Jornal GGN – Em depoimento na Delegacia de Homicídios, uma testemunha relatou que o ex- major Edson Santos, da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da Rocinha pagou para ela prestasse falso depoimento na promotoria do Ministério Público, em troca do aluguel de uma casa fora da favela, desde que ela culpasse os traficantes da região pela morte do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza.
Ela confirmou em seu depoimento que o traficante Thiago da Silva Mendes Neris, o “Catatau”, a ameaçou afirmando que caso a mulher não saísse da Favela da Rocinha, faria com ela “o mesmo que fez com Amarildo”.
A mentira ganhou dimensões, a testemunha chegou a dizer no primeiro depoimento, que Amarildo e sua mulher “faziam serviço para o tráfico” e que o pedreiro chegou a oferecer R$ 50 para que um dos filhos dela quebrasse uma câmera da UPP.
O filho da testemunha que mentiu no depoimento está desaparecido. Ele teria sumido após levar um carregamento de drogas da Rocinha para o Caju, na zona norte, no ultimo dia 5. Já a testemunha afirma que “não pode voltar à comunidade por pressão dos criminosos da região”.
Afastamento
No dia 17 de agosto, o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, decidiu afastar o ex-major. A iniciativa foi tomada para minimizar o desgaste do militar com os moradores da comunidade, iniciada há dois meses com o desaparecimento do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza.
Sobre o caso
Amarildo desapareceu dia 14 de julho, na Rocinha, em meio a operação ‘Paz armada’, das polícias Civil e Militar, que identificou 90 traficantes. Ele foi visto pela última vez saindo da UPP e embarcando numa viatura da PM.
Com informações do Jornal O Dia
FATOS & BLA BLA
15 de setembro de 2013 3:40 pmo crime organizado esta nos
o crime organizado esta nos mais variados setores públicos e deve estar ocupando lugar nos 3 poderes.Não existe outra explicação para tanta impunidade,corrupção e corporativismo.