19 de junho de 2026

Depois dos médicos, a hora da gestão na saúde

Está na hora de retomar os conceitos de gestão para a área da saúde.

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O país já dispõe de tecnologia de gestão, especialistas, métodos consagrados para aplicar em toda rede pública e ajudar na rede privada.

O primeiro passo é pensar prospectivamente o setor. O Brasil está envelhecendo. Essa mudança demográfica trará impactos expressivos sobre a saúde pública. Há que se desenvolver e deflagrar políticas de prevenção.

O segundo passo é ter uma visão sistêmica do setor.

É evidente que faltam médicos, médicos são essenciais e devem ser procurados onde estiverem disponíveis, seja em Cuba ou na Espanha.

Mas é evidente, igualmente, que os problemas da saúde não se resumem à falta de médicos.

***

Qual o problema da saúde? Só se saberá se buscar dados na ponta, nos usuários do sistema.

Em toda cadeia da saúde, além do Programa Saúde da Família, os dois únicos pontos de contato com os clientes são hospitais e prontos socorros. Os problemas efetivos da saúde são aqueles que impactam diretamente o universo dos usuários.

Na ponta, percebe-se falta de médicos mas, também, falta de leitos.

Pode-se melhorar a oferta de leitos por meio de investimentos – com recursos escassos – ou de gestão. Essa é a questão.

***

Recentemente foi feito um trabalho em dois hospitais públicos de emergência de Maceió. Doentes se acumulavam nos corredores, morrendo sem atendimento. Naqueles hospitais, portanto, o problema era de falta de leitos e de atendimento.

***

Procedeu-se inicialmente a um levantamento estatístico. Mostrou-se que o tempo médio de permanência de cada paciente era de 12,5 dias por doente/leito. No sul, a média é de quatro dias. Trazer o número para quatro dias significaria triplicar a oferta de leitos sem nenhum investimento adicional. Mas como reduzir o prazo sem afetar o atendimento?

O segundo passo foi identificar os fatores de atraso na liberação dos pacientes.

***

Uma das razões era o fato do doente estar pronto para ser liberado mas depender da baixa dada pelo médico. Se o médico se ausentasse do hospital na sexta-feira, a alta só era concedida na segunda.

Outro fator de atraso era na documentação interna dos hospitais. Antes de liberar, o hospital precisa levantar todas as despesas efetuadas, conferir o estoque de remédios para saber se havia pendências, em procedimentos que levavam vários dias.

Em alguns casos, não aparecia um familiar para levar o paciente embora.

Em suma, uma infinidade de pequenos problemas que, somados, levavam a uma média absurda de tempo de internação.

***

Localizado o problema, foram montados indicadores para cada uma das causas e, junto com os funcionários do hospital, montado um plano de ação para resolver os problemas, um a um.

Em seis meses, a média de internação caiu para 6,5 dias. Ou seja, dobrou-se a oferta de leitos sem dispender um tostão a mais de investimento e de aumento nos custos operacionais.

***

Esses modelos precisam ser expandidos para todo o país.

Primeiro, a análise dos problemas na ponta do atendimento. Depois, o mapeamento de todo o modelo de saúde até chegar nos poderes públicos municipal, estadual e federal.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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30 Comentários
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  1. Sergio Schneider

    19 de setembro de 2013 12:17 pm

    Na mosca, Nassif!

    Prezado Nassif:

     

    Este artigo não poderia ser mais apropriado! No Brasil temos Medicina de primeiro mundo, engenharia também é de excelente qualidade, mas, posso estar errado, somos os piores gestores do mundo! Porque? Acho que o fato de vivermos em uma terra rica e abundante, onde nunca falta nada (especialmente para os ricos) não há porque gerir.

     

    Há uns 8 anos atrás, o Ministério da Saúde fez um esforço de criar um sistema para a gestão dos 30 e tantos Hospitais Universitários, que carregam uma parcela significativa do esforço de atendimento à saúde do país. O projeto nem decolou. Era mal gerido de partida. Projeto AGHU.

