e de endividamento. Em agosto, na comparação com o mês anterior, aconteceu o inverso.
De acordo com o levantamento, “a confiança do consumidor está baixa há quatro meses” e que, em setembro, aumentou a preocupação dos brasileiros com a inflação e o desemprego nos próximos seis meses. O índice de expectativa de inflação caiu 5,9% em setembro na comparação com agosto.
No mesmo período, o índice de expectativa de desemprego recuou 5,6%. A queda nos dois índices revela que os consumidores estão mais pessimistas com a evolução dos preços e a oferta de emprego.
Ao contrário do que ocorreu no mês passado, os brasileiros têm uma expectativa mais positiva em relação à renda pessoal e às dívidas. O índice de expectativa sobre renda pessoal nos próximos seis meses aumentou 3,3% em relação a agosto. O índice de expectativa de endividamento cresceu 2,8%, e o de compras de bens de maior valor teve alta de 0,8%. O crescimento dos índices mostra que as pessoas estão mais otimistas.
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