4 de junho de 2026

Movimentos sociais acampam na frente da Petrobras para impedir leilão do pré-sal

Jornal GNN – Conforme prometido, ativistas de movimentos sociais e sindicais iniciaram nesta terça-feira (24) um acampamento em frente ao edifício sede da Petrobrás, no centro do Rio de Janeiro. Segundo o diretor do Sindipetro (Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro), Edson Munhoz, o objetivo do ato é impedir o leilão do pré-sal, marcado para 21 de outubro. “Vamos permanecer acampados até que a presidente Dilma Rousseff reverta o leilão”, diz Munhoz.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

“Centenas de pessoas estão aderindo ao movimento que foi batizado de Ocupa Petrobras; apesar do vento forte, frio e chuva já temos cerca de 500 pessoas acampadas”, relatou o diretor. Além de ativistas, já manifestaram apoio à campanha os sambistas Beth Carvalho e Noca da Portela, o ativista social Marcelo Yuka e o ator Paulo Betti.

Munhoz acredita que, com a chegada do aniversário da Petrobras no próximo dia 3, o número de pessoas deve aumentar. “Já estão previstas a vinda de caravanas de movimentos fora do Rio de Janeiro, como MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), MAB (Movimento Atingidos por Barragem), entre outros”, comenta.

O diretor do Sindipetro conta que, na comemoração dos 60 anos da estatal, o movimento Ocupa Petrobras fará uma festa crítica para denunciar o endividamento e a falta de investimento. “Faremos um showmício da campanha do petróleo na Praça 15, no centro do Rio de Janeiro. E, para  as 18h30, está prevista uma atividade no Clube de Engenharia, com a presença de senadores”.

Além das atividades promovidas em frente à sede da Petrobras, também estão sendo articuladas algumas frente políticas no Congresso Nacional. “Vamos realizar um seminário contra o leilão de Libra no Senado Federal; o evento está sendo construído entre os movimentos e o senador Roberto Requião (PMDB)”, afirmou o dirigente sindical. Questionado sobre as expectativas em relação ao leilão, Munhoz disse ter esperança de que o governo volte atrás, “depois dos acontecimentos internacionais com a revelação de espionagem dos dados da estatal, somados ao movimento que tende a crescer, esperamos que o governo suspenda o leilão”.

Acampamento

As diversas lideranças que discursaram em frente à Petrobras consideraram um erro estratégico do Brasil entregar o campo de Libra, com estimativas de se chegar a 15 bilhões de barris (ou mais) em reservas.

O acampamento é formado por representantes das organizações que integram a campanha o Petróleo Tem que Ser Nosso, como Sindipetro/RJ (Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro), MST (Movimento de Trabalhadores Sem Teto), FIST (Frente Internacionalista dos Sem Teto), entidades estudantis, Movimento Ocupa Cabral e dezenas de outras. No dia 21 de outubro data do leilão, o movimento “Ocupa Petrobras” fará um grande ato para barrar o leilão de Libra.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

8 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Filipe Rodrigues

    26 de setembro de 2013 10:41 pm

    Por quê ficaram calados

    Por quê ficaram calados quando a Dilma fez a concessão dos aeroportos (algo muito mais grave e danoso)?

    No leilão do Pré-sal as empresas inglesas e americanas caíram fora e a Petrobrás vai ganhar a grande maioria…

  2. Márcio Carioca

    26 de setembro de 2013 11:43 pm

    A esquerda que a direita adora

    É muita burrice.

    O adiamento do leilão só interessa à Chevron, Exxon, BP, e seus aliados entreguistas, que esperam um momento político mais favorável.

    Ninguém está entregando nada. O modelo de partilha é extremamente favorável ao país, pois pelo menos 40% dos ganhos irão diretamente para o governo, fora os impostos cobrados sobre o restante, os 15 bilhões de bônus inicial e ainda a participação mínima de 30% da Petrobras. A destinação dos recursos para a educação é outro trunfo importantíssimo. E ainda a imensa alavancagem de investimentos com a construção de plataformas, navios, refinarias, etc.

    O que esses gênios propõem em lugar do leilão? Deixar o petróleo no fundo do mar até que a Petrobras tenha capital para investir sozinha?

    1. sersikera

      27 de setembro de 2013 2:19 am

      Os gênios querem que não haja

      Os gênios querem que não haja leilão e que a partilha seja apenas entre a Petrobras e a PPSA, como permite a nova lei do petróleo, para que nenhuma gota seja entregue a empresas estrangeiras. A Graça Foster declarou esta semana que a estatal tem plenas condições de tocar Libra sozinha.

      É hilário ver os defensores incondicionais do governo do PT se contorcendo em explicações para justificar a entrega de bilhões de barris de petróleo do maior campo já descoberto no país para chineses, indianos, holandeses,…

      1. Márcio Carioca

        27 de setembro de 2013 3:03 pm

        Condições vantajosas para o país

        A questão é que a partilha permite acelerar a produção, reduzir custos operacionais, aproveitar o momento em que o petróleo ainda tem uma grande vantagem competitiva e, principalmente, gerar rapidamente recursos que vão transformar o Brasil num país mais próspero e justo. E as condições são bastante razoáveis: as empresas estrangeiras deverão ter uns 60% de participação, ou seja, admitindo um preço de 100 dólares por barril, elas ficam com 60; deduzindo os custos de operação, sobram uns 50 dólares por barril, dos quais 25 pertencem ao governo; dos 25 restantes, devem ser pagos ainda os royalties, os tributos, e o bônus inicial de 15 bilhões.

        No preço atual, as empresas devem levar no máximo um lucro final de 15 dólares por barril, o que no entanto permitirá ao país arrecadar muito mais rápido os outros 85 dólares por barril e deslanchar o desenvolvimento. É uma opção absolutamente razoável.

        Não é à toa que os urubus estão torcendo contra e criticando o governo por “espantar os investidores”. Leia com atenção este artigo do Fernando Brito e vc entenderá melhor a minha posição.

        http://tijolaco.com.br/index.php/carta-ao-metri-quem-leva-quanto-e-porque-em-libra/

  3. Zanchetta

    27 de setembro de 2013 1:03 am

    “Movimentos sociais” contra o

    “Movimentos sociais” contra o Governo? Isso não ecziste!!!

  4. emerson57

    27 de setembro de 2013 1:38 am

    apoiado!

    o brasileiro passa a assumir a cidadania,

    não mais aceita decisões dessa magnitude sem que o governo combine antes com o povo.

    do jeito que esse leilão vem sendo conduzido,

    dá muitos indícios que há interesse escuso envolvido.

     

  5. nosde

    27 de setembro de 2013 2:20 am

    Convidem tambem o Alvaro Dias

    Convidem tambem o Alvaro Dias . . . . k k k k k k . . . . . Sem Teto, Ocupa Cabral . . . . po, então eu tambem entendo de petroleo e de leilão . . . . . .

  6. sersikera

    27 de setembro de 2013 2:31 am

    Guilherme Estrella critica leilão de Libra

    Estrella: “leiloar 10 bi de barris já descobertos não está certo”

    http://www.aepet.org.br/site/noticias/pagina/10546/Guilherme-Estrella-critica-leilo-de-Libra

Recomendados para você

Recomendados