     

    Se fosse bem gerido, teria custado perto de 20 milhṍes de reais (estimativa do custo do software), um valor de uns 4 a 6 milhões para a implantação em cada Hospital e se pagaria nos primeiros 6 a 12 meses de uso! Pergunto a você Nassif e aos participantes: existe investimento mais rentável no país? No mundo? O que este sistema faria é a implantação de boas práticas de gestão, com a repetição dos exemplos de ocupação racional dos leitos e outras dezenas de situações assim.

     

    Na tentativa de entender porque projetos de forte teor  organizacional morrem na praia mesmo quanto os partidos no poder são os que minha geraçao sempre quiz (sou 68 😉 ) cheguei à seguinte explicação: temos hoje na patria amada 750 mil advogados habilitados a exercer a profissão, com carteirinha OAB; temos 350 000 médicos (menos da metade) e não descobri o número de engenheiros (chuto uns 200 000). Os EUA têm o mesmo número de advogados, mas uma população 50% maior e uma economia uma ordem de grandeza também maior. O Japão, 14 000 advogados. Dizia um ex-aluno meu que foi trabalhar lá: “aqui todo o mundo é engenheiro”. Numa terra de bachareis, florecem leis, aos milhares. Mas os serviços …

     

    Sugiro a abertura de uma rodada de debates sobre este tema. Podem começar, criticando os dados que passei. É o que de melhor poderemos de oferecer para o proximo presidente/presidenta do páis.  É claro, dentro do meu viés de profissional de TI.

     

    Sérgio

     

     

  2. ArthurTaguti

    19 de setembro de 2013 12:41 pm

    É muito importante implantar

    É muito importante implantar um sistema de gestão eficaz no SUS, mas não sei se seria possível, se ficarmos apenas no terreno dos bons exemplos.

    Sem a coordenação do governo federal (ou no mínimo estadual), fica difícil universalizar práticas como vistas no Hospital de Maceió. Temos, tanto na saúde quanto na educação, alguns bons exemplos regionais aqui e ali, mas eles são exceção, não regra, fruto do bom trabalho de um ou outro gestor.

    Agora, o problema mais importante do SUS é político.

    O lobby das operadoras de planos de saúde é imenso, e financiam políticos de todas as colorações partidárias para manter o sistema público no Estado em que vemos hoje. O problema é de direcionar mais $$$$ pro Sistema. Adib Jatene já repete há muito tempo que o sistema está subfinanciado, e mesmo assim não vemos aumento muito drástico de receitas para o setor, nem uma preocupação na boca dos nossos políticos. 

    Um ponto que você tocou é o mais interessante: o envelhecimento da população. O plano de saúde dos idosos é impagável para grande parte (esmagadora maioria, ouso dizer) da população. E também o SUS não é o melhor sistema para eles, pois um, ou dois dias, até horas de espera pode ser fatal.

    Aí, o sujeito que pagou o plano de saúde a vida inteira, não consegue pagá-lo quando mais precisa e quando os proventos de sua aposentadoria minguam.

    Então, se a transformação do SUS em um sistema público digno de países em que predominam o Welfare está distante, creio que o governo deveria investir maciçamente para dar assistência gratuita ao idoso. O SUS já oferece ótimo serviço em determinadas áreas (como oncologia), e o fornecimento de remédio gratuito para algumas doenças já é uma realidade, então deveria também avançar neste sentido.

    Já ouvi dizer que o Ministério da Saúde está pretendendo algo neste sentido, seria muito salutar também políticas públicas direcionadas a estas pessoas.

     

  3. ArthurTaguti

    19 de setembro de 2013 1:00 pm

    Os engenheiros são

    Os engenheiros são importantíssimos para o desenvolvimento tecnológico/nacional, mas precisamos de mais engenheiros bons em planejamento e projetos.

    Mesmo entre os engenheiros (em número insuficiente) que temos, a maioria se especializa em executar, lidar com tecnologia pronta importada do exterior, pra só montar e finalizar o acabamento. 

    O nosso país tem que investir não só na formação de mais engenheiros, mas também em pólos tecnológicos vinculados às universidades públicas (ou privadas). 

    Vejo aqui mesmo em São Paulo, umas faculdades públicas de engenharia sem eira nem beira. Lógico, são bons cursos que formam ótimos engenheiros para trabalhar na Embraer e montar um avião, na Wolks e montar um carro, que ganhará muito bem $$, mas que pouco ajuda para o nosso desenvolvimento tecnológico.

