Jornal GGN – Uma das maiores dificuldades de pais de crianças que sofrem de paralisia cerebral é a comunicação. Identificar as necessidades dos pequenos com percepções subjetivas, em muitos casos, leva tempo. Foi para suprir essas dificuldades e evitar sofrimentos para sua filha que um analista de sistemas brasileiro resolveu desenvolver o Livox, um aplicativo que facilita essa comunicação, que já conta com uma rede de parceiros e até apoio do governo.
A primeira versão criada pelo analista Carlos Pereira para se comunicar com sua filha Clara, de 5 anos, tinha apenas uma tela onde eram apresentadas duas possibilidades de respostas: “Sim” e “Não”. Pereira fazia perguntas simples para que a filha indicasse a resposta. Para aprimorar o aplicativo, o analista de sistemas ouviu fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e pedagogos para criar uma versão mais completa. Resultado: o Livox se tornou o aplicativo mais bem aceito no mercado por sua funcionalidade.
É possível, por exemplo, identificar as sensações da criança, como fome, medo, felicidade, dor, tristeza. Do mesmo modo, os pais podem saber, em caso de fome, o que a criança deseja comer. Também são disponibilizadas, nas opções, questões simples de comunicação, como perguntas do tipo “Quem é?”, “O que é aquilo?”, “Comer quando?”. Verbos simples, que indicam vontades e desejos, são outras alternativas, que se completam com uma lista de palavras para formar frases.
Já existem outros aplicativos parecidos, mas todos estrangeiros e sem previsão para oferecer versões em português. Atualmente, o Livox recebe doações para continuar o desenvolvimento e conta, também, com apoio de empresas privadas, além de interesse do poder público no projeto. O site oficial do aplicativo criou campanhas para arrecadar doações de tablets que serão repassados a pacientes carentes, que sofrem de paralisia cerebral.
Veja o vídeo do aplicativo:
Com informações do agoraeuconsigo.org e Hypeness
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