4 de junho de 2026

Fio de sutura com células-tronco acelera a cicatrização de feridas

Jornal GGN – Um projeto de pesquisa feito na Unicamp (Universidade Estadual da Campinas) mostrou que um novo tipo de sutura feita com ajuda de células-tronco pode acelerar a cicatrização de feridas, em especial as chamadas fístulas – ferimentos ocasionados por falhas de cicatrização em etapas pós-operatórias. Em testes realizados em ratos, ficou comprovado que as cicatrizes fecharam muito mais rápido que qualquer outro procedimento usado atualmente, fazendo com que a recuperação caia de semanas para dias.

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O método utilizou um tipo espeçifico de as células, presentes no organismo humano. “As células mesenquimais podem ter se transformando em outras células [as que faltavam no local da ferida] ou liberado substâncias que propiciaram a diminuição do processo inflamatório e melhor vascularização na área, e ativaram as células-tronco do próprio tecido na área afetada, para que se multiplicassem ali”, afirma Ângela Luzo, uma das pesquisadoras envolvidas no trabalho.

Segundo os cientistas, não foi exatamente o uso das células-tronco, mas a forma como elas foram usadas. A novidade foi que as células foram injetadas diretamente nas fístulas por meio de um “fio de sutura enriquecido com células mesenquimais”. O fio de sutura é, inclusive, registrado em patente da Agência de Inovação Inova Unicamp. Segundo os pesquisadoers, os métodos convencionais, sem a injeção direta, não apresentam o mesmo resultado na cicatrização de feridas.

Técnica aprimorada

O método brasileiro chegou a ser feito na Espanha e nos EUA em pesquisas similares, mas sem os mesmos resultados. “No tratamento convencional, na maior parte das vezes, é feita uma tentativa de sutura direta da fístula, o que é bastante complicado de fazer, ou há um suporte nutricional para o paciente, e espera-se que a fístula feche, o que pode demorar, às vezes, 40 dias”, afirma o médico Joaquim Bustorff-Silva, professor e coordenador do Departamento de Cirurgia da FCM, que participa do grupo de pesquisa.

A expectativa dos pesquisadores é de que o método desenvolvido na Unicamp possa chegar em breve às mesas de cirurgias, a fim de reduzir o tempo de recuperação de pacientes. “Isso diminuirá muito a necessidade de internações, as complicações por causa das fístulas, mas, basicamente, reduzirá muito o tempo para a resolução do problema”, avalia o professor.

Preocupação constante

O surgimento de fístulas é uma preocupação constante, já que, na média, 2% de pacientes submetidos a cirurgias no intestino desenvolvem esse tipo de ferimento decorrente do procedimento operatório. O número, que serviu de base para os estudos na universidade, pode chegar até a 20% no caso de pacientes de risco e naqueles que são influenciados por outros fatores, como uso de medicamentos imunossupressores, ou que estão debilidados pelo câncer ou que são portadores de algumas doenças específicas.

“Sabemos que esse tipo de célula [mesenquimais] libera vários fatores estimulantes de crescimento, substâncias que melhoram a cicatrização, que diminuem o processo inflamatório na região e que, portanto, poderão ser aplicadas em outros tipos de cirurgias e tratamentos”, afirma a hematologista Ângela Cristina Malheiros Luzo, professora da pós-graduação em Ciências da Cirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, orientadora da pesquisa.

Com informações da Unicamp

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  1. macedo

    10 de setembro de 2013 12:38 am

    Links da matéria original no Jornal da Unicamp

    Links da matéria original no Jornal da Unicamp, 09 a 15/set/2013, Nº 574

    http://www.unicamp.br/unicamp/ju/574/fio-de-sutura-com-celulas-tronco-acelera-cicatrizacao-de-feridas

    http://www.unicamp.br/unicamp/wp-content/uploads/jornal/paginas/ju_574_pagina_06e07.pdf

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