    Muito pouco para um país que visa o papel de potência. Se na tal “locomotiva da nação” (estou sendo irônico, e usando o jargão dos saudosistas de 32) o exemplo não é dos melhores, o que temos para mostrar?

    Mas, também não é só deserto.

    Existem boas iniciativas, como o Parque Tecnológico de São Carlos. Lá temos a USP e UFSCAR, e de suas pesquisas saem experiências interessantíssimas. Tal qual Nassif enumera sempre os bons exemplos de gestão, o(s) poder(es) público(s) deveria se mirar nos bons exemplos (como São Carlos)  para expandi-los nacionalmente.

    Precisamos não só de Mais Engenheiros, mas também de mais pesquisa, mais recursos, mais planejamento.

     

  4. jc.pompeu

    19 de setembro de 2013 1:20 pm

    ou na medicina popular

    ou na medicina popular:

    botaram a carroça na frente dos burros…

    primeiro aplicaram o remédio genérico mais médico publieleitoral e somente depois querem estruturar uma política de saúde para servir aos mais médicos, ao invés do contrário! ou seja, querem agora, com o mais médicos caídos de marte na sala sem móveis, fazer o diagnóstico “rigoroso” de qual é a doença crônica da saúde pública brasileira.

    se melhorar, estraga!

    1. Arthemísia

      19 de setembro de 2013 3:22 pm

      Não senhor, já existe uma

      Não senhor, já existe uma política de saúde estruturada no país e se chama Sistema ùnico de Saúde. Não precisa acreditar e defender tudo o que Nassif escreve, pois ele também não é Deus.

      Agora, vá fazer planejamento em saúde sem incluir médicos, para ver no que dá. Simplesmente não funciona; as pessoas quando vão ao posto de saúde querem ser atendidas por médicos e não por máquinas. Um médico, sem uma equipamento de tomografia, ainda pode fazer um diagnóstico; mas um tomógrafo sem médico não faz nada. O governo está certo em querer resolver a ausência dos médicos porque este é um dos pontos de estrangulamento do sistema. Como diz Nassif, faz parte da gestão gerir recursos humanos.

      1. luisnassif

        19 de setembro de 2013 4:12 pm

        sus e gestão

        Desde quando ter gestão é ser contra o SUS? O fatod e se ter uma estrutura fantástica como o SUS facilita a implementação de grandes programas de melhoria de gestão.

  5. Branca Teresinha

    19 de setembro de 2013 1:46 pm

    O problema é sim em primeiro

    O problema é sim em primeiro lugar enviar médicos para regiões onde não existe tecnologia de ponta, nem hospitais, nem coisa alguma. A população precisa em primeiro lugar de um médico. É isso que o governo está fazendo. Depois e até simultaneamente o ideal é partir para gestão. O que dizer de uma rede onde os médicos deixam pacientes em estado lastimável esperando eles tomarem café, baterem papo furado com colegas, ou apenas assinar o ponto e ir embora?  O fator humano na medicina é que está precisando urgente de UTI.

  6. drigoeira

    19 de setembro de 2013 1:55 pm

    Gestão

    É o caso de vc entrar na carreira política. Prefeito de Poços de Caldas.

  7. Ledour

    19 de setembro de 2013 2:32 pm

    Comentario de um amigo meu no

    Comentario de um amigo meu no Facebook ainda a pouco…

    “Fui no Hospital Regional ainda pouco, meu pai está lá aguardando uma intervenção cirúrgica no setor de cardiologia. Olha amigos, o que eu vi me deixou triste, muitas pessoas aglomeradas no PS esperando um quarto, médicos e funcionários na maior boa vontade e sem quase nenhuma estrutura. Dizem que tem 40 leitos parados sem condições de uso no Regional. Olha amigos, tenho aqui malhado os nossos médicos, mas realmente as condições de trabalho oferecidas nos nossos hospitais públicos é de chorar. Antes de qualquer obra nessa cidade, que resolva-se os enormes problemas na nossa saúde publica.”

    A cidade e’ Joinville, SC, que, teoricamente, tem um dos melhores IDHs do pais, imagina nos rincoes. 

    1. Julião

      19 de setembro de 2013 10:05 pm

      Comentário de uma amiga em SP

      “Fui a um hospital do SUS, aqui em São Paulo, para marcação de uma mamografia por suspeita de cancer mamário. A demora foi de 3 horas, pois o médico estava atrasado. Um monte de gente esperando o “doutor”. Com a chegada do médico, começou uma série de consutas rápidas, pois acredito que estava com pressa para ir para o próximo compromisso. Entrei na sala, o médico, sem olhar no meu rosto, perguntou o que eu tinha. Quando comecei a contar da minha ultima consulta com um clínico geral que pediu-me para ir a um especialísta para falar sobre o problema na mama, ele cortou a conversa e disse “diga qual é o seu problema”. Disse que precisava de verificação da mama para ver se tinha cancer. Ele deu uma guia, sem olhar para mim ou apalpar meu seio, dizendo para mim marcar a mamografria. Estava finda a comnsulta com o “especialista”. Fui marcar a consulta, inforamaram-me que só seria possível para mais 5 meses, pois estava tudo lotado”.

       

      Para voces verem que mesmo na cidade de São Paulo, com IDH alto, os médicos daqui continuam a tratar os pacientes da mesma maneira que os de IDH baixo – MUITO MAL!  São omissos e pouco interessados nos pacientes, e pensam apenas a não ser nas suas atividades mais lucrativas, que a credito serem as da sua proxima agenda.

  8. Maria Luisa

    19 de setembro de 2013 4:06 pm

    Eh isso mesmo, além de

    Eh isso mesmo, além de médicos, precisamos de estrutura, que passa também pela reorganização do funcionamento de hospitais, clinicas e postos de saude publicos.  Acho que esse sim deveria ter sido o debate da midia junto à questão da “importação” de médicos. 

  9. Durvalino

    19 de setembro de 2013 4:18 pm

    ………………….  a

    ………………….  a hora da gestao nasude passa por imediata construçao de hospitasi.

    na minha cidade, com 450 mil pessoas, ha quarenta anos nao se constroe um unico hospital e a iniciativa privada alega lucro baixo.

    sera q teremos o bolsa suicidio !!!   eh menos despesa na rubrica saude.

     

     

  10. Calma

    19 de setembro de 2013 5:55 pm

    Esse é a contrapartida dos

    Esse é a contrapartida dos prefeitos que farão até por ser esta condicionante da renovação dos contratatos. O fato é que sempre foi mais prejuízo eleitoral fazer posto sem ter médico do que não fazer

  11. Rui Daher

    19 de setembro de 2013 5:58 pm

    Saúde e gestão

    Melhorasse apenas em 50% a gestão de órgãos públicos e o País cresceria a taxas anuais o dobro do que cresce hoje.

  12. CELSO ORRICO

    19 de setembro de 2013 6:19 pm

    e a grana?

    com a derrubada da CPMF pela direita e sonegadores , os mesmos que hoje combatem o Mais Médicos, foram 300 bilhões de reais que a Saúde perdeu nos últimos 6 anos..como disse o Dr. Adib Jatene àquela época no Senado: “vcs vão cometer um crime contra a Saúde”.. e cometeram..

  13. Calvin

    19 de setembro de 2013 6:51 pm

    Traduzindo, Gestão, e não

    Traduzindo, Gestão, e não apenas a competência de espalhar a fama de que a tem, sem respaldo na realidade….

  14. Ledour

    19 de setembro de 2013 7:11 pm

    Depois de 11 anos de governo

    Depois de 11 anos de governo lulopetista com a saude em frangalhos (coisa nem nem o mais fanatico petista consegue esconder), agora com a compra de 4 mil medicos cubanos e’ hora da gestao.  Pelamor de Deus Luis Nassif se vc quer bajular o governo por razoes que agora nao vem nao vem ao caso, pelo menos nao trate as pessoas como idiotas.

     

     

  15. FILIPPINI

    19 de setembro de 2013 7:30 pm

    Fora de Pauta

     

      Nassif,não achei local para inserir esta dica de reportagem.Portanto a deixo aqui com o título :

      Fora de Pauta

    Economista sul-coreano avalia os desafios do atual sistema capitalista

    LINK : http://g1.globo.com/globo-news/milenio/videos/t/programas/v/economista-sul-coreano-avalia-os-desafios-do-atual-sistema-capitalista/2132771/

     

    Vale subir como post para visualização da turma e comentários posteriores

  16. ebs

    19 de setembro de 2013 8:19 pm

    gestão/saúde

    O SUS é mais que importante .  É uma das  maiores  conquistas do brasileiro na constituição de 88. É algo como a dignidde da vida”, Porque é na ora da infelicidade de uma doença que se sente sua vulnerabildiade humana e se tem a necessideade de cuidados.Até entao se é um máquina de trabalho, de pagar impostos, de divertir de parir novos brasilieors,,,e vai por aí.

    Por isto Nassif, o seu artigo de gestão na saúde foi primoroso e absolutamente necessário.Mas pareceu-me em alguns comentários que as pessoas não sabem o que  é administrar, gerir. Seria preciso o Governo colocar um ADMINISTRADOR(ORA) com curso superior em cada unidade e realizar cursos desses de pelo menos um a dois meses, para coordenadores hospitalres e chefes e ensinar o que são procedimentos de gestão adminnistrativos e de pessoas. E paralelamente ensinar o que é CIDADANIA e solidariedade  e responsabilidade social.

    A grande maioria  dos chefes de unidades de saúde é analfabeta funcional em termos de gestão, pois são indicações políticas de toda ordem. Compactuam com a ineficácia, com a desorganização, com o improviso, numa área, que como você exemplificou, é de especialistas.Gente que passará a pensar e a executar procedimentos de eficiência, eficácia e produtividade, como fazem as grandes empresas. 

    Aí a marcação das consultas deixará de ter filas  de madrugada. o retorno aos médicos especialistas ou não será assegurado – os convêniso administram milhões de consultas e você não  vê credenciado  levantando de madrugada para marcar consultas. Vê? Eu nunca vi. Os exames serão realizados, as internações terminarão no dia adequado, não se verá mais rodinhas de atendentes e médicos conversando, enquanto as pessoas esperam. 
    O funcionário público vai se conscientizar de que é um trabalhador como os demais e que suas horas de trabalho tem que dar lucro ao patrão, ou seja ao contribuinte.Assim  deixará de usar sua ânsia de Poder e arrogância e conquistará o respeito de toda a sociedade, porque até agora são apenas tolerados, na grande maioria. 

  17. evandro condé de lima

    19 de setembro de 2013 8:36 pm

    E a educação?

    Enquanto isso nosso ensino fica aonde? Alguém por favor me mostre qualquer medida dos governos (qualquer esfera) para REALMENTE transformarmos a educação no país.

  18. Jorge Nogueira Rebolla

    19 de setembro de 2013 8:52 pm

    Leitos hospitalares do SUS, nem um em 12 anos

    A política de saúde dos governos petistas de Lula e Dilma conseguiu uma proeza. Em 12 anos consecutivos não ampliou em 1 leito, nem um único leito, a rede pública de saúde brasileira. Temos em setembro de 2013, em números absolutos, menos leitos disponíveis no SUS do que em dezembro de 2002.

    Para cada leito criado em hospital público mais de um foi fechado em hospitais particulares ou filantrópicos conveniados. Considerando que neste período a população brasileira cresceu algo em torno de 30.000.000 a situação ficou ainda pior do que já estava.

    1. Ledour

      19 de setembro de 2013 6:59 pm

      Pois e’ Jorge, quem nao tem a

      Pois e’ Jorge, quem nao tem a memoria bloqueada pela idelologia lembra do boquirroto Luiz Inacio afirmando que sistema de saude brasileiro estava proximo da perfeicoa e dava ate’ vontade de ficar doente para frequentar uma UPA. 

    2. Anarquista Lúcida

      20 de setembro de 2013 1:12 am

      Se p/ 1 leito público aberto se fechou 1 privado, está MELHOR

      Ora, ora. Você está juntando laranjas e bananas como se fossem a mesma coisa e dizendo que o número de frutas nao mudou. Mas, para a populaçao, se há o mesmo número total de leitos, mas uma maior participaçao de leitos públicos, a situaçao melhorou, e muito. Que os planos de saúde criem os hospitais privados, o governo tem que se preocupar é com os públicos mesmo. 

  19. Julião

    19 de setembro de 2013 10:09 pm

    Coxinhas

    O blog está cheio de coxinhas e amigos de coxinhas, Assim não dá!

  20. Justo Justíssimo

    19 de setembro de 2013 10:28 pm

    Aqueles que criticam os

    Aqueles que criticam os médicos brasileiros tenham um pouco de boa vontade e vá no pronto socorro de qualquer hospital público.Fui várias vezes em pronto socorros acompanhando parentes e ví um trabalho estenuante, são médicos,enfermeiros e outros funcionários da saúde lutando para salvar pessoas dia e noite.O Brasil precisa de Gestão Competente e principalmente investimentos em Coleta e Tratamento de Esgoto e Água Tratada em todos os municípios. causa de inúmeras doenças endemicas e que lotam Postos de Saúde e Hospitais.

  21. Walter o primeiro

    19 de setembro de 2013 10:32 pm

    b a= ba, c a= ca

    Nassif

    Esta sua exposição apenas demonstra como a gestão da saude é complexa e jamais pode ser bem feita por pessoas inexperientes na area. O que vc descreve é apenas um fragmento basico que qualquer um da area conhece. Se te contaram esta historia como uma grande descoberta, não é.

    Situações muito mais complexas ocorrem. 

  22. Vanderle

    19 de setembro de 2013 10:42 pm

    Off Tópico

    Prezados,

     

    Para quem gosta de investimento de ações tem um fórum muito bom, porém 95% dos participantes são reacionários de carterinhas quando o assunto vai por lado politico. O pessoal de lá ainda vivem na guerra fria, onde comunista continua sendo comedor de criancinhas.

    http://br.advfn.com/forum

     

     

     

     

     

  23. FB Lutador

    19 de setembro de 2013 11:06 pm

    Ué, passados quase 11 anos do

    Ué, passados quase 11 anos do atual consórcio governista e agora, agorinha, a gestão, financiamento e auditoria-controle do SUS entra na pauta governista?!

    Fico abismado com esta questão gravíssima, o SUS não se construiu e não se consolidou, é um monstrengo subfinanciado, amaldiçoado por este governo e pelos seus antecessores, de Collor a Lula 1 e 2.

    De fato, sem FINANCIAMENTO, GESTÃO e CONTROLE-AUDITORIA não se tem saúde pública.

    Saúde Pública NÃO é igual a número de médicos. Médico NÃO É igual a saúde. Esta equação não é verdadeira.

    Saúde Pública é muitíssima mais complexa e intrincada.

    Milito há anos como conselheiro de CMS em meu município e realmente este programa MaisMédicos é mera retórica eleitoreira para 2014, não resolve e não resolverá os gargalos e problemas da saúde no Brasil.

     

  24. CELSO ORRICO

    20 de setembro de 2013 12:13 am

    já no ES

    Ufes aceita aumentar vagas para Medicina

     


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    Supremo fez alegria de mensaleiros

    A Ufes já manifestou ao MEC que está disponível para aumentar em 50% as vagas do seu curso de Medicina: de 80 para 120 vagas. Foi uma resposta a uma consulta feita há alguns dias pelo Ministério da Educação ao reitor Reinaldo Centoducatte, em Brasília. Segundo o reitor, as novas vagas já poderiam ser oferecidas no ano que vem, desde que o governo federal dê a sua contrapartida autorizando, por exemplo, a contratação de mais funcionários para o Hospital Universitário (Hucam).

    No interior
    O reitor da Ufes disse que também está sendo discutida a criação de novos cursos de Medicina no Estado. Nada ainda foi definido, mas Cachoeiro já manifestou a intenção de ter um curso superior na área.

     

  25. herval

    22 de setembro de 2013 12:47 am

    Gestao

    A palavra gestão é ruim….nao se deve usar….lembra negócio sáude é negócio????

     

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